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A Incrível Viagem de Arthur Pepper

por Magda L Pais, em 01.07.16

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A Incrível Viagem de Arthur Pepper de Phaedra Patrick

ISBN: 9789898839817

Editado em 2016 pela TopSeller

 

Sinopse

Repleta de personagens inesquecíveis e episódios memoráveis, A Incrível Viagem de Arthur Pepper é uma história imperdível sobre o despertar para as possibilidades infinitas da vida.

Arthur Pepper, de 69 anos, leva uma vida simples e rotineira, como quando a sua mulher, Miriam, era viva. Levanta-se às 7h30, rega a sua planta Frederica e vai tratar do jardim. O dia-a-dia de Arthur corre como deve ser. Sem surpresas. Sem sobressaltos.

Até que no primeiro aniversário da morte da mulher, tudo muda. Ele encontra no meio dos pertences de Miriam uma pulseira que não se recorda de ter visto antes. Uma pulseira com oito berloques diferentes, cada um mais misterioso do que o outro. Num deles encontra até um número de telefone.

Intrigado, Arthur resolve telefonar e descobrir a quem pertence aquele número. As revelações que se seguem vão lançá-lo numa jornada surpreendente. De Londres a Paris, cidades que nunca imaginou visitar, Arthur irá fazer novas e fascinantes descobertas não só sobre a sua mulher, mas também sobre si próprio.

Encantador e comovente, mordaz e cheio de humor, este romance é ideal para leitoras de ficção romântica.

 

A minha opinião

Tenho sérias dúvidas em que categoria deveria colocar este livro. Talvez seja uma espécie de romance de auto ajuda com pitadas de manual de comportamento para pais, filhos, casais e amigos.

É que sabem, este livro tem tudo isso e talvez por isso tenha gostado tanto dele. Não é, de todo, um livro complicado. É antes um livro simples (e, quantas vezes, é na simplicidade que se encontram as melhores coisas?), mas que, na sua simplicidade, convida ao debate, pelas diversas formas de interpretar comportamentos: por exemplo, há quem odeia determinada personagem (a Maria), e outros (eu) acham que ela – a personagem – era assim porque tinha razões válidas para o ser. E, na sua simpliciade, também nos obriga a questionar a nossa própria vida – estamos a viver ou a sobreviver?

Um ano após a morte de Miriam, Arthur sobrevive. Todos os dias faz as mesmas coisas às mesmas horas. Rega a planta que a mulher adorava e a quem baptizou de Frederica. Come uma torrada. Veste a mesma roupa do dia anterior. Sobrevive. É nesta rotina que encontra as forças que precisa para encarar a morte da mulher que amou por 40 anos. Incentivado pela filha, resolve começar a limpar os armários e encontra uma pulseira com berloques que nunca tinha visto (ou será que olhou para ela antes e não a viu?). Um deles, um elefante, tem um número de telefone para onde Arthur decide ligar. E descobre que afinal a mulher com quem esteve casado tinha um passado desconhecido e que, além dele, outras pessoas se recordam de Miriam 

- Sabes, Lucy, com estas viagens e à medida que vou conhecendo gente que conheceu a tua mãe, percebo que o que as pessoas recordam é aquilo que tu fazes e aquilo que que tu dizes. Ela pode já não estar cá, mas continua viva nos corações e na memória destas pessoas…

(o que, aliás, é o que eu digo sempre. Só morremos quando somos esquecidos)

Quando acabei o livro, confesso que fiquei a pensar que seria interessante conhecer o ponto de vista de Miriam. Fica a sugestão para a autora...

****************

Se tiverem curiosidade em ler as primeiras páginas, façam-no aqui

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4 comentários

De Maria das Palavras a 01.07.2016 às 15:27

Olha que belíssima sugestão! Ainda bem que também gostaste, tive exatamente a mesma opinão: um livro tão simples que nos envolve. Só não concordo contigo quanto àquela personagem que sabemos :D

De Magda L Pais a 01.07.2016 às 15:34

é mesmo. E até fui consultar o site da autora a ver se havia um segundo livro mas ainda não... 


vamos concordar em discordar? pelo menos até que a autora siga a minha sugestão e possamos esclarecer?

De Maria das Palavras a 01.07.2016 às 15:35

Vamos. Aguardemos então. Mas eu odeio a pessoa na mesma ate lá.

De Magda L Pais a 01.07.2016 às 15:39

nã podes odiar que ficas com rugas...

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