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A Torre de Espinhos

por Magda L Pais, em 29.06.16

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A Torre de Espinhos de Juliet Marillier

Blackthorn & Grim volume II

ISBN: 9789896577827

Editado em 2016 pela Editorial Planeta

 

Sinopse

Para Blackthorn e Grim, o regresso à vida tranquila na pequena quinta à beira da Floresta dos Sonhos nunca poderia durar muito. Escassas semanas passaram desde que o mistério do Lago dos Sonhos foi resolvido e já um novo desafio paira no horizonte. O príncipe de Dalriada recebeu um pedido de ajuda da parte de Geiléis, a Senhora de Bann, cujas terras medram sob a força de uma estranha maldição. Uma criatura sem nome instalou-se na velha torre que se ergue numa ilha do rio Bann e, do nascer ao pôr-do-sol, os seus gritos incessantes impedem o gado de crescer, secam os campos e a vontade dos homens e instalam a semente da loucura nos espíritos mais sãos. Cercada de espinhos venenosos, a misteriosa torre encerra um segredo secular. Caberá a Blackthorn e Grim mergulharem nas trevas de um amor impossível e libertarem o povo de Bann do coração tempestuoso de uma rainha do Povo Encantado. Pelo meio, a curandeira e o seu companheiro terão de enfrentar o silêncio de quem sabe e atravessar uma teia de mentiras urdida ao longo de vários séculos. Quem será o estranho habitante da Torre de Espinhos. Um homem, um monstro? Uma força destruidora ou apenas uma vítima? No fim, o amor será a única redenção.

Este é segundo livro da mais recente série da autora best-seller do romance fantástico - Juliet Marillier - uma das autoras de Fantasia mais aclamada a nível mundial. Com a maestria e talento a que já nos habituou e uma narrativa empolgante, Juliet Marillier volta ao registo adulto e constrói um mundo fantástico excepcional, cheio de encantamento, devoção, mágoa e mistério.

 

A minha opinião

Já falei aqui várias vezes da minha paixão por romances de fantasia. Assim como já mencionei outras tantas vezes que Juliet Marillier é uma das minhas escritoras favoritas, a par de Anne Bishop ou Marion Zimmer Bradley. Ora, portanto, quando sai um livro novo duma destas autoras, como devem calcular, sou quase a primeira da fila para o comprar (normalmente compro-os em pré-venda, logo que recebo a notificação a avisar que vai sair o livro). Pancas de quem delira literalmente com estes livros. 

Foi assim com O Lago dos Sonhos, primeiro volume desta trilogia, e foi assim com este. Será assim também com o terceiro volume logo que ele esteja para sair por cá.

Mais uma vez a história é-nos contada a três vozes. Blackthorn, Grim e Geiléis dão-nos as suas versões de cada acontecimento, permitindo-nos conhecer os seus pensamentos e ir mais longe na história. E tal como no primeiro volume, quase que nem era preciso que os capítulos tivessem o nome de quem o relata porque Juliet Marillier consegue (fabulosamente) que cada um escreva à sua maneira, dando-nos a sensação que o livro está escrito a três mãos e não apenas por uma.

Anne Bishop cria mundos como mais ninguém o consegue. Juliet Marillier usa o nosso mundo e introduz-lhes elementos mágicos como mais ninguém o consegue.

É o caso deste livro, que se passa na Irlanda Medieval. Resumindo e sem querer contar demasiado da história, Geiléis, a Senhora de Bann, vive perto da Torre de Espinhos de onde, todos os dias, do nascer ao por do sol, um monstro chora de tal modo que entristece tudo e todos (e por todos leiam-se animais e pessoas). Como último recurso recorre ao príncipe de Dalriada e a Blackthorn para que a ajudem a expulsa-lo para que as terras voltem a produzir e a tristeza abandone o seu território. Nessa viagem a Bann, o passado de Grim e  Blackthorn regressam. No caso de Grim para o atormentar e no caso de Blackthorn para a tentar. Cada um deles terá de resolver o seu próprio problema para que consigam também resolver o mistério em redor da Torre de Espinhos.

Para os fãs de fantasia, este é um livro obrigatório! para quem não é fã, experimentem esta trilogia.

E agora aguardemos pelo terceiro volume!

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A Brisa do Oriente

por Magda L Pais, em 27.06.16

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A Brisa do Oriente de Paloma Sánchez-Garnica

Volume 1 editado em 2012 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896374112
 

Sinopse

Um fresco soberbo da Europa medieval. Em 1204, acompanhando o seu abade, Umberto de Quéribus, um jovem monge de Cister, inicia uma viagem que o levará a Constantinopla. A partir desse momento, arrastado para perigos e situações extremas, em que perde a candura infantil, a sua vida muda completamente. Durante a viagem de regresso ao mosteiro, conhece a insensatez da guerra, a violência desmedida e a imoralidade da avareza. Toma igualmente consciência das verdadeiras consequências da obediência cega e da enorme incerteza na destrinça do que está bem e do que está mal, imerso numa luta constante entre o que lhe ensinaram e o que de facto sente. É atingido pela flecha do amor indomável e adolescente e descobre o desassossego provocado pelo sentimento de culpa, o ferrão do ressentimento e, sobretudo, o sentido mais profundo da amizade, encarnada no cavaleiro Esteban de Clary e no monge Roger, com quem aprenderá o significado da cultura, a importância do que se escreve e a influência e o poder do copista ao manejar, alterar ou mudar completamente o texto escrito. A sua aproximação inconsciente à heresia acaba por colocá-lo em perigo, ao ponto de se ver obrigado a abandonar o mosteiro depois de ver a catástrofe semeada à sua volta. 

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Volume 2 editado em 2012 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896374235
 
Sinopse
Alguns anos depois, Umberto de Quéribus reencontra o seu amigo, o cavaleiro Esteban de Clary, em Cinca. Na sua busca pelo conhecimento de outras doutrinas e pelas suas próprias origens, Umberto vai deparar-se com perigos constantes e situações arriscadas. Que segredo guardam os monges acerca da identidade da sua mãe? Que é feito de Constanza, o amor da sua vida, a mulher que o fez pôr em causa toda a sua crença eclesiástica?
Em 1204, acompanhando o seu abade, Umberto de Quéribus, um jovem monge de Cister, inicia uma viagem que o levará a Constantinopla. A partir desse momento, arrastado para perigos e situações extremas, em que perde a candura infantil, a sua vida muda completamente. Durante a viagem de regresso ao mosteiro, conhece a insensatez da guerra, a violência desmedida e a imoralidade da avareza. Questiona a obediência cega e luta constantemente com a dualidade do que lhe ensinaram e o que sente.
Aprende a amar e o sentido mais profundo da amizade. A sua aproximação inconsciente à heresia acaba por colocá-lo em perigo, ao ponto de se ver obrigado a abandonar o mosteiro depois de ver a catástrofe semeada à sua volta.
 
A minha opinião
Quando Umberto morre deixa, a um dos seus protegidos, uma sacola com diversos pergaminhos intitulados “Brisa do Oriente” e onde conta a sua vida desde que, acompanhado pelo Abade Martin viaja de Constantinopla até ao mosteiro onde foi criado. Nessa viagem começa a tomar conhecimento com a realidade da Igreja Católica e das atrocidades cometidas em seu nome na Europa Mediaval. Apercebe-se, no dia-a-dia, de que a amizade, às vezes, vem das pessoas mais inesperadas e que, outras vezes, a primeira impressão é a correcta. Esteban de Clary tem um papel preponderante na vida de Umberto, levando-o a questionar a sua fé (ou pelo menos algumas facetas dessa mesma fé). Com Roger e de volta ao mosteiro, descobre que a vida num mosteiro nem sempre é o que parece.
No segundo volume temos oportunidade de acompanhar a vida de Umberto até à data da sua morte e ficamos a conhecer o relacionamento dele com os outros personagens, principalmente com Umbertino, o frade a quem Umberto deixou o seu manuscrito. Mas mais que a vida de Umberto, ficamos a conhecer - para quem tinha dúvidas - uma Igreja Católica fundamentalista, com as suas perseguições indiscriminadas, mesmo no seio da sua própria comunidade. Descobrimos - ou redescobrimos - um clero rico, ganancioso e ostensivo que, ao contrário do que querem obrigar os outros, vivem a sua vida fora das regras impostas pela ordem religiosa, julgando, como hereges, aqueles que realmente vivem as suas vidas de acordo com os ensinamentos evangélicos caso não professem a mesma religião.
Ao longo de toda a sua vida, Umberto vai-se encontrar em situações extremas que lhe permitem analisar o sentido da sua vida e por em causa a manutenção da sua fé.
O nascimento da inquisição - mais um dos periodos negros da igreja católica - é descrito neste livro duma forma tão intensa que chegamos a acreditar que o estamos a vivenciar e desejamos, a todo o momento, que nunca tivesse acontecido na realidade.
A comparação com aquele outro grande romance, O Nome da Rosa (de Umberto Eco) é inevitável. E foi precisamente por isso que comprei estes dois livros, sem conhecer a autora e sem ter, dela, qualquer referência.
E fiz a compra a medo e sem saber se iria gostar, uma vez que dificilmente, achava eu, um livro se poderia comparar a O Nome da Rosa, de quem sou grande fã. Afinal enganei-me. Estes livros tiraram-me esses medos e deixaram-me com vontade de ler mais livros desta autora.
A Brisa Medieval é uma caracterização tão fiel da época medieval, dos seus usos e costumes e da violência cometida em nome de uma religião que se fazia passar por benemérita e pacifica que tive de parar a leitura em algumas partes do livro para me assegurar que estava sentada no meu sofá.
E, numa altura em que os ânimos estão exaltados contra o Islão, achei uma boa oportunidade para vos mostrar que, afinal, a religião cristã também teve membros que, em nome duma fé que não o defende, cometeram atrocidades contra outros seres humanos. É que, infelizmente, a inquisição não é fruto da imaginação dos autores que escrevem (e no caso de Paloma, muito bem) sobre a Idade Média.

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O Lago dos Sonhos

por Magda L Pais, em 24.06.16

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O Lago dos Sonhos de Juliet Marillier

Editado em  2015 pela Editorial Planeta
ISBN: 9789896576288
 

Sinopse

Um livro intenso que tem como pano de fundo a Irlanda medieval. Voltando ao registo dos seus primeiros livros, a autora constrói uma trama intricada, sempre acompanhada dos mistérios celtas, que não deixará os leitores indiferentes.

Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn jurou pôr de lado o seu desejo de vingança contra o homem que destruiu tudo o que lhe era querido. Seguida por um companheiro de clausura, um homem grande e silencioso chamado Grim, ela viaja para o norte, rumo a Dalriada. Aqui, viverá na orla de uma misteriosa floresta e terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.

Oran, príncipe herdeiro do trono de Dalriada, esperou com ansiedade a chegada da sua noiva, Lady Flidais. Conhece-a apenas por via de um retrato e da poética correspondência que trocaram entre si e que um dia o convenceu de que Flidais era o seu verdadeiro amor. Oran descobre, porém, que as cartas também mentem, pois, embora igual em aparência à imagem no retrato, a sua noiva vem a revelar-se uma mulher muito diferente da criatura sensível e sonhadora que escreveu aquelas cartas.

Nas vésperas do seu casamento, o príncipe não vê saída para a o seu dilema. Mas corre o rumor de que Blackthorn possui um dom extraordinário para a resolução de problemas espinhosos, e ele pede a sua ajuda. Para salvar Oran das suas insidiosas núpcias, Blackthorn e Grim vão precisar de todos os seus recursos: coragem, engenho, astúcia e talvez até um pouco de magia.

 

A minha opinião

Livro lido em Julho de 2015 mas que publico hoje aqui a minha opinião uma vez que estou a ler o segundo volume desta trilogia.

Não é segredo para ninguém que eu gosto de literatura do fantástico e que Juliet Marillier é uma das minhas autoras favoritas. E, mais uma vez, não acabei o livro desiludida. 

Blackthorn, uma curandeira (ou mulher-sábia) foi presa por Mathuin por ter levantado a sua voz contra ele, mostrando, ao povo, que, tanto o líder do clã como o seu filho, violam impunemente as mulheres, engravidando algumas e desfazendo-se delas quando já não lhes servem. Durante um ano, a única coisa que fez com que Blackthorn aguentasse os calabouços onde nem a luz do sol consegue ver, bem como e a violência dos guardas, foi saber que, no solstício de verão seria ouvida no conselho. Mas na véspera desse esperado dia, o Carrasco avisa-a que irá morrer nessa noite para que não seja ouvida. Mas Conmael propõe-lhe um acordo para se escapar à morte e à prisão - mudar-se para Dalriada e, durante sete anos, aceder a todos os pedidos de socorro que lhe sejam dirigidos, seja por quem for, e não tentar vingar-se de Mathuin. A custo, Blackthorn, aceita o acordo.

Grim, companheiro de Blackthorn nos calabouços, acaba por se conseguir escapar das celas na mesma altura que Blackthorn, acompanhando-a na fuga e na viagem para Dalriada. Sem nunca revelar as razões pelas quais foi preso, e sem perguntar a Blackthorn porque razão odeia tanto Mathuin, acaba por se tornar no braço direito da mulher sábia, sem que ambos se apercebam o quanto se tornam inseparáveis.

Oran é um príncipe diferente. Respeita a população, preocupa-se verdadeiramente em ser justo e tenta conhecer todos os que o servem. Quando chega a altura de se casar, a sua primeira preocupação é conhecer a noiva, Flidais, nem que seja por carta. E acaba mesmo por se apaixonar por ela apesar de nunca a ter visto.

Quando Flidais chega a Dalriada, resolve, com Ciar, a sua criada, tomar um banho no Lago dos Sonhos. Ciar acaba por morrer afogada e Flidais, daí para a frente, não é a mesma. Oran estranha e acaba por pedir ajuda a Blackthorn e a Grim para descobrir o que se terá passado. Só que a resposta pode não ser a que ele espera.

Toda a história é contada a três vozes - Blackthorn, Grim e Oran - o que torna o livro ainda mais interessante. Principalmente porque a autora (com a qualidade que lhe reconheço) consegue que cada personagem "escreva" de forma diferente. Grim escreve em frases mais curtas, de quem não teve a educação esmerada de Oran e Blackthorn escreve duma forma mais sábia. Esse detalhe acrescenta bastante valor ao livro. Depois temos, pelo meio, várias histórias envoltas numa só. A história pessoal de cada um dos narradores, o casamento de Orin e Flidais, a história de Ness - uma das pessoas que Blackthorn ajuda. Entrelaçam-se as histórias, sem dificuldades e, no fim, ficamos com vontade de ir buscar o segundo volume para ler de seguida. 

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O Escritor-fantasma

por Magda L Pais, em 23.06.16

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O Escritor-fantasma de Zoran Živković

Editado em 2012 pela Cavalo de Ferro

ISBN: 9789896231651

Sinopse

Um escritor, em plena crise de inspiração, senta-se à sua secretária para dar início a mais um dia de trabalho. A sua única companhia é Félix, o seu gato, cujas constantes exigências lhe tornam a vida bastante complicada. Mas, nessa manhã, defronte ao computador, um outro acontecimento contribui para perturbar a sua tranquilidade. Na sua caixa de correio electrónico encontra uma proposta feita por um admirador secreto, que pretende que o escritor lhe ceda a autoria do seu novo romance. Entretanto, outras mensagens começam a chegar-lhe, provenientes de outros quatro correspondentes anónimos. Todas elas com pedidos igualmente intrigantes. À medida que vai aumentando o ritmo dos e-mails trocados, vai-se adensando o mistério à volta da identidade e das verdadeiras intenções de todos eles. Tudo isto sob o olhar indiferente e entediado de Félix. O leitor deste livro é convidado, através das pistas que o autor vai deixando, a montar o puzzle e a descobrir a solução final para a história. Zoran Živković, neste seu novo e divertido - por vezes hilariante - romance, revela as singularidades do mundo da escrita e dos escritores, conseguindo mais uma vez captar a atenção do leitor da primeira à última página.

A minha opinião

Zoran Živković continua a surpreender-me pela positiva, num intrincado labirinto que é este livro. 

Um escritor com o síndroma da página branca - também conhecido por bloqueio ou falta de inspiração - começa a receber vários emails, o primeiro dum admirador secreto e os restantes de pessoas com quem se corresponde habitualmente. E se primeiro os emails são totalmente dispares entre si, aos poucos todos convergem para o mesmo tema, deixando o escritor baralhado, ao mesmo tempo que são deixadas pistas para o leitor perceber o que se passa.

Qualquer um dos livros que li deste autor prima pela complexidade das suas histórias, mas uma complexidade subtil, que nos leva a reflectir sobre o que realmente teremos lido depois de fechar as páginas. Porque não está tudo ali, às claras, há imensas entrelinhas que tornam as suas histórias ainda mais interessantes. E O Escritor-fantasma não é excepção.

Por fim, uma palavra para as histórias que envolvem Félix, o gato que o escritor adoptou e que, como qualquer gato, comete imensas tropelias e que trazem, para este livro, o humor a que o autor me começa a habituar (e que é delicioso).

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Furiosamente Feliz - Um livro divertido sobre coisas horríveis de Jenny Lawson

Editado pela Marcador em 2016

ISBN: 9789897542497

 

Sinopse

Furiosamente Feliz é sobre agarrar os momentos em que as coisas estão bem e transformá-los em momentos fantásticos.

Esses instantes são aqueles que nos fazem ser quem somos e nos levam para a batalha que travamos connosco sempre que o nosso cérebro declara guerra à nossa existência.

Essa é a diferença entre «sobreviver à vida», e «viver a vida». Essa é a diferença entre estar «são» e estar «furiosamente feliz».

Furiosamente Feliz é um livro divertido sobre coisas horríveis.

 

A minha opinião

Culpada! Julguei um livro pela capa e foi pela capa que o comprei. Digam lá que não fariam o mesmo? Rory, este guaxinim sorridente conquista qualquer um, não acham? Não? bom, a mim conquistou-me e deixou-me com imensa vontade de ler o livro. E nem sequer fui atraída pela nota de € 25 que a autora promete que se vai encontrar na encadernação do livro.

Ainda antes dessa promessa, de que está uma nota de € 25 na encadernação do livro, Jenny Lawson diz-nos que:

Este é um livro divertido sobre viver com uma doença mental. Parece uma combinação horrível, mas eu sou uma doente mental e algumas das pessoas mais histéricas que conheço também o são. Por isso, se não gostar do livro, talvez não seja suficientemente doido para o apreciar. De uma forma ou de outra, acabará sempre por ficar a ganhar.

Eu adorei o livro o que diz muito sobre a minha saúde mental.

Ainda antes de vos falar mais sobre o livro, deixem-me dizer-vos que, se tem alguma fobia, se já tiveram (ou tem) depressão, se sofrem de ansiedade ou se tem alguma doença mental, este livro é perfeito e devem lê-lo.

Por outro lado, se conhecem alguém que sofra de algum destes problemas, este livro é perfeito e devem lê-lo.

Mas, se não têm nem nunca tiveram qualquer patologia do foro psicológico, e não conhecem alguém que tenha, parabéns. Está morto. Ou então não, está vivo e tem mesmo de ler este livro.

Jenny Lawson tem crises de depressão profunda. De ansiedade. Fobias várias (se bem que ter fobia de aranhas ou de cadáveres não pode ser considerado fobia porque é um medo muito lógico. Diz a autora e digo eu). Artrite reumatoide. Podia ter cancro mas afinal era apenas um sinal. Em suma, desde sempre que a autora se debate com diferentes formas de doenças mentais. E, num dia em que estava num momento muito mau, com uma das maiores crises de depressão que alguma vez teve, recebeu a notícia da morte duma amiga e decidiu que estava farta e que, daquele dia em diante, ia ser furiosamente feliz. E é assim que tem conseguido ultrapassar a doença.

Este livro não é um manual. Porque cada pessoa é única e, como tal, as suas fobias, os seus medos, a sua depressão ou ansiedade são diferentes pelo que, o que funciona com um, pode não funcionar com outro. Mas é uma forma de vermos – doentes, familiares e amigos – como por as coisas em perspectiva, como ajudar, como perceber aquilo que não nos conseguem explicar (e, um bom exemplo, é a forma como Jenny nos explica a depressão nas páginas dum livro).

Mas confesso que, mesmo não sendo um manual, este é um livro que nos ensina (ou relembra) que devemos viver e não sobreviver. Porque:

Todos temos a nossa dose de tragédia, de loucura ou de drama, mas o que fazemos com esse horror é o que faz a diferença.

Leiam. Não se vão arrepender. E, nos momentos mais escuros, peguem nele de novo. Se não for o Rory a fazer-vos sorrir, tenho a certeza que relerem, por exemplo, a conversa de Jenny com uma amiga a propósito dos três gatos mortos que recebeu no correio vai consegui-lo.

 
(por curiosidade, este é o blog da autora)
 

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