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Confissões de um Jovem Escritor

por Magda L Pais, em 15.02.16

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Confissões de um Jovem Escritor de Umberto Eco

Editado em 2012 pelos Livros Horizonte
ISBN: 9789722417655
 
Sinopse
O brilhante escritor italiano leva-nos numa viagem aos bastidores do seu método criativo e recorda como arquitectou os seus mundos imaginários: partindo de imagens específicas, fez sucessivas escolhas ao nível da época, da localização e da caracterização do narrador - o resultado foram histórias inesquecíveis para todos os leitores.
De forma alternadamente divertida e séria, mas brilhante como sempre, Umberto Eco explora a fronteira entre a ficção e a não-ficção, afirmando que a primeira deve assentar num intricado enredo que requer ao escritor a construção, através da observação e da pesquisa, de todo um universo até ao mais ínfimo pormenor. Por fim, revela ao leitor um precioso trunfo que permite vislumbrar o infinito e alcançar o impossível.
Umberto Eco tinha quase 50 anos de idade quando a sua primeira obra de ficção, O Nome da Rosa, o catapultou para a fama mundial e se tornou um clássico moderno. Nestas "confissões", o agora octogenário faz uma retrospectiva da sua carreira, cruzando o seu percurso como teórico da linguagem com a veia romancista que descobriu mais tarde na vida.
Este "jovem escritor" é, afinal, um grande mestre e aqui partilha a sua sabedoria sobre a arte da imaginação e o poder das palavras.
 
A minha opinião
Gostava que este livro estivesse dividido em duas partes. Uma em que o autor e escritor contasse as suas aventuras e partilhasse as suas dicas e outra, mais técnica, sobre a escrita. Se assim fosse, teríamos dois livros, em que eu avaliaria o primeiro com um "muito bom e interessante" e o segundo com "seca fenomenal". Infelizmente não foi assim que aconteceu e por isso terei de o avaliar como um livro "assim assim".
Gostei bastante das histórias que o autor conta sobre como nasceram os seus livros e a atenção que dá ao detalhe. Por exemplo, quando escreveu O Nome da Rosa, teve o cuidado de passear numa abadia horas e horas a fio, com um gravador, para perceber quantas frases poderiam ser ditas num determinado trajecto. A propósito doutro livro, fez um determinado trajecto várias vezes à noite, tomando nota do que estava a ver porque uma das personagens iria fazer esse trajecto e ele queria perceber o que via ou não via. Foi também interessante perceber como as pessoas, às vezes, encontram, nos livros, o que querem encontrar e não o que autor escreve. Por exemplo, um amigo de Umberto Eco ficou bastante aborrecido por ele falar nos tios dele no livro sem que ele tivesse autorizado. Na verdade, Umberto Eco estava a falar sobre os seus próprios tios e não sobre os tios desse amigo.
Também achei interessante a dissertação sobre a frase "Clark Kent é o Super Homem" ser mais verdadeira que a frase "Hitler morreu num Bunker". Direi até que, se de inicio achei que ele não teria razão, depois acabei por concordar. De facto a primeira frase é totalmente verdadeira enquanto a segunda pode ser ou não.
Mas depois começou a falar no Autor Empírico, nas listas, no assíndeto, nas anáforas, e em sei lá que mais, com gráficos e análises e, aqui, confesso, acabei por desistir. Demasiado técnico para mim...
Dispensava, completamente, esta parte e gostava de ter lido mais sobre o processo criativo dum autor como Umberto Eco. Mas não se pode ter tudo, pois não?

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