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16 resoluções de Ano Novo para leitores

por Magda L Pais, em 31.12.15

1. Primeiro que tudo, promete a ti próprio que não compras mais livros sem acabares de ler os que estão à espera de ser lidos (que, no meu caso são só 107...)

First off, you promise yourself you won't buy ANY more books until you finish your unread pile.
 
 
2. Jura a ti próprio que deixas de usar papelinhos, recibos e afins para marcar os livros e que vais arranjar um marcador de livros bonito e que não se perca com facilidade.  
 
And you solemnly swear you'll stop using receipts as bookmarks in favor of one you won't lose.
 
3. Compromete-te a doar a uma biblioteca aquela pilha de livros que estão lá por casa e que não lhes mexes. Sim, também podem ser só aqueles que estão repetidos.  
You'll FINALLY commit to donating those piles of books that have been sitting in your closet for months.
 
 
4. Em 2016 assume, contigo mesmo, o compromisso de ler aquele clássico que não leste ainda
And you'll pledge to read That Classic Novel Everyone Else Has Read But You.
 
 
5. E é também em 2016 que vais ler pelo menos um livro dum autor desconhecido. 
 
You'll also vow to read books from an author you haven't read before.
 
 
6. Jura que é este ano que, finalmente, vais organizar as tuas prateleiras.
And you *swear* this is the year that you'll FINALLY get your shelves organized.
 
7. E diz, para ti próprio, que é em 2016 que vais ler todos - mas mesmo todos - os livros the Game of Thrones.
You'll also tell yourself this is the year you FINALLY tackle all the Game of Thrones books.
 
8. Em 2016 não vais chorar ou lamentar se o teu clube de leitura escolher um livro que não te atrai.
 
You'll promise to *try* and stop whining when your book club picks a title that doesn't appeal to you.
 
9. E promete a ti próprio não julgar as outras pessoas só porque dizem que o livro favorito é o top de vendas do momento (apesar de não pensares em lê-lo)
And you'll tell yourself you won't judge people when they say that their favorite book is just the current #1 best-seller.
 
10. 2016 é um excelente ano para pegares em géneros literários diferentes do habitual.
You'll pledge to read various genres instead of ONLY sticking to your favorite.
 
11. Promete que paras de te falar constantemente sobre o último livro que mudou a tua vida, principalmente se sabes que os teus amigos vão brincar contigo porque todos os livros mudam a tua vida
You'll promise to stop babbling on about the current book ~that changed your life~ when you KNOW your friends are zoning out.
 
12. Explora, em 2016, mais livrarias, principalmente aquelas pequeninas e que publicam autores desconhecidos. 
You'll swear to explore more of your local indie bookstores.
 
13. Tenta, esforça-te, por não resmungares com a tua família e amigos quanto interrompem a tua leitura. E tenta, esforça-te, por os ouvires quando te chamam e tu estás a ler.
And you'll make an effort to not get *too* ragey when someone in your family interrupts your reading time.
 
14. Promete a ti próprio não gastares de uma só vez e numa só livraria, o dinheiro ou os cartões presente que recebeste no Natal ou no teu aniversário.
You'll promise yourself not to spend ALL your bookstore gift cards in one trip.
 
15. Tenta organizar uma forma de te lembrares que livros emprestaste e a que amigos foi.You'll also pledge to be more organized when remembering which book you leant to which friend.
16. Por fim, e o mais importante, jura que nunca irás deixar de ler.
And most importantly, you'll swear on all of your stacks that you'll NEVER stop reading.
 
Tradução Daqui

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2015 em livros

por Magda L Pais, em 28.12.15

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58 livros, 24.063 páginas e centenas de horas de leitura, de um prazer como há poucos e de diversão. Cada um dos 58 livros que li fez-me viajar, fez-me sonhar e viver outras vidas.

O livro com mais páginas que li em 2015 foi D. Maria II - Tudo por um Reino e o livro com menos páginas foi Chama-lhe Amor (e que pena ter tão poucas páginas).

Os cinco melhores livros lidos em 2015 foram, sem qualquer dúvida, Orgulho Asteca e Sangue Asteca (contam apenas como um), Perguntem a Sarah GrossA Verdade Sobre o Caso Harry QuebertA sombra do vento e A Bibliotecária de Auschwitz.

Também em 2015 livros & blogs uniram-se ainda mais. Cada vez mais compro ou leio livros com base nas recomendações de outros blogs ou de quem me deixa aqui, num comentário, a sua sugestão. E cada vez gosto mais de fazer leituras conjuntas.

Por 45 dias seguidos, sempre à mesma hora, falei de livros. Desta paixão que partilho com a M* que, por sua vez, partilhou este desafio comigo.

Mas 2015 tambem me trouxe alguns livros que não consegui ler, verdadeiras desilusões. Os Caçadores de Livros é um desses casos. Boa capa, boa sinopse mas assim que comecei a ler... não consegui passar das 80 páginas, ainda assim com algum sacrificio.

Termino o ano a ler A Alma das Pedras de Paloma Sánchez-Garnica. Excelente livro que, tenho a certeza, entrará para o top 5 de 2016, ano que irei começar com A Elegância Do Ouriço de Muriel Barbery a que se seguirá Galveias de José Luís Peixoto, duas estreias num ano onde tentarei sair da minha zona de conforto e ler novos autores.

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A Bibliotecária de Auschwitz

por Magda L Pais, em 23.12.15

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A Bibliotecária de Auschwitz de António Iturbe

Editado em 2013 pela Editorial Planeta

ISBN: 9789896574321
 
Sinopse
Auschwitz-Birkenau, o campo do horror, infernal, o mais mortífero e implacável. E uma jovem que teima em devolver a esperança. Sobre a lama negra de Auschwitz, que tudo engole, Fredy Hirsch ergueu uma escola. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu. No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi, «abrir um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias».
 
A minha opinião
Just foi a primeira pessoa a falar-me deste livro e eu fiquei com a pulga atrás da orelha. Depois veio a M* e a pulga passou a picar-me. A seguir veio a Nathy e a Sofia que, ah e tal vamos ler juntas. E pronto, assim fizemos, pelo que, no fim, vão lá ver o que cada uma delas diz sobre este livro que vale a pena.
Não sou pessoa de me impressionar com facilidade. Normalmente não me custa ler as descrições de cenas macabras ou de maus tratos. Tanto que, até hoje, e das centenas de livros que li, só tive de interromper a leitura de quatro deles por causa das descrições feitas. A Lista de Schindler, A Ilha das Trevas, O Asteca (são dois volumes), e este. Mas não pensem que isso torna o livro pior. Antes pelo contrário, obrigam-nos a pensar no que terão suportado os que sobreviveram e no que terão sofrido os que morreram.
Em Auschwitz é criado um campo familiar onde pais, mães e filhos podem estar juntos. Um campo que serviria para fingir aos observadores da Cruz Vermelha, que os judeus eram tratados normalmente. E é nesse campo Fredy Hirsch usa o barracão 31 como uma escola, onde tenta que as crianças tenham uma vida o mais normal possível, se é que a normalidade pode co-existir com o extermínio em massa de seres humanos... Dita, uma jovem de 14 anos é a responsável pelos tesouros da escola - os livros. Livros em papel e livros vivos - pessoas que decoraram uma história e que a contam vezes sem conta às crianças, dando-lhes a sensação de que estão numa escola normal e que, ao lado, não estão as câmaras de gás.
Este livro começa em Janeiro de 1944, ano e meio antes do fim da segunda grande guerra e dá-nos a conhecer o percurso de Dita. Pelas suas memórias fotográficas sabemos como era a sua vida antes de ser transferida para o Campo e recordamos aquilo que aprendemos na escola ou nos filmes que vimos sobre os campos de concentração - as experiencias "cientificas" que Mengele fazia com as pessoas - novas e velhas. E ficamos também a saber que, entre os prisioneiros - apesar de companheiros de infortúnio - não havia muita solidariedade. Era cada um por si e logo se via. Dita, ainda assim, com a sua amiga Magrit, consegue - no meio de toda a desgraça - rir e acreditar que um dia a vida irá melhorar.
Sem dúvida que é um livro pesado, intenso, forte e violento. Mas também é um livro que nos deixa acreditar que é sempre possível encontrar - mesmo num campo de concentração - as coisas boas da vida. Basta que saibamos procurar e que acreditemos que elas existem.
Por fim, deixo-vos o recado que Dita gostaria de ter deixado junto aos livros que escondeu no Barracão 31 para o caso de serem encontrados:
Cuida deles e eles cuidarão de ti.
 

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A sombra do vento

por Magda L Pais, em 22.12.15

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A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón

Editado em 2007 pela Dom Quixote

ISBN: 9789722032308
 
Sinopse
Numa manhã de 1945 um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona.
Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo o eco se projecta através do tempo. Com uma grande força narrativa, o autor entrelaça tramas e enigmas ao modo de bonecas russas num inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, numa intriga que se mantém até à última página.
 
A minha opinião
Já andava há algum tempo para ler este livro, que me foi muito bem recomendado pelas meninas do Clube das Pistosgas. Foi, por isso, com muito agrado que vi que era este o primeiro livro que ia ler no livro secreto e que me foi enviado pela Dona Pavlova.
O livro começa no Cemitério dos Livros Esquecidos onde o pai de Daniel o leva pela primeira vez quando este faz dez anos. E foi aqui, nas primeiras palavras, quando Daniel nos conta que ainda se lembra do amanhecer desse dia que a minha paixão por este livro começou. Curioso que é também nesse amanhecer que a paixão de Daniel pelo livro A Sombra do Vento de Julián Carax nasce. Daniel, aos 10 anos, é iniciado naquele que será o trabalho duma vida - tem de adoptar um livro, um qualquer daqueles que o Cemitério guarda, e depois assegurar-se que ele nunca desapareça, que permanece sempre vivo.
O Cemitério dos Livros Esquecidos. O sitio onde todos os livros vão parar quando uma biblioteca desaparece, uma livraria fecha as portas ou quando um livro se perde num esquecimento. O Cemitério dos Livros Esquecidos, guardado pela família de Daniel desde tempos imemoriais e que ninguém sabe como nasceu. Se mais nada me tivesse apaixonado neste livro, só imaginar um lugar assim, onde os livros são protegidos, onde a sua alma e espírito permanecem guardados até que alguém os volte a trazer para a luz do dia, só por isso valeu a pena ler este livro.
Depois de Daniel ler o livro que trouxe do cemitério, decide que quer conhecer todos os livros que este autor tenha editado. A sua busca pelos livros de Carax levam-no a descobrir histórias dentro da história do próprio livro - porque afinal é isso que um livro é: histórias que nos trazem histórias, vidas que, quase por magia, podemos viver. Porque os livros são mágicos...
Sabem quando temos mil e uma coisa para fazer mas tudo nos parece de somenos importância porque temos um livro à nossa espera? Sabem quando sentimos que um livros nos puxa, nos faz esquecer o que tínhamos para tratar? quando nos esquecemos que era naquela paragem de metro que tínhamos de sair ou quando começamos a pensar que vamos dar a senha das finanças a outra pessoa para que possamos ler mais um bocadinho? Foi assim a leitura deste livro. De supetão, sem intervalo, sem nada pelo meio que me distraísse e uma necessidade extrema de chegar ao fim, de saber quem era afinal Carax, porque deixou de escrever e que reserva o futuro a Daniel.
Não sei, sinceramente, se foi o último livro que li este ano. Sei, seguramente, que foi um dos melhores livros que li. Não em 2015 mas de sempre. Um livro cheio de frases e pensamentos que quase podiam ser meus, com os quais me identifiquei tanto, mas tanto...
Se não o leram, leiam. Vão perceber rapidamente que é um livro excepcional, maravilhoso e que merecia, no Goodreads, uma classificação especial de 6 estrelas!

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Os presentes

por Magda L Pais, em 20.12.15

- Os presentes dão-se por prazer de quem os oferece, não por mérito de quem os recebe.

 

in A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón

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