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Private: Agência Internacional de Investigação de James Patterson

Editado em 2013 pela TopSeller

ISBN: 9789898626097

Lido em 2015

Sinopse
Jack Morgan, antigo fuzileiro naval e agente da CIA, herdou do seu pai a Private, uma reputada agência internacional de investigação e segurança e, com ela uma carga de trabalhos que pode levá-lo ao ponto de ruptura. Os segredos dos homens e mulheres mais poderosos chegam diariamente a Jack e aos seus agentes, que usam técnicas forenses de ponta para resolver os seus casos.
Como se não lhe bastasse ter de apurar a verdade sobre um escândalo de jogo ilegal na liga de futebol americano e tentar resolver um inquérito criminal sobre as mortes selváticas de 18 raparigas, Jack ainda vai ter de desvendar o tenebroso assassínio da mulher do seu melhor amigo — e sua antiga amante.
Com uma narrativa que se desenvolve a um ritmo alucinante, Private: Agência Internacional de Investigação é o mais excitante e vibrante thriller de James Patterson.
 
A minha opinião
Este livro foi o meu primeiro contacto com um autor que - dizem - é excelente. Não posso dizer que tenha ficado especialmente encantada com a leitura, sinceramente pareceu-me demasiado leve para um "excitante e vibrante thriller". Mas é a minha opinião. Pode ser que, com os outros todos que tenho para ler deste autor, ela acabe por mudar.
Jack Morgan salvou-se, por pouco, da morte em combate. O pai, um criminoso que se encontra preso, semanas antes de morrer, doa-lhe a agência de investigação que vale milhares de dólares e onde a tecnologia ao dispor dos investigadores é a mais moderna.
Ao mesmo tempo, chegam à Private três casos que vão por toda a agência em sentido para os resolver. Primeiro a morte de Shelby. Shelby foi sua amante até que conheceu Andy, o melhor amigo de Jack. E é Andy que a descobre, assassinada, na cama, baleada na testa - uma execução bem ao estilo da máfia. Naturalmente o marido é o principal suspeito da polícia mas Jack move o céu e a terra para provar a sua inocência. Mas primeiro tem de descobrir quem era, afinal Shelby e quem a quereria matar.
Ao mesmo tempo Fred, o tio de Jack, começa a desconfiar que algo não está a correr bem no campeonato de futebol americano. Alguns resultados parecem estranhos e só a Private poderá descobrir o que se passa.
Quando morre mais uma adolescente em circunstâncias pouco claras, a polícia local resolve contactar a Private e os seus investigadores para colaborarem. Afinal morreram 18 adolescentes em menos e dois anos sem que apareçam pistas algumas que possam ajudar a solucionar este caso. Acresce ainda que cada uma das adolescentes morreu de forma diferente e, por isso, não há certezas que seja apenas um assassino. E será que são apenas estas as mortes ou haverá mais?
Enquanto a agência resolve estes casos, os agentes - Jack Morgan incluído - tem os seus próprios assuntos pessoais para resolver. Estarão relacionados?
Como já disse, não é um livro excepcional. É um livro que se lê bem, bem construído, com os detalhes necessários para se tornar interessante. Vamos ver como vão ser os restantes deste autor.

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As Lamas do Mississípi

por Magda L Pais, em 22.10.17

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As Lamas do Mississípi de Hillary Jordan

ISBN: 9789897730771

Editado em 2017 pela Saída de Emergência

Sinopse

Entre a subtileza e a brutalidade, o preconceito pode assumir muitas formas.

Estamos em 1946 e a citadina Laura McAllan tenta criar os filhos na quinta do seu marido no Mississípi - para ela, um lugar parado no tempo e assustador. Entretanto, no meio das lutas familiares, dois jovens regressam da guerra. Jamie McAllan, cunhado de Laura, é tudo o que o seu marido não é - charmoso, bonito e assombrado pelas memórias dos combates. Ronsel Jackson, filho mais velho dos caseiros negros que vivem na quinta dos McAllan, regressou a casa como herói de guerra. No entanto, independentemente da sua bravura, ele terá de enfrentar batalhas ainda maiores perante o racismo e a intolerância dos seus compatriotas.

É a improvável amizade destes irmãos de armas que guia os acontecimentos, à medida que somos imersos nas lealdades familiares e testemunhamos as paixões e ódios que irrompem no seio de uma comunidade onde a tragédia não se fará esperar…

A minha opinião

Creio que não será exactamente vulgar que um romance de estreia de um escritor seja tão bem sucedido quanto este. As Lamas do Mississípi é um romance forte, pesado, que nos leva às terras do Mississípi pela década de 50 do século XX, logo após a segunda grande guerra e em pleno clima de intolerância para com os negros, considerados seres de segunda ou terceira categoria, aptos apenas para a apanha do algodão:

... Mesmo que eu tivesse dinheiro para comprar uma (máquina de apanhar algodão), não a queria.  Deem-me um apanhador de cor em qualquer altura. Não há nada nem ninguém que consiga fazer um melhor trabalho de apanha. O preto do sul tem a apanha do algodão no sangue. Basta ver as crianças de cor nos campos para vermos isso. Mesmo antes de nos chegarem aos joelhos, os dedos delas sabem o que fazer. É claro que a apanha é como qualquer outra tarefa que lhes dêmos, temos de estar sempre de olho neles, para nos certificarmos que não estão a enganar-nos...

É neste clima que conhecemos Henry, Jamie, Laura, Harper, Rossie e Florence, as personagens que nos contam a sua versão da mesma história que começa (ou talvez acabe) com o funeral do pai de Henry e Jamie, um velho embirrento, racista e antipático.

Hillary Jordan transporta-nos, como por magia, para um mundo que achamos distante, para vivenciar situações que nos irritam e outras que nos deixam com esperança. Vivemos, por algumas páginas, num mundo que, além de racista, rebaixava as mulheres, considerando-as posse dos seus maridos, incapazes... quase ao nível dos negros. Agora imaginem o que seria ser mulher e negra?

As Lamas do Mississípi é um livro sobre relações. Entre brancos e negros, entre homens e mulheres. Entre pessoas da mesma família. É a história dum casamento, da dinâmica familiar e das relações entre fazendeiros e rendeiros. De injustiças, racismo e do papel das mulheres numa sociedade em que os homens brancos achavam-se superiores a quem não o fosse. Ao dar-nos a conhecer o que cada um dos seis narradores pensa sobre os acontecimentos, tornamos-nos parte do livro, envolvemos-nos com as personagens que amamos e odiamos.

As Lamas do Mississípi é um livro que custa a acabar, que sentimos que vai fazer parte de nós. E é, acima de tudo, um livro a ler, principalmente por quem procura um livro inteligente, humano e maravilhoso. E é também a esperança que a autora continue a escrever desta forma brilhante, que eu cá estarei para a ler.

Classificação:

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

 

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Perguntem a Sarah Gross

por Magda L Pais, em 21.10.17

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Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho
Editado em 2015 pela Dom Quixote
ISBN: 9789722057103
Lido em 2015
 
Sinopse
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador. 
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.
 
A minha opinião
Este foi um dos livros que me desgraçou na Feira do Livro de Lisboa de 2015. E tudo por culpa da opinião da Márcia. E não, as minhas expectativas, que estavam elevadas, não foram defraudadas. Se vos dizer que em 4 dias, apenas 4 dias, devorei e degustei este livro, talvez não acreditem mas a verdade é que foi isso mesmo que aconteceu. Este livro lê-se assim, de uma penada e com cuidado - muito cuidado - para não perdermos a paragem de autocarro ou do metro. E sendo este romance a estreia de João Pinto Coelho como escritor, augura, seguramente, um futuro brilhante, com muitos livros para eu ler.
O livro intercala a história de Kimberly, uma jovem atormentada pela sua adolescência e que, em 1968, vai dar aulas para St. Oswald, um colégio interno, elitista que é dirigido por Sarah Gross. Ao mesmo ritmo, acompanhamos a vida da família Gross desde 1923 em Oshpitzin, Polónia, localidade onde, anos mais tarde, seria instalado o campo de concentração de Auschwitz. Do tempo de felicidade em 1923 e em 1968 passamos aos horrores que se viveram no pior campo de concentração e a uma tragédia em St. Oswald’s, levando-nos, o autor, ao ponto de não conseguirmos parar a leitura para podermos saber o que o destino reservou a cada uma das personagens. De uma forma magistral, sentimos, quase que na pele, as alegrias, os medos, as tristezas, dos homens e mulheres que viveram em cada uma das épocas retratadas.
Por fim, quando lemos o epilogo e percebemos que estamos a saborear as últimas linhas deste romance sublime, fica aquela sensação de que já tinha saudades - a dum livro que vai precisar que eu faça o seu luto, que o absorva nos próximos dias sem o macular com outra leitura.
 
Classificação:
 
(Parabéns ao autor pelo Prémio Leya. E que o livro venha depressa que eu quero muito ler)

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Origem

por Magda L Pais, em 20.10.17

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Origem de Dan Brown

ISBN: 9789722534208

Editado em 2017 pela Bertrand Editora

Sinopse

Bilbau, Espanha.

Robert Langdon, professor de simbologia e iconologia religiosa da universidade de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbau para assistir a um grandioso anúncio: a revelação da descoberta que «mudará para sempre o rosto da ciência.» O anfitrião dessa noite é Edmond Kirsch, bilionário e futurista de quarenta e dois anos cujas espantosas invenções de alta tecnologia e audazes previsões fizeram dele uma figura de renome a nível global.

Kirsch, um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, duas décadas atrás, está prestes a revelar um incrível avanço científico… que irá responder a duas das perguntas mais fundamentais da existência humana. No início da noite, Langdon e várias centenas de outros convidados ficam fascinados com a apresentação tão original de Kirsch, e Langdon percebe que o anúncio do amigo será muito mais controverso do que ele imaginava. Mas aquela noite tão meticulosamente orquestrada não tardará a transformar-se num caos e a preciosa descoberta do futurista pode muito bem estar em vias de se perder para sempre.

Em pleno turbilhão de emoções e em perigo iminente, Langdon tenta desesperadamente fugir de Bilbau. Tem ao seu lado Ambra Vidal, a elegante diretora do Guggenheim que trabalhou com Kirsch na organização daquele provocador evento. Juntos, fogem para Barcelona, com a perigosa missão de localizarem a palavra-passe que os ajudará a desvendar o segredo de Kirsch.

Percorrendo os escuros corredores de história oculta e religião extremista, Langdon e Vidal têm de fugir de um inimigo atormentado que parece tudo saber e que parece até de alguma forma relacionado com o Palácio Real de Espanha… e que fará qualquer coisa para silenciar para sempre Edmond Kirsch.

Numa viagem marcada pela arte moderna e por símbolos enigmáticos, Langdon e Vidal vão descobrindo as pistas que acabarão por conduzi-los à chocante descoberta de Kirsch… e a uma verdade que até então nos tem escapado e que nos deixará sem fôlego.

A minha opinião

No passado domingo tive a grata oportunidade de ir ver e ouvir Dan Brown no CCB em Lisboa e foi precisamente no domingo que comecei a leitura deste livro. Apesar de o ter comprado ainda em pré-venda, quis deixar para o começar depois de ouvir o autor, calculando (e não me enganei) que, após o ouvir, ainda me iria saber melhor ler o livro.

Soube melhor mas, na realidade, também soube a pouco.

De onde vimos, para onde vamos. As duas questões que tanto dividem as religiões e que levaram a guerras entre quem conta a história de maneira diferente. Mais uma vez Dan Brown volta a questionar dogmas e verdades feitas, insistindo, desta vez, na criação do ser humano - evolução ou descendentes de Adão e Eva? E, se na origem da nossa espécie, há dúvidas e perguntas, que dizer do que nos reserva o futuro e das opiniões divergentes que a religião e a ciência apresenta?

Dan Brown não sai, neste livro, da sua zona de conforto. A formula do Código da Vinci funcionou e continua a funcionar (desconfio que Dan agora já pode pagar um jantar à mulher - quem esteve no CCB perceberá). O problema é que a zona de conforto de Dan Brown implica um confronto com as crenças mais básicas do catolicismo, obrigando-nos - a todos - a reflectir sobre essas mesmas crenças e sobre os mitos, mais ou menos credíveis, que as religiões, todas elas, nos tentar incutir.

Se, com o Código da Vinci, um padre conseguiu reunir quase 800 pessoas para discutir a obra (foi o próprio autor que nos contou isto no CCB), creio que Origem irá voltar a ter esse mesmo efeito. Porque, apesar do nosso futuro enquanto espécie parecer negro, Origem levanta-nos o animo e mostra que esse mesmo futuro - mais tecnológico, mais cientifico - pode também ser mais brilhante. Implicará isso o fim das religiões, das crenças, de acharmos que há uma entidade maior que nós próprios? isso, só o futuro o dirá, aquele que estamos hoje a desenhar e do qual Dan Brown nos mostra qui algumas luzes.

(leia aqui as primeiras páginas)

Classificação:

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A Outra Metade de Mim (Mischling)

por Magda L Pais, em 16.10.17

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A Outra Metade de Mim (Mischling) de Affinity Konar

ISBN: 9789722532730

Editado em 2016 pela Bertrand Editora

 

Sinopse

Pearl tem a seu cargo o triste, o bom, o passado. Stasha fica com o divertido, o future, o mau. Corre o ano de 1944 quando as gémeas chegam a Auschwitz com a mãe e o avô. No seu novo mundo, Pearl e Stasha Zamorski refugiam-se nas suas naturezas idênticas, encontrando conforto na linguagem privada e nas brincadeiras partilhadas da infância. As meninas fazem parte da população de gémeos para experiências conhecida como o Zoo de Mengele e, como tal, conhecem privilégios e horrores desconhecidos dos outros. Começam a mudar, a ver-se extirpadas das personalidades que em tempos partilharam, as suas identidades são alteradas pelo peso da culpa e da dor. Nesse inverno, num concerto orquestrado por Mengele, Pearl desaparece.

Stasha sofre a perda da irmã, mas agarra-se à possibilidade de que ela continue viva. Quando o campo é libertado pelo Exército Vermelho, ela e o companheiro Feliks - um rapaz que jurou vingança depois da morte do seu gémeo - atravessam a Polónia, um país agora destruído. Não os detêm a fome, os ferimentos e o caos que os rodeia, motivados como estão em igual medida pelo perigo e pela esperança. Encontram no seu caminho aldeões hostis, membros da resistência judaica e outros refugiados como eles, e continuam a sua viagem incentivados pela ideia de que Mengele pode ser apanhado e trazido à justiça. À medida que os jovens sobreviventes descobrem o que aconteceu ao mundo, tentam imaginar um futuro nele. Uma história extraordinária, contada numa voz que tem tanto de belo como de original, Mischling é um livro que desafia todas as expectativas, atravessando um dos momentos mais negros da história da humanidade para nos mostrar o caminho para a beleza, a ética e a esperança.

A minha opinião

Livros sobre a segunda guerra mundial exercem, sobre mim, sentimentos ambíguos. Se, por um lado, me levam a reflectir sobre a maldade, sobre a capacidade do homem se ultrapassar a si próprio pela negativa, no mal que faz aos seus semelhantes, por outro fico sempre maravilhada com a capacidade de se ultrapassar o pior que se pode imaginar. A Outra Metade de Mim é. acima de tudo, um livro sobre isso mesmo, a capacidade do ser humano de ultrapassar o pior, de encontrar a beleza e a esperança onde menos se pode esperar.

Mengele é, sem dúvida, o expoente máximo do horror que se passou na segunda guerra mundial. O seu Zoo de crianças, onde fazia experiências com gémeos (chegando ao extremo de cozer - a sangue frio - um gémeo ao outro) ou grávidas (chamando cesariana a acto de esventrar da mulher e à tortura do feto, enfiando-o, por exemplo, num balde de água a ferver enquanto a mãe assistia). Pelo meio as crianças eram torturadas física e psicologicamente, sujeitando-se, muitas vezes de forma voluntária, a tudo o que Mengele e os seus capangas quisessem, porque lhes era prometido que a família estaria a salvo (o que, obviamente, nunca acontecia).

Este é, sem dúvida e até agora, o meu livro preferido da segunda edição do livro secreto. Pelo tema mas também pela escrita. A Outra Metade de Mim é escrita a duas vozes, por Pearl e por Stasha, duas gémeas cativas e que acabam por ser separadas por Mengele. Apesar do tema ser pesado, acabamos por encontrar a ternura e o amor que une as duas irmãs e que, ao mesmo tempo, as une aos seus companheiros de infortúnio, principalmente a Peter e ao Paciente Azul.

Não é um livro que recomende de animo leve. Quem sofre com estes temas, quem sofre com as descrições feitas das atrocidades cometidas, deve ler este livro com contenção. Não pelo que é descrito - a autora teve alguns cuidados com as descrições - mas com o que fica subentendido. E, às vezes, isso é o pior...

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