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Epílogo

por Magda L Pais, em 30.10.15

Um bom livro, Marcus, não se mede apenas pelas últimas palavras, mas pelo efeito colectivo de todas as que a precederam. Cerca de meio segundo depois de terminar o livro, depois de ler a última palavra, o leitor deve sentir-se dominado por um sentimento poderoso; por um instante, só deve pensar em tudo o que acaba de ler, olhar para a capa e sorrir com uma ponta de tristeza porque vai sentir a falta das personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter acabado de ler.

 

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert de Joël Dicker

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Livros em papel ou livros digitais?

por Magda L Pais, em 29.10.15

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Não gosto de ler e-books. Gosto de ler livros. Livros que eu posso pegar, cheirar, sentir.

Pegar e sentir as folhas e através do toque dos dedos e do olhar, viajar para novos mundos, viver outras vidas, conhecer outras emoções. Ouvir e cheirar as folhas quando se muda a página.

Pegar num livro é acionar quase todos os sentidos – o olfacto, o tacto, a visão, a audição… um livro traz, com ele, uma panóplia de sentimentos que são únicos, mas, ao mesmo tempo, repetíveis com outros livros.

Um livro permite que eu pegue nele e o leia nos transportes públicos, num banco de jardim, no sofá, numa sala de espera ou na praia…

Gosto de andar com um livro atrás. De o poder pegar para ler sempre que tenha oportunidade, ou quando, por necessidade de me abstrair do que me rodeia, arranjo essa oportunidade. O meu melhor calmante é, sem dúvida, a leitura de um livro.

Com um livro na mão, a minha mente viaja ao mesmo ritmo que a história que estou a ler. Desapareço da face deste mundo, para me reencontrar no mundo que está criado no papel. Quando leio, abstraiu-me de tal forma do mundo ao meu redor, que chega a ser ridículo o número de vezes que me tem de chamar para eu acordar do livro.

O mesmo não se passa com os e-books. Ler em tablets, computadores ou outros dispositivos próprios para o efeito dá-me a sensação que estou a ler um documento do trabalho e não um livro. E ler um livro não é trabalho.

Há alguns anos atrás não se punha sequer esta questão – ler um livro em formato tradicional ou consultar, na internet, blogues ou sites literários ou ainda fazer o download dum e-book e lê-lo nos dispositivos próprios.

A leitura está facilitada. Dar a conhecer o que escrevemos ou que gostamos também. Um autor desconhecido que resida numa qualquer aldeia de Portugal pode ser lido nas maiores capitais do mundo. E o inverso também é verdade. Desde que se esteja num sítio com acesso à internet pode dar-se a conhecer, ler e ser lido, em qualquer parte do mundo. Sem restrições. É uma das muitas vantagens da Aldeia Global.

E o mesmo se passa com os e-books. Colocados, para download em sites próprios, uns gratuitos, outros tendo de se pagar, permitem que, em qualquer parte do mundo, desde que haja acesso à Internet, se possa ir “buscar” o livro pretendido e levá-lo, em formato digital, para qualquer lado, nos dispositivos que o permitem. Em tudo semelhante ao que se passa com a música, que nos acompanha para todo o lado nos leitores de bolso, sendo que, em alguns casos, até podemos andar na rua, de auscultadores nos ouvidos a ouvir o livro.

No caso dos e-books, é ainda possível, para o autor, criar diversos finais para os seus livros, deixando que seja o leitor a decidir, enquanto vai lendo, qual o destino a dar a cada personagem.

Ao contrário, quando um autor desconhecido consegue, de alguma forma, editar um livro, corre o risco de ele, o livro, nunca sair das prateleiras de uma qualquer livraria que, eventualmente, aceite colocá-lo à venda.

Ainda assim, e apesar de reconhecer que os e-books têm vantagens, continuo a preferir ter um livro na mão do que lê-lo no ecrã do computador ou num qualquer dispositivo.

Já tive a oportunidade de ler textos em formato digital e, mais tarde, em livro. Acreditem que, mesmo sendo o mesmo texto, a leitura do livro agradou-me bastante mais.

Mas tal como eu prefiro ter o livro, em papel, na mão, acredito que haja quem prefira o e-book ou o audiobook. Nada a opor. Aliás, creio até que todas as variantes podem (e devem) coexistir pacificamente, facilitando a escolha.

O importante é ler. Seja da forma que for e como for.

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Library Cake

por Magda L Pais, em 29.10.15

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Posso ter no meu próximo aniversário? Posso? Posso?

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12 coisas que, quem não lê, não entende

por Magda L Pais, em 28.10.15

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  1. Estar juntos, a ler e em silêncio, é uma excelente forma de passar o tempo.
  2. Ficar em casa a acabar de ler um livro é bastante melhor que ir ao cinema. E isso não significa que somos preguiçosos.
  3. Sim, é possível ter uma ligação emocional com personagens fictícias. Podemos gostar delas e podemos odiá-las.
  4. O mesmo livro pode deixar-nos alegres, pode deixar-nos tristes e pode deixar-nos a pensar.
  5. É possível discutir com os livros. E com os escritores. E com as personagens.
  6. Não, não é dramatismo. Há mesmo livros dos quais precisamos de fazer o luto e no fim dos quais precisamos de algum tempo para recuperar socialmente. E o mesmo se passa quando alguma das nossas personagens favoritas dum livro morre.
  7. Não se pode comparar livros com séries televisas ou filmes. Os livros são sempre bastante melhores. Na maior parte dos casos, as séries televisas ou os filmes estragam o livro.
  8. E não, esperar para ver o filme baseado no livro não é a mesma coisa que ler o livro.
  9. Ter muitos livros em casa não é sinal de bom gosto na decoração. É sinal que gostamos de ler. E que, ou já os lemos, ou vamos ler.
  10. Fazer uma longa viagem de comboio ou avião é excelente, temos mais tempo para ler.
  11. Emprestar um dos nossos livros a alguém é a maior prova de confiança que podemos dar. Não a traiam.
  12. Passear dentro duma livraria é uma excelente forma de passar o tempo. E sim, podemos lá estar dentro uma hora ou duas que, mesmo assim, será pouco tempo.

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Bookshelves

por Magda L Pais, em 28.10.15

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 (posso ter todas?)

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