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Uma paixão chamada livros 25/40

por Magda L Pais, em 04.03.16

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Top 5 das escritoras favoritas

Marion Zimmer Bradley

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Polémicas à parte, é uma das minhas autoras favoritas pelas Brumas de Avalon mas também por todos os outros livros que tive oportunidade de ler desta escritora. Esquecemos-nos que estamos a ler ficção e entramos de alma e coração na ficção que ela cria magistralmente.

Anne Bishop

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Gostar de fantasia e não conhecer Anne Bishop é um crime quase com direito a prisão perpétua. Algumas das suas personagens são tão reais que quase que esperamos encontrá-las aqui ou ali. E sim, as suas obras são sempre acompanhadas do mapa do mundo que nasce na sua imaginação para nosso gáudio. Excepto numa trilogia em que o mundo mudava de sítio consoante a pessoa queria. Fantástico!

Juliet Marillier

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Mais uma descoberta por acidente. Há uns anos atrás comprei um livro desta autora (não me recordo o nome) e, dai para a frente, leio tudo o que publica. Os seus romances do fantástico tem, na maior parte dos casos, personagens reais, sendo conjugada a realidade e a ficção de uma forma de tal modo excepcional que ficamos na dúvida se foi mesmo assim que se passou. Sevenwaters é, talvez, a melhor série mas não a única que vale a pena ler.

Robin Hobb

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Mais uma autora do fantástico (nota-se muito que sou fã deste género literário?). A Saga do Assassino e o Regresso do Assassino, 11 livros extraordinários que li de seguida. Mais uma autora que devia ter mais livros editados em Portugal.

J. K. Rowling/Robert Galbraith

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Dispensa apresentações. Harry Potter e o seu mundo extraordinário, Morte Súbita e detective Cormoran Strike são razões mais que suficientes para esta autora ter o seu lugar de destaque.

E sim, sim, vou acrescentar um sexto nome:

Paloma Sánchez-Garnica

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A Alma das Pedras e A Brisa do Oriente. Dois livros extraordinários, ambos são autênticos manuais de história e que nos levam a passear pelo passado, como se lá estivéssemos.

_____________________________________

Por quarenta dias, eu, M*The Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMNathyMJJustAna Rita Garcia M.TeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena,asminhasquixotadasKikas partilhamos a nossa paixão pela leitura e pelos livros. 

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Escritor vs Pessoa

por Magda L Pais, em 19.01.16

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A discussão começou aqui e depois passou para aqui. Começa por ser um caso isolado, o de Marion Zimmer Bladley, acusada pelos filhos – após a sua morte – de ser pedófila mas, na verdade, pode ser aplicado a qualquer escritor.

Devemos, ou não, julgar a obra pela pessoa? Ou o inverso?

Posso estar errada, admito que sim, mas creio que ambas devem ser dissociadas. Não podemos, ou não devemos, julgar um livro pelo seu escritor. Se há casos em que um texto é um livro aberto para a personalidade do seu escritor, noutros casos é o oposto que se passa. E não podemos ter a veleidade de achar que conhecemos, ao pormenor, a vida de todos os escritores.

Sabemos lá nós, por exemplo, quem foram ou o que fizeram, na sua vida privada, Jane Austen, Thomas Mann, Victor Hugo ou Alexandre Dumas. Quem nos garante que, no seu tempo, não cometeram crimes de alguma espécie e, no entanto, são escritores reconhecidos? Homero, Virgílio e Platão viveram numa época em que a pedofilia e a homossexualidade eram aceites (na verdade esses conceitos nem sequer existiam) mas as suas obras continuam a ser lidas e estudadas.

Será que, e voltando ao caso que deu origem a esta reflexão, As Brumas de Avalon perdem o seu valor literário por a autora ser – alegadamente – pedófila? Creio que não. Um livro ou está bem escrito ou está mal escrito. Ou gostamos ou não gostamos. Não passa dum lado ao outro da barreira porque a autora cometeu um crime sexual (apesar de, obviamente, este ser o pior tipo de crime que se pode cometer).

Dou ainda outro exemplo. Não suporto Miguel Sousa Tavares. Acho-o execrável e arrogante. Uma besta, em suma. No entanto adoro os seus livros. São fabulosos e muito bem escritos. Equador é um excelente exemplo.

Quando compro um livro, não olho apenas para o seu autor. Olho para a sinopse, para a capa, tento ler algum excerto e consulto no goodreads a opinião de quem já o leu. É história que está no livro que me interessa, não a vida do seu autor. Separo as águas e usufruo da leitura. Não direi que é a atitude correcta mas é a que me parece melhor.

E vocês, são influenciados pela vida do autor ou pela sua obra?

 

Nota final: Para quem quiser ler mais sobre as acusações feitas a Marion Zimmer Bladley, recomendo os seguintes links

Autores vs os seus livros, uma reflexão sobre Marion Zimmer Bradley

Transcrição do depoimento da autora aquando do julgamento do marido

Noticia on line do jornal The Guardian

Email de Moira Greyland (filha da autora)

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Escrever

por Magda L Pais, em 22.10.15

Escrever é um acto de contínua aprendizagem. E falo aqui escrever nas vertentes criativas, seja como blogger (é assim que se escreve?), como autor dum livro (ou de vários) ou como jornalista. Enfim, em todas as vertentes.

É precisamente por isso, porque também a escrever se aprende todos os dias, que me faz tanta confusão ver por ai autores/escritores/bloggers que agem de forma arrogante, achando‑se superior a todos os outros. Que não aceitam críticas e não reconhecem que, por melhores que sejam (e alguns nem sequer o são), podem sempre melhorar se ouvirem as opiniões de quem os rodeia.

Escrever é – ou devia ser – um acto de partilha. Escrever sem egoísmo, com humildade e com respeito. Respeito e consideração por quem lê e por quem se dá ao trabalho de nos dar a sua opinião.

Pena é que nem todos pensam assim. E mesmo que não os vejamos pessoalmente, basta ler o que escrevem para perceber que a arrogância com que o fazem não os deixa crescer e serem tão grandes quanto julgam que são.

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Dia Mundial do Escritor

por Magda L Pais, em 13.10.15

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Comemora-se hoje o dia Mundial do Escritor. Faço, por isso, e aqui, a minha homenagem a todos os que escrevem para que eu os possa ler. A todos os que me permitem sonhar acordada, viajar sem sair do sofá e viver histórias que não são minhas.

Mas, acima de tudo, faço a homenagem aos meus escritores favoritos - de hoje e de sempre. 

Ken Follett

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Porque este escritor não se limita a imaginar e escrever. Todos os seus livros tem um trabalho fantástico de investigação por detrás. É o próprio que explica como, em cada livro, traça a linha divisória entre a história e a ficção:

A regra que aplico é a seguinte: Ou a cena aconteceu, ou poderia ter acontecido; ou as afirmações foram feitas, ou poderiam ter sido feitas. E se encontrar alguma razão que impeça que a cena tivesse ocorrido na vida real, ou que uma dada afirmação tivesse sido feita - se, por exemplo, uma personagem se encontrava no estrangeiro nesse momento - elimino-a.

E é esta regra simples, conjugada com a qualidade da escrita que já me habituei com Ken Follett que o tornam num dos meus escritores favoritos.

Marion Zimmer Bradley

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Pelas Brumas de Avalon mas também por todos os outros livros que tive oportunidade de ler desta escritora. Esquecemos-nos que estamos a ler ficção e entramos de alma e coração na ficção que ela cria magistralmente.

John Grisham

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Descoberto por recomendação dum vendedor na Feira do Livro de Sesimbra. Por norma não ligo nenhuma às pseudorecomendações que aparecem de outros autores ou na contra capa, feitas por outros autores ou jornais. Mas num dos livros que li deste escritor dizia assim "tenha cuidado se for a ler Os Litigantes no autocarro, pois poderá perder a sua paragem" - Independent. Bem, na verdade, não perdi a paragem do autocarro. Mas perdi a do metro...

João Pinto Coelho

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Finalista do prémio Leya com o seu romance de estreia Perguntem a Sarah Gross, conseguiu, com apenas este livro, entrar para o meu rol de autores favoritos. Venham de lá mais livros, arranjarei, com certeza, espaço nas mui ocupadas estantes lá de casa para o ter. É um autor que me apetece!

Anne Bishop

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Gostar de fantasia e não conhecer Anne Bishop é um crime quase com direito a prisão perpétua. Algumas das suas personagens são tão reais que quase que esperamos encontrá-las aqui ou ali. E sim, as suas obras são sempre acompanhadas do mapa do mundo que nasce na sua imaginação para nosso gáudio. Excepto numa trilogia em que o mundo mudava de sítio consoante a pessoa queria. Fantástico!

Juliet Marillier

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Mais uma descoberta por acidente. Há uns anos atrás comprei um livro desta autora (não me recordo o nome) e, dai para a frente, leio tudo o que publica. Os seus romances do fantástico tem, na maior parte dos casos, personagens reais, sendo conjugada a realidade e a ficção de uma forma de tal modo excepcional que ficamos na dúvida se foi mesmo assim que se passou. Sevenwaters é, talvez, a melhor série mas não a única que vale a pena ler.

E vocês, que autores/escritores são os vossos favoritos? quem vos faz sonhar mais? 

 

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A escolha de um escritor/autor

por Magda L Pais, em 30.09.15

Este é um problema recorrente aos booklovers ou livrólicos anónimos (adorei este termo que encontrei, no outro dia, num outro blog).

Imaginem que, de momento, já lemos os livros todos que tínhamos em casa, queremos (ou podemos) comprar um novo livro e vamos até à livraria (seja ela on line ou num espaço físico). Com tanta oferta disponível, que livro escolhemos e de que escritor?

Será que preferimos não sair da nossa zona conforto e vamos comprar daquele autor que, à partida, sabemos que vamos gostar porque já o lemos? Ou será que arriscamos e compramos daquele escritor de que já ouvimos falar mas do qual nunca lemos nada? Ou seguimos o conselho de outros bloggers?

Confesso que, para mim, qualquer uma das opções é válida.

Há escritores que são passageiros frequentes da minha lista de compras – Ken Follett, Juliet Marillier, Marion Zimmer BradleyAnne Bishop ou John Grisham (entre outros) – tenho vários livros de cada um deles e sei que não me desiludem. Bom, ok, um dos livros que me desiludiu foi precisamente de Ken Follett mas, em contrapartida, é também dele um dos meus livros favoritos de sempre.

Mas também compro de escritores que nunca li. E com isso já descobri algumas pérolas. É o caso de Stieg Larsson, Jodi Picoult, James Patterson, ou Gary Jennings (deste último tenho muita pena que não haja mais nada editado em português, para além de Orgulho Asteca e Sangue Asteca.). Eram autores que eu desconhecia e que, caso não tivesse arriscado comprar os livros, nunca os teria lido.

Creio – mas é a minha opinião, claro e que resulta desta experiência – que, às vezes, devemos sair da nossa zona de conforto (leia-se autores que já conhecemos) e arriscar em escritores que desconhecemos. Podemos ter uma desilusão, é verdade. Mas também podemos ter uma grande alegria. E, pensando bem, este arriscar em sair da zona de conforto, não é só verdade neste caso mas em toda a nossa vida. Viver sempre na zona de conforto não é viver, é sobreviver.

E viver é tão melhor que sobreviver!

E vocês? Qual é o vosso critério de compra dos livros?

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