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Comer, Orar, Amar

por Magda L Pais, em 09.11.15

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Comer, Orar, Amar de Elizabeth Gilbert

Editado pela Bertrand Editora
ISBN: 9789722515030
 
Sinopse
Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus.
Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano.
O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 quilos mais felizes da sua existência. Reservou a Índia para praticar a arte da devoção. Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível - inesperadamente.
 
A minha opinião
Primeiro foi a madrinha do meu gaiato que, quando fomos juntas à Feira do Livro de Lisboa, comprou o livro porque tinha adorado o filme e o queria ler. Logo a seguir disse-me que eu tinha mesmo de o ler porque ela tinha gostado imenso. E lá me emprestou o livro. Depois perguntei à Just, quando acabei o livro anterior: que achas que devo ler agora? e ela simpaticamente foi ver a minha lista de livros para ler e disse-me que tinha mesmo de ler este. E eu peguei nele.
Não direi - digo isto muitas vezes, eu sei - que é um excelente livro ou que é o melhor livro de sempre. Não é. Mas é um livro calmante que ajuda a reflectir sobre a nossa própria vida. É um livro que nos deixa vontade de comer massa e gelados e de ir passear. De tirar um ano sabático e passear pelo mundo para nos encontrarmos a nós próprios.
Alturas houve, pelo meio do livro, que achei que a autora tinha fumado umas coisas estranhas... algumas conversas que ela descreve como tendo tido com ela própria são um pouco surrealistas mas acabam por nos obrigar a pensar. E eu gosto de livros que me obrigam a pensar.
Elizabeth descobre, aos 30 anos, que não quer continuar casada. O que a aproxima do marido é o mesmo que os separa. Começa, por isso, um longo processo de divórcio que termina 4 anos mais tarde. Nesse meio tempo tem uma relação com David que acaba por a anular também. Decide, então, partir para uma viagem de 12 meses que a levará à Itália - para comer e aprender italiano - à Índia - para orar e se descobrir a si própria - e a Bali - onde acaba por encontrar o amor.
De leitura bastante acessível, até pela forma irónica com que Elisabeth fala de alguns (quase todos) temas, é de leitura quase obrigatória para quem precisa de se descobrir.
Confesso, mais uma vez, que fiquei com receio de ver o filme - baseado neste livro. Desconfio que, tal como na maioria dos casos, acabarei desiludida com o filme...

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16 comentários

De Nathy ღ a 09.11.2015 às 21:52

Tentei ver o filme a alguns anos, em parte porque adoro a Julia Roberts. A realidade é que detestei o filme. Parei a meio...  não voltei a ter curiosidade em relação ao filme, nem tenciono ler o livro.  Não gostei da história...

De Magda L Pais a 12.11.2015 às 15:48

o filme não me despertou interesse mas o livro lê-se bem. é uma história diferente, quase biográfica

De Just_Smile a 10.11.2015 às 13:19

Dá mesmo vontade de tirar um ano só para nós e aprendermos a conhecer-nos :)

De Magda L Pais a 12.11.2015 às 15:48

é mesmo. Pensei nisso várias vezes

De Pandora a 10.11.2015 às 15:01

Li o livro e gostei muito. Depois vi o filme. Entre ter lido e ter visto o filme passou algum tempo. Talvez o necessário para que a memória não tivesse demasiado fresca a leitura. Achei uma boa adaptação. Não foi das que me desiludiu. 

De Magda L Pais a 12.11.2015 às 15:49

A ver vamos. Tenho por ali o filme mas ainda não peguei nele

De Miss F a 10.11.2015 às 19:33

Tinha a impressão que este livro era daqueles romances patetas e ridículos (como as cartas de amor) e nunca tive interesse, punha-o na categoria do Nicholas Sparks. Depois apanhei um bocadinho do filme (só a parte de Bali) e vi que afinal não era bem o que eu pensava e que era capaz de ser giro. Mas depois esqueci-me do livro.


Até que a dona Magda vem aqui e deixa-me outra vez curiosa com esta livro, e assim lá vai mais um livro para a minha lista ahahah

De Magda L Pais a 12.11.2015 às 15:50

eu, se fosse a ti, zangava-me com essa tal de Magda que te anda a desencaminhar...

De Miss F a 12.11.2015 às 17:13

Sacana da moça que só me desvia dos bons valores.

De Magda L Pais a 12.11.2015 às 18:54

é terrível, essa gaija

De azulmar a 12.11.2015 às 17:45

Eu gostei deste livro. É como dizes, quanto mais não seja, fez-me pensar em algumas coisas. Desta autora tens um livro que considero melhor que este que é o "A marca de todas as coisas". É um género diferente, mas muito bom mesmo, na minha opinião 

De Magda L Pais a 12.11.2015 às 18:55

este foi o primeiro que li dela. tenho de procurar esse

De The Daily Miacis a 16.11.2015 às 22:00

Confesso que vi um filme num dia que não tinha mais nada que ver. E gostei, não morro de amores, vê-se bem e é como dizes: dá vontade de comer comida italiana, ir à Indonésia e estar parada só porque podemos... Mas penso que não é nada demais. Por isso nem me chamou a atenção o livro.

De Magda L Pais a 18.11.2015 às 12:57

há livros melhores mas este lê-se bem, O filme ainda não vi

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