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A Rainha Vermelha

por Magda L Pais, em 12.10.17

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A Rainha Vermelha de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos - Volume II

ISBN: 9789722630139

Editado em 2011 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.

Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.

A minha opinião

Depois d'A Rainha Branca e d'A Senhora dos Rios me terem encantado, tenho de dizer que, afinal, A Rainha Vermelha é, para mim, o melhor dos três e deixou-me totalmente rendida à escrita de Philippa Gregory e a esta saga sobre a Guerra dos Primos

Uma das coisas que mais me maravilhou neste livro foi a capacidade de Philippa Gregory de me levar a discutir (ainda que mentalmente, não fosse alguém achar que eu sou maluca por estar a falar para um livro) com Margarida, a protagonista desta história. Margarida irritou-me, fez-me ter vontade de lhe bater, de a fazer ver como estava errada. Mas, ao mesmo tempo, torci por ela, para que conseguisse o que queria, para que pudesse provar, aos homens de 1453, que as mulheres dessa época - apesar de relegadas para quarto ou quinto plano - eram tão ou mais capazes que os homens. Foi curioso ver-me com este mix de sentimentos em relação à narradora, que acompanhamos desde que tem 9 anos (e se acha a Joana d'Arc de Inglaterra), até ao dia, 25 anos depois, em que o seu filho, ganha a batalha com os York e é coroado, em pleno palco de guerra, o Rei de Inglaterra.

Qualquer um dos três livros que li desta autora mostram o outro lado da história. As mulheres por detrás dos palcos principais, as que - sorrateiramente - mudaram o curso da história, que estavam por detrás de grandes homens (que, muitas vezes, eram simples fantoches dos caprichos das suas esposas, mães ou irmãs).

Agora sim, posso dizer com toda a certeza, vou ler toda esta saga. E a seguir vou pegar na história sobre Ana Bolena que me inspira também bastante confiança e que já sei que a M.J. me irá emprestar.

(leia aqui as primeiras páginas)

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A Senhora dos Rios

por Magda L Pais, em 09.10.17

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A Senhora dos Rios de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos – Volume III

ISBN: 9789722630115

Editado em 2012 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

Jacquetta é casada com o Duque de Bedford, regente inglês da França, que lhe dá a conhecer um mundo misterioso de conhecimento e de alquimia. O único amigo de Jacquetta é o escudeiro do duque, Ricardo Woodville, que está a seu lado quando a morte do duque faz dela uma viúva jovem e rica. Os dois tornam-se amantes e casam em segredo, regressando à Inglaterra para servir na corte do jovem monarca Henrique VI, onde Jacquetta vem a ser uma amiga próxima e leal da sua nova rainha.

Depressa os Woodville conquistam uma posição no núcleo da corte de Lencastre, apesar de Jacquetta pressentir a crescente ameaça vinda do povo da Inglaterra e o perigo de rivais pretendentes ao trono. Mas nem a coragem e a lealdade dos Woodville bastam para manter no trono a Casa de Lencastre. Jacquetta luta pelo seu rei, pela sua rainha e pela sua filha Isabel, para quem prevê um futuro extraordinário e surpreendente: uma mudança de destino, o trono da Inglaterra e a rosa branca de Iorque.

A minha opinião

A minha viagem pelo período da Guerra dos Primos (ou a guerra entre os Plantagenet e os Tudor) iniciou-se com A Rainha Branca, anunciado como primeiro livro desta série. Só que, depois de ler A Senhora dos Rios, concluo que estão trocados uma vez que A Senhora dos Rios é a história de Jacquetta, a mãe de Isabel (A Rainha Branca), acabando - este livro - mais ou menos no dia em que começa a segunda história. Não é grave, apesar de tirar um pouco do suspense da história dado que sabemos pelo menos como termina a história de Jacquetta e de Ricardo.

Apesar de que, pelo que vejo, este livro estar anunciado na Wook como sendo o terceiro da série. No Goodreads consta como primeiro. Uma confusão portanto. Que não aquece nem arrefece, só baralha.

Romances históricos são, definitivamente, uma das minhas praias (haverá, certamente, quem dirá que, basicamente, livros são a minha praia mas adiante). Gosto realmente de ler livros que me entretém enquanto aprendo, que me mostram como a história se desenrolou até a chegar aos nossos dias. Como era a vida naquela época, o que se esperava das mulheres e dos homens e, acima de tudo, como havia quem conseguisse contornar as regras.

Cheguei a comparar Isabel Stilwell a Philippa Gregory mas, confesso, depois da leitura do segundo livro de PG, confesso que não há qualquer semelhança. Nos livros de Isabel Stilwell as rainhas tem todas a mesma personalidade. Chegamos a um ponto e achamos que só muda a história, a personagem principal é a mesma. Com Philippa Gregory tal não acontece. Dois livros lidos, duas mulheres fortes - com algumas semelhanças próprias de serem mãe e filha - mas tão diferentes quanto é possível ser.

E a história... bem, a história é rica em pormenores, em explicações sem ser demasiado aborrecida. Podemos baralhar-nos um pouco nos nomes (credo, uma profusão de Henriques e Ricardos que só visto, que falta de imaginação que os ingleses tinham na época) mas mesmo isso é mitigado porque os apelidos os identificam bem.

Philippa Gregory mostra também que fez um profundo trabalho de pesquisa, o que torna os seus livros ainda mais apetecíveis.

Sem delongas, já me lancei na leitura da Rainha Vermelha, segundo ou terceiro volume da série (vá-se lá perceber isto) e estou com vontade de ler todos os livros. Apesar de serem 16... 

(leia aqui as primeiras páginas)

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A Rainha Branca

por Magda L Pais, em 07.08.17

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A Rainha Branca de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos - Volume I

ISBN: 9789722630122

Editado em 2010 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

A história do primeiro volume de uma nova trilogia notável desenrola-se em plena Guerra das Rosas, agitada por tumultos e intrigas. A Rainha Branca é a história de uma plebeia que ascende à realeza servindo-se da sua beleza, uma mulher que revela estar à altura das exigências da sua posição social e que luta tenazmente pelo sucesso da sua família, uma mulher cujos dois filhos estarão no centro de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o desaparecimento dos dois príncipes, filhos de Eduardo IV, na Torre.

A minha opinião

Mais uma autora que me andava a tentar já a algum tempo e que, finalmente, teve direito a me acompanhar à praia para uma leitura atenta.

Gosto de ler por prazer e gosto de aprender enquanto leio. É tão bom quando posso dizer que aprendi enquanto lia por prazer e foi exactamente isso que aconteceu enquanto lia A Rainha Branca. Claro que descontando parte da fantasia ou, mais exactamente, da magia que a mãe da Rainha achava que podia fazer.

A Rainha Branca lembrou-me outros livros que li de Isabel Stilwell. Baseados num excelente trabalho de investigação, em que os lapsos preenchidos com alguma fantasia e contados duma forma simples, atractiva e coerente. Os detalhes são extraordinários, transportando-nos, quase por magia, ao século XV, à guerra das Rosas (ou dos primos) (e não, não se trata do filme do Michael Douglas).

Este livro, como já disse, foi a minha primeira experiência com Philippa Gregory. Uma excelente experiência, terei de dizer, e a repetir logo que possível com o segundo volume desta série. 

(leia aqui as primeiras páginas)

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