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Sementes do Passado

por Magda L Pais, em 14.07.17

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Sementes do Passado de V.C. Andrews

(Dollanganger #4)

Sinopse

(não encontrei em Português, pelo que vos trago a sinopse inglesa)

The final, haunting novel in the extraordinary story that has enthralled millions!

The horror began with Flowers in the Attic, the terrifying tale of four innocent children locked away from the world by a cruel mother.

The shocking fury continued with Petals on the Wind and If There Be Thorns. Now V.C. Andrews has created the last dark chapter in the strange, chilling tale of passion and peril that has captivated millions of readers around the world.

Cathy and Chris, entwined with the evil that haunts their children, living with the fearful spectre of Foxworth Hall, are awaiting the final, shuddering climax... prisoners of a past they cannot escape.

A minha opinião

Começo a ficar uma expert em leitura em brasileiro. E em ebook. O que não significa que goste, quer duma coisa quer doutra. Masoquista? Não, queria era mesmo conhecer o fim da trama da família Dollanganger. E só isso me fez ler até ao fim, suportando a má escrita, as falhas grosseiras na história (por exemplo, no final do terceiro volume, a fortuna é dividida entre os três filhos de Cathy mas neste quarto volume apenas Bart foi nomeado herdeiro) e a leitura num ecrã de computador em vez de sentir as folhas e de poder cheirar o livro.

Bart continua tão odiável como no volume anterior, mas partilha esse odio com Joel e Melody (a esposa de Jory). Qualquer um dos três merecia umas boas palmadas. Ou serem internados num hospício e deitar fora a chave… Cathy, depois de tudo o que fez (e na idade em que fez) para ter Paul, depois de todas as paixões (lembram-se que vos disse que ela me tinha irritado com aquela sua mania de descobrir, em cada homem, que era ele que sempre tinha amado?) torna-se púdica e tenta, por todos os meios, que Cindy seja uma menina recatada e que nem sequer olhe duas vezes para os rapazes da sua idade.

Irritante!

Mas pronto, o fim compensou. Afinal, tudo está bem quando acaba bem, não é o que dizem? Apesar de parte do final me parecer forçado, de haver mudanças radicais em meia dúzia de páginas, acabei por gostar de toda a trama. A escrita é que, enfim, podia ser bem melhor…

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Os Espinhos do Mal

por Magda L Pais, em 11.07.17

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Os Espinhos do Mal de V.C. Andrews

(Dollanganger #3)

Sinopse

Das cinzas do mal, Chris e Cathy construíram um lindo lar para seus esplêndidos filhos…

Jory, de catorze anos, era tão bonito, tão delicado. E Bart possuía uma imaginação tão brilhante para um menino de nove anos.

Então, acenderam-se luzes na casa vizinha abandonada. E em breve a Velha Senhora de Negro passou a observá-los com olhos intrometidos, protegida por seu esquisito e velho mordomo. Logo a mulher de manto negro convidou Bart para tomar sorvete com bolinhos e lhe pediu para tratá-la pro “Vovó”.

E a transformação de Bart começou…

Uma transformação brotada do “livro de segredos” que o esquelético velho mordomo lhe deu… e alimentada pela insinuação de fatos terríveis relativos a seus pais… uma transformação que o levou a cometer atos chocantes de violência, autodestruição e perversidade.

E agora, enquanto o menino estremece no limite entre a sanidade e a loucura, seus pais angustiados, seu irmão impotente, uma velha obcecada e vingativa, e o poderoso mordomo aguardam o clímax de um horror que floriu no sótão muitos anos atrás, em horror cujos espinhos ainda estão molhados de sangue e cujas pontas queimam como fogo…

A minha opinião

É triste quando a única versão que podemos ler dum livro é tão má que ficamos na dúvida se o problema é da escrita da autora, da tradução, de não ser versão oficial ou por ser em brasileiro. Uma mistela de tudo, creio eu, fazendo com que eu apenas o leia porque a história é, de facto, boa e interessante.

Aliás, foi pela história que li o segundo volume, foi pela história que li este terceiro e será também pela história que lerei As Sementes do Passado. Uma história negra, onde a violência psicológica ultrapassa o normal, onde o pior em cada momento é sempre ultrapassado por outro pior.

É pela história que vale realmente o tempo de leitura. Não me atrevo a avaliar a parte escrita pelo atrás exposto.

Se no segundo volume foi o comportamento de Cathy que me irritou um pouco, neste terceiro volume é Bart que me tira do sério. O raio do miudo… umas valentes palmadas no momento certo e metade dos problemas se teriam evitado. Ou um verdadeiro acompanhamento psicológico.

Ao contrário do primeiro e segundo volume que nos é retratado por Cathy, este terceiro é-nos contado pela voz de Jory e Bart, os dois filhos de Cathy, tão diferentes como a água do vinho, permitindo-nos ter um acompanhamento mais próximo do que se passa.

Vale a pena, pela história!

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Pétalas ao Vento

por Magda L Pais, em 09.07.17

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Pétalas ao Vento de V.C. Andrews

(Dollanganger #2)

Sinopse

Eram crianças tão valentes para suportarem tanto sofrimento. Crianças tão espertas para escaparem a tamanho terror!

Para Carrie, Chris e Cathy, o sótão era um horror sombrio que jamais lhes saia da cabeça, mesmo enquanto eles construíam vidas novas e promissoras. Naturalmente, a mãe tinha que fingir que eles não existiam. E a avó estava convencida de que eles traziam o demônio dentro de si. Mas a culpa não era deles, Era? Cathy sabia o que fazer. Agora, tinha os poderes que aprendera da linda mãe. Sabia-o pelo modo como o irmão ainda a desejava, pela maneira como o tutor a tocava, pelo jeito como todos os homens a olhavam.

Ela sabia que chegara a ocasião de colocar em prática seu conhecimento. De mostrar à mãe e à avó que o sofrimento e terror no sótão não podiam ser esquecidos… Mostrar a elas - de uma vez por todas.

A minha opinião

Depois de ter lido Herdeiros do Ódio que a Mula me emprestou – e que me deixou quase sem palavras – tinha de ler a continuação da saga dos miúdos Dollanganger. Na altura lembro-me que li o livro com um misto de horror e de curiosidade mórbida. Não que a escrita seja qualquer coisa de extraordinário (é boa mas falta-lhe qualquer coisa. Ou eu estou a ficar demasiado exigente) mas a história em si, o desenrolar dos acontecimentos e a dúvida: o que está realmente a acontecer fora do quarto?

Pétalas ao Vento responde a quase todas as questões que ficam em aberto no primeiro. O que acontecia fora do sótão, do quarto onde os quatro miúdos viviam, o que a mãe e a avó faziam e, acima de tudo, o destino de todos – mãe, avó e miúdos.

Mas, acima de tudo – e aqui pode haver alguma culpa por ter lido em ebook e numa versão brasileira – a escrita não é nada de extraordinária. Só não digo que a escrita é má porque prefiro dar o benefício da dúvida pela tradução para brasileiro e por não ser uma versão oficial do livro. Ainda assim, e apesar disso, a história continua a prender, a interessar e a vontade de, eu própria, bater em Cathy para que ela deixe de fazer asneiras atrás de asneiras, é constante.

É que, credo, bem sei que a adolescência de Cathy foi complicada – fechada num sótão, ameaçada constantemente pela mãe e pela avó, viu o seu irmão mais novo morrer envenenado pela própria mãe e avó – mas há um limite. Há um limite para os disparates e há um limite para a descoberta “foi ele que sempre amei”. É que, nas 431 páginas que este livro tem, Cathy conclui que “foi ele que sempre amei” em relação a quatro homens diferentes…

Tirando este pequeno detalhe e o facto da escrita ser minimamente aceitável, o livro vale a pena pela história. Por isso não se coíbam e leiam-na.

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A Gorda

por Magda L Pais, em 02.03.17

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A Gorda de Isabela Figueiredo

ISBN: 9789722128339

Editado em 2016 pela Editorial Caminho

 

Sinopse

Maria Luísa, a heroína deste romance, é uma bela rapariga, inteligente, boa aluna, voluntariosa e com uma forte personalidade. Mas é gorda. E isto, esta característica física, incomoda-a de tal modo que coloca tudo o resto em causa. Na adolescência sofre, e aguenta em silêncio, as piadas e os insultos dos colegas, fica esquecida, ao lado da mais feia das suas colegas, no baile dos finalistas do colégio. Mas não desiste, não se verga, e vai em frente, gorda, à procura de uma vida que valha a pena viver.

Este é um dos melhores livros que se escreveu em Portugal nos últimos anos.

A minha opinião

Por tudo isto, considero-o muito bom*.

* A minha avaliação de qualquer livro (ou qualquer outra coisa) prende-se em critérios "extremamente objetivos" que se resumem ao meu gosto pessoal e nada mais.

Digam lá sinceramente, depois de lerem uma avaliação assim, não ficavam com uma enorme vontade de ler o livro? Confesso que já tinha lido várias opiniões sobre A Gorda que me inspiravam confiança mas foi depois da Alexandra dizer isto que me decidi: vou ler e é já!. E o já, foi só o tempo de vermos, eu e a Alexandra, como íamos gerir o empréstimo do ebook. Sim, mais difícil ainda é que li A Gorda em ebook. Não estou maluca, não cedi às vozes que preferem o ebook, continuo a preferir livros físicos mas desta vez a vontade de ler este livro sobrepôs-se.

Valeu a pena. Valeu muito a pena.

Luísa é gorda. Mas é também mulher. Luísa sou eu, és tu, somos todas a quem, alguma vez, chamaram de gorda – só porque saímos do peso que a sociedade acha normal. Luísa somos todas aquelas que têm de ouvir a família dizer: não comas isto que estás gorda, não vistas isso que te fica mal, olha que assim não olham para ti, olha que os meus amigos gozam por namorar contigo, afasta-te de mim porque és um peso pesado. Mas Luísa também somos aquelas que cuidam dos pais, que se preocupam com o seu bem-estar, que amam os seus animais e que tem dúvidas. Que pensam mais do que deviam, que sobrevivem em vez de viver. Que amam e esperam por aquele amor que todos julgam esquecido “porque não é para ti”.

Luísa mostra-nos a sua casa enquanto nos fala da sua vida, que podia ser a minha ou a vossa. Onde amores e desamores, sonhos e ilusões, desilusões e desencontros se entrecruzam numa vida vivida em solidão, por causa do peso. E mesmo tendo perdido o peso que tinha a mais, Luísa não deixa de ser a mesma pessoa.

Luísa conta-nos a sua vida de forma crua, dura e sincera, deixando-nos, no fim, com vontade de a acompanhar para sempre, de saber sobre si depois de fechar a última página.

Seguramente um livro a ler, e uma autora a acompanhar.

 

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Para os fãs de ebooks

por Magda L Pais, em 31.05.16

Queria ler A Tragédia da Rua das Flores mas a versão que me emprestaram não tinha qualidade gráfica que me permitisse ler - ao fim de duas ou três páginas a dor de cabeça era tal que tinha de desistir.

No domingo, na Feira do Livro, procurei, procurei mas não encontrei este livro. Credo, o livro deve estar esgotado ou coisa que o valha porque, mesmo para vendas em segunda mão não aparece (ou aparece apenas inserido em colecções).

Resolvi por isso procurar em formato digital, dado que aparentava ser a única solução. E pronto, encontrei. Encontrei a Tragédia e mais não sei quantos livros portugueses em formato digital. E como não sou egoísta resolvi partilhar convosco os dois sites (que, provavelmente os fãs deste formato já conhecem, mas pronto).

blio.png

 e

 

livrs.png

(clicando nas fotos são encaminhados para os respectivos sites)

 

Divirtam-se e boas leituras. Por mim vou começar a Tragédia da Rua das Flores.

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E já participaram no Passatempo Voo Final?

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