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Chama-lhe Amor

por Magda L Pais, em 16.02.18

Chama-lhe Amor de Vera Lúcia Silva
Editado em 2015 pela Lua de Marfim
ISBN: 978-989-8724-65-6

Lido em 2015

Sinopse 

Maria é uma mulher de meia-idade, casada, com três filhas e com um trabalho estável onde perde os dias. No entanto, não é feliz.

Durante anos Maria coloca em papel as palavras que lhe intoxicam a alma e que são a descrição de um amor impossível, que a acompanha desde sempre, num crescimento e formação pessoal.

Este livro é a descrição dos anos que passam por entre a vida, num sentimento lúgubre de ausência, abandono, inutilidade e amor obsessivo e um acompanhamento da perda das suas capacidades mentais e físicas até lhe ser dada a perceber a real dimensão do sentimento que a consome.

A minha opinião

Não posso precisar o dia em que a Vera me falou, a primeira vez, no livro que ia começar a escrever. Sei que, conhecendo a escrita dela como conheço, fiquei ansiosa por o começar a ler e pedi-lhe, por tudo, que me fosse enviando conforme fosse escrevendo. E ela, que é uma querida (mas não lhe digam nada) assim fez.

E, definitivamente, apesar de esperar qualidade, a verdade é que fui surpreendida pela excelência. Posso contar-vos que, acho que foi na segunda remessa de texto, após receber o texto, comecei a ler às 23h, pensando que só ia ler um bocadinho antes de ir dormir. Pois… li até ao fim e fiquei aborrecida por terminar ali. Quando, finalmente, recebi a versão final, li todas as páginas de seguida e sem intervalo.

Chama-lhe Amor é um diário. O diário de Maria, uma tipa comum que, no Sábado, foi calçar umas meias, e que se apaixona de uma forma intensa. 

Todos devíamos amar com a intensidade com que Maria se apaixona e como vive esse amor. Porque não há amores errados ou pessoas erradas. E é isso que vamos pensando enquanto Maria nos vai descrevendo como passa os dias e como se sente em relação a este amor.

Se esperam um romance leve, um romance que não vos obrigue a pensar, então este é o livro errado. Como o amor de Maria, este é um livro que nos leva a reflectir sobre a dimensão do amor e da mente humana. Mais não fosse por isso e valeria cada palavra nele escrita. Juntemos-lhe a concretização dum sonho da Vera e temos este Chama-lhe Amor. Leiam e depois digam-me se não tenho razão.

 

Classificação: 

 

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Um Estranho Numa Terra Estranha

por Magda L Pais, em 15.02.18

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Um Estranho Numa Terra Estranha de Robert A Heinlein

Volume 1

ISBN: 9789897730924

Editado em 02-2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Há vinte e cinco anos, a primeira missão a Marte terminou em tragédia e todos os tripulantes morreram. Mas, na verdade, houve um sobrevivente. Nascido na fatídica nave espacial e salvo pelos Marcianos que o criaram e lhe ofereceram uma nova vida, Valentine Michael Smith nunca viu um ser humano até ao dia em que é descoberto por uma segunda expedição a Marte.

Ao regressar à Terra, vê-se pela primeira vez entre o seu povo. Começa então um percurso de aprendizagem dos códigos sociais e preconceitos da natureza humana, totalmente alienígenas para a sua mente. Nesse processo de descoberta e integração, Valentine irá partilhar com a Humanidade os rituais sagrados que aprendeu em Marte e retribuir com as suas próprias crenças sobre o amor e o sentido da vida. Mas conseguirá alguma vez deixar de se sentir um estranho numa terra estranha?

A minha opinião

Lá pelos meus 14, 15 anos, eu e o meu irmão trocávamos livros para ler. Ambos éramos (e somos!) apaixonados por ficção cientifica, por livros de fantasia e por livros de aventuras (entre outros géneros, o que me faz pensar que, na realidade, somos apaixonados por livros e pronto. Mas isso acho que, pelo menos no que me diz respeito, já todos sabem).

Bem, dizia eu que trocávamos livros. E foi numa dessas trocas que conheci Robert A Heinlein, um dos melhores autores de ficção cientifica que alguma vez li. Não só por este Um Estranho Numa Terra Estranha, mas também por Friday, Não Temerei Nenhum Mal, Um Dia Depois de Amanhã, O Planeta Vermelho ou A Rapariga de Marte. 

Foi, portanto, com muita excitação que acolhi a noticia que a Saída de Emergência ia reeditar o melhor de todos os livros, Um Estranho Numa Terra Estranha, em dois volumes uma vez que a viúva do autor encontrou a versão original, maior e mais completa que a edição que foi publicada originalmente (e se quiserem editar todos os outros, eu e os outros fãs agradecemos do fundo do coração).

Robert A Heinlein é um contador de histórias por excelência. Até podemos questionar as suas ideias, se serão viáveis ou não, ou se serão politicamente correctas. Mas até o facto de o podermos fazer mostra o quanto somos envolvidos nos seus livros. Por exemplo, não me parece que o pressuposto deste livro - um humano criado como marciano, capaz de realizar, com o seu organismo, o mesmo que um marciano realiza - possa ser real. Claro que Valentine nasceu em Marte e foi lá que foi criado até à idade adulta, mas isso não inviabiliza que o seu ADN é humano e não marciano. Não groco que seja suficiente ser criado em Marte para ser marciano. O facto de pensar nisto enquanto leio o livro não o torna menos interessante, pelo contrário. Leva-me a ler ainda com mais atenção, tentando encontrar falhas na história. Só que falho redondamente porque toda a história está criada com mestria, levando-me a acreditar que tal é possível (e isso torna-o perfeito).

Porque é isso que Um Estranho Numa Terra Estranha é. Um perfeito livro de ficção cientifica, uma história perfeita, contada na perfeição.

Tão perfeito que, desde que iniciei a minha vida profissional, uso, como lema, o mesmo das Justas Testemunhas:

Jubal gritou:

- Aquela casa nova no topo do monte lá ao fundo... consegues ver de que cor a pintaram?

Anne olhou na direção para onde Jubal apontava e respondeu:

- Deste lado é branca.

Jubal continuou a falar com Jill em tom normal.

- Vês? A Anne está tão completamente doutrinada, que nem sequer lhe ocorre inferir que é provável que o outro lado também seja branco. Nada neste mundo conseguiria forcá-la a comprometer-se quanto à cor do outro lado... a menos que desse pessoalmente a volta até ao ouro lado e o visse... e mesmo assim não partiria do principio de que permaneceria da mesma cor depois de se ir embora... porque podiam pintá-lo assim que virasse as contas.

- A Anne é uma Justa Testemunha?

- Graduada, com licença ilimitada e admitida a testemunhar perante o Tribunal Superior...

Acreditem, Um Estranho Numa Terra Estranha este é aquele livro que, quem gosta de ficção cientifica deve ler. Não só porque é dos melhores livros escritos por Robert A Heinlein, mas também porque é um dos melhores livros do género.

(leia aqui as primeiras páginas)

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(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Deixa-me Odiar-te

por Magda L Pais, em 10.02.18

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Deixa-me Odiar-te de Anna Premoli

ISBN: 9789897244131

Editado em 02-2018 pelo Clube do Autor

Sinopse

Vencedor do Prémio Bancarella

Jennifer e Ian conhecem-se há sete anos e nos últimos cinco só têm discutido. Chefes de duas equipas no mesmo banco, entre eles sempre houve um confronto aberto e declarado. Detestam-se e dificultam a vida uma ao outro. Até que um dia são obrigados a cooperar na gestão da conta de um cliente aristocrata e abastado.

Na vida e no amor há sempre uma segunda oportunidade?

Um romance moderno, divertido e terno, uma história atual e muito cinematográfica com todos os ingredientes de uma bela comédia romântica.

A minha opinião

Vamos repetir juntos e até à exaustão, a ver se eu meto isto na cabeça duma vez:

Não lerás em público livros que te façam rir

Não lerás em público livros que te façam rir

Não lerás em público livros que te façam rir

Não lerás em público livros  que te façam rir

Não lerás em público livros que te façam rir

Não lerás em público livros que te façam rir

E porquê é que é preciso meter isto na minha cabeça oca? porque quando leio livros que me deixam bem disposta e que me fazem rir, eu rio. Eu sorrio. Eu dou gargalhadas. E fazer isto, sozinha, enquanto leio, num comboio, numa mesa de refeição, numa repartição de finanças ou na conservatória é coisa que me pode levar a ser internada no manicómio.

Tudo isto aconteceu com Deixa-me Odiar-te. Ele foi no comboio, foi nas Finanças, foi na conservatória. Para onde eu ia, o livro ia e as gargalhadas aconteciam. Ou os risos. Ou os sorrisos. E às vezes é só isto que quero num livro. Que me distraia, que me faça esquecer um dia a casa vem abaixo. Deixa-me Odiar-te conseguiu isso tudo e muito mais. Até ia fazendo com que perdesse o autocarro de manhã.

Rapaz conhece rapariga e apaixonam-se perdidamente. Este é o mote normal dos romances. Bem, neste caso não é bem assim. A história começa mais ou menos assim: rapaz conhece rapariga e chocam de tal maneira que ela lhe parte o nariz (momento spoiler, prometo que não haverá mais momentos assim).

Deixa-me Odiar-te é um romance, sem dúvida. Um romance leve, divertido, romântico qd, com diálogos fabulosos, com personagens fortes e bem caracterizadas, sem momentos mortos e com uma personagem feminina que foge, claramente, aos estereótipos das mulheres nos romances. Afinal Jennifer sabe bem que não quer Ian! (ou será que quer e não sabe?)

Se querem passar uns momentos divertidos e rir com um livro, Deixa-me Odiar-te é, seguramente, a escolha acertada.

 

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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Antes de Sermos Vossos

por Magda L Pais, em 08.02.18

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Antes de Sermos Vossos de Lisa Wingate

ISBN: 9789897103056

Editado em Fevereiro de 2018 pelas Edições Chá das Cinco

Sinopse

Inspirado em factos verídicos, esta é a história de duas famílias e da terrível injustiça que as mudou para sempre. Nascida num mundo de riqueza e privilégio, Avery Stafford tem tudo. Filha adorada de um senador americano, com a sua própria carreira como advogada e um noivo maravilhoso à espera em Baltimore, ela vive uma vida encantada.

Mas quando regressa a casa para ajudar o pai com um problema de saúde, um encontro casual com May Crandall, uma idosa desconhecida, deixa Avery profundamente abalada. Ao decidir descobrir mais sobre a vida de May irá embarcar numa viagem pela história oculta de crianças roubadas e adoções ilegais. E cedo irá desvendar um segredo que pode levar à devastação... ou à redenção.

Baseado num dos mais conhecidos escândalos da América — em que uma instituição de adoção vendeu crianças a famílias ricas —, este romance comovente e fascinante recorda-nos como, apesar de os caminhos que tomamos levarem a muitos lugares, o coração nunca esquece onde pertencemos.

A minha opinião

Georgia Tann é uma personagem incontornável da história americana. Considerada, inicialmente, como uma mulher extraordinária que ajudava crianças órfãs e que as colocava para adopção rapidamente (foi, inclusivamente consultada por Eleanor Roosevelt sobre alterações de fundo à lei das adopções), veio, mais tarde (mais ou menos em 1950), a descobrir-se que a esmagadora maioria das crianças que estavam sobre sua alçada tinham sido raptadas, algumas logo à nascença (dizendo aos pais que tinham morrido à nascença), outras enquanto iam para a escola e outras ainda enquanto brincavam na rua. As que sobreviviam à estadia no lar gerido por Georgia Tann eram depois vendidas a preço de ouro às famílias que queriam adoptar. E, se nalguns casos, essas famílias trataram as crianças com todo o amor e carinho, dando-lhes uma vida normal, outros foram abusados física e psicologicamente, usados para todos os fins imagináveis.

Antes de Sermos Vossos baseia-se precisamente nesta história, e deixa-nos de rastos quando, por fim, fechamos a última página. Há muito tempo que não lia um livro que me marcasse desta forma, que me fizesse olhar duas vezes para os meus filhos, pensando o que seria de mim se me acontecesse o mesmo que a tantas mães cujos filhos foram raptados (em idades diferentes) para depois serem vendidos.

Há muito tempo que não lia um livro que me deixasse de luto, sem vontade de pegar noutro de seguida. Um livro intenso, que mexe com todos os sentimentos, que mexe com as nossas convicções e que nos deixa um amargo de boca. 

Algumas crianças raptadas por Georgia Tann foram compradas por famílias abastadas, que as amaram como qualquer filho merece, que lhes deram oportunidades que nunca teriam com as famílias biológicas. Mas isso justificará o que lhes aconteceu? Ao longo de todo o livro vamos pensando nisto, o que o torna ainda mais memorável.

A narrativa de Antes de Sermos Vossos alterna entre May e Avery, entre o passado e o presente, entre uma vida de sofrimento e a busca pela verdade. E é por May que vamos atando algumas pontas soltas, que vamos percebendo o que sofreram as crianças que viviam no lar, expondo uma parte pouco conhecida e terrível da história. É por May que percebemos que as crianças, já frágeis por terem perdido a família biológica de forma traumática (raptadas!), passavam fome, eram maltratadas física e psicologicamente e abusadas sexualmente, sem qualquer hipótese de se defenderem.

Em Antes de Sermos Vossos o medo das crianças é o nosso medo. A escrita faz-nos mergulhar no medo e no pavor que as crianças sentiam. A mesma escrita que nos transmite o amor entre elas. Antes de Sermos Vossos é uma lição de história, misturada com ficção, duma forma poderosa e emotiva. E é, sem dúvida, um dos melhores livros que alguma vez li.  

(leia aqui as primeiras páginas)

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Edições Chá das Cinco em troca duma opinião honesta e sincera)

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O Assassinato de Roger Ackroyd

por Magda L Pais, em 03.02.18

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O Assassinato de Roger Ackroyd de Agatha Christie

 

Sinopse

Em Fevereiro de 1972, Agatha Christie escreveu uma carta ao seu editor. Nessa missiva, a Rainha do Crime elegeu os dez livros de sua autoria de que mais gostava. O Assassinato de Roger Ackroyd, considerado um «favorito de sempre» pela autora, foi originalmente publicado em 1926 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Foi adaptado para o teatro em 1928, tendo também sido transposto para o cinema em 1931 e para a televisão em 1999.

Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenara o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vítima de chantagem. Quando ela é encontrada morta, ele não se conforma com o relatório médico que aponta para suicídio por overdose. Ackroyd desconfia de algo bem mais sinistro e quer encontrar respostas para as inúmeras perguntas que pairam ameaçadoramente no ar. Mas alguém está disposto a impedi-lo. Nem que, para tal, tenha de o matar. O Dr. Sheppard, médico da aldeia, fala então com o vizinho, um detective reformado que escolhera o campo para passar tranquilamente os seus últimos anos de vida. A escolha não podia ser mais acertada pois o pacato vizinho era nem mais nem menos que o belga Hercule Poirot...

A minha opinião

Não sou muito dada a desafios literários. Tirando o livro secreto que é mais uma espécie de desafio (e que me tem levado a ler livros que, doutra forma provavelmente não leria), não entrei em mais nenhum. Gosto de ler o que me apetece, quando me apetece, sem qualquer condicionamento. Ainda assim, quando a Sofia falou no desafio 365 dias com Poirot e Marple achei que era uma boa oportunidade para voltar a ler alguns livros de Agatha Christie, autora de quem sou fã, tendo, na adolescência, lido toda a colecção que ela editou. Provavelmente não irei ler todos os livros do desafio mas a ideia era mesmo essa, lermos os que pudermos (e assim eu vou intercalando com os outros).

Ora o primeiro que me calhou ler (até porque agora já sei onde estão os livros) foi O Assassinato de Roger Ackroyd, considerado pela autora (e também por mim) como um dos melhores que alguma vez escreveu.

Confesso que me irrita não me conseguir abstrair de Peter Ustinov como Hercule Poirot. Ou seja, no meu cérebro vou desenhado e imaginando todas as personagens, com excepção de Poirot que, de forma inconsciente (e irritante) se apresenta como Peter Ustinov.

Quase todos os policiais se baseiam na premissa - um morto, um detective, os suspeitos, álibis bem ou mal construidos e, por fim, a revelação. Claro que este livro não foge a essa regra, ainda para mais com a chancela de Agatha Christie, a rainha do policial, a mestra no que a este género literário diz respeito. Mas, neste livro, a autora supera-se na forma magistral como esconde o assassino. Desta vez eu já sabia quem ele era e consegui encontrar várias pistas ao longo da narrativa que o indicam. Mas lembro-me que, da primeira vez que o li, andei ali a patinar e a pensar que não podia mesmo ser, que estava a ler mal. Pois é, não estava, e o assassino é, talvez, a pessoa mais inesperada de todas.

E vocês? já leram? qual é a vossa opinião? E, se não leram, que esperam para o ler?

(leia aqui as primeiras páginas)

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