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Letras Escarlates

por Magda L Pais, em 05.02.16

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Letras Escarlates de Anne Bishop

Série Os Outros, Vol 1

Editado em 2015 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896377397
 
Sinopse
Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. Meg é uma profetisa de sangue. Sempre que a sua pele é cortada, ela tem uma visão do futuro - um dom que mais lhe parece uma maldição. O Controlador de Meg mantém-na aprisionada de forma a ter acesso total às suas visões. Quando finalmente ela consegue escapar, o único sítio seguro para se esconder é no Pátio de Lakeside - uma zona controlada pelos Outros. O metamorfo Simon Wolfgard sente alguma relutância em contratar a estranha que lhe pede trabalho. Sente que ela esconde algo e, para além disso, ela não lhe cheira a uma presa humana. Algo no seu íntimo leva-o a contratá-la, mas ao descobrir quem a jovem realmente é e que o governo a procura, ele terá de tomar uma decisão. Será que proteger Meg é mais importante do que evitar o confronto que se avizinha entre humanos e Outros?
 
A minha opinião
Estava com saudades de ler Anne Bishop. Depois de ter lido a Trilogia Jóias Negras e os seus volumes independentes, o Mundo Efémera e a trilogia Pilares do Mundo, estavam esgotados os livros desta escritora que, a par com Juliet Marillier, é a minha autora de fantástico preferida.
A espera valeu a pena!
O mundo é habitado e dominado pelos terra indigene (também conhecidos pelos Outros), seres sobrenaturais que permitem que os humanos vivam – não exactamente no meio deles mas por perto – quer porque a carne dos humanos é bastante saborosa quer porque algumas das invenções humanas lhes são bastante úteis. Entre os Outros há várias espécies. Os Lobos, os Ursos, os Corvos, os Pardos, as profetisas de sangue, e os mais temidos de todos – os Sanguinati e as Elementais. Todos eles, devido à convivência de séculos com os humanos são metamorfos. Ou seja, conseguem alternar a sua aparência entre humano e a sua espécie, sem dificuldade, mantendo, enquanto humanos, as mesmas características que enquanto terra indigene.
Todos os mundos criados por Anne Bishop tem uma breve história inicial, um mapa que nos mostra a geografia do mundo e expressões próprias. Em suma, enquadra-nos na trama do livro, tornando-o mais credível. E é nessa breve história que encontramos a melhor descrição do que é a convivência entre os terra indigene e os humanos:

ainda se verifica uma tolerância atenta de um lado (Outros) e um profundo receio pelos que vivem na noite no outro (Humanos), mas, se tiverem cuidado, os seres humanos sobrevivem.

Quase sempre sobrevivem.

Meg é uma profetisa de sangue que conseguiu fugir ao Controlador e que se refugia no Pátio que é controlado por Simon, um Lobo. Simon estranha o facto de Meg ser humana mas não cheirar a presa como os outros. Mas, apesar dessa estranheza, contrata Meg para Intermediária do Pátio, cabendo-lhe distribuir toda a correspondência e encomendas que chegam dos Humanos para os Outros. Por ter vivido toda a sua vida como reclusa, Meg desconhece os perigos que os Outros representam, pelo que só pode confiar no seu instinto. E é confiando no seu instinto que se torna amiga de todos os Outros, incluindo a temível Inverno (a pior das Elementais) e do Avô Erubus (o mais temível dos Sanguinati). É também pelo seu instinto que consegue que Sam, o lobacho sobrinho de Simon, saia da gaiola onde ele próprio se confinou após a morte da mãe pelos humanos.

Mas o Controlador não desiste de a procurar, afinal Meg era a sua mais rentável profetisa de sangue e está disposto a ir até às últimas consequências. Mesmo que isso signifique uma nova guerra entre os Outros e os Humanos, com a consequência quase garantida dos humanos serem exterminados.

Monty, um polícia transferido para a cidade perto do Pátio de Simon, quer fazer a diferença e servir de ponte entre os Outros e os Humanos, tentando, ao máximo, que os conflitos sejam resolvidos sem que a raça humana seja extinta – porque ele sabe bem o que acontece quando os acordos com os terra indigene não são cumpridos pelos Humanos.

Pelo meio, estranhos acontecimentos noutra cidade levam a que haja a suspeita que, tanto humanos como terra indigene estão a ser envenenados sem que se saiba exactamente como, por quem e porquê.

Uma trama bem à altura de Anne Bishop a quem, mais uma vez, faço a devida vénia, quer pela história, pelas reviravoltas e pela caracterização das personagens. Quase que diríamos que, se olharmos em volta, vamos encontrar os Outros por ai. E eles podem só querer conversar ou apenas… provar carne especial!

Aguardemos, calma e serenamente (ok, talvez não tão calmamente nem tão serenamente) a continuação. Já saiu? Ainda não? Então é quando???

 

(lido em Julho de 2015)

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Dia Mundial do Escritor

por Magda L Pais, em 13.10.15

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Comemora-se hoje o dia Mundial do Escritor. Faço, por isso, e aqui, a minha homenagem a todos os que escrevem para que eu os possa ler. A todos os que me permitem sonhar acordada, viajar sem sair do sofá e viver histórias que não são minhas.

Mas, acima de tudo, faço a homenagem aos meus escritores favoritos - de hoje e de sempre. 

Ken Follett

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Porque este escritor não se limita a imaginar e escrever. Todos os seus livros tem um trabalho fantástico de investigação por detrás. É o próprio que explica como, em cada livro, traça a linha divisória entre a história e a ficção:

A regra que aplico é a seguinte: Ou a cena aconteceu, ou poderia ter acontecido; ou as afirmações foram feitas, ou poderiam ter sido feitas. E se encontrar alguma razão que impeça que a cena tivesse ocorrido na vida real, ou que uma dada afirmação tivesse sido feita - se, por exemplo, uma personagem se encontrava no estrangeiro nesse momento - elimino-a.

E é esta regra simples, conjugada com a qualidade da escrita que já me habituei com Ken Follett que o tornam num dos meus escritores favoritos.

Marion Zimmer Bradley

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Pelas Brumas de Avalon mas também por todos os outros livros que tive oportunidade de ler desta escritora. Esquecemos-nos que estamos a ler ficção e entramos de alma e coração na ficção que ela cria magistralmente.

John Grisham

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Descoberto por recomendação dum vendedor na Feira do Livro de Sesimbra. Por norma não ligo nenhuma às pseudorecomendações que aparecem de outros autores ou na contra capa, feitas por outros autores ou jornais. Mas num dos livros que li deste escritor dizia assim "tenha cuidado se for a ler Os Litigantes no autocarro, pois poderá perder a sua paragem" - Independent. Bem, na verdade, não perdi a paragem do autocarro. Mas perdi a do metro...

João Pinto Coelho

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Finalista do prémio Leya com o seu romance de estreia Perguntem a Sarah Gross, conseguiu, com apenas este livro, entrar para o meu rol de autores favoritos. Venham de lá mais livros, arranjarei, com certeza, espaço nas mui ocupadas estantes lá de casa para o ter. É um autor que me apetece!

Anne Bishop

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Gostar de fantasia e não conhecer Anne Bishop é um crime quase com direito a prisão perpétua. Algumas das suas personagens são tão reais que quase que esperamos encontrá-las aqui ou ali. E sim, as suas obras são sempre acompanhadas do mapa do mundo que nasce na sua imaginação para nosso gáudio. Excepto numa trilogia em que o mundo mudava de sítio consoante a pessoa queria. Fantástico!

Juliet Marillier

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Mais uma descoberta por acidente. Há uns anos atrás comprei um livro desta autora (não me recordo o nome) e, dai para a frente, leio tudo o que publica. Os seus romances do fantástico tem, na maior parte dos casos, personagens reais, sendo conjugada a realidade e a ficção de uma forma de tal modo excepcional que ficamos na dúvida se foi mesmo assim que se passou. Sevenwaters é, talvez, a melhor série mas não a única que vale a pena ler.

E vocês, que autores/escritores são os vossos favoritos? quem vos faz sonhar mais? 

 

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