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A - Autor preferido

por Magda L Pais, em 11.08.17

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A resposta a esta questão terá de ser dividida em duas partes. O autor e a autora.

No lado masculino, subsistem algumas dúvidas na minha mente. Apesar de apenas ter lido quatro livros, foram os suficientes para que Brandon Sanderson tomasse de assalto o podium dos autores favoritos. Mas John Grisham também está nesse topo (mas talvez apenas li mais livros dele).

No caso da autora, o podium é dividido entre as duas mestras do fantástico. Entre Anne Bishop e Juliet Marillier tenho sempre dificuldade em dizer qual a que prefiro. 

 

Por 26 dias, eu, a JustMaria João CovasSofia GonçalvesMulaAlexandraDrama QueenCaracolGorduchitaB♥Sandra.wink.wink, Fátima Bento, Happy, Carla B. e Princesa Sofia respondemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às segundas, quartas e sextas, às 14h, não se esqueçam de cuscar as nossas respostas, em cada um dos blogs. Ou consultem aqui todos os posts publicados no Sapoblogs com esta tag (não consigo colocar aqui as tags da blogspot).

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O Covil dos Lobos

por Magda L Pais, em 21.07.17

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O Covil dos Lobos de Juliet Marillier

Blackthorn & Grim - Livro 3

ISBN: 9789896579616

Editado em 2017 pela Editorial Planeta

Sinopse

Blackthorn conhece bem as regras: não procurar vingança, ajudar qualquer pessoa que pedir e praticar apenas o bem.

Mas depois da provação recente que ela e Grim sofreram, sabe que tem de encontrar o homem que lhe arruinou a vida.

Último livro da trilogia Blackthorn & Grim.

A minha opinião

Depois d'O Lago dos Sonhos e d'A Torre de Espinhos, foi com um amargo na boca que comecei a leitura deste último volume da trilogia Blackthorn & Grim.

Por um lado queria muito chegar ao fim e perceber se Blackthorn tinha conseguido cumprir as regras impostas pelo seu amigo Conmael e se, ao mesmo tempo, tinha percebido (sozinha) que o que a une a Grim é muito mais do que ela pensa. Não vou, obviamente, dar-vos as respostas a estas questões, bastando que vos diga que o livro não desilude e que, no fim, tudo está bem quando acaba bem.

Por outro lado, saber que, depois deste volume, me teria de despedir destas duas personagens - Blackthorn e Grim - fez com que tivesse vontade de demorar ainda mais a leitura. É, sem dúvida, um drama comum aos leitores: queremos acabar o livro mas não queremos acabar a leitura...

Qualquer um dos livros desta trilogia é contada a várias vozes. Para além de Blackthorn e Grim, neste volume conhecemos Cara e Bardan. E enquanto Blackthorn e Grim falam na primeira pessoa (com claras diferenças de linguagem que permitem, mesmo sem ler o titulo do capitulo, saber quem é quem), Cara e Bardan falam na terceira pessoa. Cara numa forma mais clara, afinal é uma jovem de 15 anos. E Bardan numa forma confusa, pensamentos soltos, próprios de quem não se entende a ele próprio, duma pessoa que se esqueceu do que é importante.

Mais uma vez, Juliet Marillier leva-nos numa viagem de mistério, pela Irlanda medieval, pelas histórias contadas à lareira, pelas lendas que encantam. É o seu estilo, onde se sente à vontade, e onde nos encanta. As suas personagens são sempre fortes, bem caracterizadas mas, ao mesmo tempo, bastante humanas, com falhas que todos nós podemos ter, o que leva a que o leitor festeje as suas vitórias e se entristeça com as suas derrotas. Só um mestre na escrita o poderia fazer e, sem dúvida, Juliet Marillier é uma mestra.

 

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Sangue-do-Coração

por Magda L Pais, em 10.11.16

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Sangue-do-Coração de Juliet Marillier

Editado em 2010 pela Bertrand Editora

Sinopse

Uma floresta assombrada. Um castelo amaldiçoado. Uma jovem que foge do seu passado e um homem que é mais do que parece ser. Uma história de amor, traição e redenção...

Whistling Tor é um lugar de segredos, uma colina arborizada e misteriosa que alberga a fortaleza deteriorada de um chefe tribal cujo nome se pronuncia no distrito em tons de repulsa e de amargura. Há uma maldição que paira sobre a família de Anluan e o seu povo; os bosques escondem uma força perigosa que pronuncia desgraças a cada sussurro.

E, no entanto, a fortaleza abandonada é um porto seguro para Caitrin, a jovem escriba inquieta que foge dos seus próprios fantasmas. Apesar do temperamento de Anluan e dos misteriosos segredos guardados nos corredores escuros, este lugar há muito temido providencia o refúgio de que ela tanto precisa.

À medida que o tempo passa, Caitrin aprende que há mais por detrás do jovem desfeito e dos estranhos membros do seu lar do que ela pensava. Poderá ser apenas através do amor e da determinação dela que a maldição será desfeita e Anluan e a sua gente libertados...

 

A minha opinião

Juliet Marillier é sempre sinónimo de horas de prazer agarrada a um livro e sangue-de-coração não foi a excepção que confirma a regra.

Tenho sempre a sensação, quando leio livros desta autora, que mergulho em histórias contadas à lareira, histórias tradicionais, de duendes e magia, fadas e mistério. Histórias de perseverança, de amor e amizade, de encantos e maldições, a eterna luta entre o bem e mal com personagens saídas da mitologia. O folclore, a tradição e a mitologia, misturados numa formula de sucesso.

E é tão bom!

Neste livro, para além de tudo isso, a semelhança com uma das histórias mais bonitas contadas pela Disney - a Bela e o Monstro, sendo Caitrin a Bela e Anluan, o monstro.

Mais uma vez, Julliet consegue caracterizar as suas personagens de forma tão clara, tão ternurenta e tão arrebatadora que quase conseguimos sentir os seus medos, os seus anseios e a sua determinação. Sofremos com o mal que lhes acontece, rejubilamos com as suas vitórias e ansiamos pelo seu descanso.

Chegando ao fim, sentimos a mesma paz a que as personagens tiveram direito... e ficamos na dúvida se queremos ler outro livro ou reler o que acabamos de fechar.

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A Torre de Espinhos

por Magda L Pais, em 29.06.16

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A Torre de Espinhos de Juliet Marillier

Blackthorn & Grim volume II

ISBN: 9789896577827

Editado em 2016 pela Editorial Planeta

 

Sinopse

Para Blackthorn e Grim, o regresso à vida tranquila na pequena quinta à beira da Floresta dos Sonhos nunca poderia durar muito. Escassas semanas passaram desde que o mistério do Lago dos Sonhos foi resolvido e já um novo desafio paira no horizonte. O príncipe de Dalriada recebeu um pedido de ajuda da parte de Geiléis, a Senhora de Bann, cujas terras medram sob a força de uma estranha maldição. Uma criatura sem nome instalou-se na velha torre que se ergue numa ilha do rio Bann e, do nascer ao pôr-do-sol, os seus gritos incessantes impedem o gado de crescer, secam os campos e a vontade dos homens e instalam a semente da loucura nos espíritos mais sãos. Cercada de espinhos venenosos, a misteriosa torre encerra um segredo secular. Caberá a Blackthorn e Grim mergulharem nas trevas de um amor impossível e libertarem o povo de Bann do coração tempestuoso de uma rainha do Povo Encantado. Pelo meio, a curandeira e o seu companheiro terão de enfrentar o silêncio de quem sabe e atravessar uma teia de mentiras urdida ao longo de vários séculos. Quem será o estranho habitante da Torre de Espinhos. Um homem, um monstro? Uma força destruidora ou apenas uma vítima? No fim, o amor será a única redenção.

Este é segundo livro da mais recente série da autora best-seller do romance fantástico - Juliet Marillier - uma das autoras de Fantasia mais aclamada a nível mundial. Com a maestria e talento a que já nos habituou e uma narrativa empolgante, Juliet Marillier volta ao registo adulto e constrói um mundo fantástico excepcional, cheio de encantamento, devoção, mágoa e mistério.

 

A minha opinião

Já falei aqui várias vezes da minha paixão por romances de fantasia. Assim como já mencionei outras tantas vezes que Juliet Marillier é uma das minhas escritoras favoritas, a par de Anne Bishop ou Marion Zimmer Bradley. Ora, portanto, quando sai um livro novo duma destas autoras, como devem calcular, sou quase a primeira da fila para o comprar (normalmente compro-os em pré-venda, logo que recebo a notificação a avisar que vai sair o livro). Pancas de quem delira literalmente com estes livros. 

Foi assim com O Lago dos Sonhos, primeiro volume desta trilogia, e foi assim com este. Será assim também com o terceiro volume logo que ele esteja para sair por cá.

Mais uma vez a história é-nos contada a três vozes. Blackthorn, Grim e Geiléis dão-nos as suas versões de cada acontecimento, permitindo-nos conhecer os seus pensamentos e ir mais longe na história. E tal como no primeiro volume, quase que nem era preciso que os capítulos tivessem o nome de quem o relata porque Juliet Marillier consegue (fabulosamente) que cada um escreva à sua maneira, dando-nos a sensação que o livro está escrito a três mãos e não apenas por uma.

Anne Bishop cria mundos como mais ninguém o consegue. Juliet Marillier usa o nosso mundo e introduz-lhes elementos mágicos como mais ninguém o consegue.

É o caso deste livro, que se passa na Irlanda Medieval. Resumindo e sem querer contar demasiado da história, Geiléis, a Senhora de Bann, vive perto da Torre de Espinhos de onde, todos os dias, do nascer ao por do sol, um monstro chora de tal modo que entristece tudo e todos (e por todos leiam-se animais e pessoas). Como último recurso recorre ao príncipe de Dalriada e a Blackthorn para que a ajudem a expulsa-lo para que as terras voltem a produzir e a tristeza abandone o seu território. Nessa viagem a Bann, o passado de Grim e  Blackthorn regressam. No caso de Grim para o atormentar e no caso de Blackthorn para a tentar. Cada um deles terá de resolver o seu próprio problema para que consigam também resolver o mistério em redor da Torre de Espinhos.

Para os fãs de fantasia, este é um livro obrigatório! para quem não é fã, experimentem esta trilogia.

E agora aguardemos pelo terceiro volume!

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O Lago dos Sonhos

por Magda L Pais, em 24.06.16

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O Lago dos Sonhos de Juliet Marillier

Editado em  2015 pela Editorial Planeta
ISBN: 9789896576288
 

Sinopse

Um livro intenso que tem como pano de fundo a Irlanda medieval. Voltando ao registo dos seus primeiros livros, a autora constrói uma trama intricada, sempre acompanhada dos mistérios celtas, que não deixará os leitores indiferentes.

Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn jurou pôr de lado o seu desejo de vingança contra o homem que destruiu tudo o que lhe era querido. Seguida por um companheiro de clausura, um homem grande e silencioso chamado Grim, ela viaja para o norte, rumo a Dalriada. Aqui, viverá na orla de uma misteriosa floresta e terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.

Oran, príncipe herdeiro do trono de Dalriada, esperou com ansiedade a chegada da sua noiva, Lady Flidais. Conhece-a apenas por via de um retrato e da poética correspondência que trocaram entre si e que um dia o convenceu de que Flidais era o seu verdadeiro amor. Oran descobre, porém, que as cartas também mentem, pois, embora igual em aparência à imagem no retrato, a sua noiva vem a revelar-se uma mulher muito diferente da criatura sensível e sonhadora que escreveu aquelas cartas.

Nas vésperas do seu casamento, o príncipe não vê saída para a o seu dilema. Mas corre o rumor de que Blackthorn possui um dom extraordinário para a resolução de problemas espinhosos, e ele pede a sua ajuda. Para salvar Oran das suas insidiosas núpcias, Blackthorn e Grim vão precisar de todos os seus recursos: coragem, engenho, astúcia e talvez até um pouco de magia.

 

A minha opinião

Livro lido em Julho de 2015 mas que publico hoje aqui a minha opinião uma vez que estou a ler o segundo volume desta trilogia.

Não é segredo para ninguém que eu gosto de literatura do fantástico e que Juliet Marillier é uma das minhas autoras favoritas. E, mais uma vez, não acabei o livro desiludida. 

Blackthorn, uma curandeira (ou mulher-sábia) foi presa por Mathuin por ter levantado a sua voz contra ele, mostrando, ao povo, que, tanto o líder do clã como o seu filho, violam impunemente as mulheres, engravidando algumas e desfazendo-se delas quando já não lhes servem. Durante um ano, a única coisa que fez com que Blackthorn aguentasse os calabouços onde nem a luz do sol consegue ver, bem como e a violência dos guardas, foi saber que, no solstício de verão seria ouvida no conselho. Mas na véspera desse esperado dia, o Carrasco avisa-a que irá morrer nessa noite para que não seja ouvida. Mas Conmael propõe-lhe um acordo para se escapar à morte e à prisão - mudar-se para Dalriada e, durante sete anos, aceder a todos os pedidos de socorro que lhe sejam dirigidos, seja por quem for, e não tentar vingar-se de Mathuin. A custo, Blackthorn, aceita o acordo.

Grim, companheiro de Blackthorn nos calabouços, acaba por se conseguir escapar das celas na mesma altura que Blackthorn, acompanhando-a na fuga e na viagem para Dalriada. Sem nunca revelar as razões pelas quais foi preso, e sem perguntar a Blackthorn porque razão odeia tanto Mathuin, acaba por se tornar no braço direito da mulher sábia, sem que ambos se apercebam o quanto se tornam inseparáveis.

Oran é um príncipe diferente. Respeita a população, preocupa-se verdadeiramente em ser justo e tenta conhecer todos os que o servem. Quando chega a altura de se casar, a sua primeira preocupação é conhecer a noiva, Flidais, nem que seja por carta. E acaba mesmo por se apaixonar por ela apesar de nunca a ter visto.

Quando Flidais chega a Dalriada, resolve, com Ciar, a sua criada, tomar um banho no Lago dos Sonhos. Ciar acaba por morrer afogada e Flidais, daí para a frente, não é a mesma. Oran estranha e acaba por pedir ajuda a Blackthorn e a Grim para descobrir o que se terá passado. Só que a resposta pode não ser a que ele espera.

Toda a história é contada a três vozes - Blackthorn, Grim e Oran - o que torna o livro ainda mais interessante. Principalmente porque a autora (com a qualidade que lhe reconheço) consegue que cada personagem "escreva" de forma diferente. Grim escreve em frases mais curtas, de quem não teve a educação esmerada de Oran e Blackthorn escreve duma forma mais sábia. Esse detalhe acrescenta bastante valor ao livro. Depois temos, pelo meio, várias histórias envoltas numa só. A história pessoal de cada um dos narradores, o casamento de Orin e Flidais, a história de Ness - uma das pessoas que Blackthorn ajuda. Entrelaçam-se as histórias, sem dificuldades e, no fim, ficamos com vontade de ir buscar o segundo volume para ler de seguida. 

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