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Cartas de Profecia

por Magda L Pais, em 02.11.17

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Cartas de Profecia de Anne Bishop

Série Os Outros Nº: 5

Editado em 2017 pela Saida de Emergência

ISBN: 9789897730863

Sinopse

Anne Bishop regressa ao mundo de Os Outros, enquanto os humanos lutam para sobreviver na sombra de criaturas poderosas.

Depois de uma insurreição humana ter sido brutalmente abortada pelos Anciãos – uma forma primitiva e letal de Os Outros –, as poucas cidades que os humanos controlam estão dispersas. Os seus habitantes conhecem apenas o medo e a escuridão da terra de ninguém.

À medida que algumas dessas comunidades lutam para se reconstruir, Simon Wolfgard, o líder lobo metamorfo, e Meg Corbyn, a profetisa de sangue, trabalham com os humanos para manter a frágil paz. Mas todos os seus esforços são ameaçados quando uma misteriosa figura humana aparece.

Com os humanos desconfiados em relação a um dos seus, a tensão aumenta, atraindo a atenção dos Anciãos, curiosos sobre o efeito que este predador terá na matilha. Mas Meg já conhece o perigo, pois viu nas cartas de profecia como tudo terminará: com ela ao lado de uma campa.

A minha opinião

No dia do Festival Bang este livro (e a autora) estavam à minha espera. Pronto, não estavam só à minha espera mas isso agora não interessa nada. Depois de mais de uma hora na fila consegui trazer este exemplar autografado

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(este e mais cinco...)

Obviamente, logo que terminei Espada de Vidro a escolha teria de recair sobre este livro. Afinal ler um livro de Anne Bishop é quase como regressar a casa, é como viajar para novos mundos, conhecer novas criaturas, viver aventuras sem igual e, em Namid, é também tentar sobreviver aos Outros e não me transformar em carne especial.

Sim, porque é isso - carne especial - que os humanos são neste novo mundo que Anne Bishop criou com a sua capacidade extraordinária de o fazer. Novos mundos, novas geografias, novos relacionamentos e novas personagens. Umas boas, outras más, uns que tem mais influência e outros - normalmente mulheres - que se superam, que, apesar de serem diferentes (como Meg), conseguem ser a Catalisadora.

Jaenelle (na série As Jóias Negras) e Meg. Duas mulheres fortes, com personalidades vincadas e inspiradoras. A mãe de Monty que consegue assustar Lobos e Vampiros, que os obriga a fazer o que ela quer - mesmo que eles nem se apercebam do quanto ela pode ser assustadora. Anne Bishop, além de ser eximia na criação de novos mundos também o é na criação de personagens marcantes, que nos transmitem força.

Cartas de Profecia marca o fim do nosso relacionamento com Meg e Simon. Mas também com Vlad, Tess (que tem um cabelo que daria jeito a qualquer um), com Sam e Skippy. E tudo está bem quando acaba bem, não é o que se costuma dizer? Só que não. Não porque, ao fim de cinco livros, todos eles já são da casa. Rio-me com eles, alegro-me com as suas vitórias e entristece-me que alguém lhes queira mal. Troço por eles e amaldiçoo os seus inimigos. É esta uma das grandes capacidades desta autora que me deixa sempre maravilhada. Faz-me sentir que recebo, em casa, todas as personagens dos seus livros - as boas e as más. Faz-me sentir que estão sentados ao meu lado, enquanto lemos, em conjunto, as suas aventuras e desventuras (na verdade, Simon podia ter vindo na forma humana em vez da forma de lobo. Está calor a mais para ter pelo à minha volta).

E que dizer das Elementais? dei comigo a conversar com Inverno para lhe pedir que nos traga chuva. Sem excessos, aos poucos, mas que nos traga o que mais nos faz falta neste momento - a chuva.

Resta-me agora esperar pela segunda metade de 2018, altura em que sairá (espero!) o sexto volume desta série, com uma história passada noutra localidade de Namid, com outras personagens mas sempre com carne especial. E a ameaça velada:

ainda se verifica uma tolerância atenta de um lado (Outros) e um profundo receio pelos que vivem na noite no outro (Humanos), mas, se tiverem cuidado, os seres humanos sobrevivem.

Quase sempre sobrevivem.

Classificação:

 

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Anne Bishop & Festival Bang

por Magda L Pais, em 30.10.17

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Neste caso não era a Igreja que estava toda iluminada mas sim o Pavilhão Carlos Lopes em Lisboa que se vestiu a rigor para este primeiro Festival Bang organizado pela Saída de Emergência. Um festival que juntou fãs entusiastas do fantástico com jogadores de jogos de tabuleiro (ainda estou a digerir as quatro derrotas que me foram infligidas pela minha filha nos cinco jogos que jogamos... bah!), modelismo e cosplay. Dois momentos altos. A presença de Anne Bishop e dos Moonspell (pronto, eu não sou fã deles e nem sequer fui a essa parte do evento mas estava na segunda fila para a apresentação de Anne Bishop).

Normalmente quando é a primeira vez, há falhas aqui e ali, coisas que funcionam menos bem, lições a aprender para as versões seguintes. Confesso que este sábado a única coisa que me parece que falhou foi o ar condicionado. Mas a verdade é que ninguém esperaria 30 graus em Lisboa no ultimo sábado de Outubro. Claro que há sempre espaço para melhorar, e creio que a Saída de Emergência, no próximo ano, vai realizar um festival Bang ainda melhor que o primeiro. Não teremos Anne Bishop mas a convidada também é de peso (aliás, quando foi anunciada, os vivas e as palmas que se ouviram na sala mostraram isso mesmo).

Mas já lá vamos.

A minha gaiata acedeu (depois de muita pressão) acompanhar-me. E lá fomos as duas, em passeio mãe e filha, acompanhadas de cinco livros de Anne Bishop (a Saída de Emergência impôs - e muito bem - um limite de 3 livros por pessoa para a sessão de autógrafos. Ora como o último volume da série Os Outros estava em pré venda no festival, levei apenas cinco para que o sexto fosse esse último volume, onde me vou despedir de Meg e Simon). Logo à entrada trocamos os bilhetes por dois vales de cinco euros cada (o valor do bilhete era de cinco euros) que seriam descontados na banca de livros. Obviamente Cartas de Profecia (o dito último volume de Anne Bishop) saltou logo para o meu saco mas como já andava a namorar Os Melhores Contos de Edgar Allan Poe (Pedro Brito, um dos ilustradores, é meu primo) acabei por o comprar também.

Depois das compras fomos ver os jogos de tabuleiro. Dois jogos, cinco jogadas, quatro derrotas da minha parte. Qual orgulho de mãe, qual quê! derrotada assim, sem apelo nem agravo por uma gaiata de 16 anos? ninguém merece.

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Ainda por cima trouxe um enigma para eu tentar resolver no carro... não consegui, o que ainda aumentou mais a minha frustração!

Mas entretanto (e antes que perdesse mais algum jogo) fomos andando para a sala porque estava a chegar a hora Anne Bishop e eu queria estar nas primeiras filas. Ainda assistimos à demonstração de cosplay:

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 Finalmente, às 16h30 (mais minuto menos minuto) a sala estava cheia

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A mesa vazia

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E todos prontos para receber a nossa autora favorita:

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Anne Bishop é muito mais do que possamos pensar. Conversadora, brincalhona, bem disposta, sempre com um sorriso. Soube pedir desculpa a um rapaz por ter criado Daemon Sadi - a sua personagem favorita - um homem que actor algum poderá alguma vez interpretar na televisão ou cinema por ficar sempre aquém do nosso imaginário. Falou-nos na série Jóias Negras e em como o primeiro volume foi recusado por várias editoras por não saberem muito bem como editar um livro de fantasia que é, ao mesmo tempo, sensual, violento e erótico. Filha do Sangue foi escrito, primeiro, apenas pelo prazer de escrever. Vinte anos depois, sai, em Portugal, o quinto volume da saga Os Outros (nos Estados Unidos saiu agora o sexto volume que a autora trouxe para vermos).

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Falou-nos também no fabuloso processo de criação dos mundos. Anne Bishop cria mundos como ninguém. E cria-os desta forma porque vive neles. Umas vezes como interveniente, outras como mera espectadora. Tem dois compromissos de honra. Com as suas personagens em contar sempre a história deles de forma honesta e com os leitores, de lhes contar a verdade.

Apesar de terem passado vinte anos desde a edição do primeiro volume da série As Jóias Negras e depois do final - esperado mas não desejado de Jaenelle - os fãs de Anne Bishop continuam a querer saber mais desse universo. Uma boa parte da conversa versou precisamente Kaeleer (Jóias Negras) e Namid (Os Outros). Éfemera e Sylvalan também foram falados, mas talvez por serem apenas trilogias, menos que os primeiros.

Ficamos também a saber que é possível que, em breve, regressemos todos a Kaeleer para rever Lucifar, Surreal e Daemon mas que é uma história que ainda está muito embrionária.

Percebemos também que Anne Bishop não rotula os seus livros. Questionada sobre as diferenças entre escrever dark fantasy e urban fantasy, a autora explicou que isso são rótulos que o marketing e as editoras colocam. Ela limita-se a escrever livros que espera que os leitores gostem (e se gostamos!)

Depois de uma hora e meia (aproximadamente) de perguntas e respostas, quer por parte da editora quer por parte dos fãs, passou-se à sessão de autógrafos. Uma fila a perder de vista, cada um de nós com três livros e o coração cheio de ter ouvido uma autora extraordinária.

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que nem depois de uma hora e meia a assinar livros deixou de sorrir e de dar um dedo de conversa com os seus fãs (até se lembrou que a minha pergunta tinha sido feita em português por não me sentir à vontade em falar inglês e, por isso, quando cheguei ao pé dela disse um bom olá em vez dum hello).

Por fim, a novidade. No próximo ano o Festival Bang vai contar com outra autora de peso. Se quiserem saber quem é, vejam o vídeo neste link. Pela minha parte já estou na fila para comprar o bilhete!

Enquanto tal não acontece... fiquem com estas fotos enquanto eu me vou ali deliciar com Cartas de Profecia. E parabéns à Saída de Emergência pela organização e por uns momentos maravilhosos que me irei lembrar para sempre.

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A - Autor preferido

por Magda L Pais, em 11.08.17

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A resposta a esta questão terá de ser dividida em duas partes. O autor e a autora.

No lado masculino, subsistem algumas dúvidas na minha mente. Apesar de apenas ter lido quatro livros, foram os suficientes para que Brandon Sanderson tomasse de assalto o podium dos autores favoritos. Mas John Grisham também está nesse topo (mas talvez apenas li mais livros dele).

No caso da autora, o podium é dividido entre as duas mestras do fantástico. Entre Anne Bishop e Juliet Marillier tenho sempre dificuldade em dizer qual a que prefiro. 

 

Por 26 dias, eu, a JustMaria João CovasSofia GonçalvesMulaAlexandraDrama QueenCaracolGorduchitaB♥Sandra.wink.wink, Fátima Bento, Happy, Carla B. e Princesa Sofia respondemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às segundas, quartas e sextas, às 14h, não se esqueçam de cuscar as nossas respostas, em cada um dos blogs. Ou consultem aqui todos os posts publicados no Sapoblogs com esta tag (não consigo colocar aqui as tags da blogspot).

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Despertar do Crepúsculo

por Magda L Pais, em 27.07.17

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Despertar do Crepúsculo de Anne Bishop

Jóias Negras #9

Editado pela Saida de Emergência em 2011

ISBN: 9789896373498

Sinopse

Os "sombriamente fascinantes" romances das Joias Negras de Anne Bishop, autora de sucesso consagrada no top do New York Times, têm cativado igualmente leitores e críticos devido à mescla de fantasia, intriga e romance. Com o presente Despertar do Crepúsculo, Bishop regressa ao reino dos Sangue com quatro inéditas e fascinantes novelas. Prendas de Winsol Daemon, Príncipe dos Senhores da Guerra de Joias Negras de Dhemlan, está ainda a adaptar-se ao seu primeiro ano de casado com a sua Rainha Feiticeira, Jaenelle. Porém, com a aproximação da celebração do Winsol que se prolonga por treze dias, Daemon tem de lidar com demasiadas solicitações ao mesmo tempo que se assume como anfitrião da sua admirável família.

Cambiantes de Honra: Ainda a recuperar da provação que a deixou ferida e furiosa, Surreal regressa a Ebon Rih sob as ordens do Príncipe Lucivar. Quando o seu antigo amante Falonar desafia impiedosamente a autoridade da família à qual ela pertence, Surreal poderá, por fim, sucumbir às trevas que ardem no seu âmago.

Família: Quando alguém arma uma cruel cilada à Rainha Sylvia e aos seus filhos, as sequelas consomem por completo as vidas da família reinante de Dhemlan. Terão de desvendar a identidade do Senhor da Guerra conhecido somente como Sem Rosto antes que regresse para terminar o que começou.

A Filha do Senhor Supremo: Após a perda das duas pessoas mais importantes da sua vida, Daemon assumiu o papel de seu pai, Saetan, como Senhor Supremo do Inferno, construindo um muro em redor do seu coração. Porém, ao estabelecer inadvertidamente uma nova relação, bastará ela para o libertar da sua vida desprovida de amor?

A minha opinião

E, ao nono livro, digo adeus aos Sangue, e aos meus "amigos" que me acompanharam por nove fabulosos livros: Jaenelle Angelline, Daemon Sadi SaDiablo, Saetan SaDiablo, Lucivar Yaslana, Surreal SaDiablo e as suas famílias.

Se é verdade que, na trilogia inicial, ficamos a saber o principal, nestes volumes adicionais, com estas pequenas histórias, Anne Bishop volta a conquistar-me (como se alguma vez me tivesse perdido... ou como se isso fosse opção). De facto, Anne Bishop cria mundos como ninguém, prende os seus leitores como ninguém e sabe, melhor que nós próprios, o que queremos.

E é, também por isso, que sou fã incondicional da sua escrita, e que, hoje e agora, posso dizer que já li todos os livros que editou em Portugal (para quando a continuação da saga Os Outros??).

Não me quero repetir - ainda que seja quase impossível não o fazer. Só vos peço que, caso ainda não o tenham feito, dêem uma oportunidade a esta mestra da escrita. Vão ver que vale a pena.

(leia aqui as primeiras páginas)

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A Senhora de Shalador

por Magda L Pais, em 25.07.17

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A Senhora de Shalador de Anne Bishop

Jóias Negras #8

Editado em 2010 pela Saida de Emergência

ISBN: 9789896372866

Sinopse

Durante longos anos, o povo de Shalador suportou as crueldades das Rainhas corruptas que reinavam, proibindo tradições, punindo quem se atrevia a desafiá-las e forçando muitos à clandestinidade. Pese embora os refugiados tenham encontrado abrigo em Dena Nehele, nunca conseguiram considerar esse lugar como a sua terra. Agora, depois da aniquilação dos Sangue deturpados de Dena Nehele após a purificação, a Rainha de Jóia Rosa, Senhora Cassidy, assume como seu dever restaurar a terra e dar provas das suas capacidades como soberana. Ciente de que para assumir tal tarefa irá precisar de todo o ânimo e coragem que conseguir reunir, invoca o poder dentro dela que nunca fora posto à prova, um poder capaz de a consumir caso não consiga controlá-lo. Ainda que a Senhora Cassidy sobreviva à sua prova de fogo, outros perigos a aguardam. Pois as Viúvas Negras descortinam nas suas teias entrelaçadas visões de algo iminente que irá mudar a terra - e a Senhora Cassidy - para sempre.

A minha opinião

Assumi, comigo própria, um compromisso. Que, neste período de férias e enquanto estivesse em casa, o livro a ler seria Winston Churchill: Uma vida dado que, além de ter 928 páginas, é maior (largura e comprimento) que os livros normais, o que o torna não compatível com as idas à praia. Ontem, pela primeira vez, falhei comigo própria porque estava a pouco mais de 70 páginas do final deste livro e não queria, por nada, deixar de o ler (não digam a ninguém mas o jantar também se atrasou à conta deste livro).

É este - resumindo - o efeito que Anne Bishop tem em mim. Não há compromissos que se sobreponham à necessidade de a ler, de chegar ao fim dos livros que escreve (mesmo que isso implique que só me falta um para me despedir do mundo dos Sangue).

Creio que - e que me perdoem os fãs - que a série Jóias Negras (todos os 9 volumes) seriam um sucesso, em série televisiva, maior que A Guerra dos Tronos. Acreditem-me. Tem todos os ingredientes que A Guerra dos Tronos mas, seguramente, com maior qualidade. Com muito mais qualidade, mais interesse, mais drama, mais humor. E uma escrita maravilhosa que ultrapassa, em larga margem, qualquer outra. E eu até gostei de ler A Guerra dos Tronos (vá, o primeiro e o último volume foram lidos à força mas os restantes até gostei).

Para quem gosta de GOT... experimentem esta série. Não vão sair desiludidos, acreditem. E depois contem-me o que acharam.

(leia aqui as primeiras páginas)

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