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O Lugar do Morto

por Magda L Pais, em 14.08.17

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O Lugar do Morto de José Eduardo Agualusa

ISBN: 9789896710729

Editado em 2011 pela Tinta da China

Sinopse

Se fosse possível pedir a Eça de Queirós uma crónica sobre a situação de Portugal nos dias de hoje, o que escreveria ele? O que pensa Machado de Assis acerca do presente Acordo Ortográfico? O que é que Vladimir Nabokov sempre quis que soubéssemos sobre Barack Obama?

José Eduardo Agualusa psicografou 24 escritores já falecidos - entre os quais Eça de Queirós, Vladimir Nabokov, Fernando Pessoa, Machado de Assis, Jorge Luís Borges, Vinicius de Moraes, Sophia de Mello Breyner, Saint-Exupéry, Clarice Lispector, Padre António Vieira, João Cabral de Melo Neto e Camilo Castelo Branco - revelando as suas opiniões sobre assuntos importantes, ou não tão importantes, do nosso quotidiano. Vozes do Além, agora neste mundo. Escute-as

Num exercício de simbiose literária absolutamente original, Agualusa dá voz a grandes escritores, levando-os a comentar o mundo e a actualidade:

Jorge Luís Borges comenta a concentração dos grandes grupos editoriais.

Fernando Pessoa conversa com a fadista Ana Moura.

Machado de Assis discursa sobre o novo Acordo Ortográfico, Portugal e o Brasil.

Sir Richard Burton, escritor poliglota, indigna-se contra fronteiras e perseguições de imigrantes.

Jorge Amado rasteira os patrulheiros do politicamente correcto.

Vinicius de Moraes louva o músico e escritor Chico Buarque.

Sophia de Mello Breyner aprecia Mia Couto e fala do amor.

Saint-Exupéry está convicto da superior taxa de sucesso dos escritores-aviadores.

Padre António Vieira defende o futuro do português e a criação de uma Academia da Língua Portuguesa.

Camilo Castelo Branco delicia-se com as leituras públicas e abomina os e-books...

A minha opinião

O Lugar do Morto foi-me sugerido pela M João Covas quando estivemos juntas na apresentação do livro A Sociedade dos Sonhadores Involuntários na Feira do Livro de Sesimbra este ano. Ambas "virgens" em livros de Agualusa mas ela com a vantagem de já ter lido estas crónicas.

Gosto de livros de crónicas. De pedaços que nos permitem ser lidos um de cada de vez, sem seguimento, leituras leves que não obrigam a grande ginástica mental. São bons para os intervalos entre leituras mais intensas, para desanuviar.

O Lugar do Morto cumpre todos os esses requisitos e, por isso, foi uma boa companhia por estes dias, antes de me lançar na leitura do livro secreto deste mês.

Para além de cumprir os requisitos para um bom livro de crónicas, é engraçada a forma escolhida. Autores falecidos a comentar assuntos da actualidade como se estivessem a escrever lá do céu

(presumo que alguns dos meus clientes que me pedem para mandar cartas registadas a mortos tenham lido este livro e achado que era mesmo verdade)

Para quem gosta do género, como eu, é, sem dúvida, a ler.

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A Sociedade dos Sonhadores Involuntários

por Magda L Pais, em 11.08.17

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A Sociedade dos Sonhadores Involuntários de José Eduardo Agualusa

ISBN: 9789897223327

Editado em 2017 pela Quetzal Editores

Sinopse

O jornalista angolano Daniel Benchimol sonha com pessoas que não conhece. Moira Fernandes, artista plástica moçambicana, radicada em Cape Town, encena e fotografa os próprios sonhos. Hélio de Castro, neurocientista brasileiro, filma-os. Hossi Kaley, hoteleiro, antigo guerrilheiro, com um passado obscuro e violento, tem com os sonhos uma relação ainda mais estranha e misteriosa. Os sonhos juntam estas quatro personagens num país dominado por um regime totalitário à beira da completa desagregação.

A Sociedade dos Sonhadores Involuntários é uma fábula política, satírica e divertida, que desafia e questiona a natureza da realidade, ao mesmo tempo que defende a reabilitação do sonho enquanto instrumento da consciência e da transformação.

A minha opinião

Nesta minha primeira experiência com Agualusa, quero, para começar, destacar a coragem de escrever este livro. A Sociedade dos Sonhadores Involuntários é, sem qualquer margem de dúvidas, uma critica acérrima à situação política de Angola (que se espera que mude brevemente). Confesso que, aliás, foi essa a parte que mais me atraiu, que me fez quer ler até ao fim (tendo ficado a saber a pouco).

Cheguei ao fim do livro sem ter decidido se fiquei fã ou se é mais um escritor que me agrada. Alturas houve, enquanto lia, que a escrita era magistral e outras que me custou a ler. Agualusa tem um estilo muito próprio que se começa por estranhar mas que também se entranha. Creio que, para mim, o que falhou, foi a parte mística do livro (sou um bocado alérgica a misticismos), porque a parte mais "real" me agradou sobremaneira.

De notar ainda que, quanto a mim, há partes do livro que se tornam confusas, nomeadamente quando o narrador é outro sem que tal esteja indicado claramente. Defeito meu, acredito mas creio que o livro ganharia outro animo se se percebesse bem quando outro narrador toma o lugar de Daniel (mesmo que isso se subentenda dos diálogos).

No entanto não penso por Agualusa de parte (tanto que estou a começar a ler O Lugar do Morto). É, certamente, um um autor a quem irei dar mais oportunidades porque, no geral, este foi um livro muito agradável e que me deu prazer ler. 

(leia aqui as primeiras páginas)

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A Rainha Branca

por Magda L Pais, em 07.08.17

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A Rainha Branca de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos - Volume I

ISBN: 9789722630122

Editado em 2010 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

A história do primeiro volume de uma nova trilogia notável desenrola-se em plena Guerra das Rosas, agitada por tumultos e intrigas. A Rainha Branca é a história de uma plebeia que ascende à realeza servindo-se da sua beleza, uma mulher que revela estar à altura das exigências da sua posição social e que luta tenazmente pelo sucesso da sua família, uma mulher cujos dois filhos estarão no centro de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o desaparecimento dos dois príncipes, filhos de Eduardo IV, na Torre.

A minha opinião

Mais uma autora que me andava a tentar já a algum tempo e que, finalmente, teve direito a me acompanhar à praia para uma leitura atenta.

Gosto de ler por prazer e gosto de aprender enquanto leio. É tão bom quando posso dizer que aprendi enquanto lia por prazer e foi exactamente isso que aconteceu enquanto lia A Rainha Branca. Claro que descontando parte da fantasia ou, mais exactamente, da magia que a mãe da Rainha achava que podia fazer.

A Rainha Branca lembrou-me outros livros que li de Isabel Stilwell. Baseados num excelente trabalho de investigação, em que os lapsos preenchidos com alguma fantasia e contados duma forma simples, atractiva e coerente. Os detalhes são extraordinários, transportando-nos, quase por magia, ao século XV, à guerra das Rosas (ou dos primos) (e não, não se trata do filme do Michael Douglas).

Este livro, como já disse, foi a minha primeira experiência com Philippa Gregory. Uma excelente experiência, terei de dizer, e a repetir logo que possível com o segundo volume desta série. 

(leia aqui as primeiras páginas)

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A Firma

por Magda L Pais, em 05.08.17

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A Firma de John Grisham

Editado em 2012 pela Bertrand Editora

ISBN9789722524957

Sinopse

Mitchell McDeere, um jovem e ambicioso recém-formado em Direito na prestigiada Universidade de Harvard, acaba de ser contratado pela Bendini, Lambert & Locke, uma firma exclusiva de Memphis. Para Mitch e Abby, a sua mulher, acabaram-se as preocupações financeiras: além do salário chorudo, a firma entregou-lhe as chaves de um BMW novinho em folha, concedeu-lhe uma vantajosa hipoteca para a compra de uma bela vivenda, liquidou os empréstimos contraídos para pagar os estudos e até contratou uma decoradora para os ajudar.

Mas Mitch devia ter-se lembrado do que o seu irmão Ray, a cumprir uma pena de quinze anos numa prisão, já sabia: não se recebe o que quer que seja sem dar nada em troca. E agora o FBI está empenhado em destruir a firma e precisa da ajuda de Mitch. Encurralado entre a espada e a parede, a única opção que lhe resta é lutar para salvar a própria vida.

A minha opinião

John Grisham é um dos meus autores favoritos. Foi com ele (mais exactamente com Os Litigantes) que tive uma das situações mais engraçadas... deixei passar a minha estação de metro e só sai na última paragem da linha.

Por norma são livros passados com advogados (é curiosa essa tendência deste autor) e mostra um outro lado da advocacia. Bom, talvez nem todos estejam envolvidos com a Máfia, como é o caso deste...

Grisham sabe como desenvolver as personagens, como as caracterizar e como nos prender. Sabe exactamente o que deve contar, o que deve deixar subentendido e, acima de tudo, como interligar o que se vai passando. Não nos conta tudo, deixa-nos quase em stress. E, mais uma vez, neste livro, junta também um sentido de humor peculiar bem como algum sarcasmo.

A formula é repetida em todos os seus livros. Voltas e reviravoltas. Os bons vencem os maus. Mas resulta sempre. Sabemos como vai acabar (a vitória dos bons) mas queremos saber como. Porque quase sempre estão ali, quase quase a ser apanhados e nós estamos a torcer por eles.

Não vi o filme. Aliás, confesso que só agora descobri que havia um filme. Parece-me que sim, que é um livro perfeito para um filme, afinal tem todos os ingredientes.

Mais uma vez, não fiquei desiludida com este livro. Talvez não seja o melhor livro deste autor mas lê-se muito bem e não o queremos largar enquanto não sabemos como termina. E isso é quase tudo o que quero dum livro.

 

 

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22 11 63

por Magda L Pais, em 03.08.17

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22/11/63 de Stephen King

Editado pela Bertrand Editora em Novembro de 2014

ISBN: 9789722529068

Sinopse

Dallas, 22/11/63: três tiros são disparados. O presidente John F. Kennedy está morto.

Quando o seu amigo lhe propõe que atravesse um túnel do tempo para regressar ao passado com uma missão especial, Jake fica completamente arrebatado. A ideia é impedir que Oswald mate o presidente Kennedy. Jake regressa a uma América apaixonante e começa uma nova vida no tempo de Elvis, dos grandes automóveis americanos e de gente a fumar. O curso da História está prestes a mudar…

A minha opinião

Aqui há dois anos, mais ou menos, vi este livro à venda e gostei da sinopse. Confesso que, na altura, o namorei várias vezes mas como tinha vários em espera e o preço não era exactamente atractivo, acabei por não o comprar. Mais tarde (o ano passado) a Fox deu a série que se baseia neste livro - 22/11/63 - e foi depois de ver a série que decidi que tinha mesmo mesmo de ler o livro.

Estas férias foi a oportunidade perfeita para o ler.

22/11/63 é, para mim, o melhor dos livros de Stephen King. A história está bem estruturada, houve bastante pesquisa de modo a que fosse o mais credível possível, e deixa-nos com a pergunta: o que farias se pudesses ir a um determinado momento do passado? (coisa, aliás, que já As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, me tinha deixado a pensar).

Como seria o mundo se Kennedy não tivesse sido morto por Lee Oswald? Quem era Lee Oswald? Stephen King mostra, em 22.11.63, que é, acima de tudo, um contador de histórias, alguém sem medo de ferir susceptibilidades e que sabe como nos prender. Mesmo que a história principal (impedir o assassinato de Kennedy) só aconteça na parte final do livro (mais ou menos a um quarto do fim), até lá chegarmos vamos acompanhando a vida de Jake - vindo do século XXI - na década de 60 do século XX. Vamos conhecendo quem era Lee Oswald (King teve o cuidado de investigar a fundo a vida de Lee Oswald para se tentar aproximar o mais possível da realidade).

Um livro genial, longo - cerca de 900 páginas - mas interessante, até para percebermos como era o mundo na década de 60 do século passado. Há meros 60 anos, sem internet, sem telemóveis, sem redes sociais mas em que tudo acontecia à mesma, tal e qual como hoje.

Creiam-me... este é o livro que querem ler. Mesmo que pensem que é uma seca, que é enorme, que não gostam de excessos em ficção (sim, viajar no tempo é ficção em excesso) ou que não gostam do autor. Este é o livro que vos vai provar que estão enganados.

(leia aqui as primeiras páginas)

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