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Aproximam-se duas Feiras do Livro. Uma no Palácio de Belém, Lisboa e outra no Palácio de Cristal, no Porto.

Para quem estiver na zona e possa lá ir, aqui ficam as sessões de autógrafos que a Saída de Emergência preparou para estas feiras: 

Palácio de Belém, Lisboa

Sábado, dia 3 de Setembro

15h00 – Sessão de autógrafos com Isabel Ricardo, autora da Colecção Juvenil Os Aventureiros e do romance histórico A Revolução da Mulher das Pevides – Auditório/Lounge

16h00 - Sessão de autógrafos com Maria Helena Ventura  autora do romance histórico Conheces Sancho? – Auditório/Lounge 

17h00 - Sessão de autógrafos com Mário Cordeiro autor de Príncipes da Medicina e do romance Quanto tempo faltará para o Abismo? – Auditório/Lounge

 

Palácio de Cristal, Porto

Sábado, dia 3 de Setembro

17h00 – Sessão de autógrafos com Renato Fontinha autor do romance histórico A Capital do Mundo – Stand SDE

Sábado, 10 de Setembro

17h00 -  Sessão de autógrafos com Isabel Ricardo, autora da Colecção Juvenil Os Aventureiros e do romance histórico A Revolução da Mulher das Pevides – Stand SDE

Domingo, 11 de Setembro

17h00 - Sessão de autógrafos com Daniela Ricardo autora de Viagens da Comida Saudável  - Stand SDE

Sábado, 17 de Setembro

17h00 - Sessão de autógrafos com Mário Silva Carvalho autor do romance histórico A Tomada de Madrid – Stand SDE

Domingo, 18 de Setembro

17h00 - Sessão de autógrafos com António Breda  autor do romance histórico Filhos de Salazar – Stand SDE

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O Pistoleiro

por Magda L Pais, em 31.08.16

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O Pistoleiro de Stephen King

A Torre Negra - Livro 1

Editado pela Bertrand Editora em 2013

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O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares de Ransom Riggs

ISBN: 9789896661281

Editado em 2012 pelas Edições Contraponto

Sinopse

Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada e uma estranha colecção de fotografias peculiares.

Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de 16 anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do Lar para Crianças Peculiares, criado pela senhora Peregrine.

Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas…

Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.

A minha opinião

O Livro Literalmente Bonito (diz a Maria e eu confirmo) conquistou-me. Primeiro pela capa original e depois por toda a composição gráfica, fotografias peculiares incluídas. Mas não são essas as únicas razões pelas quais devem ler este livro. 

Uma história de suspense, de mistério e do fantástico. E quando me falam em literatura do fantástico, eu não resisto. Junte-se suspense e mistério e pronto, em podendo não largo o livro até o acabar. E foi o que aconteceu. Apesar do calor que se faz sentir aqui em Elvas, li o livro duma penada, entre banhos de água tépida e bebida de chá fresco.

A escrita de Ransom Riggs não é, de todo, pretensiosa. É atraente, duma simplicidade que atrai, conseguindo que cada personagem "fale" de maneira diferente, ao ponto de, em determinadas alturas, conseguirmos perceber quem é que diz o quê.

Apesar das passagens entre a actualidade e o ano de 1940 (e sem querer contar demasiado da história) a verdade é que não há falhas nas transições o que torna ainda mais interessante esta leitura. 

Mas se o livro, todo ele, é forte, a verdade é que a combinação entre as fotos estranhas (todas reais) e o texto é fabulosa e completa ainda mais a leitura. Às tantas achamos que estamos de regresso à infância a ler livros com imagens. E isso foi tão bom!

A própria capa, com aquela foto peculiar, nos prepara para o que vamos encontrar no interior do livro. Infelizmente a nova edição já não terá esta capa, o que irá, quanto a mim, penalizar o livro. À semelhança de outros casos, a nova capa chama a atenção para o filme que estreará em finais de Setembro, realizado por Tim Burton (o que, à partida, será um ponto positivo). Espero, confesso, que a alteração tenha sido apenas na capa porque, se vão incluir outras fotos, vão desvirtuar ainda mais um livro que, quanto a mim, é perfeito.

Vou agora num instantinho acabar o segundo volume e já volto.

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O Rouxinol

por Magda L Pais, em 26.08.16

 

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O Rouxinol de Kristin Hannah

ISBN: 9789722532099

Editado em 2016 pela Bertrand Editora

Sinopse

Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França… mas é isso mesmo que fazem, em batalhões de soldados em marcha, em caravanas de camiões e tanques, em aviões que enchem os céus e largam as suas bombas por cima dos inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que a escalada de perigo as cerca cada vez mais, é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva. Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão e ousadia da juventude.

Enquanto milhares de parisienses marcham para os horrores desconhecidos da guerra, ela conhece Gäetan, um partisan convicto de que a França é capaz de derrotar os nazis a partir do interior. Isabelle apaixona-se como só acontece aos jovens… perdidamente. Mas quando ele a trai, ela junta-se à Resistência e nunca olha para trás, arriscando vezes sem conta a própria vida para salvar a dos outros. Com coragem, graça e uma grande humanidade, a autora best-seller Kristin Hannah capta na perfeição o panorama épico da Segunda Guerra Mundial e faz incidir o seu foco numa parte íntima da história que raramente é vista: a guerra das mulheres.

O Rouxinol narra a história de duas irmãs separadas pelos anos e pela experiência, pelos ideais, pela paixão e pelas circunstâncias, cada uma seguindo o seu próprio caminho arriscado em busca da sobrevivência, do amor e da liberdade numa França ocupada pelos alemães e arrasada pela guerra. Um romance muito belo e comovente que celebra a resistência do espírito humano e em particular no feminino. Um romance de uma vida, para todos.

A minha opinião

Andei semanas à procura deste livro, fosse nas vendas em segunda mão, nas livrarias on line e nas livrarias físicas. Tudo porque duas apaixonadas por leitura como eu me recomendaram que o lesse. Não o encontrei e, confesso, às tantas desisti. Até que o encontrei por acaso e lá o trouxe para casa.

Foram três dias de leitura intensa. De vontade de não o largar. De pensar em chegar tarde ao trabalho, ou de prolongar a hora de almoço. Ou de não me deitar. E tudo porque a história de Vianne e Isabelle queria continuar a ser contada e eu queria, por tudo, chegar ao fim.

Duas irmãs, tão diferentes como a água e o vinho, duas histórias distintas da resistência francesa na segunda guerra mundial. O amor entre elas, de uma mãe pela sua filha e dum pai que só o conseguiu ser nas últimas horas de vida. Até onde chega a capacidade de adaptação do ser humano? quantas formas diferentes existem de ajudar e como se separam famílias em tempo de paz. E as amizades improváveis entre conquistadores e conquistados que podem acontecer inesperadamente.

Encontrei tudo isto neste livro. Momentos de paz, de horror, de stress, de torcer pelo inimigo e de esperar pelo melhor, sabendo, de antemão, que a segunda guerra mundial e os nazis elevaram a fasquia do pior lado do ser humano mas que, ainda assim, o amor e a amizade sobreviveram.

E as mulheres. As que foram deixadas para trás quando a guerra começou e que, no fim, foram fundamentais para que a Resistência cumprisse o seu papel. 

Este é um livro que homenageia essas mesmas mulheres. As que saíram para combater os alemães, distribuindo panfletos, ajudando os aviadores a fugir mas também àquelas que ficaram nas suas casas e que viram os seus familiares e amigos serem mortos porque eram judeus, comunistas ou só porque os alemães não gostavam deles. Com a morte à espreita em cada dia e sempre sem saberem o que comer na refeição seguinte.

Esta minha primeira experiência com Kristin Hannah foi recompensadora, marcante e, seguramente, a repetir. Porque está, seguramente, entre as melhores.

 

(leia as primeiras páginas aqui)

 

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Os últimos sete meses de Anne Frank

por Magda L Pais, em 24.08.16

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Os últimos sete meses de Anne Frank de Willy Lindwer

ISBN: 9789723812985

Editado em 1992 pela Livros do Brasil

Reeditado este ano pela Vogais

Sinopse

O extraordinário diário de Anne Frank tem vindo a comover milhares de leitores em todo o mundo, sendo um testemunho pungente e humano da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, sabe-se muito pouco da vida desta jovem após a sua captura, a 4 de Agosto de 1944, e posterior envio para os campos de concentração. Como suportou ela a brutalidade do regime nazi? As respostas são-nos dadas, neste livro, pelas mulheres cujas vidas se cruzaram com Anne Frank em Westerbork, Auschwitz e Bergen-Belsen.
Willy Lindwer, cineasta holandês, realizou um documentário televisivo intitulado Os Últimos Sete Meses de Anne Frank, pelo qual recebeu um Emmy. Impressionado com as entrevistas que levou a cabo com seis mulheres que viveram e partilharam com Anne Frank os dias de horror nos campos de concentração nazis, Lindwer decidiu publicá-las integralmente, dando origem a este livro.
Cada uma das seis entrevistadas tem uma história extraordinária para contar - exemplos de um terror inimaginável, mas, simultaneamente, histórias de coragem e compaixão.
A vida de Anne Frank terminou pouco antes do seu décimo sexto aniversário. Estas mulheres tiveram mais sorte. Sobreviveram.

A minha opinião

Pela primeira vez desde que me propus escrever sobre os livros que leio, estou com engulhos sobre um livro ou sobre o que escrever sobre ele. Ora vamos lá explicar o que se passa e pode ser que me compreendam. Ou que, escrevendo, eu própria me compreenda.

O livro chama-se Os últimos sete meses de Anne Frank e traz-nos o testemunho de seis mulheres que sofreram horrores nos campos de concentração nazi. Para que humanidade não esqueça aquele que foi o maior genocídio da história, aceitaram partilhar com Willy Lindwer as suas histórias acerca desse período.

Gosto destes livros. Gosto de livros que falam de histórias reais, testemunhos do bom e do mau que existe na humanidade. Neste caso será mais do horror. Não consigo sequer imaginar o que terão passado estas e outras mulheres (ou, mais exactamente, outros seres humanos), principalmente quando estou sentada no meu sofá, em completa segurança, sabendo que há comida e bebida para o jantar e, acima de tudo, que estou em liberdade. Posso ser da religião que quiser ou dizer o que penso sem recear que este quadro se altere. O futuro dos meus filhos será o que eles quiserem, tem onde dormir e o que comer.

Nenhuma das mulheres que dá o seu testemunho neste livro podia dizer a mesma coisa.

Quando entro no metro e há os apitos de sinalização, eu continuo a minha vida normal. Muitas destas mulheres tremem quando ouvem os apitos porque esses mesmos apitos, na altura da guerra, significavam que estava na altura de serem transportadas que nem gado para o campo de concentração.

Não quero nem sequer beliscar o sofrimento a que estavam sujeitos. E admiro a coragem para reviverem tudo o que passaram e partilharem com o autor. O meu respeito e admiração por isso.

Mas... e é aqui que a porca torce o rabo, as referências a Anne Frank parecem-me, em cada uma delas, forçada. Num caso é uma das amigas de infância de Anne Frank e, neste caso - e apenas neste caso - sim, a parte que refere AF é interessante quer por sabermos o antes como sabermos algumas coisas que se passaram entretanto. Mas nos restantes, confesso, as referências pareceram-me forçadas e nada naturais, acabando por retirar o gosto à leitura. Pelo menos no meu caso.

Não se iludam, gostei do livro. Mas acredito que teria gostado ainda mais se o titulo não falasse em Anne Frank e se as referencias a seu respeito não tivessem sido incluídas.

Ainda assim, creio que é um livro importante, seis testemunhos que não podem ser deixados de parte.

(curiosamente a Mula leu o livro e tem uma ideia semelhante)

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