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O plano infinito

por Magda L Pais, em 22.02.17

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O plano infinito de Isabel Allende

Sinopse

Explorando pela primeira vez uma realidade distante do mundo sul-americano que lhe é tão familiar, Isabel Allende conduz-nos até à Califórnia da segunda metade do século XX, seguindo os passos de duas famílias: a do pregador Reeves que percorre o Oeste num velho camião, anunciando um Plano Infinito que justifica a existência humana; e a dos Morales, imigrantes mexicanos que vivem num bairro hispânico marcado pela violência.

Gregory Reeves, a personagem central do livro, cresce à sombra da pobreza e da negligência. Quando decide que o futuro só pode estar longe do bairro hispânico onde vive, e onde não passa de um gringo, parte em busca de algo melhor. O plano de que o seu pai tanto falava parece ser mais real do que Gregory gostaria de acreditar, e tudo acontece como se o destino estivesse traçado, sem que ele consiga evitar a sucessão de más decisões que afetam a sua vida.

Depois de um casamento falhado, da guerra do Vietname, da dor de perder um amigo e ver morrer tanta gente, Gregory regressa ao seu passado, sem aprender nada com os erros cometidos. Só mais tarde, quando é obrigado a enfrentar a realidade, começa a perceber que o seu destino depende apenas de si mesmo, e que o Plano Infinito pode afinal ainda estar em aberto.

A minha opinião

Comprei este livro em 2009 (sei o ano porque comprei, na altura, a Biblioteca da Sábado onde este livro estava incluído) e nunca, mas nunca, olhei para ele mais do que o necessário para o arrumar, até ao dia em que me coube em sorte no Livro Secreto (curiosamente foi o último que me coube na primeira edição).

Tenho de fazer aqui um mea culpa. Não fosse a Língua Afiada e se calhar não o teria lido agora.

Este livro grita “Isabel Allende” em todas as páginas. Não é um livro de leitura fácil ou acessível, demoramos a entrar no ritmo e na história e que, nas primeiras páginas, não atrai por ai além. Vai, aos poucos, melhorando, acabando por se tornar num livro muito bom e que transmite várias lições.

Neste livro o narrador confunde-se, muitas vezes, com Gregory, a personagem principal. Umas vezes a história é contada na primeira pessoa e outras na terceira, sem que haja nada que anuncie a mudança. Creio que essa circunstância – que a mim me atraiu, pela diferença – a outros afaste por se tornar um pouco confuso.

Gregory mostra-nos, ao longo dos seus 40 anos de existência, como foi a sua procura do amor, da amizade, de si próprio, com erros e superações, um desafio constante para quem, como ele próprio, sofre de ataques de pânico e ansiedade (descritos de forma magistral e que – se mais razões não existissem – tornam o livro ainda melhor).

Se tiverem oportunidade, leiam. Vão hesitar ao início, vão sentir necessidade de o largar mas insistam. Vai valer a pena.

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7 comentários

De Psicogata a 22.02.2017 às 14:52

Quando escolhi o livro para o desafio esqueci-me desse detalhe, que é difícil entrar na história, já o li há muitos anos e passado tanto tempo só me lembrava que tinha adorado e que era bom, mas não é realmente um livro fácil, Isabel Allende tem livros de leitura bem mais fácil.
Espero não ter feito com que nenhuma das participantes ficasse com o pé atrás com a autora, porque na minha opinião tem livros fantásticos.
Fico feliz que tenhas gostado :)

De Magda L Pais a 22.02.2017 às 14:57

Também espero que não, sinceramente. Já li vários da isabel Allende e foi precisamente por isso que insisti na leitura, porque sei que vindo dela seria um bom livro. Confesso que tive ali momentos em que pensei em desistir mas sabia (sabe-se lá porque) que, se o fizesse, ia perder a oportunidade de ler um bom livro. E assim foi

De Psicogata a 22.02.2017 às 15:01

Sabias porque já leste outros.
Podia ter realmente escolhido outro para dar a conhecer a autora...
Haveriam outros mais consensuais.

De Magda L Pais a 22.02.2017 às 15:08

ai sim, sem dúvida. se fosse uma ilustre desconhecida, se calhar tinha mesmo desistido.

De Mula a 22.02.2017 às 15:00

Foi o livro do desafio que mais dificuldade tive em ler, pela densidade, pela quantidade de personagens e tive alguma dificuldade em encarreirar na história, mas assim que encarreirei foi certinho e gostei muito do livro. Nunca tinha lido Allende, mas tenciono voltar a repetir.

De Magda L Pais a 22.02.2017 às 15:07

Isabel Allende é verdadeiramente extraordinária. Todos os livros dela são retratos muito humanos. Paula é, talvez, um dos melhores por ser uma espécie de autobigrafia dedicada à filha

De Jardim de Mil Histórias a 23.02.2017 às 13:04

Olá Márcia,
É uma vergonha, mas nunca li nenhum livro desta autora.
Gostei da tua opinião sincera. Vou querer ler, de certeza.
Beijinhos e boas leituras

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