Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Uma paixão chamada livros - Last call

por Magda L Pais, em 31.01.16

12463540_10153107970217202_1832468150_n.jpg

Amanhã, por esta hora, tem inicio este desafio. Pelas minhas contas seremos 19 a participar (eu, M*The Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMNathyMJJustAna Rita Garcia M.TeaJust Mom, Carla Godinho, Carla B.Neurótika Webb e Noqe). De segunda a sexta, às 15h, iremos todos responder a estas perguntas:

  1. Top 5 dos livros lidos
  2. Livro detestado
  3. Livro que leste mais vezes
  4. Livro que te desiludiu
  5. Livro mais longo que já leste
  6. Livro mais curto que já leste
  7. Livro que não conseguiste acabar
  8. Livro comovente
  9. Livro hilariante
  10. Livro perturbante
  11. Livro inspirador
  12. Livro para o qual escreverias uma sequela
  13. Livro em cujo universo habitarias
  14. Livro clássico favorito
  15. Livro que custou a ler
  16. Livro que marcou a infância
  17. Livro mais caro da tua estante
  18. Livro do qual nunca te irás separar
  19. Colecção (saga) favorita
  20. Sequela que nunca devia ter sido impressa
  21. Melhor citação (diálogo)
  22. Melhor citação (descrição)
  23. Considerando que o primeiro livro da tua estante é a letra A, o segundo a letra B e por ai adiante, tira o livro correspondente à primeira letra do teu nome. Depois abre na página correspondente à soma do mês e dia em que nasceste. Qual é o quarto parágrafo?
  24. Top 5 dos escritores favoritos
  25. Top 5 das escritoras favoritas
  26. Género literário favorito
  27. Personagem literária favorita
  28. Personagem literária que gostarias de conhecer
  29. Personagem literária que adoras odiar
  30. Personagem literária que nunca devia ter sido criada
  31. Personagem literária secundária que merecia um livro só dela
  32. Personagem literária para a qual escreverias um livro
  33. Personagem literária que não quererias encontrar num beco
  34. A importância da capa do livro
  35. Pior hábito enquanto leitor
  36. Frases típicas que escutas enquanto leitor
  37. Melhor local para ler
  38. Livros em papel ou formato digital
  39. Último livro lido
  40. Próximo livro a ler
  41. Balanço do desafio

Eu irei colocar, como tags em todos as respostas - uma paixão chamada livros e livros - e depois, caso a caso, o que achar importante. Colocarei, também, no final de cada post, a lista dos participantes. Nada disto é obrigatório mas ajuda a organizar.

E, claro, quem ler pode sempre dar a sua opinião.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Navegador Solitário

por Magda L Pais, em 29.01.16

image.jpg

Navegador Solitário de João Aguiar

Editado em 2008 pelas Edições Asa

ISBN: 9789724117812

Sinopse

Solitão Fernandes nasceu em Giestal dos Frades, filho de gente desonrada e trabalhadora. Guiado por tão sábios ensinamento, Solitão navega com êxito no oceano revolto que é a sociedade deste nosso fim de século e aprende rapidamente a vencer na vida. Só que, de repente, tudo muda...
O relato das navegações de Solitão Fernandes no mar português contemporâneo desenrola-se em paisagens pintadas com ácido e adornadas com sorrisos torcidos, mas também com algum humor inocente. Nas margens desse mar, esconde-se até um pouco de ternura envergonhada.
 
A minha opinião
É o segundo livro que leio por ter aderido ao livro secreto e, mais uma vez, dou por bem empregue tê-lo feito, já que uma das minhas resoluções para 2016 é ler autores novos e eu nunca tinha lido João Aguiar.
Aos quinze anos, Solitão Francisco tem uma vida lixada. Começa pelo nome - Solitão, ou Litão - que odeia. Um nome escolhido pela sua madrinha Preciosa - médium e que recebeu inspiração do outro mundo para a escolha do nome. Litão bem tenta que todos o tratem por Francisco, ou, vá, por Chico mas sem sucesso. Depois porque, por causa do nome, tem de andar à porrada com toda a gente na escola porque está sempre a ser gozado. E além de ter de ir à escola, ainda tem de servir às mesas no restaurante do pai. Como se não bastasse, o avô Aquilino, lá do além, obriga-o a escrever um diário - esta merda de diário - e é com esse diário que acabamos por o acompanhar e por perceber o seu crescimento, não só enquanto pessoa mas também na escrita.
A primeira parte do livro acaba por ser a mais hilariante, não pela história em si mas pelos erros que Solitão comete ao escrever. Sem virgulas, claro, porque meter virgulas é chato. Do pecado contra a sua castridade - cometido sozinho e sem ajuda - ao pedido de besolvição feito ao padre, ou a berlaitada que quer dar com a Cátia com piçarvativo, passando pelo varredor da Cultura (como é que, na Câmara se varre a cultura, pergunta, e bem, o nosso Solitão) passando por pensamentos brilhantes como, por exemplo:
... a Preciosa começou a arrotar e entra em trânsito e começa a falar com uma voz fininha... e vai daí o meu velho arrotou mas como ele não é médio não era trânsito era o feijão do jantar...
Depois, a segunda e terceira parte, não sendo hilariante - porque Solitão aprende, entretanto, a escrever melhor - são bastante interessantes, conseguindo-se acompanhar o seu crescimento em todos os aspectos e a sua reconciliação consigo próprio. Ao longo da leitura temos ainda a grata oportunidade de reflectir sobre alguns aspectos da sociedade, ainda actuais nomeadamente sobre o provincianismo.
Apesar de ter um fim previsível, a verdade é que foi uma leitura bastante agradável e que me permitiu descobrir um autor que, provavelmente, não fora o livro secreto, não o teria feito.
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

livros vs filmes - as personagens

por Magda L Pais, em 27.01.16

Quantas vezes lemos um livro, criamos a imagem duma personagem e, depois, quando vemos o filme sobre esse livro achamos que está tudo errado e que aquele actor foi muito mal escolhido porque a cara não corresponde ao que esperávamos?

De tantas vezes se sentir enganado, Brian Joseph Davis decidiu mostrar, usando tecnologia policial, as caras que os livros descrevem para que possamos avaliar se os actores foram bem escolhidos. E, se nuns casos a coisa correu bem, noutros nem por isso.

Ora vejamos 15 exemplos (depois podem ir ver mais aqui)

1.png

Jack Torrence, “The Shining”- Stephen King

2.png

Annie Wilkes, “Misery”- Stephen King

3.png

Daisy, “The Great Gatsby”- F. Scott Fitzgerald

4.png

Dracula, “Dracula”- Bram Stoker

5.png

James Cromwell, “LA Confidential”- James Ellroy

6.png

Christian Grey, “Fifty Shades of Grey”- E.L. James

7.png

Katniss Everdeen, “The Hunger Games”- Suzanne Collins

8.png

Lisbeth Salander, “Girl With the Dragon Tattoo”- Stieg Larsson

9.png

Humbert Humbert, “Lolita”- Vladimir Nabokov

10.png

Marla Singer, “Fight Club”- Chuck Palahniuk

11.png

The Monster, “Frankenstein”- Mary Shelley

12.png

Norman Bates, “Psycho”- Robert Bloch

13.png

Nurse Ratched, “One Flew Over the Cuckoo’s Nest”- Ken Kesey

14.png

Sam Spade, “The Maltese Falcon”- Dashiell Hammett

16.png

Tom Ripley, “The Talented Mr. Ripley”- Patricia Highsmith 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Rapariga que Roubava Livros

por Magda L Pais, em 27.01.16

MZ_A_Rapariga_Que_Roubava_Livros.jpg

A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722339070

Lido em 2014
 
Sinopse
Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.
 
A minha opinião
Foram várias as vezes que este livro me saltou aos olhos nas prateleiras da FNAC, da Bertrand, do Continente... enfim, onde quer que houvesse livros, este livro especifico estava lá a olhar para mim e a dizer-me: vê lá se me compras que não te arrependes. Lá acabei por ceder à tentação depois da Nathy, da M* e da Sofia Margarida tanto falarem nele. Cedi e não me arrependi. 
Este livro conta com um narrador diferente - A Morte. A Morte que leva as almas nos seus braços e que, percebemos ao longo do livro, tem sentimentos e que vê, primeiro as cores e só depois os humanos. A Morte que, logo nas primeiras linhas apresenta um pequeno facto - vocês vão morrer - e nos descansa ao mesmo tempo dizendo - Peço-lhes - não tenham medo. Sou seguramente justa. A Morte apresenta-se como prazenteira, amável, agradável, afável e de confiança. Só não lhe peçam para ser simpática.
Estamos na Alemanha, no inicio da segunda guerra mundial. É pelos olhos desta Morte que nos inspira confiança que conhecemos Liesel, uma menina cuja mãe biológica se vê forçada a entrega-la para adopção, juntamente com o seu pequeno irmão. E é na viagem que a mãe biológica faz com os seus filhos a caminho de Munique, que a Morte se cruza, a primeira vez, com Liesel. É também no funeral do irmão que Liesel rouba o primeiro livro com o qual aprenderá a ler com o seu pai adoptivo.
Rosa e Hans, os pais adoptivos, não podiam ser mais diferentes - Rosa é áspera, bruta, e aparenta ser uma pessoa sem coração. Hans, um acordeonista perfeito é carinhoso, interessado e está sempre presente quando Liesel precisa. 
Ao longo de todo o livro acompanhamos, sempre pela voz da Morte (por quem acabamos por nutrir alguma simpatia) o crescimento de Liesel e a sua amizade com Ruby, Max e Ilsa. Liesel vai, aos poucos, tornando-se na Rapariga que Roubava Livros, pelo interesse que as palavras tem para ela. Liesel vai ganhando amor aos livros e, no fim, são eles, os livros, que acabam por lhe salvar a vida.
Nota bastante positiva a este livro, sem qualquer margem para dúvida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

No Limiar da Eternidade

por Magda L Pais, em 26.01.16

no limiar da eternidade.jpg

No Limiar da Eternidade de Ken Follett 

Trilogia O Século - Livro 3 

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722353717

Lido em 2014

Sinopse

Enquanto as decisões tomadas nos corredores do poder ameaçam extremar os antagonismos e originar uma guerra nuclear, as cinco famílias de diferentes nacionalidades que têm estado no centro desta trilogia O Século voltam a entrecruzar-se numa inesquecível narrativa de paixões e conflitos durante a Guerra Fria.

Quando Rebecca Hoffmann, uma professora que vive na Alemanha de Leste, descobre que anda a ser seguida pela polícia secreta, conclui que toda a sua vida é uma mentira. O seu irmão mais novo, Walli, entretanto, anseia por conseguir transpor o Muro de Berlim e ir para Londres, uma cidade onde uma nova vaga de bandas musicais está a contagiar as novas gerações. Nos Estados Unidos, Georges Jakes, um jovem advogado da administração Kennedy, é um activo defensor do movimento dos Direitos Civis, tal como a jovem por quem está apaixonado, Verena, que colabora com Martin Luther King. Juntos partem de Washington num autocarro em direcção ao Sul, numa arriscada viagem de protesto contra a discriminação racial. Na Rússia, a activista Tania Dvornik escapa milagrosamente à prisão por distribuir um jornal ilegal. Enquanto estas arriscadas acções decorrem, o irmão, Dimka Dvornik, torna-se uma figura em ascensão no seio do Partido Comunista, no Kremlin.

Nesta saga empolgante que agora se conclui, Ken Follett conduz-nos, em No Limiar da Eternidade, através de um mundo que pensávamos conhecer, mas que agora nunca mais nos parecerá o mesmo. 

A minha opinião

Numa nota da Editorial Presença sobre este livro pode-se ler

Começa em 1961, com a construção do Muro de Berlim, já em plena Guerra Fria. As personagens estão de alguma forma envolvidas na Crise dos Mísseis de Cuba, na luta pelos direitos civis, nos assassinatos do presidente Kennedy e do seu irmão Robert e de Martin Luther King. A partir dos anos 60 assistem ao nascimento da música pop e à difusão do rock. Um volume final que termina com a queda do Muro de Berlim.

Na realidade, o epilogo deste livro é o dia da tomada de posse do primeiro mandato do presidente Barack Obama, o primeiro negro a ser eleito para presidente dos Estados Unidos da América.

1024 páginas separam a construção do muro de Berlim, a que assistimos pela voz de Rebbeca, a terceira geração da família Von Ulrich na Alemanha e a luta pelos direitos civis no estados Unidos, na década de 60 e a eleição de Obama, em 2008.

São 1024 páginas que nos ajudam a compreender (mas não a aceitar) a crise dos mísseis em Cuba, a guerra fria, a construção do muro de Berlim, o nascimento da União Soviética, a luta dos negros pelos seus direitos, o nascimento do movimento Hippie, a ascensão e queda de Nixon e o efeito dominó que teve o fim do comunismo na Rússia.

Pelas mãos da terceira geração das famílias que conhecemos no primeiro volume, estamos nos locais onde as décadas de 60, 70 e 80 aconteceram. Conhecemos Kennedy pela voz de uma das muitas amantes que teve, Martim Luther King por uma das suas assistentes, Gorbachov pelo seu secretário. O nascimento do Solidariedade, a Polónia e a ascensão dum electricista sem formação – Lech Walesa – a primeiro-ministro é outro dos temas tratados neste livro.

As últimas páginas antes do epílogo passam-se no dia 9 de Novembro de 1989. Depois da dissolução do Bloco de Leste, e com a realização de eleições livres em vários dos países que constituíam esse bloco, Berlim de Leste é o último reduto comunista fora da URSS. Depois de semanas de contestação e de manifestações contra a Stasi e o regime, o governo anuncia, nesse dia, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Rebecca e Walli estão em Berlim Ocidental e os pais, Carla e Wenner, em Berlim de Leste.

Após esse anúncio, milhares de alemães orientais dirigiram-se ao muro. Dum lado, os berlinenses fartos da Stasi e da opressão comunista gritam “deixem-nos passar” e do outro, os berlinenses ocidentais gritam “venham”. Sem a oposição da polícia, já enfraquecida, os alemães orientais começam a subir o muro enquanto são aplaudidos e incentivados pelos alemães ocidentais. Finalmente termina esta aberração que foi o muro de Berlim, juntam-se famílias, amigos e desconhecidos numa atmosfera de celebração que contagia quem está, deste lado, a ler – da mesma forma como fui contagiada com as imagens, nessa noite, há quase 25 anos. Confesso (não digam a ninguém) que me vieram as lágrimas aos olhos ao relembrar as imagens da televisão.

Ken Follet é, sem sombra de dúvida, o meu escritor favorito. Mas nessa trilogia supera-se a si próprio. Ao interligar situações/personagens reais com situações/personagens fictícias, consegue que o leitor, apesar de saber como terminam as situações reais, sofra com as personagens fictícias. Foi, sem dúvida, um projecto ambicioso do autor, o de retratar o século XX, século em que aconteceram tantas, mas tantas coisas, que alteraram o curso da humanidade para sempre. Duas guerras mundiais, a guerra fria, os direitos civis… coube tanta coisa nas 2784 páginas que compõem esta trilogia que só um autor com a excelência de Ken Follet nos poderia trazer um romance histórico com esta qualidade. São 2784 páginas divididas em três volumes que nos deixam um vazio grande quando acabam. Que nos ensinam mais história da actualidade que muitos manuais escolares – mais uma vez, e como disse aqui na crítica ao primeiro volume, o autor teve a preocupação de não deturpar os acontecimentos reais e de, nas situações fictícias, não colocar as personagens reais sem ter a certeza que podia ter sido assim.

Quando fechei este último livro, fechei também a leitura por dois ou três dias. É o tempo que prevejo que vou precisar para fazer o luto desta trilogia. A qualidade do que li não pode, não deve, ser manchada por outros livros. Tenho de digerir bem e que abrir a mente para o próximo.

Mais tarde, daqui a uns dois ou três anos, quero voltar a ler estes livros. E isso, a releitura, está guardada para os melhores entre os melhores – que é onde esta trilogia se encontra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/5




Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.