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Sapos do Ano 2017 *

por Magda L Pais, em 16.11.17

Já sabem o que são os Sapos do Ano 2017 *? então que esperam para descobrir e para nomear os vossos preferidos de qualquer plataforma?

 

E já agora, que esperam para me acompanhar no facebook e no instagram?

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Livros impecáveis durante mais tempo

por Magda L Pais, em 13.11.17

Alguns cuidados básicos são suficientes para dar mais vida aos seus livros, permitindo-lhe lê-los e relê-los sempre que lhe apetecer.

Quem gosta de livros e de os ler gosta de os manter em bom estado por longos anos para ler, reler e até mesmo emprestar sempre que o desejar. A humidade deve ser um dos principais fatores a ter em atenção para preservar a saúde dos seus livros. Demasiada humidade pode provocar o aparecimento de bolor, por exemplo, pelo que o ideal é manter os livros em ambientes frescos e secos, afastados da luz direta do sol, que pode desbotar e entortar as capas dos livros. Ambientes húmidos são também propícios ao aparecimento de bichos-da-prata, que se alimentam de papel, amido e açúcares, podendo danificar as páginas dos livros.

Espaço q.b.

Mantenha os livros na vertical, com algum espaço entre eles que permita retirá-los do local onde se encontram com relativa facilidade e sem puxar pela parte de cima da lombada, o que contribui para a danificar precocemente. Deve igualmente, se for o caso deixar alguns centímetros de distância entre o topo do livro e a prateleira de cima para permitir a circulação de ar.
Se os livros forem muitos e o espaço escassear, a solução é rentabilizar os espaços disponíveis: prateleiras por cima das portas, junto à parede nos degraus de uma escada ou no vão da mesma, à volta de janelas, numa estante baixa com rodas aos pés da cama, sobre a cabeceira da cama, em cestos de rede na cozinha ou quarto das crianças…

Quando os guardar

Antes de arrumar um livro, retire marcadores, post-its, flores secas ou recortes de papel do seu interior para não prevenir marcas e manchas futuras. Se costuma forrá-los pra não os estragar durante a leitura, retire também a forra não só para poder identificar mais facilmente o livro depois de arrumado, mas também para evitar danos na capa.
Procure manter os livros mais pesados nem muito próximos do chão nem em locais muito altos para tornar mais fácil o seu acesso. Certifique-se ainda que as prateleiras aguentam o peso dos livros para não abaularem ou caírem, o que pode não só estragar os livros como ainda comprometer a integridade física das pessoas ou animais que se encontrem por perto.

Na hora de os ler

Antes de manusear um livro, certifique-se de que tem as mãos limpas. Gordura e saliva, além de mancharem as páginas, aceleram a decomposição do papel.

 

Recebi este texto por email, na newsletter da Cetelem, e achei pertinente partilhar convosco.

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Está a decorrer a segunda edição do livro secreto, organizado pela M.J. que, de uma forma resumida, leva livros inesperados a casa de cada um dos 28 participantes. Na primeira ronda ninguém sabia que livros iam surgir (só mesmo a MJ que teve a tarefa de organizar as trocas) mas logo logo ficamos a saber que eram os que constam na imagem acima.

Sabemos que livros circulam mas não sabemos qual o livro que nos calha em sorte em cada mês.

Pela minha parte enviei um livro que considero extraordinário - Um Homem Chamado Ove - e que prova, também, que às vezes podes julgar um livro pelo filme já que o filme (sueco) é tão bom como o livro (e rejubilemos que Tom Hanks quer produzir um filme baseado no mesmo livro).

Desta edição já li (por nenhuma ordem especial) O Talentoso Mr. Ripley, A Outra Metade de Mim (Mischling), O Vendedor de Passados, O Código D'Avintes, Contigo para Sempre, Ferrugem Americana, e Obrigada Pelas Recordações.Palestina também passou por aqui mas acabei por desistir antes de meio do livro. Não conseguiu prender-me, de tal modo que nem consegui obrigar-me a ler até ao fim.

Dos que já me passaram pelas mãos, os melhores foram, sem dúvida, A Outra Metade de Mim (Mischling), cuja acção se passa na segunda guerra mundial e Contigo para Sempre, um romance doce num livro puro.

Calha-me, este mês, O Diário Oculto de Nora Rute, do nosso Mário Zambujal de quem li, há uns anos valentes, a Crónica dos Bons Malandros. Estou, por isso, curiosa com este livro.

Dos livros que me ainda me falta ler, confesso que estou algo curiosa com Um Castigo Exemplar de Júlia Pinheiro. Não estou a ver a apresentadora de televisão a escrever um bom livro mas já me disseram, algumas pessoas em que confio que o livro é bom e que vale a pena. Estou, por isso, aqui num mix. Quero ler porque me dizem que é bom, não quero ler porque a autora não me inspira grande simpatia (apesar de já ter falado pessoalmente com ela nas Queridas Manhãs).

Nesta segunda edição a interacção entre os participantes tem sido quase nula. Um ponto a desfavor. Na primeira edição havia muito mais interacção no grupo criado para o efeito no facebook. Esta segunda edição também tem um grupo mas pouco falamos entre nós, limitamos-nos quase só a responder aos posts da CEO MJ. Talvez venha a melhorar, espero eu.

Faltam-me ainda 18 livros para ler. Dois deles já li mas irei repetir a leitura (são tão bons que valem a pena). Por isso, venham lá mais dezoito meses de livro secreto para depois, enfim, passarmos à terceira edição. É que, percebam, muitos dos livros que li nestas duas edições e dos quais gostei imenso, não teriam sido lidos se esta iniciativa não tivesse sido criada. Por isso vale mesmo a pena!

 

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Como eu...

por Magda L Pais, em 10.11.17

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Todos os dias (ou pelo menos uma grande maioria dos dias) quando passo nesta esquina, lá pelas 17h, este jovem está ali sentado. Sempre com um livro na mão, embrenhado na leitura de tal modo que nem se apercebe de quem passa.

Não sei se é um sem-abrigo ou se alguém que gosta apenas de se sentar na rua. Não sei se é português ou estrangeiro. Se trabalha ou estuda. Dele apenas sei uma coisa… que gosta tanto de ler como eu.

E isso faz com que, sempre que ele ali está, eu olhe e, automaticamente, simpatize com ele. Sem que nunca tivéssemos trocado uma palavra que seja. Ou que ele, alguma vez, tenha reparado em mim já que nunca o vi tirar os olhos do livro. Tal e qual como eu faço quando estou a ler.

 

(e se ele algum dia ler isto, espero que não se importe que o tenha fotografado num momento tão intimo como é a leitura dum livro)

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O Último dos Nossos

por Magda L Pais, em 07.11.17

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O Último dos Nossos de Adélaïde de Clarmont-Tonnerre

ISBN: 9789897243981

Editado em 2017 pelo Clube do Autor

Sinopse

Dresden, 1945: sob um dilúvio de bombas, uma mãe agoniza para dar à luz o seu filho. Manhattan, 1969: um homem encontra a mulher da sua vida no coração da Big Apple.

Do inferno da Europa, em 1945, à Nova Iorque hippie. Neste romance premiado com o Grande Prémio do romance da Academia Francesa, Adélaïde de Clarmont-Tonnerre conta a história dos anos loucos vividos na pele por dois genuínos filhos do século XX: Werner Zilch, nascido na Alemanha no estertor da Segunda Guerra Mundial, e Rebecca Lynch, herdeira de um homem de negócios e de uma mulher que logrou escapar com vida ao campo de concentração de Auschwitz. Uma paixão louca e proibida num cenário histórico repleto de reviravoltas e marcado pelo suspense.

Werner Zilch é um jovem carismático e empreendedor. Adotado desde tenra idade, vê-se confrontado com a descoberta das suas origens, tudo menos gloriosas. Aos olhos dos outros, pode ser considerado responsável pelos erros cometidos pelos seus antepassados? Como aceitar que o seu progenitor estivesse ligado ao nazismo?

A par das personagens, surgem nomes que os leitores por certo reconhecerão, todos eles figuras marcantes do seu tempo. A saber: Andy Warhol, Truman Capote, tom Wolfe, Joan Baez, Patti Smith, Bob Dylan...

Uma complexa história de amor que é, ao mesmo tempo, um capítulo ficcionado da nossa História. O leitor não conseguirá pousar o livro enquanto não descobrir quem é, na verdade, «o último dos nossos». No fim, fica a pergunta: estaremos condenados a responder pelos crimes e pelo sofrimento dos nossos pais e avós?

A minha opinião

Desta vez começo a minha crítica a este livro pelo fim. Este é, muito provavelmente, o melhor livro que li em 2017. E digo muito provavelmente porque faltam quase dois meses e alguns livros para ler. De qualquer maneira, está, seguramente, no top 5 dos livros lidos em 2017.

O último dos nossos fala-nos do depois. Depois da segunda grande guerra, dos filhos de quem sofreu horrores nos campos de concentração mas também dos filhos de quem os perpetuou. De como a personalidade dos filhos pode estar condicionado pelo que os pais fizeram ou sofreram e como podem, os filhos de ambos se relacionar entre si.

É, acima de tudo, um livro que nos obriga a reflectir.

O livro está dividido em vários capítulos, cada um passado num determinado momento do tempo, intercalando o passado distante (final da segunda grande guerra) e com o presente (finais da década de 60) com alguns interlúdios num passado mais próximo. Obriga, por isso, a alguma atenção aos títulos dos capítulos (coisa que, confesso, eu estava tão embrenhada na leitura que só me apercebi mais tarde).

Aliás, esse foi o problema ao longo de todo o livro. Estava sempre tão embrenhada na leitura, que quase que não me ia apercebendo do que se passava à minha volta. Gosto de livros que me envolvem desta maneira, que me prendem a atenção da primeira à última página, que me levam a ler o último parágrafo com um misto de alegria e tristeza. Gosto de livros com uma escrita simples, que fluem, que contam histórias, que surpreendem e que não são previsíveis. O Último dos Nossos tem isso tudo, além duma bonita história de amor, dum cão amoroso (Shakespeare), aventuras e desventuras, raiva e reconciliação, e, por fim, o perdão.

Mas, por favor, não confiem só em mim. Confirmem por vós. Leiam este livro, deliciem-se nas suas páginas. Chorem de alegria e tristeza com O Último dos Nossos. Vivam estas páginas, como eu as vivi e vão ver que, tal como eu, vão chegar ao fim encantados com a história mas, ao mesmo tempo, tristes por terminar tão depressa.

Classificação:

(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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