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A - Autor preferido

por Magda L Pais, em 11.08.17

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A resposta a esta questão terá de ser dividida em duas partes. O autor e a autora.

No lado masculino, subsistem algumas dúvidas na minha mente. Apesar de apenas ter lido quatro livros, foram os suficientes para que Brandon Sanderson tomasse de assalto o podium dos autores favoritos. Mas John Grisham também está nesse topo (mas talvez apenas li mais livros dele).

No caso da autora, o podium é dividido entre as duas mestras do fantástico. Entre Anne Bishop e Juliet Marillier tenho sempre dificuldade em dizer qual a que prefiro. 

 

Por 26 dias, eu, a JustMaria João CovasSofia GonçalvesMulaAlexandraDrama QueenCaracolGorduchitaB♥Sandra.wink.wink, Fátima Bento, Happy, Carla B. e Princesa Sofia respondemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às segundas, quartas e sextas, às 14h, não se esqueçam de cuscar as nossas respostas, em cada um dos blogs. Ou consultem aqui todos os posts publicados no Sapoblogs com esta tag (não consigo colocar aqui as tags da blogspot).

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A Firma

por Magda L Pais, em 05.08.17

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A Firma de John Grisham

Editado em 2012 pela Bertrand Editora

ISBN9789722524957

Sinopse

Mitchell McDeere, um jovem e ambicioso recém-formado em Direito na prestigiada Universidade de Harvard, acaba de ser contratado pela Bendini, Lambert & Locke, uma firma exclusiva de Memphis. Para Mitch e Abby, a sua mulher, acabaram-se as preocupações financeiras: além do salário chorudo, a firma entregou-lhe as chaves de um BMW novinho em folha, concedeu-lhe uma vantajosa hipoteca para a compra de uma bela vivenda, liquidou os empréstimos contraídos para pagar os estudos e até contratou uma decoradora para os ajudar.

Mas Mitch devia ter-se lembrado do que o seu irmão Ray, a cumprir uma pena de quinze anos numa prisão, já sabia: não se recebe o que quer que seja sem dar nada em troca. E agora o FBI está empenhado em destruir a firma e precisa da ajuda de Mitch. Encurralado entre a espada e a parede, a única opção que lhe resta é lutar para salvar a própria vida.

A minha opinião

John Grisham é um dos meus autores favoritos. Foi com ele (mais exactamente com Os Litigantes) que tive uma das situações mais engraçadas... deixei passar a minha estação de metro e só sai na última paragem da linha.

Por norma são livros passados com advogados (é curiosa essa tendência deste autor) e mostra um outro lado da advocacia. Bom, talvez nem todos estejam envolvidos com a Máfia, como é o caso deste...

Grisham sabe como desenvolver as personagens, como as caracterizar e como nos prender. Sabe exactamente o que deve contar, o que deve deixar subentendido e, acima de tudo, como interligar o que se vai passando. Não nos conta tudo, deixa-nos quase em stress. E, mais uma vez, neste livro, junta também um sentido de humor peculiar bem como algum sarcasmo.

A formula é repetida em todos os seus livros. Voltas e reviravoltas. Os bons vencem os maus. Mas resulta sempre. Sabemos como vai acabar (a vitória dos bons) mas queremos saber como. Porque quase sempre estão ali, quase quase a ser apanhados e nós estamos a torcer por eles.

Não vi o filme. Aliás, confesso que só agora descobri que havia um filme. Parece-me que sim, que é um livro perfeito para um filme, afinal tem todos os ingredientes.

Mais uma vez, não fiquei desiludida com este livro. Talvez não seja o melhor livro deste autor mas lê-se muito bem e não o queremos largar enquanto não sabemos como termina. E isso é quase tudo o que quero dum livro.

 

 

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Os Litigantes

por Magda L Pais, em 05.05.16
Os Litigantes de John Grisham
ISBN: 9789722528610
Editado pela Bertrand Editora
Lido em 2014
 
Sinopse:
Depois de vinte anos juntos, Oscar Finley e Wally Figg, os dois sócios da firma de advogados Finley & Figg, mais parecem um casal velho. Mas eis que chega a mudança. David Zinc, um advogado jovem, abandona a carreira acelerada numa elegante firma do centro, embebeda-se e vai literalmente parar-lhes à porta. 
Agora com um novo membro, a F&F está pronta para agarrar um grande caso, que os pode tornar muito ricos sem que tenham de trabalhar muito. Krayoxx, um medicamento muito popular para reduzir o colesterol em doentes obesos e produzido por um gigante da indústria farmacêutica, está sob fogo depois de vários casos de ataques cardíacos associados ao tratamento. A única coisa que a Finley & Figg tem de fazer é encontrar meia dúzia de pessoas que tenham tido ataques cardíacos enquanto tomavam Krayoxx, convencê-las a tornarem-se clientes e prepararem-se para a fama e a fortuna. 
Com um bocadinho de sorte, nem sequer terão de ir a tribunal! Parece quase bom de mais para ser verdade. 
E é.
 
A minha opinião
Por norma não ligo nenhuma às pseudorecomendações que aparecem de outros autores ou na contra capa, feitas por outros autores ou jornais. Neste livro diz assim "tenha cuidado se for a ler Os Litigantes no autocarro, pois poderá perder a sua paragem" - Independent. Bem, na verdade, não perdi a paragem do autocarro. Mas perdi a do Metro à conta deste livro.
Oscar é o sócio sénior duma firma de advogados, a Finley & Figg e Wally é o sócio júnior. A Finley & Figg é, segundo os dois sócios, uma firma boutique. E boutique porque? porque, explicam eles, na Finley & Figg cada caso é tratado de forma única e pessoalmente pelos sócios. O que é natural, dado que a firma são eles os dois. E Rochelle, a secretária judicial. E PA, o cão. Sim, a Finley & Figg orgulha-se de ter um cão. Um cão que, assim que ouve as ambulâncias ao longe ou se apercebe que algum carro derrapou ou bateu começa a rosnar para avisar os donos que houve um acidente e que eles se devem dirigir, rapidamente, ao local do acidente para poderem representar as vitimas. Ou os culpados. Ou quem quer que seja que lhes pague. Rochelle, a secretária, foi uma das clientes da F&F. O caso correu tão mal, mas tão mal, que Rochelle acabou por nunca sair do escritório. Primeiro para os obrigar a endireitar as coisas e depois para os ajudar. Esta firma é tão bem sucedida nos seus casos que, em determinada altura, conseguiram perder uma acção de divórcio por mútuo acordo...
David é um advogado jovem, formado em Harvard, que trabalha numa das maiores firmas de advogados da cidade. Um dia sai de casa para ir trabalhar mas acaba por desistir do emprego e vai parar, por acaso, à Finley & Figg.
Wally passa o seu tempo à procura do processo da sua vida, aquele que lhe permitirá passar a escolher clientes, comprar roupa de marca e, quem sabe, um jacto particular. Primeiro eram as fraldas para bebés, depois os painéis de gesso e a seguir as armas eléctricas. Até que tropeça no Krayoxx. E consegue convencer Oscar e David a embarcarem com ele na procura de clientes que sejam familiares de alguém que tenha morrido por ter tomado aquele medicamento. Todo o processo - procura de clientes, obtenção de provas, manipulação, etc - é feito de modo a que fica sempre a dúvida se a ética está a ser respeitada. Mas a verdade é que é de tal modo hilariante que, quando estamos a dois terços do livro, quase que desejamos que, apesar de tudo, Oscar, Wally e David consigam o seu intento.
Mais uma vez John Grisham consegue prender-nos do principio ao fim. Para mim é, sem dúvida, mais um autor a seguir.

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Uma paixão chamada livros 24/40

por Magda L Pais, em 03.03.16

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Top 5 dos escritores favoritos

Ken Follett

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Porque este escritor não se limita a imaginar e escrever. Todos os seus livros tem um trabalho fantástico de investigação por detrás. É o próprio que explica como, em cada livro, traça a linha divisória entre a história e a ficção:

A regra que aplico é a seguinte: Ou a cena aconteceu, ou poderia ter acontecido; ou as afirmações foram feitas, ou poderiam ter sido feitas. E se encontrar alguma razão que impeça que a cena tivesse ocorrido na vida real, ou que uma dada afirmação tivesse sido feita - se, por exemplo, uma personagem se encontrava no estrangeiro nesse momento - elimino-a.

E é esta regra simples, conjugada com a qualidade da escrita que já me habituei com Ken Follett que o tornam num dos meus escritores favoritos.

John Grisham

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Descoberto por recomendação dum vendedor na Feira do Livro de Sesimbra. Por norma não ligo nenhuma às pseudorecomendações que aparecem de outros autores ou na contra capa, feitas por outros autores ou jornais. Mas num dos livros que li deste escritor dizia assim "tenha cuidado se for a ler Os Litigantes no autocarro, pois poderá perder a sua paragem" - Independent. Bem, na verdade, não perdi a paragem do autocarro. Mas perdi a do metro...

 

João Pinto Coelho

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Finalista do prémio Leya com o seu romance de estreia Perguntem a Sarah Gross, conseguiu, com apenas este livro, entrar para o meu rol de autores favoritos. Venham de lá mais livros, arranjarei, com certeza, espaço nas mui ocupadas estantes lá de casa para o ter. É um autor que me apetece!

Gary Jennings

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Com apenas dois livros editados no nosso país (o que é lamentável) Gary Jennings é um autor que subiu rapidamente ao topo das minhas preferências com O asteca. Aliás, este livro (dividido em dois volumes em Portugal) é considerado como uma obra de referência para quem quer entender o Povo Asteca e a sua ascensão e queda. Espero, sinceramente, que um dia alguma editora opte por editar os outros livros que escreveu porque os seus leitores o merecem.

José Rodrigues dos Santos

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José Rodrigues dos Santos tem o dom de saber explicar, nos seus livros, coisas complicadas de forma simples e perceptível ao comum dos mortais. Um dos últimos livros que li dele, A Mão do Diabo, é dado, ao leitor, a possibilidade de perceber os meandros e as razões da crise económica que teima em passar e cuja responsabilidade é de todos nós.

E sim, tenho mesmo mesmo de acrescentar um sexto autor...

Gabriel García Márquez

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Por Cem anos de Solidão, Ninguém Escreve ao Coronel, Amor nos Tempos de Cólera, Crónica de uma Morte Anunciada, os Contos completos, e O Outono do Patriarca.

 

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Por quarenta dias, eu, M*The Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMNathyMJJustAna Rita Garcia M.TeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena,asminhasquixotadasKikas partilhamos a nossa paixão pela leitura e pelos livros. 

 

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O Manipulador

por Magda L Pais, em 13.12.15

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O Manipulador de John Grisham

Editado em 2013 pela Bertrand Editora
ISBN: 9789722527194
 
Sinopse
Raymond Fawcett, juiz federal da Virgínia, e a sua secretária são encontrados mortos em casa. Não há sinal de luta, nem impressões digitais, nem testemunhas. Nada, excepto um cofre-forte vazio.
Depois de alguns meses, a investigação do FBI não avançou um milímetro. E é aí que entra em cena Malcolm Bannister, de 42 anos, negro, advogado de profissão, condenado a 10 anos de prisão por um crime que não cometeu e ainda com cinco anos de pena por cumprir, que afirma conhecer o assassino e os motivos que levaram ao crime. Em troca da informação, porém, ele exige ser solto e entrar para o programa de protecção à testemunha, além de um rosto cirurgicamente alterado e uma nova identidade. Primeiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times e eleito o livro do mês pela Amazon, O manipulador é mais um thriller de alta voltagem de John Grisham. E, dessa vez, é o próprio sistema judiciário que vai para o banco dos réus, num livro surpreendente sobre vingança, limites morais e os meandros da lei.
 
A minha opinião
John Grisham é um dos meus autores favoritos e, até agora, não me desiludiu com livro algum. Este não é a excepção. Demorei mais tempo a lê-lo porque, apesar de estar em casa, uma broncopneumonia não é coisa que nos deixe com vontade de fazer coisa alguma que não seja dormir e vegetar no sofá ou na cama até ganhar raízes.
Malcolm foi preso injustamente. Advogado numa pequena firma duma pequena cidade, acabou envolvido num esquema de lavagem de dinheiro sem saber como e acabou condenado a 10 anos de prisão sem ter feito coisa alguma. Preso numa cadeia de mínima segurança, acaba por se tornar "advogado de cadeia", termo pelo qual são conhecidos os advogados que ajudam os outros presos a resolver os seus problemas. 
Quanto os assassinatos de Fawcett e da sua amante são cometidos o FBI tem zero pistas - nada na casa foi mexido, não houve arrombamento nem roubo. Só há um cofre vazio e demasiadas perguntas sem respostas.
Ao fim de uns dias do assassinato, Malcolm contacta o FBI através do director da prisão, afirmando saber exactamente quem é que cometeu o crime bem como o motivo. Em troca, exige a sua libertação imediato, um novo rosto, o prémio monetário e a entrada no programa de protecção das testemunhas. Será que a informação de Malcolm justifica todas as suas exigências?
Só nas últimas páginas do livro é que acabamos por perceber o alcance das informações que Malcolm dá ao FBI e a verdadeira história por detrás do assassinato. Como sempre nem tudo é claro na história até ao desfecho final, o que, sinceramente, acaba por ser a grande mais valia deste autor. As reviravoltas são tantas que, em determinada altura e porque tinha estado um ou dois dias sem pegar no livro, tive de voltar atrás para perceber o que se estava a passar. Gosto quando isto acontece!
 

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