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Aliança das Trevas

por Magda L Pais, em 30.06.17

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Aliança das Trevas de Anne Bishop

Série Jóias Negras #7

ISBN: 9789896371692

Editado em 2009 pela Saída de Emergência

Sinopse

Há setecentos anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões.

A ex-rainha Bhak é agora apenas Cassidy, uma habitante de Dharo que perdeu o seu privilégio após a sua corte ter preferido servir a deslumbrante e bem relacionada Kermilla. Numa terra dizimada pelo seu passado - em tempos governada por rainhas corruptas que foram banidas após uma vaga de destruição e violência - o Príncipe Senhor da Guerra Theran Grayhaven, procura uma parceira para o ajudar a restaurar a sua terra e a sua linhagem. O seu povo vive sem líder e sem esperança e precisa de uma rainha que se recorde do código de honra e dos costumes antigos. Com a ajuda de Saetan - Senhor do Inferno - Theran descobre Cassidy, que parece ser a mulher ideal. Tudo parece bem até que o casal se depara com as suas incompatibilidades e Cassidy conhece um misterioso servente que apela ao seu coração. Será Cassidy forte o suficiente para convencer um povo amargurado a servir novamente uma rainha?

A minha opinião

Sabem aquela sensação adolescente de borboletas na barriga, de ansiedade, de felicidade por estar com alguém? Sinto basicamente o mesmo cada vez que começo a ler um livro escrito por Anne Bishop ou quando sei que vai sair um novo dela (e nem queiram imaginar como me senti quando soube que ela virá cá no dia 28 de Outubro deste ano, ao Festival Bang da Saída de Emergência. Já preparei o troley para levar todos os livros que tenho dela para que ela os possa assinar). E a minha alegria quando, aqui há uns dias, descobri que me faltam cinco livros para ter todos os vinte livros editados em Portugal de Anne Bishop? Ainda por cima os livros que me faltam pertencem ao universo das Jóias Negras, série que me deu a conhecer Anne Bishop... A minha primeira semana de férias será, com certeza, para os ler, para desfrutar dum regresso a um reino onde as mulheres governam e os homens são meros súbditos. Onde uma escrita simples e ao mesmo tempo cativante e emocionante me transporta para um mundo fantástico, criado com toda a atenção do mundo, com uma história e geografia própria e com personagens tão bem criadas e estruturadas que acabo por pensar que estão ali, mesmo ao lado, com quem posso conversar, amar ou odiar. Anne Bishop tem esta capacidade em todos os livros que escreve. Anne Bishop é uma autora incontornável, mesmo para quem acha que não gosta de ler literatura fantástica.

(leiam aqui as primeiras páginas)

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A Princesa de Gelo

por Magda L Pais, em 19.06.17

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A Princesa de Gelo de Camilla Läckberg

Fjällbacka #1

ISBN: 9789722041454

Editado em 2010 pela Dom Quixote

Sinopse

De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou.

Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador…

A minha opinião

Estava com saudades dum bom policial. Na ida à feira do livro deste ano optei por comprar este livro (porque era livro do dia) para poder aferir se é mesmo verdade que Camilla Läckberg é "a nova Agatha Christie que vem do frio".

Foi por isso com expectativas bastante elevadas que comecei a leitura deste livro.

Terminado este livro creio que será algum exagero comparar Camilla Läckberg a Agatha Christie. É difícil, muito difícil, chegar aos calcanhares da Rainha do Policial e essa comparação só prejudica Camilla em vez de a beneficiar. É um policial que se lê bem, com uma escrita cuidada, com um final de estalo e uma leitura que flui com alguma facilidade.

Gostei também das dúvidas existenciais das personagens, principalmente Erica, Patrik e Anna. São dúvidas razoáveis, bastante credíveis. Claro que há partes do livro que são mais próprias de um romance do que dum policial mas felizmente não são em excesso.

No geral posso dizer que este livro se lê bastante bem, mesmo não sendo Agatha Christie. Permitiu-me matar saudades de policiais e, claramente, Camilla Läckberg será uma autora para continuar a ler. Mas já com as expectativas correctas.

 

(leia aqui as primeiras páginas)

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O Fanático do Sushi

por Magda L Pais, em 16.06.17

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O Fanático do Sushi de Domingos Amaral

Editado pela BIS em 2016

ISBN: 9789896604127

Sinopse

Artur César, subinspector da PJ, tem um caso estranho entre mãos: um advogado, morador da Quinta da Marinha, depois de ter sido atingido por um tiro na nádega, sofre um grave acidente de viação e fica em coma. Quem o poderá desejar morto? Quem o agrediu com um taco de golfe? Onde se passou o crime? Nas suas investigações, Artur César é acompanhado pela inspectora Regininha, uma mulher cujos desejos não incluem o prosseguimento das vontades de Deus sobre a Terra. Pelo caminho, encontram algumas personagens bizarras: Ester, a mulher do advogado; Vasco, o irmão do baleado que partilhava com ele a paixão pelo sushi; Branca, a secretária que usa quimono. Entretanto, o melhor amigo da vítima, Tomás, mais conhecido por Doutor Vodka, desapareceu…

O Fanático do Sushi é um policial escrito como uma comédia. Começou por ser um folhetim publicado no semanário O Independente, durante o Verão de 1999. Com mais cenas e mais personagens transformou-se em livro, que agora é reeditado em formato de bolso.

A minha opinião

Como pequeno conto ou um folhetim, creio que estas páginas são capazes de funcionar. Como livro é demasiado fraco, escapando-me, confesso, a parte da comédia (é que nem um sorriso).

Um policial cheio de clichés que nem o "policia bom/policia mau" se escapa. Só lhe faltam mesmo os donuts...

Não sendo fã incondicional de Domingos Amaral, confesso que, ainda assim, esperava melhor. Mas talvez, lá está, O Fanático do Sushi pode funcionar na perfeição em folhetim num jornal. Como livro... nem por isso.

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A Voz dos Deuses

por Magda L Pais, em 15.06.17

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A Voz dos Deuses de Trudi Canavan

A Idade dos Cinco - Livro III

Editado em 2013 pela Editorial Planeta

ISBN: 9789896573805

Sinopse

Apesar da sua esperança de paz como protectora de Siyee, Auraya não consegue evitar ser apanhada no meio do conflito. Ela sente que tem de escolher entre aqueles que ama e os que jurou servir. Mirar desfruta a aceitação e o respeito que recuperou entre o seu povo, e Emerahl é por fim capaz de se juntar aos Pensadores para a busca do Pergaminho dos Deuses. Os Pentadrians estão determinados a vingar-se dos Circlians conquistados, urdindo um esquema para os derrubar, evitando o conflito directo. Porém, a chave poderá encontrar-se entre os Selvagens, que embarcam numa busca de segredos enterrados há muito. Segredos que podem mudar o mundo…

A minha opinião

Inesperado. Apesar de se algumas situações reveladas neste terceiro livro da trilogia, a verdade é que algumas das revelações são surpreendentes, tal como a forma como se chega lá.

Confesso (e sem querer ser spolier) que a visão dos Deuses que A Idade dos Cinco nos traz é algo semelhante com a minha. Mas Trudi Canavan vai mais longe nessa visão e mostra como os mortais (e imortais) se podem revoltar contra os Deuses, tomando as rédeas do seu próprio destino.

Fiquei, mais uma vez, encantada com esta autora. Uma escrita de fácil leitura, um mundo com a sua própria geografia, espécies, costumes e linguagem (traduzida, no final, num glossário para que todos a possamos entender). De notar ainda que, este último volume da trilogia resolve e esclarece todos os mistérios que nos foram sendo apresentados ao longo dos três volumes, o que mostra o cuidado que a autora dedicou à escrita.

Lamento, confesso, que não haja, em Portugal, mais trabalhos de Trudi Canavan para ler...

(leia aqui as primeiras páginas)

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O Tecedor de Sonhos

por Magda L Pais, em 13.06.17

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O Tecedor de Sonhos de Trudi Canavan

A Idade dos Cinco - Livro II

Editado pela Editorial Planeta em 2011

ISBN: 9789896571603

Sinopse

Embora tenha sido a arquitecta da vitória dos Brancos, Auraya não está feliz. Passa os dias a tentar reconciliar Sacerdotes e Tecedores de Sonhos e, durante a noite, é perseguida por terríveis pesadelos. Os mortos reclamam vingança e o único em cuja ajuda confiava desapareceu.

Ainda em conflito com as poderosas memórias do há muito falecido Mirar, Leiard, o Tecedor de Sonhos, foge para as montanhas com Emerahl, talvez a última mulher nascida com o sangue dos Selvagens. Emerahl socorre-se dos seus Dons para ajudar Leiard a ordenar o caos de memórias que o habita. A descoberta que fazem juntos mudará a vida de ambos - e o mundo - para sempre.

Na terra dos Siyee, Auraya e o Tecedor de Sonhos são a última barreira entre o Povo do Céu e o avanço da Morte Branca. Será Auraya capaz de sacrificar tudo aquilo em que acredita para salvar Si?

Trudi Canavan traz-nos a continuação da sua recente aventura no campo da Fantasia, numa história em que os deuses revelam a verdadeira face e o amor se afirma como princípio de uma nova era de liberdade.

A minha opinião

Encantada. Acho que essa palavra resume bem o que sinto no final deste livro. Trudi Canavan volta a surpreender-me e coloca, no mesmo livro, fantasia, politica, magia, romance, amizade e religião obrigando a um debate interior - entre mim e eu - sobre cada um dos temas e levando-me a questionar o que eu própria faria em cada uma das situações.

Auraya continua a ser uma forte personagem feminina, tal como nos é mostrado n'A Sacerdotisa da Luz. Aliás, todas as personagens femininas desta trilogia são fortes, capazes, sem rodeios, com traços vincados. Gosto de mulheres assim - na literatura e na vida real.

Achei curioso, confesso, um detalhe (entre tantos outros) que é original. Quando terminamos o primeiro livro temos a certeza que são os bons e os maus da fita. Torcemos para que os Brancos e os seus Deuses saiam vitoriosos da guerra com os Pendradrian. Mas, terminando o segundo volume... fica a dúvida. Afinal quem são mesmo os mais correctos, os melhores, os bons, em suma?

Desculpem mas terei de ler o terceiro livro para saber. E não é tarde nem é cedo, é já. Depois vos conto. Ou talvez vos deixe na dúvida e vos obrigue a ler esta fantástica trilogia para tirarem as teimas (e puderem, por vós, perceber quão boa é)

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