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A Carreira do Mal

por Magda L Pais, em 18.01.17

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A Carreira do Mal de Robert Galbraith 

ISBN: 9789722358866
Editado em 2016 pela Editorial Presença
Lido em 2016
 
Sinopse

Quando recebe um misterioso embrulho, Robin Ellacott fica horrorizada ao descobrir que lá dentro se encontra a perna de uma mulher. O seu chefe, o detetive privado Cormoran Strike, mostra-se menos surpreendido mas está igualmente alarmado. Strike calcula que quatro pessoas do seu passado possam ser os responsáveis ? e sabe que qualquer uma delas é capaz de semelhante brutalidade. Com a polícia concentrada num suspeito que Strike considera não ser o culpado, este e Robin decidem investigar os mundos sombrios e retorcidos dos restantes três suspeitos. No entanto, à medida que se desenrolam mais acontecimentos macabros, o tempo esgota-se… Um enredo intrincado e complexo, repleto de desenvolvimentos inesperados, A Carreira do Mal é também uma história comovente de um homem e de uma mulher que se deparam com uma encruzilhada pessoal e profissional. Não será capaz de largar este livro.

 

A minha opinião

Tal como aconteceu com os outros livros de Robert Galbraith (ou J.K.Rowling), foi num ápice que acabei de o ler, na urgência de saber quem seria o responsável pelo envio da perna a Robin e Strike. Mas não só. Robert Galbraith é mestre a contar histórias e junta, no mesmo livro - sem se perder e sem que os leitores se percam - diversas histórias que nos prendem tanto como a história principal (sendo uma delas o triângulo Matthew-Robin-Strike).

A Carreira do Mal é, talvez, dos três livros da série, o mais pesado, o mais maléfico, o mais intenso e com o tema mais polémico. O melhor, portanto. Os temas abordados não são fáceis e, mesmo que se adivinhe - mais ou menos a meio - quem é o responsável pelos crimes, a verdade é que não conseguimos perceber como pode ser ele, obrigando-nos a explorar as várias opções, a quer acompanhar Strike nas suas investigações. E tememos por Robin.

Um único ponto negativo. O final que nos deixa em suspenso, ansiosos pela saída do próximo volume...

 

Leia aqui as primeiras paginas

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Salva-me

por Magda L Pais, em 03.01.17

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Salva-me de Guillaume Musso 

ISBN: 9789722515368
Editado em 2007 pela Bertrand Editora
 
Sinopse

Uma história encantadora repleta de fantasia, suspense e amor.
O insólito encontro entre Juliette e Sam é explosivo e mágico. Mas o apaixonado fim-de-semana que vivem juntos é maculado pela mentira. Sam, viúvo, diz ser casado; Juliette, empregada num café, diz ser advogada.
Juliette tem de regressar a Paris e Sam acompanha-a ao aeroporto. É o instante decisivo em que o destino de ambos pode mudar, mas nem um nem outro ousa pronunciar as palavras necessárias.
Meia hora mais tarde, chega a notícia: o avião de Juliette explodiu em pleno voo. Sam é agora um homem desesperado. Está longe de imaginar que a história deles não acaba aqui...

 

A minha opinião

Salva-me mistura, de forma magistral, a fantasia e a realidade, numa história enternecedora e que nos prende da primeira à ultima página, deixando-nos a duvidar do que lemos e levando-nos a questionar o que faríamos em cada uma dos diversos acontecimentos que se sucedem vertiginosamente.

Salva-me é também uma história de segundas oportunidades. De personagens por quem acabamos a torcer, que nos atraem e por quem torcemos. Mesmo quando sabemos como acaba a sua história.

Este livro foi a minha estreia com Guillaume Musso mas não será, com certeza, o último livro que leio dele. 

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2016 em livros

por Magda L Pais, em 28.12.16

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28.755 páginas lidas em 2016 divididas por 81 livros. Horas e mais horas dedicadas à leitura, a viver outras vidas, viagens sem sair do lugar, um prazer que só quem gosta de ler entende mas que, felizmente, é bem aceite pelas minha família.

O livro mais curto que li em 2016 foi Os Velhos Também Querem Viver de Gonçalo M Tavares e o mais longo foi O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón, que termina a saga O Cemitério dos Livros Esquecidos.

Sai da minha zona de conforto. Li imensos autores novos e descobri que adoro Afonso Cruz entre outros que conheci no ano que agora termina.

M.J. organizou e nós aderimos. O livro secreto começou no final de 2015 mas foi em 2016 que a maioria dos livros foi lida. A primeira edição está quase a acabar, espero sinceramente que seja organizada nova edição porque foi também uma forma de ler autores que, doutra forma, não me chegariam às mãos.

No Top Ten de 2016 temos sem qualquer ordem especifica, O Rouxinol, As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, O Império Final, Visão de Prata, Bando de Corvos, A Alma das Pedras, A Livraria dos Finais Felizes, O Silêncio do Mar, Arroz de Palma e Para onde vão os guarda-chuvas.

Reli As brumas de Avalon que serão sempre Os meus livros. Um regresso ao aconchego dum lar conhecido, amado e estimado.

2016 também me trouxe desilusões. Livros dos quais esperava mais. Confissões de um Jovem Escritor, Mais Maldito Karma e O Pistoleiro são alguns exemplos.

Em 2016 falou-se n'uma paixão chamada livros. Não só aqui mas em vários blogs. A adesão foi fantástica e todos, à mesma hora e por 40 dias, falamos de livros.

Também em 2016 alimentamos uma biblioteca em Fajã de Ovelha.

2017 está à porta e, com ele, novas leituras. Tenho 152 livros na fila de espera, alguns de autores novos e outros de autores já meus conhecidos.

Vamos continuar a ler?

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Os livros que devoraram o meu pai

por Magda L Pais, em 27.12.16

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Os livros que devoraram o meu pai de Afonso Cruz

ISBN: 9789722120951

Editado em 2010 pela Editorial Caminho

 

Sinopse

Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.

A minha opinião

Termino as leituras de 2016 com um autor que me deixou a pensar Para onde vão os guarda-chuvas e por quem me estou, gradualmente a encantar.

Afonso Cruz traz, no regaço dos seus livros, uma escrita diferente - em bom! - obrigando-nos a querer ler cada vez mais e a chegar ao fim dos livros (ainda mais este que é lido num trago) com desejos de continuarmos embrenhados nas suas histórias.

Este livro, pequeno em número de paginas, é grande na empatia que sentimos por Vivaldo, principalmente aqueles entre nós que tem o hábito de se perder nas páginas dum livro. Confesso que nunca pensei na hipótese de esconder os livros no meio do trabalho que faço mas seria menina para isso, não fosse dar-se o caso de gostar tanto do que faço profissionalmente.

Este é um livro seguramente mais imaginativo, mais fantasioso, menos real que Para onde vão os guarda-chuvas mas, ao mesmo tempo, mantêm-nos igualmente presos do principio ao fim. Também nós queremos saber o que aconteceu a Vivaldo Bonfim. Também nós nos queremos perder nas páginas dum romance e também nós nos entristecemos com as personagens que também nos levam a sorrir.

Os livros que devoraram o meu pai não está, para mim, ao nível do Para onde vão os guarda-chuvas. Mas a magia das letras de Afonso Cruz está lá e só por isso vale a pena ler.

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As Horas Invisíveis

por Magda L Pais, em 23.12.16

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As Horas Invisíveis de David Mitchell

ISBN: 9789722357395

Edição ou reimpressão: 01-2016

Editor: Editorial Presença

 

Sinopse

Holly Stykes foge de casa dos pais para viver com o namorado. Embora pareça uma típica adolescente inglesa, é propensa a fenómenos paranormais. Durante a fuga, conhece uma mulher estranha que a alicia com um gesto amável em troca de asilo. Décadas depois, Holly compreende por fim que espécie de asilo a mulher procurava…

Este thriller empolgante de David Mitchell, aclamado autor de Atlas das Nuvens, acompanha a vida atribulada de Holly numa série de eventos que se cruzam por vezes de maneira indizível, pondo-a no centro de uma intriga perigosa jogada nas margens do mundo e da realidade. Dos Alpes suíços da Idade Média ao interior australiano do século XIX, culminando num futuro próximo distópico, As Horas Invisíveis é um romance caleidoscópico que nos oferece uma alegoria do nosso tempo.

 

A minha opinião

David Mitchell volta a dar cartas num romance complexo e empolgante. Com Atlas das Nuvens surpreendeu e com As Horas Invisíveis confirma a sua excentricidade enquanto escritor, num livro que mistura fantasia, romance e distopia.

As Horas Invisíveis começa em 1984. Holly Sykes é uma adolescente com alguns poderes psíquicos e que está apaixonada. Quando descobre que o seu amor está envolvido com a sua pseudo-melhor amiga, para não dar parte de fraca com os pais, resolve fugir de casa. Durante essa fuga conhece uma mulher estranha que lhe oferece chá em troca de asilo.

Até terminar, em 2043 os narradores – Holly, Hugo Lamb, Ed Brubeck e Marinuis – vão alterando e vão-se cruzando entre si, deixando-nos sempre em suspense e com a sensação que falta ali qualquer coisa. No final, todas as pontas soltas que foram ficando, unem-se e percebemos – mais uma vez – a grandiosidade deste autor tão pouco conhecido dos portugueses.

Mas tenho de dizer isto. Se procuram uma leitura ligeira e que não obrigue a pensar não leiam David Mitchell. Neste livro David Mitchell cria uma sociedade distópica num futuro não muito longínquo (em 2043). Apesar de distópica é, na realidade, demasiado credível. Não vos vou explicar porquê, vou apenas recomendar que leiam este livro.

 

(publicado na Revista Baton nº 1)

 

Já participaram no Passatempo O Retrato de Dorian Gray?

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