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Glória Mortal

por Magda L Pais, em 07.09.17

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Glória Mortal de J. D. Robb
Editado em 2008 pela Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789898032423
Lido em 2015
 
Sinopse
A primeira vítima foi encontrada num passeio à chuva. A segunda foi morta no próprio apartamento. Eve Dallas, tenente da polícia de Nova Iorque, não tem dificuldade em ligar os dois crimes. Afinal, ambas as mulheres eram bonitas, famosas, e as suas vidas e amores glamorosos enchiam as capas das revistas. As suas relações íntimas com homens poderosos dão a Eve uma longa lista de suspeitos, incluindo Roarke, o seu próprio companheiro. Como mulher, Eve tem toda a confiança no homem que partilha a sua cama. Mas como polícia, é sua obrigação seguir todas as pistas… investigar todos os rumores escandalosos… explorar todas as paixões secretas, por mais obscuras que sejam. Ou perigosas!
 
A Minha Opinião
Para quem não sabe, J.D.Robb é um pseudónimo de Nora Roberts, por isso este livro - o segundo da colecção Mortal - tem o seu quê de romance. Mas também é um policial. Eu diria, para que fique bem classificado, que é um policial romanceado e futurista já que se passa em 2058. 
Não me perguntem porquê, apesar de saber que é uma série, não tenho lido esta colecção por ordem. Talvez porque o primeiro que encontrei tinha acabado de sair e só depois de o ter lido é que percebi que era uma série. Não é grave, apesar do fio condutor - a história de Eve e Roarke - os livros são independentes entre si. O único contra é saber já o que se passou, afinal, com Eve e que ela não se quer lembrar e porque é que Summerset tanto protege Roarke. Esqueçam lá isso, não vos vou contar. Leiam e descubram...
Vamos à história.
A procuradora do ministério público, Cicely Towers, que já tinha trabalhado com Eve, aparece degolada numa zona pobre da cidade, fora do seu ambiente normal. Cicely era também amiga íntima do chefe de Eve e parceira de negócios de Roarke. Enquanto tenta desvendar o que se passou, Yvonne Metcalf é assassinada, da mesma forma, mesmo à porta do seu apartamento. Entre as duas falecidas um único ele comum - Roarke, o companheiro de Eve. Terá sido ele, que tem um passado obscuro, que as matou? E porque razão? o mistério adensa-se quando Louise Kirski é degolada, à porta da estação de televisão. Sem conseguir encontrar ligação alguma entre as três, resta a Eve reconstituir, com calma, os crimes e perceber se houve, ou não, alguma contradição nos testemunhos e qual é a motivação destes assassinatos.
Mas Eve não é só polícia. Também é mulher. E foi criança, uma criança que teve problemas e que os apagou da sua memória. Restou-lhe a dificuldade em aceitar os seus próprios sentimentos, principalmente em relação a Roarke. Será que vai aceitar que se apaixonou e que precisa tanto dele como ele dela?
É um bom livro para começar a descoberta desta faceta da Nora Roberts. Eu, pessoalmente, gostei imenso e recomendo a leitura. 

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D Teresa

por Magda L Pais, em 22.03.17

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D Teresa de Isabel Stilwell

Editado em 2015 pela Manuscrito Editora

ISBN: 9789898818027

Lido em 2015


Sinopse

Esta é a história de Teresa, uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e de conspirações.

Filha de Ximena Moniz do Bierzo, de quem herdou os olhos verdes e a astúcia, e de Afonso VI de Leão e Castela. Viúva aos 25 anos do Conde D. Henrique de Borgonha regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o Papa Pascoal II reconhecia-a como Rainha.

Pelo Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival Rainha Urraca de Castela, o pai, a igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o seu próprio filho D. Afonso Henriques, na lendária Batalha de São Mamede. Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado, via-se obrigada a fugir, derrotada e traída. Restava-lhe o consolo de ter a seu lado o seu amado, Fernão Peres de Trava, e a certeza de que Alberto, seu fiel amigo, escreveria, com verdade, a sua história.

Isabel Stilwell é a autora de romances históricos mais lida em Portugal. D. Teresa - Uma Mulher que Não Abriu Mão do Poder é um romance emocionante sobre esta personagem fundamental da nossa história - mãe de D.Afonso Henriques, amante de Fernão Trava e Rainha de Portugal.

A minha opinião

Caramba! Se tivesse de resumir este livro numa só palavra, Caramba seria a palavra escolhida. Aprendi mais sobre o nascimento desta nossa pátria neste livro do que em vários anos na escola. E isso é fantástico.
Desconhecia que o primeiro rei de Portugal era o filho mais novo de D Teresa e D Henrique e que tinha tido três irmãs e um irmão (que morreu com pouco mais de dois anos). E, por isso, terei, provavelmente, feito figura de parva quando, esta tarde, do nada, gritei - ah, até que enfim que ele nasce. Porque, sempre que D Teresa estava grávida eu achava que era ele. Mal sabia eu, quando dei esse grito aqui em casa, que ainda iriam nascer mais duas crianças, fruto da relação adúltera de D Teresa com Fernão Trava.
Aliás, é precisamente essa relação com Fernão Trava e o facto de D Teresa não renegar as filhas nascidas dessa relação (como poderia, se ela própria sabia o que era ser filha ilegítima), dizia eu então que foi essa relação adultera que despoletou a fúria de D Afonso Henriques, apoiado por muitos nobres que não viam, com bons olhos, uma mulher a governar o condado e muito menos uma mulher que vivia uma relação pecaminosa com um homem casado.
Outro dos detalhes que me era desconhecido era a quantidade de Urracas e Teresas que existiam na altura. Não sei se era falta de originalidade mas a verdade é que são nomes que se repetem na história do nascimento de Portugal. Ao ponto de ter tido necessidade, várias vezes, de consultar a arvore genealógica que a autora disponibiliza no inicio do livro.
E, senhores, que família disfuncional... Portugal e Espanha nasceram dos conflitos duma família disfuncional, em que pais e filhos, irmãos e irmãs, tios e sobrinhos, marido e mulher lutam entre si, traem-se mutuamente para, logo a seguir, fazer uma aliança que, seguramente, seria precária. Tirando as relações de D Teresa com a sua mãe, Ximema ou com o seu primeiro marido, D Henrique (pai de D Afonso Henriques e das irmãs mais velhas), nenhuma das outras estava a salvo de uma traição. Amavam-se entre si, mas à sua maneira.
Resumindo, estou seguidora fiel desta autora. Demorei a decidir-me a ler os livros dela (obrigado, mais uma vez, M.J. por me teres quase forçado a fazê-lo) mas agora que a descobri, terei de os ler todos).

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1984

por Magda L Pais, em 26.12.16

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1984 de George Orwell

Publicado em 1949

Releitura em 2015

 

Sinopse

1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana.

 

A minha opinião

Distopias clássicas, a minha escolha de (re)leitura desta semana de férias que passou. Comecei com Admirável Mundo Novo, publicado em 1932, seguiu-se Fahrenheit 451, publicado em 1953 e agora 1984, publicado em 1949.

Estamos em Londres e presume-se que no ano de 1984. O planeta estará, aparentemente, dividido em três estados – Oceânia (onde se inclui a cidade de Londres), Eurásia e Lestásia. Presume-se o ano e a divisão do planeta porque o Grande Irmão, líder do partido que está no poder, e que controla tudo, não deixa que se saiba mais do que o indispensável. O passado, que, por definição, é inalterável, em 1984 é manipulado a belo prazer do partido e do Grande Irmão (Big Brother). Onde quer se se esteja, os teleecráns e os microfones acompanham tudo e tudo transmitem à polícia do pensamento. Vive-se numa sociedade em que pensar é crime. É, aliás, o quase que o único crime passível de ser cometido. Vive-se (ou sobrevive-se?) numa sociedade em que, a partir dos cinco, seis anos de idade, as crianças são incentivadas a denunciar os seus pais como criminosos para que possam ficar sozinhas. Os criminosos são vaporizados e tornam-se impessoas – todas as suas referências (nomes, moradas, menções em revistas ou listas de trabalhadores) são apagadas e é como se nunca tivessem existido.

Winston é funcionário do Ministério da Verdade da Oceânia, cabendo-lhe alterar as revistas do passado para que se mantenham coincidentes com a verdade de hoje. Winston é um inconformado, não aceitando a indiferença dos seus pares nem o regime totalitário onde vive. Aos poucos, incentivado por O’Brien e pelo seu amor a Júlia, vai tentando rebelar-se contra o Partido e o Big Brother sem perceber que é o próprio partido que incentiva as rebeliões de modo a poder vergar os poucos que pensam. Winston acaba por descobrir que, na Sala 101, todos se acabam por vergar – mesmo os que acreditam ser fortes.

Intenso, profundo e preocupante ao mesmo tempo, 1984 é um livro que assusta. Que nos fazer pensar no futuro, na sociedade para onde poderemos estar a caminhar.

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Acasos felizes

por Magda L Pais, em 30.09.16

Acasos Felizes de Jill Mansell

Editado em 2013 por Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789897100734

Lido em 2015

Sinopse
Lottie não consegue acreditar no que lhe está a acontecer. Quando se é adolescente e se está apaixonada por um rapaz completamente inadequado, espera-se que os pais levantem objecções.
Mas Lottie já está na casa dos trinta, é uma mulher feita, e nunca imaginou que os filhos lhe pudessem fazer a vida negra por causa do seu novo namorado. Pois é, para eles, Tyler é o diabo em pessoa.
O que há de ela fazer? Estará autorizada apenas a namorar homens que tenham a aprovação deles? Não terá já preocupações suficientes com o irresponsável do ex-marido a aprontar das suas? E, para piorar as coisas, entra em cena Seb, um homem charmoso que disputa as suas afeições e que as crianças adoram. Os sarilhos e toda uma série de acasos não parecem ter fim. Conseguirá o verdadeiro amor encontrar um caminho para o coração de Lottie?

A minha opinião
Depois de Misery e de Mil Sóis Resplandecentes, estava a precisar duma leitura mais leve, que me divertisse e que me deixasse bem disposta. Pedi à minha filha que escolhesse, no meio dos livros que trouxemos para férias, o livro seguinte a ler e ela escolheu este, Acasos Felizes. E que feliz acaso que foi.
Um livro que, na segunda ou terceira página nos diz o que os pais pensam mas não dizem terá, seguramente, de ser um livro bem disposto da primeira à última página. E este é exactamente isso. Se vos contar que, na paragem de autocarro, enquanto o lia, me ria à gargalhada e que tive de tirar os óculos para limpar as lágrimas, podem não acreditar mas é a mais pura das verdades.
Freddie, o patrão de Lottie, está a morrer com um tumor cerebral e resolve, por isso, vender o hotel que lhe pertence. Tyler, filho duns clientes do hotel, querendo fugir de Wall Street, compra o Hotel (os pais insistem bastante para que ele o faça para que possam deixar de gastar dinheiro nas férias...). Lottie e Tyler conhecem-se em estranhas circunstâncias. Os filhos de Lottie, quando o conhecem, ficam a odiá-lo ao ponto do pai se oferecer para os ensinar a fazer vudu... Mas aparece Seb, que é charmoso e divertido e que conquista os filhos dela.
Mário, o ex marido de Lottie e namorado de Amber, tem muita dificuldade em resistir a um rabo de saia. Não o fez enquanto era casado com Lottie mas agora que namora com Amber, tenta fazê-lo sendo que Lottie é a primeira a exigir-lhe que ele se porte bem com Amber porque é uma boa amiga dela e porque trata bem os filhos de ambos.
Cressilda conhece Tom quando este precisa, urgentemente, dum postal de feliz aniversário para enviar à mãe. Vivem em cidades diferentes, a algumas horas de distância e tem dificuldade em se voltar a ver, apesar dos esforços que Jojo, filha do ex marido de Cressilda e de Sarah e Donny, o filho de Tom, fazem para os juntar.
Já tinha lido um ou dois livros de Jill Mansell e a sensação final é a mesma. Umas horas bem passadas, que nos divertem, que nos fazem esquecer o que se passa à volta (sim, foi por causa deste livro que a família enlouqueceu para me chamar) e que valem a pena.

 

********

Vamos alimentar uma biblioteca?

E não se esqueçam de participar nos dois passatempos em curso - passatempo Órfão X e Passatempo solidário Pilar

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Misery

por Magda L Pais, em 11.08.16

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Misery de Stephen King

Editado pela Bertrand Editora em 2007

ISBN: 9789722515832

Lido em 2015
 
Sinopse
Paul Sheldon, um escritor famoso de romances cor-de-rosa, acaba de "matar" Misery, a personagem que o celebrizou. Depois de o fazer tem um acidente. Quando acorda, descobre que foi salvo por uma ex-enfermeira, Anne Wilkes, que o leva para sua casa e trata dele. Anne, fanática da heroína de Paul, está furiosa com a morte ficcional de Misery. Sob tortura, obriga Sheldon a escrever um novo livro, um regresso de Misery. Paradoxalmente, este virá a ser o seu melhor livro.
 
A minha opinião
Confesso que foi o primeiro livro que li de Stephen King e nem sequer sabia que tinham feito um filme. Certo, eu sou distraída, não vale a pena baterem-me por causa disso.

Paul Sheldon é um escritor consagrado cujos romances tem, como personagem principal, Misery que ele decide matar no último livro que edita. E mata-a porque a odeia, porque sente que esses romances não são tão bons quanto poderiam ser e que Misery é uma personagem fraca. Só que Annie Wilkes, fã incondicional da série Misery (tanto que tem uma porca com esse nome) não o aceita.

Paul, quando acaba de escrever o seu novo livro (sem Misery), resolve festejar e acaba por ter um acidente de carro. Quando acorda do coma, toma consciência que está em casa de Annie, uma enfermeira reformada que o mantêm preso e que vai tratando dele, ao mesmo tempo que lhe exige que escreva um novo livro com Misery, sendo necessário que Misery seja ressuscitada de forma credível, porque Annie, apesar de louca, não aceita qualquer solução.

Paul é então obrigado a escrever para sobreviver à loucura de Annie, sempre sem saber o que o espera no dia seguinte ou mesmo no minuto a seguir, uma vez que, qualquer contrariedade pode alterar o estado de espirito de Annie. E é às ordens de Annie que Paul escreve aquele que será o melhor (no entender dele) livro da série Misery. Resta saber se Paul sobreviverá para o poder editar e em que condições estará nessa altura.

Sendo que este livro deu aso a um filme de terror, eu vou confessar que nem o achei tão de terror assim, excepto numa parte que envolve um machado e uma perna (e como hoje é dia de confessionário, pelos vistos, confesso ainda que esta parte tive de saltar ou ia direitinha ter com a minha amiga sanita para vomitar). Suspense sim, muito, até porque Sheldon passa, literalmente, as passinhas do Algarve, com Annie.

Não direi que é o melhor livro de sempre, mas direi que é um excelente livro de estreia para quem, como eu, não conhecia Stephen King. Não foram poucas as vezes em que, ao almoço, me distrai com o livro e cheguei mais tarde ao trabalho. E ontem, quando estava na recta final, optei por sair mais tarde para ir para a praia para não ter de interromper a leitura.

Se não o leram ainda, não percam mais tempo. Não sabem o que estarão a perder se não o lerem.

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