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A Herança

por Magda L Pais, em 27.11.15

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A Herança de John Grisham

Editado em 2014 pela Bertrand Editora
ISBN: 9789722529006
 
Sinopse
Seth Hubbard é um homem de idade com uma fortuna, que está a morrer de cancro dos pulmões. Não confia em ninguém. Antes de se enforcar num sicómoro, Seth faz um novo testamento. Este documento irá arrastar os seus filhos adultos, a sua empregada negra e o advogado Jake Brigance para um conflito dramático e arrasador, semelhante àquele que, apenas três anos antes, fez de Jake um dos advogados mais conhecidos da região.
O segundo testamento levanta muito mais questões do que aquelas a que responde. Por que razão deixaria Seth quase toda a sua fortuna à empregada? Teria a quimioterapia afectado a sua lucidez?
John Grisham regressa ao cenário e às personagens que fizeram dele o romancista preferido da América, enfrentando uma vez mais um julgamento ferozmente controverso, que irá revelar velhas tensões raciais e obrigar o Condado de County a confrontar a sua história.
 
A minha opinião
Quando eram crianças, os irmãos brancos Seth e Ansil testemunharam algo que nenhum ser humano deveria testemunhar. E isso afectou-os para sempre. Aos 72 anos, Seth tem apenas algumas semanas de vida por causa do cancro do pulmão que o atinge há quatro anos. Decide, por isso, enforcar-se num sicómoro mas antes organiza tudo para que a sua empregada negra, Lottie, receba 90% da sua herança, deserdando os dois filhos e os netos. Mas 90% de 24 milhões de dólares são muitos dólares e os filhos de Seth resolvem recorrer ao tribunal para impugnar o testamento, tentando, de todas as formas, descredibilizar Lottie e provar que Seth não estava na posse das suas capacidades.
Jack acaba no meio do conflito porque foi a ele, e só a ele, que Seth confiou o testamento manuscrito, enviando-lhe pelo correio da véspera da morte e com instruções expressas para apenas ser validado depois do funeral. 
Por mais que Jack, Lottie, e os filhos de Seth se perguntem porquê é que Seth fez isto, ninguém sabe a resposta...
John Grisham é mestre na arte de me fazer perder autocarros, de me fazer esquecer as horas e de me deixar com vontade de não ir dormir. A Herança, mais uma vez, não me desiludiu. Dei por mim a desejar que a viagem de barco demorasse mais tempo ou que o exame médico que estava a espera não fosse feito logo. É um excelente livro para se ler duma só vez, sem intervalos porque os acontecimentos sucedem-se a um ritmo vertiginoso e só mesmo nas últimas páginas conseguimos saber a resposta à dúvida que assola toda a gente - num condado com bastantes vestígios racistas, o que leva um velho branco a entregar a sua enorme fortuna a uma empregada negra que só estava na sua casa há três ou quatro anos?
Para quem nunca leu John Grisham, este é um excelente livro para iniciar um relacionamento prolongado. Acreditem em mim. Vale mesmo a pena!

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Amores Proibidos

por Magda L Pais, em 23.11.15

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Amores Proibidos de Jill Mansell

Editado em 2011 pela Edições Chá das Cinco

ISBN: 9789898032218
 
Sinopse
Durante anos Jessie manteve em segredo a identidade do pai do seu filho Oliver, e fica em estado de choque quando descobre que o homem em questão, o famoso actor Toby Gillespie, acaba de se mudar para a casa ao lado. Será que a verdade está prestes a ser revelada?
Bastaria um olhar de relance em direcção a Oliver e alguma aritmética mental para Toby deslindar a situação. Mas será que ele é capaz de tal aritmética? E se for, qual será a sua reacção perante um filho que desconhecia?
Se acha que a vida de Jessie já está muito complicada imagine só como vai ficar quando Toby se declarar: afinal, Jessie sempre foi a mulher da sua vida. E o pior é que Toby é casado e a sua deslumbrante mulher pode assistir a tudo da janela ao lado!
 
A minha opinião
Depois de ler A Bibliotecária de Auschwitz (opinião aqui em breve) precisava dum livro leve que não me fizesse pensar muito. Que me distraísse e que fosse divertido. Quando se quer isto dum livro, Jill Mansell é a autora a escolher.
Jessie é mãe solteira de Oliver e a decoradora da aldeia onde vive. Quando o famoso actor Toby se muda, com a mulher e os dois filhos, para a mesma aldeia, Jessie acaba por ter de contar a verdade ao filho. Toby é o pai que ele nunca conheceu. Apesar de Jessie ainda estar apaixonada por Toby, ele é casado. O problema é que Toby também está apaixonado por Jessie.  
Para Savanah - a filha de Toby - descobrir que Oliver, por quem se apaixonou, é, afinal, seu irmão, foi a desgraça total. Como é que nos podemos apaixonar tanto pela pessoa mais errada?
Jill é casada com Michael que trabalha no Dubai e que só a visita de vez em quando. Ela tem consciência que o marido não é fiel e que o casamento que tem não é feliz mas quer acreditar que o deve manter a bem dos três filhos.
Um emaranhado de situações onde todos se apaixonam pela pessoa errada... Amores proibidos que acabam por se resolver (e não é isso que queremos num livro levezinho?).
Confesso, no entanto, que, ainda assim, esperava mais. Já li livros de Jill Mansell que me levam às lágrimas de tanto rir e este levou-me apenas alguns sorrisos. Nada de transcendente. Não quero, com isto, dizer que é um mau livro. Talvez o problema tenha sido as expectativas demasiado elevadas, ou o peso do livro anterior que me tenham levado a não apreciar devidamente este livro.
De qualquer maneira, é um livro que se lê bem, com o qual se passam uns bons momentos.

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As minhas estantes - Actualização

por Magda L Pais, em 12.11.15

Aqui há um ano atrás, tinha uma estante onde guardava a maior parte dos livros:

E depois tinha a estante da vergonha, com cerca de 106 livros em espera.

Estava tudo bem, tirando o facto de que, neste ano, os livros se foram acumulando por ai, em montinhos onde cabiam, o que me desagradava bastante. Felizmente ainda havia uma parede que permitia fazer nova estante e, por isso, assim o fizemos.

Hoje, aproveitando que estou em casa e que as estantes estão prontinhas, resolvi arrumar os livros todos. Deixei de ter estante da vergonha, agora tenho essa informação apenas no Goodreads (já vos disse que adoro o Goodreads?).

Por isso aqui ficam as minhas estantes e os meus livros, arrumadinhos hoje:

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Repararam que há espaços vazios? eu também. Enquanto não ler os que tenho em espera, vou tentar não comprar mais. Mas está difícil... muito difícil que as tentações são mais que muitas...

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Ler em tempos sem tempo

por Magda L Pais, em 10.11.15

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Havia uma lengalenga que eu adorava quando era miúda. Esperem, ainda a adoro, o que pode querer dizer que ainda sou uma miúda (e é assim que me sinto sempre, apesar da idade. Afinal, a idade é um estado de espírito e não uma condição física).

Mas estou a afastar-me do tema, a lengalenga, aquela que eu adorava e que dizia que o tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.

Do alto da sabedoria da criança que era, sempre achei que esta lengalenga me transmitia que era eu que decidia o que fazer com o meu tempo e que teria de fazer com que tivesse tempo para tudo e que tudo coubesse no meu tempo.

Foi por isso que aprendi a gerir o tempo deixando sempre espaço para as coisas que amo – a família e os livros. Teria sempre de ter tempo para ler, não obstante saber que não terei nunca tempo de ler tudo o que quero. Mas faz-se o que se pode e por isso eu posso ler. E leio.

Entre o trabalho, a família, os passeios, a televisão e a internet – para mencionar apenas algumas coisas – os livros estão sempre lá. Vão comigo à praia e ao campo. Estão na sala e na casa de banho (sim, eu leio na casa de banho). Leio nos transportes ou enquanto espero para ser atendida. Todas as alturas são boas para ler e ler, em qualquer altura, é delicioso. Confesso, por isso, que não entendo as pessoas que dizem que não têm tempo para ler. Certo, quando os meus filhos eram bebés, talvez lesse menos do que leio agora. Mas mesmo nessa altura, entre fraldas, biberons e sestas, havia sempre um livro por perto.

O tempo, meus amigos, o tempo somos nós que o arranjamos. Basta querermos.

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(in revista Inominável nº 0 e publicado também aqui)

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Comer, Orar, Amar

por Magda L Pais, em 09.11.15

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Comer, Orar, Amar de Elizabeth Gilbert

Editado pela Bertrand Editora
ISBN: 9789722515030
 
Sinopse
Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus.
Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano.
O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 quilos mais felizes da sua existência. Reservou a Índia para praticar a arte da devoção. Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível - inesperadamente.
 
A minha opinião
Primeiro foi a madrinha do meu gaiato que, quando fomos juntas à Feira do Livro de Lisboa, comprou o livro porque tinha adorado o filme e o queria ler. Logo a seguir disse-me que eu tinha mesmo de o ler porque ela tinha gostado imenso. E lá me emprestou o livro. Depois perguntei à Just, quando acabei o livro anterior: que achas que devo ler agora? e ela simpaticamente foi ver a minha lista de livros para ler e disse-me que tinha mesmo de ler este. E eu peguei nele.
Não direi - digo isto muitas vezes, eu sei - que é um excelente livro ou que é o melhor livro de sempre. Não é. Mas é um livro calmante que ajuda a reflectir sobre a nossa própria vida. É um livro que nos deixa vontade de comer massa e gelados e de ir passear. De tirar um ano sabático e passear pelo mundo para nos encontrarmos a nós próprios.
Alturas houve, pelo meio do livro, que achei que a autora tinha fumado umas coisas estranhas... algumas conversas que ela descreve como tendo tido com ela própria são um pouco surrealistas mas acabam por nos obrigar a pensar. E eu gosto de livros que me obrigam a pensar.
Elizabeth descobre, aos 30 anos, que não quer continuar casada. O que a aproxima do marido é o mesmo que os separa. Começa, por isso, um longo processo de divórcio que termina 4 anos mais tarde. Nesse meio tempo tem uma relação com David que acaba por a anular também. Decide, então, partir para uma viagem de 12 meses que a levará à Itália - para comer e aprender italiano - à Índia - para orar e se descobrir a si própria - e a Bali - onde acaba por encontrar o amor.
De leitura bastante acessível, até pela forma irónica com que Elisabeth fala de alguns (quase todos) temas, é de leitura quase obrigatória para quem precisa de se descobrir.
Confesso, mais uma vez, que fiquei com receio de ver o filme - baseado neste livro. Desconfio que, tal como na maioria dos casos, acabarei desiludida com o filme...

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