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O Diário Oculto de Nora Rute

por Magda L Pais, em 26.11.17

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O Diário Oculto de Nora Rute de Mário Zambujal

ISBN: 9789897241079

Editado em 2013 pelo Clube do Autor

Sinopse

Nora Rute é uma personagem de romance e, ao escrever o seu diário, vai escrevendo, no desconhecimento do que virá a seguir, o seu próprio romance. Ao mesmo tempo, acrescenta-lhe o registo de acontecimentos e usos que marcaram um ano (1969) desde a chegada do Homem à Lua à moda da minissaia, das manifestações estudantis a guerras em África, aos bares e cafés de Lisboa.

Narrativa de marcada originalidade, O Diário Oculto de Nora Rute coloca os leitores no caminho irrequieto de uma jovem que desafia as regras, as de uma sociedade machista de um pai austero. Predominam as personagens que são membros da família, não só uma misteriosa tia Nanda, a prima Mé mas um quase desconhecido que parece ter conquistado, em definitivo, o amor de Nora Rute. E um primo ribatejano que lhe revelará o reverso das luzes e sombras da cidade.

Ao colocar-se na sua mente de uma forma travessa, Mário Zambujal, sem abandonar o seu estilo próprio de escrita, incorpora-o no espírito e na conduta de uma jovem que descreve no seu diário a agitação dos seus dias.

A minha opinião

Mais um livro lido no âmbito do livro secreto. Não é o melhor livro do mundo mas é, sem dúvida, um livro que cumpre o objectivo a que se propõe, proporcionar-nos momentos de prazer enquanto lemos, não nos obrigando a pensar demasiado em coisa alguma ou sequer a deixar-nos com questões existências. Lemos, lavamos a mente de outras coisas e pronto, livro pronto para guardar ou, neste caso especifico, pronto para seguir para a próxima morada.

Neste livro - leve, levezinho - acompanhamos o diário de Nora Rute, durante o fantástico ano de 1969 - a ida do homem à lua, o sismo de Junho, as eleições. Falha, quanto a mim, por não haver referencia a um acontecimento extraordinário que aconteceu a 26 de Novembro desse ano: Nasci eu! Calculo que tenha sido apenas esquecimento, mas adiante.

Além de considerar bastante interessante que Mário Zambujal - um "velhote" - tenha conseguido escrever um livro na pele duma jovem de 20 anos, sinto que também tenho de referenciar a capa, que é simplesmente fantástica.

Classificação:

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Isabel de Aragão – Entre o Céu e o Inferno

por Magda L Pais, em 24.11.17

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Isabel de Aragão – Entre o Céu e o Inferno de Isabel Stilwell

A rainha que Portugal imortalizou como Rainha Santa

ISBN: 9789898818867

Editado em 2017 pela Manuscrito Editora

Sinopse

Entre o céu e o inferno. Assim foi a vida de Isabel de Aragão.

Nasceu envolta no saco sagrado, a 11 de fevereiro de 1270, em Saragoça. Intocável. Protegida. Com poucos dias de vida o avô, Jaime I, levou-a consigo para Barcelona, no meio de uma tempestade. Cresceu a ouvir histórias de grandes conquistas, de reinos divididos por lutas sangrentas entre pais e filhos e entre irmãos. A história de Caim e Abel. Uma história que se repetiu ao longo da sua vida…

Aos 12 anos casou com D. Dinis, rei de Portugal, e junto dele governou durante 44 anos. Praticou o bem, visitou gafarias, tocou em leprosos e lavou-lhes os pés, gastou a sua fortuna pessoal a ajudar os que mais precisavam e mandou construir o mosteiro de Santa Clara, em Coimbra. Da sua lenda fazem parte milagres, curas e feitos. Mas a melhor rosa de Aragão, que herdou o nome da Santa Isabel da Hungria, era boa para ser rei, como dizia muitas vezes o marido.

Junto dos seus embaixadores e espiões, com a ajuda da sua sempre fiel Vataça, jogou de forma astuta no tabuleiro do poder. Planeou e intrigou. Mas a história teimava em repetir-se. Caim e Abel. Pai contra filho, o seu único filho varão contra os meios-irmãos bastardos.

Morreu aos 66 anos, depois de uma penosa viagem de dezenas de léguas de Coimbra a Estremoz, montada numa mula, para evitar mais um conflito entre Portugal e Castela. Sempre acreditou que a película em que nascera a protegeria de tudo, mas nos últimos tempos de vida sentia-se frágil e vulnerável. E duvidava. Onde falhara como mulher e mãe?

A minha opinião

O que tem, em comum, D TeresaD. Maria II e D Isabel, além do facto óbvio de terem sido três rainhas de Portugal? Bem, quase tudo, de acordo com os livros de Isabel Stilwell. Confesso que esperava que este terceiro livro me tirasse esta ideia da cabeça mas não. Apesar de ter gostado de o ler, a verdade é que, em muitos (demasiados) momentos, achei que estava a repetir a leitura.

Esta é, para mim, a grande falha de Isabel Stilwell. Todas as rainhas que imortaliza nos seus livros tem as mesmas características intrínsecas. São copy + past umas das outras. É verdade que se aprende imenso com estes livros, para quem gosta de romances históricos (como eu) são excelentes, aprendemos enquanto nos distraímos, quase sem dar por isso. Mas gostava, confesso, de não estar esta sensação estranha de que estas três rainhas foram iguais (apesar de, claramente, D Isabel ser bastante mais religiosa que D Maria II ou mesmo D Teresa).

Acresce ainda - de forma menos positiva - que houve momentos, neste livro, em que me pareceu que estavam a ser debitados factos soltos. Confesso que me senti, em determinado momento, numa aula de história, com um professor enjoado a falar para alunos desinteressados e não é isso que eu procuro num romance histórico. Nesse aspecto, D Teresa e D. Maria II foram bem mais interessantes.

De qualquer modo nem tudo foi mau, principalmente porque realmente conheci melhor quem foi a Rainha Santa, como nasceu a lenda das Rosas e quem foi D Dinis, o Rei que deve andar às voltas no túmulo por ver o seu Pinhal destruído nos incêndios deste ano. Aprender - por pouco que seja - da nossa história é aprendermos também quem somos e isso não tem valor.

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Mulheres Perigosas

por Magda L Pais, em 20.11.17

 

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Mulheres Perigosas de George R. R. Martin e Gardner Dozois

ISBN: 9789897730740

Editado em 2017 pela Saída de Emergência

Sinopse

Atenção: o perigo está à espreita perto destas mulheres!

Se procura um livro em que mulheres infelizes ficam a choramingar de pavor enquanto o herói masculino combate o monstro ou choca espadas com o vilão, este livro não é para si. Aqui encontrará mulheres guerreiras que brandem espadas, intrépidas pilotos de caças, formidáveis super-heroínas, femmes fatale astutas e sedutoras, feiticeiras, más raparigas duronas, bandidas e rebeldes, sobreviventes endurecidas em futuros pós-apocalípticos, rainhas altivas que governam nações e cujas invejas e ambições enviam milhares para mortes macabras, mulheres que não hesitam em assumir a liderança para defenderem aquilo em que acreditam.

Com organização de George R. R. Martin, que assina igualmente um conto passado no mundo de Westeros, e de Gardner Dozois, esta é uma antologia que cruza géneros literários e mistura todos os tipos de ficção, desde Megan Abbott a Brandon Sanderson.

A minha opinião

Acho sempre interessante ler livros escritos a várias mãos, em que todos os autores escrevem sobre o mesmo tema. Mulheres Perigosas é exactamente esse género de livro. Onze contos, cada um de um autor diferente, sobre o tema Mulheres.

Os contos/autores foram os seguintes, por ordem: 

  • Completamente perdida - Joe Abercrombie
  • Ou o meu coração está destroçado - Megan Abbott
  • As mãos que não estão lá - Melinda M Snodgrass
  • Raisa Stepanova - Carrie Vaughn
  • Eu sei escolhê-las a dedo - Lawrence Block
  • Sombras para silêncio nas florestas do inferno - Brandon Sanderson
  • Uma rainha no exilio - Sharon Kay Penman
  • A rapariga no espelho - Lev Grossman
  • Dar nome à fera - Sam Sykes
  • As mentiras que a minha mãe me contou - Caroline Spector
  • A princesa e a rainha ou os negros e os verdes - George R.R. Martin

O facto de serem onze histórias, com onze escritas diferentes, complica no momento em que queremos avaliar e comentar um livro. Mentir-vos-ia se dissesse que tinha gostado de todos da mesma forma ou que todos são excepcionais ou ainda que nenhum prestava. Como o meu compromisso comigo e convosco é de honestidade, vamos lá ver como é que descalço esta bota.

O primeiro conto - Completamente Perdida - fez, para mim, jus ao nome. Cheguei ao fim do conto completamente perdida e sem perceber bem a história ou o final, fazendo-me temer pela minha sanidade mental ao longo do restante livro.

Felizmente Megan Abbott veio logo a seguir e restabeleceu a minha fé no livro, que se manteve até ao final. Claro que, sem surpresas para mim, Sombras para silêncio nas florestas do inferno de Brandon Sanderson é o melhor conto do livro (uma história a merecer um livro autónomo ou, até, quem sabe, uma trilogia), o que não invalida que os restantes contos sejam bons ou muito bons.

Num imaginário podium dos contos incluídos neste livro, Raisa Stepanova de Carrie Vaughn ficaria num honroso segundo lugar, tendo-me deixado com vontade de ler mais desta autora que me era desconhecida.

A princesa e a rainha ou os negros e os verdes de George R.R. Martin termina esta antologia sobre mulheres perigosas, levando-nos até Westeros, numa forma de mitigarmos as saudades que já sentimos da A Guerra dos Tronos. 

Li algures que haveria um segundo volume subordinado ao mesmo tema. Pois bem, a vós recomendo que leiam este primeiro volume e, para mim, espero que o segundo volume - se existe - não tarde a aparecer por ai, com estes ou outros autores.  

Leia aqui as primeiras páginas

Classificação:

(este livro foi-me oferecido pela Editora Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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O Último dos Nossos

por Magda L Pais, em 07.11.17

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O Último dos Nossos de Adélaïde de Clarmont-Tonnerre

ISBN: 9789897243981

Editado em 2017 pelo Clube do Autor

Sinopse

Dresden, 1945: sob um dilúvio de bombas, uma mãe agoniza para dar à luz o seu filho. Manhattan, 1969: um homem encontra a mulher da sua vida no coração da Big Apple.

Do inferno da Europa, em 1945, à Nova Iorque hippie. Neste romance premiado com o Grande Prémio do romance da Academia Francesa, Adélaïde de Clarmont-Tonnerre conta a história dos anos loucos vividos na pele por dois genuínos filhos do século XX: Werner Zilch, nascido na Alemanha no estertor da Segunda Guerra Mundial, e Rebecca Lynch, herdeira de um homem de negócios e de uma mulher que logrou escapar com vida ao campo de concentração de Auschwitz. Uma paixão louca e proibida num cenário histórico repleto de reviravoltas e marcado pelo suspense.

Werner Zilch é um jovem carismático e empreendedor. Adotado desde tenra idade, vê-se confrontado com a descoberta das suas origens, tudo menos gloriosas. Aos olhos dos outros, pode ser considerado responsável pelos erros cometidos pelos seus antepassados? Como aceitar que o seu progenitor estivesse ligado ao nazismo?

A par das personagens, surgem nomes que os leitores por certo reconhecerão, todos eles figuras marcantes do seu tempo. A saber: Andy Warhol, Truman Capote, tom Wolfe, Joan Baez, Patti Smith, Bob Dylan...

Uma complexa história de amor que é, ao mesmo tempo, um capítulo ficcionado da nossa História. O leitor não conseguirá pousar o livro enquanto não descobrir quem é, na verdade, «o último dos nossos». No fim, fica a pergunta: estaremos condenados a responder pelos crimes e pelo sofrimento dos nossos pais e avós?

A minha opinião

Desta vez começo a minha crítica a este livro pelo fim. Este é, muito provavelmente, o melhor livro que li em 2017. E digo muito provavelmente porque faltam quase dois meses e alguns livros para ler. De qualquer maneira, está, seguramente, no top 5 dos livros lidos em 2017.

O último dos nossos fala-nos do depois. Depois da segunda grande guerra, dos filhos de quem sofreu horrores nos campos de concentração mas também dos filhos de quem os perpetuou. De como a personalidade dos filhos pode estar condicionado pelo que os pais fizeram ou sofreram e como podem, os filhos de ambos se relacionar entre si.

É, acima de tudo, um livro que nos obriga a reflectir.

O livro está dividido em vários capítulos, cada um passado num determinado momento do tempo, intercalando o passado distante (final da segunda grande guerra) e com o presente (finais da década de 60) com alguns interlúdios num passado mais próximo. Obriga, por isso, a alguma atenção aos títulos dos capítulos (coisa que, confesso, eu estava tão embrenhada na leitura que só me apercebi mais tarde).

Aliás, esse foi o problema ao longo de todo o livro. Estava sempre tão embrenhada na leitura, que quase que não me ia apercebendo do que se passava à minha volta. Gosto de livros que me envolvem desta maneira, que me prendem a atenção da primeira à última página, que me levam a ler o último parágrafo com um misto de alegria e tristeza. Gosto de livros com uma escrita simples, que fluem, que contam histórias, que surpreendem e que não são previsíveis. O Último dos Nossos tem isso tudo, além duma bonita história de amor, dum cão amoroso (Shakespeare), aventuras e desventuras, raiva e reconciliação, e, por fim, o perdão.

Mas, por favor, não confiem só em mim. Confirmem por vós. Leiam este livro, deliciem-se nas suas páginas. Chorem de alegria e tristeza com O Último dos Nossos. Vivam estas páginas, como eu as vivi e vão ver que, tal como eu, vão chegar ao fim encantados com a história mas, ao mesmo tempo, tristes por terminar tão depressa.

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(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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Lei & Corrupção

por Magda L Pais, em 05.11.17

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Lei & Corrupção de Mike Papantonio

ISBN: 9789897243868

Editado em 2017 pelo Clube do Autor

Sinopse

Escrita por um dos mais reputados advogados dos Estados Unidos, é uma história reveladora sobre os meandros do sistema judicial e as manobras, lícitas e menos lícitas, que podem definir o desfecho de um julgamento.

O impetuoso advogado Nicholas Deketomis construiu uma carreira de sucesso a proteger os direitos dos inocentes, enfrentando grandes empresas. Deke tem agora em mãos um caso polémico e milionário, defendendo uma jovem de 19 anos que sofreu um acidente vascular cerebral após tomar uma pílula contracetiva da Bekmeyer, uma grande farmacêutica. Numa audiência prévia, o advogado pretende que seja aceite como prova um exame de toxicologia. Pouco depois de o juiz anunciar que não aceita a conclusão do relatório, a jovem desfalece e morre, vítima de um grande coágulo de sangue.

Ao procurar justiça para Annica, Deke vê-se de repente do outro lado da lei e descobre que tem mais inimigos do que imaginava, dispostos a tudo para proteger os seus segredos e interesses. Decididos a afastar o advogado incómodo, um pregador fundamentalista, o procurador distrital e os donos de uma das maiores petrolíferas juntam-se numa conspiração infame. Falsamente acusado de homicídio, Deke enfrenta o julgamento da sua vida. Mas este homem que não tem medo de dizer o que pensa não vai desistir sem dar luta.

A minha opinião

Já iniciei várias vezes esta minha opinião mas não sei bem por onde começar. Podia começar por dizer que sou apaixonada por livros que retratem casos de advogados, livros em que aprendemos enquanto estamos entretidos. Ou que adoro livros que me prendem, que nos fazem torcer pelos bons e desejar que os maus sejam apanhados. Ou que sou fã incondicional de John Grisham. Só que depois teria a resposta habitual: tu és apaixonada por livros e pronto, escusas de dizer mais. E é verdade, totalmente verdade.

A questão é que, realmente, gosto de livros que se passam nos tribunais (pena não haver livros destes passados em Portugal, com a nossa realidade judicial), que nos fazem ter fé que a justiça realmente funciona (vá, pronto, a maior parte das vezes funciona) e que nos fazem acreditar que, às vezes, as formigas podem incomodar os elefantes (nem que seja só na ficção).

Lei & Corrupção fala-nos precisamente nisso. Na capacidade de se vencer batalhas judiciais sem que se tenha de ser um elefante. É um livro escrito por alguém que percebe bem o sistema judicial americano, e que o retrata de forma muito próxima - ou não fosse o autor um advogado conhecidíssima nas terras do tio Sam.

Sem entrar demasiado em linguagem técnica - um erro comum quando os autores são especialistas em alguma matéria - Mike Papantonio leva-nos (quase ao colo) por uma série de acontecimentos interligados na vida de Deke, um advogado sem medos, enquanto prepara três julgamentos, sendo um deles o dele próprio, por ter assassinado uma pessoa.

Tive alguma dificuldade em largar este livro (mesmo enquanto estava a fazer a manicura), quer pela estrutura das histórias, da forma brilhante como os três casos se intercalaram mas também pelas personagens - as boas e as vilãs - que estavam muito bem construidas e consistentes com o que seria expectável de cada uma delas.

Agora, terminado o livro, restam-me duas perguntas: para quando um livro deste género passado em Portugal e, mais importante ainda, para quando mais livros deste autor para eu ler?

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(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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