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Obrigada Pelas Recordações

por Magda L Pais, em 20.04.17

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Obrigada Pelas Recordações de Cecelia Ahern

ISBN: 9789722344562

Editado em 2010 pela Editorial Presença

Sinopse

Quando Joyce Conway acorda no hospital depois de uma queda grave, sabe que a sua vida nunca mais será a mesma. Não só perdeu o filho que carregava no ventre, como se apercebe que o seu casamento chegou a um beco sem saída. Mas estas não são as únicas consequências. Joyce simplesmente já não é a mesma pessoa. De repente disserta sobre arte e arquitectura europeias, tem hábitos alimentares completamente diferentes, fala sobre ruas parisienses onde nunca esteve… e cruza-se amiúde com um homem a quem sente que está estranhamente ligada…

A minha opinião

Comecei este livro com algumas reservas, confesso, atendendo à classificação no Goodreads e às opiniões que ia lendo por ai. Não coloquei a leitura logo de parte porque, salvo raras excepções, gosto de experimentar antes de dizer que não gosto.

Este livro assenta numa premissa completamente inverosímil. Joyce recebe uma transfusão de sangue e, a partir dai, as suas recordações e o seu comportamento mudam por completo. De vegetariana convicta passa a comer carne com satisfação, começa a falar três línguas diferentes e começa a perceber de arte e monumentos. Justin, o professor de arte e curador dum museu, obrigado a dar sangue (confesso que percebo perfeitamente o medo de agulhas que ele tem) sente uma ligação estranha com Joyce, com quem se começa a cruzar constantemente.

Bom, não sendo um livro de fantasia, esta ideia do conhecimento e das memórias se transmitirem por uma doação de sangue e de que haja uma ligação entre ambos é extraordinariamente estapafúrdia. Mas pronto, deixemos isso de parte e foquemos no resto.

Não é, de todo, uma obra de arte da literatura, nem sequer é um livro memorável. É um livro mediano, com uma história razoável e que tem alguns momentos hilariantes que nos são proporcionados pelo pai de Joyce. Lê-se bem, desde que não tenhamos as expectativas demasiado elevadas, pelo que creio que não foi tempo totalmente perdido.

 

(leia aqui as primeiras páginas)

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2 comentários

De edite a 21.04.2017 às 14:38

Vi um documentário, não sei quando nem em que canal, em que se falava de recordações ou sensações ou de sentimentos na pessoa que recebeu um órgão de um doador.
É, eu sei é estranho, mas de acordo com os relatos essas pessoas começaram a sentir-se diferentes depois do transplante.

De Magda L Pais a 26.04.2017 às 21:21

Acho que isso é mais sugestão que recordação. As nossas recordações e sentimentos não estão guardados no sangue ou nos órgãos...

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