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As Serviçais

por Magda L Pais, em 18.07.16

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As Serviçais de Kathryn Stockett

Editado em 2011 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896372545

Sinopse

Um romance que vai fazer de si uma pessoa diferente. Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo. Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego... até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade. Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza. Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo.

 

A minha opinião

Li quase todo o livro na praia enquanto, ao lado, uma família negra brincava na areia e na água. Confesso que, de vez em quando, olhava para eles e pensava que ainda bem que vivem em pleno século XXI e não estão tão limitados como Aibileen e Minny e como outros tantos que viviam em 1962, destinados a trabalhos menores, mal pagos e com "direito" a uma casa de banho própria porque:

- 99% de todas as doenças dos negros são transmitidas pela urina

- os brancos podem ficar permanentemente incapacitados por quase todas essas doenças, porque nos faltam as imunidades que os negros possuem na sua pigmentação mais escura

- alguns germes dos brancos também podem ser prejudiciais aos negros

protegei-vos. protegei os vossos filhos

(e depois lembro-me que, afinal, em algumas zonas do globo, ainda existe escravatura e fico feliz por aquela família poder estar na praia sem preocupações desse género, desejando, ao mesmo tempo, que todas as famílias de todas as cores, pudessem fazer o mesmo)

Ao mesmo tempo que é ternurento, pela amizade que une três mulheres tão diferentes entre si, este é também um livro que nos leva a pensar na forma como muitos negros - seres humanos - foram tratados durante anos e anos. Findou a escravatura oficialmente mas os negros continuaram impedidos de andar nas mesmas escolas que os brancos, de votar, ou até de andar nos mesmos transportes públicos. Os filhos dos brancos eram criados pelas empregadas pretas mas acabavam por, um dia, também eles serem patrões de negros, eternizando as regras que os separavam. Felizmente nem todos eram assim e acabavam por criar verdadeiros laços fraternais com as suas amas, nalguns casos mais do que com as próprias mães. De notar ainda que, muitas vezes, os patrões tentavam quebrar as regras racistas e alguns negros ficavam incomodados com isso, como se eles próprios achassem que assim era melhor.

Apesar de se tratar duma obra de ficção, a verdade é que a história de Aibileen e Minny podia ser uma história real. E é assim que a sentimos ao longo de todo o livro. A simplicidade com que está escrito torna-o ainda mais acessível, mais fácil de ler e dá-nos vontade de o continuar a ler. De saber mais sobre as suas personagens, sobre o seu futuro após o livro. Poucos são os livros que nos deixam com essa vontade e este é, seguramente, um deles.

 

 

****

já participaram no Passatempo Visão de Prata/Anne Bishop?

 

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2 comentários

De Joana B. a 19.07.2016 às 16:17

Já vi o filme 2 vezes e quero lêr o livro. Ainda não o comprei porque tenho vários em casa em lista de espera.

De Magda L Pais a 22.07.2016 às 00:18

vi o filme ontem. Vá lá, não estragaram muito o livro

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