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Redes sociais e aplicações para Booklovers

por Magda L Pais, em 31.03.16

Na era das redes sociais e aplicações para telemóveis e tablets, existem agora algumas dedicadas a booklovers, onde podemos trocar impressões sobre livros lidos, descobrir a opinião dos outros sobre os livros, acompanhar os nossos escritores favoritos, ler excertos dos livros on line ou até trocar livros.

Techtudo reuniu onze dessas aplicações:

 

Livreto

Com um visual dinâmico e interessante, o Livreto é uma rede social para leitores com vários livros para classificar como lidos ou desejados, permitindo ainda que os usuários troquem suas opiniões.

Como muitas das obras em seu acervo foram incluídas pelos próprios participantes, a plataforma possui muitas informações duplicadas ou incompletas, enquanto algumas de suas imagens não estão enquadradas ou têm baixa resolução. No entanto, é possível encontrar de tudo por lá.

 

Widbook

Esta plataforma reúne uma comunidade colaborativa para compartilhar gratuitamente e-books independentes. Participantes podem escrever textos, ler novidades e publicar mensagens de críticas.

Com vários recursos para interagir com outros usuários e promover obras no Facebook, Twitter e Google+, o Widbook pode ser acessado pela Web, mas também possui apps para Android e iOS.

 

Orelha de livro

Em uma interface simples, o Orelha de Livro é uma rede social para leitores interagirem. Além disso, ela oferece recursos para montar uma biblioteca virtual com livros lidos e desejados.

Com uma eficiente ferramenta de buscas, a plataforma apresenta também uma enorme lista de autores e suas obras. Além disso, o usuário também tem acesso a um ótimo feed de notícias e pode visualizar um ranking com os 100 livros mais lidos.

 

Shelfari

Criada em 2006 e adquirida pela Amazon em 2008, a Shelfari foi uma das primeiras redes sociais literárias da web. Seus usuários podem criar uma estante virtual com as obras registradas, podendo ainda catalogá-las por temas e classificá-las com notas de acordo com seus interesses.

Apesar de só ter títulos em inglês, a plataforma tem comandos intuitivos, um visual agradável e com várias informações sobre autores e suas obras. Entre os dados é possível encontrar notas editoriais, resenhas de outros usuários, capas de outras edições, etc.

 

Minhateca

Desenvolvido para a web, mas já com um app para Android, o Minhateca é um serviço online gratuito e colaborativo para compartilhar textos, imagens e arquivos por nuvem.

Com um eficiente sistema de busca por autores e títulos, a plataforma permite encontrar diferentes textos e em diversos formatos, desde que publicados e disponibilizados por outros usuários.

 

Scribe

O Scribe é uma rede social que reúne textos independentes e colaborativos, com o objetivo de reunir usuários com interesse de ler e compartilhar contos, resenhas e poemas de diferentes temáticas.

Em uma interface agradável e intuitiva, a plataforma promove também uma série de concursos culturais e oferece recursos para curtir, comentar e publicar os textos no Facebook, Twitter e Google+.

 

Skoob

Criado em 2009, o Skoob é uma rede social colaborativa para montar uma biblioteca virtual com livros lidos e desejados, permitindo ainda que seus usuários escrevam resenhas e classifiquem as obras com notas.

Desenvolvido por brasileiros, o Skoob tem um excelente sistema para troca de livros, oferece grupos de discussão sobre diferentes temas, pode ser vinculado a uma conta de Facebook e ainda tem apps para Android e iOS.

 

Movellas

Com um enorme acervo de textos e poesias independentes sobre os mais variados assuntos, o Movellas é uma plataforma colaborativa para escrever, divulgar e ler principalmente contos e fanfics.

Os usuários podem escolher feeds sobre diferentes temas, vincular contas com as mais variadas redes sociais e acessar a plataforma através da Web ou de apps para Android e iOS.

 

Wattpad

O Wattpad é uma rede social para leitores e escritores que também oferece milhares de livros e contos gratuitos, publicados e compartilhados por seus usuários. Apesar de grande parte de seu conteúdo estar em inglês, a plataforma tem uma excelente ferramenta de buscas.

Com diversas áreas temáticas e a praticidade de vincular contas de Facebook e Twitter, o Wattpad pode ser acessado pela Web ou através de apps para Android, iOS e Windows Phone.

 

Goodreads

Goodreads é uma rede social para leitores com informações organizadas e várias matérias sobre novidades literárias.

A interface apresenta um feed de notícias muito sofisticado, mas também oferece recursos para buscar autores e suas obras e montar uma estante virtual, permitindo que cada livro seja classificado com notas e receba resenhas e comentários.

 

Livralivro

Com o objetivo de promover e estimular a troca de livros entre seus usuários, o LivraLivro é uma rede social para leitores com um visual amigável e intuitivo.

A plataforma possui recursos para adicionar obras literárias em uma estante virtual e avalia-las. Ela também traz um interessante sistema de pontuação e classificação para enviar e receber livros.

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O Jogo do Anjo

por Magda L Pais, em 30.03.16

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O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón
Editado em 2011 pela Editorial Planeta
ISBN: 9789896571931

Sinopse
Na turbulenta Barcelona dos anos de 1920, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe a proposta de um misterioso editor para escrever um livro como nunca existiu, em troca de uma fortuna e, talvez, de muito mais.
Com um estilo deslumbrante e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo à Barcelona de o Cemitério dos Livros Esquecidos para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos, onde o encantamento dos livros, a paixão e a amizade se conjugam num romance magistral.

 

A minha opinião

Juntei-me à Pandora, à JP, à M*, à Nathy, à Cristina e à Just e, em conjunto, lemos o segundo volume da trilogia O Cemitério dos Livros Esquecidos.

Confesso que continuo apaixonada pelo cemitério dos livros esquecidos, onde os livros são protegidos, onde a sua alma e espírito permanecem guardados até que alguém os volte a trazer para a luz do dia. A paixão nasceu com A sombra do vento e mantêm-se no Jogo do Anjo. Apesar disso, entre o primeiro e o segundo volume há diferenças abismais. O Jogo do Anjo é um livro mais negro, um thriller com contornos sobrenaturais que nos vai envolvendo e deixando a dúvida do que realmente se passa. A história do Jogo do Anjo passa-se antes da Sombra do Vento e, talvez por isso, perde-se, talvez, algum elemento surpresa no destino de duas das personagens porque é fácil adivinhar qual o seu papel na Sombra do Vento.

Sendo o segundo livro da trilogia (apesar de, cronologicamente, ser o primeiro) O Jogo do Anjo perde por já conhecermos a minuciosa escrita de Zafon e depois ganha nas reviravoltas da história. 

Por outro lado, este livro deixa-nos com a seguinte questão: porquê uma trilogia? A menos que o terceiro livro traga alguma outra ligação, A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo são livros independentes, sem nada que os ligue, excepto pelo Cemitério e por duas personagens que são secundárias nos dois livros. Fica a sensação que, dado o sucesso d'A Sombra do Vento, autor e editor optaram por criar uma trilogia.

Não quero, com isto, e de todo, dizer ou insinuar que não valha a pena ler O Jogo do Anjo. É um livro maravilhoso, com uma escrita muito atrativa e que me deixa rendida ao autor, que quero continuar a acompanhar.

Agora ide ler o que quem me acompanhou na leitura tem a dizer sobre estes livros.

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Lobo Solitário

por Magda L Pais, em 29.03.16

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Lobo Solitário de Jodi Picoult

Editado em 2016 pela Bertrand Editora
ISBN: 9789722531566
 
Sinopse
Quando um lobo sabe que o seu tempo está a terminar e que já não é útil à sua alcateia, muitas vezes escolhe afastar-se. Morre assim afastado da sua família, do seu grupo, mantendo até ao fim todo o orgulho que lhe é próprio e mantendo-se fiel à sua natureza. Luke Warren passou a vida inteira a estudar lobos. Chegou inclusivamente a viver com lobos durante longos períodos. Em muitos sentidos, Luke compreende melhor as dinâmicas da alcateia do que as da sua própria família. A mulher, Georgie, desistiu finalmente da solidão em que viviam e deixou-o. O filho, Edward, de vinte e quatro anos, fugiu há seis, deixando para trás uma relação destroçada com o pai. Recebe então um telefonema alarmante: Luke ficou gravemente ferido num acidente de automóvel com Cara, a irmã mais nova de Edward. De repente, tudo muda: Edward tem de regressar a casa e enfrentar o pai que deixou aos dezoito anos. Ele e Cara têm de decidir juntos o destino do pai. Não há respostas fáceis, e as perguntas são muitas: que segredos esconderam Edward e Cara um do outro? Haverá razões ocultas para deixarem o pai morrer… ou viver? Qual seria a vontade de Luke? Como podem os filhos tomar uma decisão destas num contexto de culpa, sofrimento, ou ambos? E, sobretudo, terão esquecido aquilo que todo e qualquer lobo sabe e nunca esquece: cada membro da alcateia precisa dos outros, e às vezes a sobrevivência implica sacrifício. Lobo Solitário descreve de forma brilhante a dinâmica familiar: o amor, a protecção, a força que podem dar, mas também o preço a pagar por ela.
 
A minha opinião

Cenário: casa da sogra a 193 km da minha casa. Sábado de aleluia, 20h. Aproxima-se, a passos largos, a última página de Mais Maldito Karma e não tenho mais nenhum livro para ler. Na sexta à tardinha, quando saímos de viagem, estava a ler Wilt e, erradamente, achei que um livro para acabar e outro para ler seriam suficientes para o fim de semana alargado. Não foram! Instalou-se o pânico - e agora? que faço eu? como é que cheguei a esta situação? ainda para mais porque, nessa tarde, tinha estado com um livro nas mãos quando fui às compras no Modelo (não conta o facto de ter ido a Badajoz de manhã e ter ouvido um sussurro atrás de mim a dizer: ainda bem que estão em espanhol...). 

Nessa noite foi a minha filha que sofreu as consequências. Sem livro para ler e sem net de jeito para procurar um ebook (no desespero vale tudo), passei o serão a jogar Sims4 sobre o olhar reprovador da minha gaiata uma vez que estava a usar o computador dela. Acho que ela só o permitiu porque percebeu o meu desespero. 

Felizmente no domingo de manhã fomos beber um café e o Modelo estava aberto. Com livros. Imensos livros, o que me dificultou a escolha. Mas este estava em destaque e confesso que estava curiosa para o ler e por isso (e apesar da minha ladainha não comprarás mais livros) acabei por o levar para casa.

Valeu a pena!

Não sou a maior especialista nesta autora de quem li apenas dois ou três livros. Mas Lobo Solitário será, para mim, o melhor de quantos li dela. Não apenas pela história em si, uma belíssima história que nos deixa a pensar, mas também, e acima de tudo, pela catadupa de informações sobre os lobos e as alcateias que me deixaram a respeitar ainda mais estes animais com quem os humanos teriam muito a aprender.

Contado pela voz de Luke, Cara, Georgie, Edward, Joe e Helen, conseguimos ter noção dos sentimentos que envolvem cada uma das personagens da história.

Luke e Cara tem um acidente de carro que deixa Cara com um braço partido e Luke em coma, sem reacção. Georgie, a mãe de Cara é chamada ao hospital por causa da filha, uma vez que esta é menor mas como está separada de Luke não pode tomar decisões sobre o seu estado clínico. Vê-se, por isso, obrigada a chamar o irmão de Cara, Edward, que, seis anos antes saiu de casa sem se despedir da família. Para Edward a situação clínica do pai é clara, os danos são irreversíveis e ele sabe que o pai nunca quereria viver amarrado a uma cama, sem poder estar com a sua alcateia. Cara acha que o irmão só se quer vingar do pai e que não lhe cabe tomar essa decisão, devendo ser ela a decidir. Mas será que essa é uma decisão pensada ou será que Cara tem algo a esconder da mãe e do irmão? 

Pelas lembranças de Luke ficamos a saber como é viver em alcateia, as regras, as exigências e como cabe a todos os membros da alcateia respeitarem o seu lugar e os outros de modo a que a Alcateia funcione.

Georgie, a mãe dividida entre os seus filhos, que não quer tomar partidos mas que sabe o que todas as mães sabem mas não assumem: o coração de uma mãe tem sempre lugar para todos os seus filhos, mesmo quando eles não o percebem. E sim, as mães, em determinados momentos têm um filho preferido - que é aquele que, nesse preciso momento, precisa mais de nós. Nos outros momentos amamos todos de igual modo.

Neste livro somos obrigados a reflectir sobre a morte, sobre viver ou sobreviver e em que condições, sobre o amor e sobre o nosso lugar na sociedade. A cada momento questionamos o que faríamos no lugar de Cara ou de Edward e se seriamos capazes de, como Georgie ou Joe, de tomar o partido de um filho/enteado contra o seu irmão. E isso torna-o maravilhoso.

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Uma paixão chamada livros - conclusão

por Magda L Pais, em 28.03.16

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Por quarenta dias falou-se aqui desta paixão que se chama livros. Por quarenta dias, eu, a M*The Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMNathyMJJustAna Rita Garcia M.TeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena, asminhasquixotadasKikas partilhamos esta nossa paixão pela leitura e pelos livros. 

Houve quem desistisse a meio, quem desaparecesse e quem avisasse que teria de desistir. Nada disso importa, o importante foi mesmo esta partilha, foi descobrir pessoas que gostam dos mesmos livros que nós, outras que lêem menos e outras que lêem mais. Foi curioso, muito curioso, encontrar o mesmo livro referenciado várias vezes, nuns blogs pela positiva, noutros pela negativa, o que me fez refletir, ainda mais, no quanto os gostos pessoais podem ser variados.

Este desafio obrigou-me a percorrer as minhas estantes em busca de respostas que nem sempre foram fáceis e, muitas vezes, me pareceram repetitivas. Foi uma forma diferente de me recordar do que já tinha lido, o que tinha gostado, odiado e amado. Porque é possível amar, odiar e viver nos livros, nos mundos que eles criam só para nós, mundos e universos diferentes para cada um dos leitores porque cada um que pega num livro leva, consigo, a bagagem dos livros já lidos e lê-o à sua forma e à sua medida.

Tentei sempre que houvesse um livro ou um escritor de resposta e nem sempre foi possível indicar só um (e sim, eu sei, fiz batota muitas vezes)

Quando, a quatro de Janeiro, lançamos o desafio, nem eu nem a M* nem M.J. ou Just ou a Nathy pensamos que tanta gente se juntasse a nós. E também não pensamos que, mais tarde, outros pegassem na nossa ideia e lhe dessem continuidade. Estavamos enganadas. A captain e a Mia são as nossas sucessoras (e sucessoras de peso, direi eu), por isso a paixão continua. Agora nos blogs delas onde, de certeza, irei buscar mais ideias de livros para ler.

Porque esta paixão, a dos livros, a da leitura, nunca acaba.

Estas foram as perguntas a que respondemos. Sirvam-se e respondam também. Aceitem este desafio. Acreditem que, apesar do esforço que vai ser encontrar as respostas, vai ser muito gratificante. Para mim foi.

  1. Top 5 dos livros lidos
  2. Livro detestado
  3. Livro que leste mais vezes
  4. Livro que te desiludiu
  5. Livro mais longo que já leste
  6. Livro mais curto que já leste
  7. Livro que não conseguiste acabar
  8. Livro comovente
  9. Livro hilariante
  10. Livro perturbante
  11. Livro inspirador
  12. Livro para o qual escreverias uma sequela
  13. Livro em cujo universo habitarias
  14. Livro clássico favorito
  15. Livro que custou a ler
  16. Livro que marcou a infância
  17. Livro mais caro da tua estante
  18. Livro do qual nunca te irás separar
  19. Colecção (saga) favorita
  20. Sequela que nunca devia ter sido impressa
  21. Melhor citação (diálogo)
  22. Melhor citação (descrição)
  23. Considerando que o primeiro livro da tua estante é a letra A, o segundo a letra B e por ai adiante, tira o livro correspondente à primeira letra do teu nome. Depois abre na página correspondente à soma do mês e dia em que nasceste. Qual é o quarto parágrafo?
  24. Top 5 dos escritores favoritos
  25. Top 5 das escritoras favoritas
  26. Género literário favorito
  27. Personagem literária favorita
  28. Personagem literária que gostarias de conhecer
  29. Personagem literária que adoras odiar
  30. Personagem literária que nunca devia ter sido criada
  31. Personagem literária secundária que merecia um livro só dela
  32. Personagem literária para a qual escreverias um livro
  33. Personagem literária que não quererias encontrar num beco
  34. A importância da capa do livro
  35. Pior hábito enquanto leitor
  36. Frases típicas que escutas enquanto leitor
  37. Melhor local para ler
  38. Livros em papel ou formato digital
  39. Último livro lido
  40. Próximo livro a ler
  41. Balanço do desafio

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Mataram a Cotovia

por Magda L Pais, em 28.03.16

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Mataram a Cotovia de Harper Lee

Editado em 2012 pela Relógio D'Água

ISBN: 9789896412746
 

Sinopse:

Situado em Maycomb, uma pequena cidade imaginária do Alabama, durante a Grande Depressão, o romance de Harper Lee, vencedor do Prémio Pulitzer, em 1961, fala-nos do crescimento de uma rapariga numa sociedade racista.

Scout, a protagonista rebelde e irónica, é criada com o irmão, Jem, pelo seu pai viúvo, Atticus Finch. Ele é um advogado que lhes fala como se fossem capazes de entender as suas ideias, encorajando-os a reflectirem, em vez de se deixarem arrastar pela ignorância e o preconceito. Atticus vive de acordo com as suas convicções. É então que uma acusação de violação de uma jovem branca é lançada contra Tom Robinson, um dos habitantes negros da cidade. Atticus concorda em defendê-lo, oferecendo uma interpretação plausível das provas e preparando-se para resistir à intimidação dos que desejam resolver o caso através do linchamento. Quando a histeria aumenta, Tom é condenado e Bob Ewell, o acusador, tenta punir o advogado de um modo brutal. Entretanto, os seus dois filhos e um amigo encenam em miniatura o seu próprio drama de medos, centrado em Boo Radley, uma lenda local que vive em reclusão numa casa vizinha.

A minha opinião

Juro que não foi de propósito nem sequer programado. Mas a verdade é que combinei com a Miss F iniciar a leitura deste livro num determinado dia e fomos, ambas, surpreendidas, com a notícia da morte da autora no mesmo dia.

(assim num pequeno aparte, li pouco tempo antes tinha acabdo de ler o livro Confissões de um Jovem Escritor de Umberto Eco, falecido no mesmo dia o que me levou a pensar em ler livros apenas de autores já mortos não fosse ser alguma maldição desconhecida).

Jean Louise "Scout" Finch é a narradora, uma criança que nos mostra, ao longo de três anos, como se vivia em Maycomb (no Alabama), na altura da Grande Depressão e numa sociedade conservadora, preconceitosa e racista - mas que se afirmava exactamente ao contrário.

Scout é filha de Atticus, um conceituado advogado que quer que os seus filhos pensem por si próprios, tirando as suas conclusões dos factos e não que tomem, como suas, as ideias dos outros. É com o pai que Scout e o seu irmão Jem aprendem que:

Em primeiro lugar (...) se tu conseguires aprender uma coisa bastante simples, vais ver que te darás melhor com todo o tipo de pessoas.

Nunca conseguirás compreender totalmente uma pessoa se não vires as coisas do seu ponto de vista (...) se não fores capaz de te colocar na pele dessa pessoa e aí permaneceres um bocado.

Pelas recordações de Scout viajamos pelas férias de verão, pelos primeiros dias de aulas, pelas noites de Halloween mas também pela imaginação própria das crianças, até que chega a altura do julgamento de Tom, um negro acusado injustamente de ter violado uma mulher branca. Assistimos ao julgamento e, com Scout, duvidamos da justiça dos brancos que acaba por condenar Tom apesar das provas o ilibarem.

É um livro interessante, de leitura muito agradável e com momentos que nos fazem sorrir. No entanto (e venham de lá as farpas), e apesar de ter adorado o livro, tenho de dizer que, quando o acabei, pensei - era só isto? Creio que o problema foi o de estar com as expectativas bastante elevadas. Um livro que todos (ou quase todos, vá, que sei que há mais quem tenha pensado como eu) adoram, que ganhou imensos prémios e que foi considerado o melhor romance do século XX... esperava mais, confesso. Ainda assim creio que deve ser lido por todos e é um livro que recomendo vivamente.

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