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As Primeiras Quinze Vidas de Harry August

por Magda L Pais, em 31.10.16

As Primeiras Quinze Vidas de Harry August de Claire North

Editado em Outubro de 2016 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896376673

Sinopse

Clique na imagem de capa para aceder à sinopse

A minha opinião

Quantas vezes, deitados na cama, em conversa com a almofada, pensamos na nossa vida, no que fizemos e não fizemos e reflectimos se teríamos feito as mesmas coisas se soubéssemos qual seriam as reais consequências. Teria namorado com ele? Teria escolhido gestão em vez de contabilidade? Ter-me-ia apaixonado por alguém que conheci de relance? Teria mudado de emprego ou não teria mudado de emprego?

Infelizmente a verdade é que só vivemos uma vez e, pelo menos no meu caso, estou feliz com a vida que tive e nada arrependida das decisões que fui tomando. 

Mas Harry August é diferente. Cada vez que morre - e morre sempre da mesma doença - volta a nascer como Harry e vive, vezes sem conta, a sua vida, permitindo-lhe corrigir erros, ter novos amores, mudar de emprego... ou, salvar o mundo quando recebe um recado do futuro que o avisa que o mundo está a acabar e só ele o pode evitar.

Harry é um kalachakra, uma espécie humana que vive, morre e volta a viver, sempre a mesma vida, vezes sem conta e, em cada uma das vidas, mantém a memória do que se passou nas vidas anteriores. Até aos 4 anos, os kalachakra são crianças normais, sem memórias, mas, a partir dai começam a recordar-se das vidas passadas. E é com base nessas memórias que os kalachakra passam os recados entre as diversas gerações, do futuro para o passado ou vice-versa, gerações e gerações de kalachakra unidos num clube que poucos conhecem e que existe, também, para ajudar os novos membros a não enlouquecerem quando renascem a primeira vez e a perceberem que, acima de tudo, não podem intervir de forma muito escandalosa, na história natural (por exemplo, não podem matar Hitler antes da segunda guerra mundial porque isso seria uma intervenção excessiva)

De quando em vez há um kalachakra que quer ser mais, que quer ter tudo e que tenta contornar as regras, acabando por provocar um cataclismo. E será Harry que terá de o evitar, numa das suas vidas.

Um conceito perturbador, este de se poder viver vezes sem conta as mesmas situações, tentando não intervir demasiado nem dar demasiado nas vistas. Um livro de fantasia que, ao mesmo tempo, nos obriga a reflectir sobre nós próprios, sobre a nossa vida e sobre as alterações que faríamos (ou não) se estivéssemos no lugar de Harry.

Claire North cria uma intrincada teia, quinze vidas contadas em pouco mais de 400 páginas, que quase não nos deixam respirar pelo meio. Ao mesmo tempo que é intenso e profundo (pela reflexão a que nos obriga), acaba também por ser um pouco divertido, principalmente a primeira parte em que começamos a tomar conhecimento de como funciona a vida de Harry. 

Em suma, um livro com o factor UAU e mais uma estreia fabulosa com uma autora que desconhecia. Valeu a pena!

Nota final - adoraria ser Harry August. Não para mudar o que quer que fosse na vida mas apenas e só para poder ler todos os livros que pudesse. Um sonho!

Leia aqui as primeiras páginas

 

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Só para recordar...

por Magda L Pais, em 29.10.16

que os prazos dos passatempos Órfão X e Pilar estão a terminar.

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Quando a neve cai

por Magda L Pais, em 28.10.16

 

Quando a neve cai de John Green, Lauren Myracle, Maureen Johnson

Editor: TopSeller

ISBN: 9789898626912

Lido em 2014

Sinopse

Para conhecer a sinopse clique na imagem

A minha opinião

Desengane-se quem pensar que este é mais um livro de John Green. Este livro foi escrito a três mãos. São dois autores quase desconhecidos do público português e que, muito provavelmente, assim continuariam se não fosse esta parceria com John Green. Mas não se pense que só tem valor por isso. Vamos ver cada um dos contos por si.

O Expresso Jubilee - Maureen Johnson

Jubilee é uma adolescente com uns pais... estranhos, vá. Uns pais que, além de lhe colocarem um nome de... stripper, são coleccionadores invertebrados de peças da Vila Flobie. Para compensar a estranheza dos pais, Jubilee tem um namorado perfeito. Noah. Naquela véspera de Natal, Jubilee estava a preparar-se para jantar em casa de Noah, para celebrarem o Natal e o primeiro aniversário do seu namoro perfeito quando Sam, um advogado da família lhe bate à porta com uma alteração forçada aos planos.

No meio de uma das maiores tempestades de neve dos últimos 50 anos, Jubilee tem de ir de comboio para casa dos avós, na Florida. Só que a tempestade estraga a viagem de comboio e Jubilee acaba por repensar toda a sua vida.

Não conhecia esta autora mas gostei, honestamente do que li. Entre algumas pitadas de humor e de uma forma muito simples, MJ deixa-nos a pensar que, às vezes, é preciso alguém de fora para ver o que está mesmo à nossa frente. É uma autora a descobrir, sem dúvida.

Um milagre de Natal fantabulástico - John Green

Tobin (de quem falei aqui), JP e Duke estão a passar uma noite de Natal na casa de Tobin. Uma noite de Natal diferente porque os pais de Tobin estão retidos noutra cidade devido à grande tempestade de neve e os três estão numa maratona de filmes de James Bond.

Quando, mais uma vez, o telefone toca, nenhum dos três poderia imaginar que, por causa dumas chefes de claque e duns pasteis de batata, iriam ter uma noite nada normal. A aventura em que os três embarcam, cada um com as suas motivações, acaba por ter tudo para acabar mal. E, na verdade, corre de tal modo que Tobin, na linguagem sofisticada pela qual é conhecido, diz, várias vezes - Porra, porra, porra, porra, porra! Estúpido, estúpido, estúpido, porra!

JG, mais uma vez, consegue mostrar o melhor lado dos adolescentes e consegue por um sorriso nos lábios. Um verdadeiro conto de Natal ao nível de "sozinho em casa".

O santo patrono dos porcos - Lauren Myracle

Addie é uma adolescente para quem todos os problemas passam por ela. Até esta véspera de Natal, tudo rodava à volta de Addie e ela nem se apercebia. Nesta noite, enquanto lamenta ter acabado o namoro com Jed, as amigas de Addie começam a mostrar-lhe o quanto ela é egocêntrica. Ao longo desta longa noite de Natal, são várias as pessoas que mostram a Addie (também porque ela, finalmente, está disposta a ver para lá dos seus problemas) que é necessário mudar a sua atitude. A procura por Gabriel - o mini porco - é, ao mesmo tempo, a demanda de Addie pela sua própria personalidade. 

Mais uma autora desconhecida em Portugal mas que, definitivamente, é uma autora a seguir.

O livro

Depois de ter lido a Trilogia O Século, de que vos falei aqui, aqui e aqui, e da Rapariga que roubava livros, estava a precisar duma leitura mais doce, mais leve, com uma pitada de humor. Quando a neve cai consegue juntar estas características num livro fluido que se lê com muita facilidade. São histórias de amor e de encontros fortuitos. De coincidências e de aprendizagem. Juntem-se vários adolescentes, naquela fase da vida em que as emoções estão ao rubro, uma cidade, a véspera de Natal e a tempestade de neve mais forte de sempre e temos um livro que pode, e deve, ser lido por todos.

Apesar de ser o autor mais conhecido em Portugal, John Green não sobressai nestes três contos. Diria até que o último conto - o Santo Patrono dos Porcos - é o melhor dos três. 

O livro termina da melhor forma - com todas as personagens dos três contos no mesmo Starbuck, mostrando como a vida acaba por se entrelaçar sempre.

Recomendo!

 

(E se quiser, aproveite a campanha dos dias aderentes da FNAC, é só hoje e amanhã. - eu estou aqui a tentar conter-me...)

 

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Vamos alimentar uma biblioteca?

E não se esqueçam de participar nos dois passatempos em curso - passatempo Órfão X e Passatempo solidário Pilar

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Aqui há umas semanas desafiei-vos a alimentar uma biblioteca em Fajã de Ovelha.

Sois uns queridos. Com a ajuda de todos, Fajã de Ovelha já tem 60 livros na sua pequena biblioteca.

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Assim de repente, parece-me que apenas um livro estará repetido, já que, para além destes da foto, estão seis a chegar duma encomenda da Wook e estão oito já na Junta de Freguesia.

60 livros... Nem eu acredito que foram enviados 60 livros. Estou orgulhosa por terem respondido tão bem ao pedido da Elisabete, tendo colaborado desta forma para aumentar o leque de leitura daquela freguesia na Ilha da Madeira.

Não se esgota aqui o pedido. Porque todos os dias há livros novos, que ficam nas prateleiras de casa sem que alguém lhes ligue, que me dizem a continuarmos a alimentar a biblioteca de Fajã de Ovelha onde leitores avidos podem dar uma nova vida aos livros?

Lembro que podem enviar os vossos livros para a seguinte morada: 

Junta de freguesia da Fajã da Ovelha 
A/C: Elisabete Lourenço 
Caminho de S. Lourenço,151
9370-362 Fajã da Ovelha

Ou, se preferirem, mandem-me um email que vos darei a morada da Elisabete que é quem está a organizar a biblioteca.

Mais uma vez... Obrigado a todos os que tornaram possível que Fajã de Ovelha tenha a sua biblioteca. 

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O Império Final

por Magda L Pais, em 20.10.16

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O Império Final de Brandon Sanderson

Editado pela Saída de Emergência em 2014

Saga Mistborn – Nascida nas Brumas Vol. 1

ISBN: 9789896376383

Sinopse

Num mundo onde as cinzas caem do céu e as brumas dominam a noite, o povo dos Skaa vive escravizado e na absoluta miséria. Durante mais de mil anos, o Senhor Soberano governou com um poder divino inquestionável e pela força do terror. Mas quando a esperança parecia perdida, um sobrevivente de nome Kelsier escapa do mais terrível cativeiro graças à estranha magia dos metais – a Alomancia – que o transforma num “nascido nas brumas”, alguém capaz de invocar o poder de todos os metais.

Kelsier foi outrora um famoso ladrão e um líder carismático no submundo. A experiência agonizante que atravessou tornou-o obcecado em derrubar o Senhor Soberano com um plano audacioso. Após reunir um grupo de elite, é então que descobre Vin, uma órfã skaa com talento para a magia dos metais e que vive nas ruas. Perante os incríveis poderes latentes de Vin, Kelsier começa a acreditar que talvez consiga cumprir os seus sonhos de transformar para sempre o Império Final…

A minha opinião

Quem me acompanha sabe que Fantasia é um dos meus géneros literários preferidos. Nem toda a gente gosta, o que me leva a pensar que a literatura fantástica é ao contrário do sol, quando nasce não é para todos. Não é para todos os leitores mas também não é para todos os escritores.

Um bom livro de fantasia cria um mundo completo, com a sua própria geografia, a sua linguagem, regras sociais e, nalguns casos, até extractos sociais. Ler um bom livro de fantasia é como entrarmos num filme estranho. Diferente em tudo do nosso, onde as árvores podem ter a cor cinza e as flores não deitam cheiro algum. Um bom escritor de fantasia conquista os seus leitores pela forma como torna credível tudo o que é de mais estranho, levando-nos a pensar, ainda que por breves segundos, se não será verdade o que é descrito nesse livro.

Já o disse várias vezes, para mim, Anne Bishop é o expoente máximo nesta arte, e poucos lhe chegam aos calcanhares. É o caso de Brandon Sanderson, cuja escrita tem a qualidade que quero encontrar num livro de fantasia. O Império Final, o primeiro livro que leio deste autor, é a prova disso. E a boa noticia – para mim – é que, sendo o primeiro dele que leio, não será o último porque a Saída de Emergência editou já os outros 3 volumes da saga Mistborn, e eu tenho esperanças que editem também os outros livros dele.

Império Final conta-nos a história dum mundo dividido entre nobres e Skaa e governado, há mais de mil anos pelo Senhor Soberano, num ambiente de terror – para os Skaa – e de riqueza – para os nobres.

É precisamente neste livro que encontramos Sazed, uma personagem, diria que secundária, de quem já falei aqui. Tal como Varyz, Sazed é fundamental para o desenvolvimento da intriga, e eu acabei por sentir um especial carinho por ele. Vin – a nascida nas brumas com uma capacidade alomantica acima da média – tem os sentimentos habituais duma adolescente, trazendo, a este livro, o romance intersocial e a amizade profunda.

Tenho muita vontade de ler, de imediato, o segundo volume que já tenho lá em casa. Só que são quase 710 páginas e a minha cervical não vai gostar. Como não tenho dias de férias em breve, vou fazer algo que não gosto. Vou ler dois livros em simultâneo. Um, mais pequeno, andará comigo na mala. O Poço da Ascensão, segundo volume desta saga, será lido em casa. É que não me apetece mesmo nada ter de esperar pelas férias que ainda vem demasiado longe para ler um livro que, tenho a certeza, valerá a pena.

Outra coisa que valerá, com certeza, a pena, é ir à Fnac do C.C.Colombo (em Lisboa), no dia 7 de Novembro, às 19h30 para conhecer o autor e pedir-lhe que autografe os meus dois livros. Ou os quatro que desconfio que vou comprar o volume 3 e 4 em breve.

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(Leia aqui as primeiras páginas)

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