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Imaculada

por Magda L Pais, em 29.07.17

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Imaculada - Retrato de uma Família Portuguesa de Paula Lobato de Faria

Editado pelo Clube do Autor em abril de 2017

ISBN: 9789897243493

Sinopse

Este romance é passado em Portugal, no ano de 1956, época em que coexistiam dois mundos: o da bonomia, onde o tempo corria devagar nos lares do país, numa ingenuidade generalizada (por vezes falsa, por vezes genuína) sob o lema «Deus, Pátria e Família»; e o da ditadura de Salazar, da censura e da PIDE, onde os que tinham por objetivo derrubar o regime podiam ser presos, torturados e mortos. (…) Na história contada neste livro, os universos paralelos vão-se encontrar, confrontar e interagir, no seio de uma família burguesa e conservadora do interior (do país). As palavras são de Paula Lobato Faria, que se inspirou em memórias antigas e em histórias de família para fazer nascer o seu primeiro romance.

Imaculada é o romance de estreia de Paula Lobato de Faria e reforça a aposta literária desta editora nos autores portugueses. Paula Lobato de Faria, doutorada em Direito e professora da Universidade Nova de Lisboa, tem várias publicações internacionais nas áreas do direito da saúde, bioética e direitos humanos, mas este é o seu primeiro livro de ficção.

Habilmente ambientado no Portugal profundo dos anos 50, Imaculada é uma obra na linha dos nossos melhores romances de época e um retrato crítico da condição humana. Através da história de uma família, os Correia, a autora desenha o retrato de um país amordaçado, cheio de tabus, vazios e sombras, um Portugal que pouco ousa desafiar convenções ou confrontar um destino que parece traçado.

O mesmo sucede na vida de Cristiana, menina da província, filha única de Alexandrina e João Manuel, que recusa assistir perplexa aos caprichos que a sorte (e a família) lhe prepararam. Na vida dela, tal como na do país, há sonhos por cumprir, esperança e uma dignidade que é vital.

A minha opinião

Não me lembro ao certo quem me falou primeiro deste livro e desta autora mas a verdade é que fiquei curiosa, ao ponto de ter saído da praia mais cedo, tendo obrigado a família a jantar à pressa para irmos à Feira do Livro de Sesimbra para assistir à apresentação. Infelizmente eu estava a contar que começasse às 22h e tiveram de começar mais cedo, e, quando lá cheguei, só tive direito a um autografo no livro que já tinha pensado comprar:

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Apesar das boas referencias que tive do livro, e como calculo que a autora deste livro seja familiar de Rosa Lobato de Faria (e não é preciso ser um detective para perceber porque pensei isso), confesso que fiquei com algum receio que a fama fosse imerecida.

Puro engano!

Imaculada é um livro que se devora de forma suave. Um retrato fiel da sociedade dos anos 50, em que as mulheres eram consideradas seres menores, que deviam estar a salvo de tudo e de todos, sendo a família (muitas vezes as próprias mães) que decidiam por elas. Em Imaculada reconheci o Momento Oportuno  que deu origem à minha família, o que me atraiu ainda mais.

Numa escrita simples (e aqui confesso, gosto de escritas simples, que nos dizem de tudo sem floreados a mais e que se tornam, por isso, mais concordantes com a realidade), Paula Lobato de Faria conta-nos uma história baseada em factos reais, uma memória de família que se cruza com a história de Portugal.

Imaculada também nos mostra que nem todos os finais são felizes, que o amor nem sempre é suficiente e que, numa sociedade que se baseava na inferioridade da mulher, seguramente que esses casos eram mais do que se possa pensar.

Não sei se Imaculada terá continuação (creio que tem ainda "panos para mangas"). Gostava, confesso, que tivesse. Assim como gostava que Paula Lobato de Faria continuasse a escrever porque, seguramente, tem em mim, uma leitora... Mesmo que chegue atrasada às apresentações dos seus livros.

 

(leia aqui as primeiras páginas)

 

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A Filha da Minha Melhor Amiga

por Magda L Pais, em 28.07.17

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A Filha da Minha Melhor Amiga de Dorothy Koomson

Editado pela Porto Editora em Novembro de 2016

ISBN: 978-972-0-04124-1

Sinopse

A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre.

Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adote a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.

Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração?

Uma viagem dolorosa e comovente de autoconhecimento, uma leitura de cortar a respiração.

A minha opinião

Quando peguei neste livro para o trazer para as férias foi com um misto de entusiasmo (foram várias as pessoas que me recomendaram que o lesse) e receio (exactamente pelo mesmo motivo). As expectativas estavam elevadas e, quando é assim, o meu medo é que acabe desiludida por o livro não corresponder ao que espero dele.

É, portanto, com alguma alegria, que posso dizer que, pelo menos desta vez, as expectativas corresponderam completamente à realidade. E o escaldão que tenho nos ombros tem é a prova disso (e a prova também de que tenho de levar livros menos interessantes para a praia para não me esquecer de ir à agua molhar-me).

Curiosamente e apesar de - como diz a sinopse - ser uma história dolorosa, está contada de uma forma leve e bem disposta, onde o amor e o perdão coexistem e onde a superação (da dor, da traição e de si própria) se tornam o fulcro de toda a história. Mas sempre com algum humor à mistura de modo a não tornar o livro demasiado pesado.

Este é também um livro que nos recorda - com um grande murro no estômago - que não temos todo o tempo do mundo e que devemos, no dia a dia, tentar, ao máximo, não deixar assuntos por resolver ou coisas por dizer. Porque um dia podemos descobrir que queremos e já não podemos. Prova ainda que, apesar de tudo, a vida continua. E que temos de a celebrar continuamente.

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Despertar do Crepúsculo

por Magda L Pais, em 27.07.17

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Despertar do Crepúsculo de Anne Bishop

Jóias Negras #9

Editado pela Saida de Emergência em 2011

ISBN: 9789896373498

Sinopse

Os "sombriamente fascinantes" romances das Joias Negras de Anne Bishop, autora de sucesso consagrada no top do New York Times, têm cativado igualmente leitores e críticos devido à mescla de fantasia, intriga e romance. Com o presente Despertar do Crepúsculo, Bishop regressa ao reino dos Sangue com quatro inéditas e fascinantes novelas. Prendas de Winsol Daemon, Príncipe dos Senhores da Guerra de Joias Negras de Dhemlan, está ainda a adaptar-se ao seu primeiro ano de casado com a sua Rainha Feiticeira, Jaenelle. Porém, com a aproximação da celebração do Winsol que se prolonga por treze dias, Daemon tem de lidar com demasiadas solicitações ao mesmo tempo que se assume como anfitrião da sua admirável família.

Cambiantes de Honra: Ainda a recuperar da provação que a deixou ferida e furiosa, Surreal regressa a Ebon Rih sob as ordens do Príncipe Lucivar. Quando o seu antigo amante Falonar desafia impiedosamente a autoridade da família à qual ela pertence, Surreal poderá, por fim, sucumbir às trevas que ardem no seu âmago.

Família: Quando alguém arma uma cruel cilada à Rainha Sylvia e aos seus filhos, as sequelas consomem por completo as vidas da família reinante de Dhemlan. Terão de desvendar a identidade do Senhor da Guerra conhecido somente como Sem Rosto antes que regresse para terminar o que começou.

A Filha do Senhor Supremo: Após a perda das duas pessoas mais importantes da sua vida, Daemon assumiu o papel de seu pai, Saetan, como Senhor Supremo do Inferno, construindo um muro em redor do seu coração. Porém, ao estabelecer inadvertidamente uma nova relação, bastará ela para o libertar da sua vida desprovida de amor?

A minha opinião

E, ao nono livro, digo adeus aos Sangue, e aos meus "amigos" que me acompanharam por nove fabulosos livros: Jaenelle Angelline, Daemon Sadi SaDiablo, Saetan SaDiablo, Lucivar Yaslana, Surreal SaDiablo e as suas famílias.

Se é verdade que, na trilogia inicial, ficamos a saber o principal, nestes volumes adicionais, com estas pequenas histórias, Anne Bishop volta a conquistar-me (como se alguma vez me tivesse perdido... ou como se isso fosse opção). De facto, Anne Bishop cria mundos como ninguém, prende os seus leitores como ninguém e sabe, melhor que nós próprios, o que queremos.

E é, também por isso, que sou fã incondicional da sua escrita, e que, hoje e agora, posso dizer que já li todos os livros que editou em Portugal (para quando a continuação da saga Os Outros??).

Não me quero repetir - ainda que seja quase impossível não o fazer. Só vos peço que, caso ainda não o tenham feito, dêem uma oportunidade a esta mestra da escrita. Vão ver que vale a pena.

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A Senhora de Shalador

por Magda L Pais, em 25.07.17

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A Senhora de Shalador de Anne Bishop

Jóias Negras #8

Editado em 2010 pela Saida de Emergência

ISBN: 9789896372866

Sinopse

Durante longos anos, o povo de Shalador suportou as crueldades das Rainhas corruptas que reinavam, proibindo tradições, punindo quem se atrevia a desafiá-las e forçando muitos à clandestinidade. Pese embora os refugiados tenham encontrado abrigo em Dena Nehele, nunca conseguiram considerar esse lugar como a sua terra. Agora, depois da aniquilação dos Sangue deturpados de Dena Nehele após a purificação, a Rainha de Jóia Rosa, Senhora Cassidy, assume como seu dever restaurar a terra e dar provas das suas capacidades como soberana. Ciente de que para assumir tal tarefa irá precisar de todo o ânimo e coragem que conseguir reunir, invoca o poder dentro dela que nunca fora posto à prova, um poder capaz de a consumir caso não consiga controlá-lo. Ainda que a Senhora Cassidy sobreviva à sua prova de fogo, outros perigos a aguardam. Pois as Viúvas Negras descortinam nas suas teias entrelaçadas visões de algo iminente que irá mudar a terra - e a Senhora Cassidy - para sempre.

A minha opinião

Assumi, comigo própria, um compromisso. Que, neste período de férias e enquanto estivesse em casa, o livro a ler seria Winston Churchill: Uma vida dado que, além de ter 928 páginas, é maior (largura e comprimento) que os livros normais, o que o torna não compatível com as idas à praia. Ontem, pela primeira vez, falhei comigo própria porque estava a pouco mais de 70 páginas do final deste livro e não queria, por nada, deixar de o ler (não digam a ninguém mas o jantar também se atrasou à conta deste livro).

É este - resumindo - o efeito que Anne Bishop tem em mim. Não há compromissos que se sobreponham à necessidade de a ler, de chegar ao fim dos livros que escreve (mesmo que isso implique que só me falta um para me despedir do mundo dos Sangue).

Creio que - e que me perdoem os fãs - que a série Jóias Negras (todos os 9 volumes) seriam um sucesso, em série televisiva, maior que A Guerra dos Tronos. Acreditem-me. Tem todos os ingredientes que A Guerra dos Tronos mas, seguramente, com maior qualidade. Com muito mais qualidade, mais interesse, mais drama, mais humor. E uma escrita maravilhosa que ultrapassa, em larga margem, qualquer outra. E eu até gostei de ler A Guerra dos Tronos (vá, o primeiro e o último volume foram lidos à força mas os restantes até gostei).

Para quem gosta de GOT... experimentem esta série. Não vão sair desiludidos, acreditem. E depois contem-me o que acharam.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Jóia Perdida

por Magda L Pais, em 24.07.17

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Jóia Perdida de Anne Bishop

Jóias Negras #6

Editado pela Saida de Emergência em 2009

ISBN: 9789896370589

Sinopse

Uma visita a uma velha mansão transforma-se num assunto de vida ou morte...

Neste enfeitiçado volume do mundo das Jóias Negras, um escritor enlouquecido descobre que é descendente dos Sangue. Mas quando percebe que os seus sonhos de grandeza e fama são apenas uma fantasia, decide vingar-se. Os Sangue vão pagar caro por o substimarem e a primeira vítima vai ser a família SaDiablo. Surreal SaDiablo e o Príncipe Rainier recebem um convite para visitar uma velha mansão que personifica os mitos e poderes mágicos dos Sangue. Mas a mansão é, na verdade, uma poderosa armadilha mortal para capturar outros Sangue e usá-los como marionetas para inspirar a sua escrita. As suas vidas dependem agora de um jogo de enigmas. Enquanto Surreal e Rainier lutam para escapar à armadilha mortal, Daemon Sadi e o seu meio irmão Lucivar preparam-se para aparecer no máximo das suas forças. E prometem que quem os provocou, vai arrepender-se...

A minha opinião

Falar de Anne Bishop e dos seus livros é sempre um problema para mim porque tenho sempre a impressão que transmito muito pouco do quanto gosto de a ler, da qualidade da sua escrita, da mestria com que cria os mundos onde as suas histórias são passadas, da forma como constrói as suas personagens - fortes ou fracas, mais ou menos importantes. Anne Bishop é, sem qualquer margem para dúvida, A Escritora por excelência, a bitola que pode servir para se comparar outros autores de fantasia (e a comparação é, creiam-me, inevitável). Poucos conseguem chegar perto do pior de Anne Bishop (vá, Juliet Marillier anda lá perto, apesar do estilo ser totalmente diferente, assim como Brandon Sanderson que tem um estilo mais parecido).

Anne Bishop foi-me apresentada, há uns anos valentes, com a leitura dos primeiros três volumes da trilogia Jóias Negras. Agora, alguns anos mais tarde, tive oportunidade de regressar a esse universo fantástico que é o mundo dos Sangue, conversar com o Sádico, com Lucivar, Jaenelle, Saetan e Surreal. E, como qualquer reencontro com velhos amigos, é bom, muito bom. Estes volumes adicionais (que até podem ser lidos em separado) levam-me de volta a momentos de riso, de terror, de suspense, de erotismo mas, acima de tudo, levam-me a desejar que os dois volumes que me faltam ler se multipliquem, por artes mágicas.

Mais uma vez, em Jóia Perdida, fiquei presa - por artes mágicas? - da primeira à última página. Anne Bishop tem esse efeito nos seus fãs, para aqueles que suspiram em cada virar de página com o aproximar do fim, desejando que esse prazer (o da leitura) se prolongue e que o livro não acabe. Mas o fim chega e, com ele, a vontade de pegar num novo volume deste que é, sem dúvida, o supra sumo dos mundos criados pela melhor autora de dark fantasy.

(leia aqui as primeiras páginas)

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