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Perguntem a Sarah Gross

por Magda L Pais, em 21.10.17

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Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho
Editado em 2015 pela Dom Quixote
ISBN: 9789722057103
Lido em 2015
 
Sinopse
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador. 
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.
 
A minha opinião
Este foi um dos livros que me desgraçou na Feira do Livro de Lisboa de 2015. E tudo por culpa da opinião da Márcia. E não, as minhas expectativas, que estavam elevadas, não foram defraudadas. Se vos dizer que em 4 dias, apenas 4 dias, devorei e degustei este livro, talvez não acreditem mas a verdade é que foi isso mesmo que aconteceu. Este livro lê-se assim, de uma penada e com cuidado - muito cuidado - para não perdermos a paragem de autocarro ou do metro. E sendo este romance a estreia de João Pinto Coelho como escritor, augura, seguramente, um futuro brilhante, com muitos livros para eu ler.
O livro intercala a história de Kimberly, uma jovem atormentada pela sua adolescência e que, em 1968, vai dar aulas para St. Oswald, um colégio interno, elitista que é dirigido por Sarah Gross. Ao mesmo ritmo, acompanhamos a vida da família Gross desde 1923 em Oshpitzin, Polónia, localidade onde, anos mais tarde, seria instalado o campo de concentração de Auschwitz. Do tempo de felicidade em 1923 e em 1968 passamos aos horrores que se viveram no pior campo de concentração e a uma tragédia em St. Oswald’s, levando-nos, o autor, ao ponto de não conseguirmos parar a leitura para podermos saber o que o destino reservou a cada uma das personagens. De uma forma magistral, sentimos, quase que na pele, as alegrias, os medos, as tristezas, dos homens e mulheres que viveram em cada uma das épocas retratadas.
Por fim, quando lemos o epilogo e percebemos que estamos a saborear as últimas linhas deste romance sublime, fica aquela sensação de que já tinha saudades - a dum livro que vai precisar que eu faça o seu luto, que o absorva nos próximos dias sem o macular com outra leitura.
 
Classificação:
 
(Parabéns ao autor pelo Prémio Leya. E que o livro venha depressa que eu quero muito ler)

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Origem

por Magda L Pais, em 20.10.17

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Origem de Dan Brown

ISBN: 9789722534208

Editado em 2017 pela Bertrand Editora

Sinopse

Bilbau, Espanha.

Robert Langdon, professor de simbologia e iconologia religiosa da universidade de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbau para assistir a um grandioso anúncio: a revelação da descoberta que «mudará para sempre o rosto da ciência.» O anfitrião dessa noite é Edmond Kirsch, bilionário e futurista de quarenta e dois anos cujas espantosas invenções de alta tecnologia e audazes previsões fizeram dele uma figura de renome a nível global.

Kirsch, um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, duas décadas atrás, está prestes a revelar um incrível avanço científico… que irá responder a duas das perguntas mais fundamentais da existência humana. No início da noite, Langdon e várias centenas de outros convidados ficam fascinados com a apresentação tão original de Kirsch, e Langdon percebe que o anúncio do amigo será muito mais controverso do que ele imaginava. Mas aquela noite tão meticulosamente orquestrada não tardará a transformar-se num caos e a preciosa descoberta do futurista pode muito bem estar em vias de se perder para sempre.

Em pleno turbilhão de emoções e em perigo iminente, Langdon tenta desesperadamente fugir de Bilbau. Tem ao seu lado Ambra Vidal, a elegante diretora do Guggenheim que trabalhou com Kirsch na organização daquele provocador evento. Juntos, fogem para Barcelona, com a perigosa missão de localizarem a palavra-passe que os ajudará a desvendar o segredo de Kirsch.

Percorrendo os escuros corredores de história oculta e religião extremista, Langdon e Vidal têm de fugir de um inimigo atormentado que parece tudo saber e que parece até de alguma forma relacionado com o Palácio Real de Espanha… e que fará qualquer coisa para silenciar para sempre Edmond Kirsch.

Numa viagem marcada pela arte moderna e por símbolos enigmáticos, Langdon e Vidal vão descobrindo as pistas que acabarão por conduzi-los à chocante descoberta de Kirsch… e a uma verdade que até então nos tem escapado e que nos deixará sem fôlego.

A minha opinião

No passado domingo tive a grata oportunidade de ir ver e ouvir Dan Brown no CCB em Lisboa e foi precisamente no domingo que comecei a leitura deste livro. Apesar de o ter comprado ainda em pré-venda, quis deixar para o começar depois de ouvir o autor, calculando (e não me enganei) que, após o ouvir, ainda me iria saber melhor ler o livro.

Soube melhor mas, na realidade, também soube a pouco.

De onde vimos, para onde vamos. As duas questões que tanto dividem as religiões e que levaram a guerras entre quem conta a história de maneira diferente. Mais uma vez Dan Brown volta a questionar dogmas e verdades feitas, insistindo, desta vez, na criação do ser humano - evolução ou descendentes de Adão e Eva? E, se na origem da nossa espécie, há dúvidas e perguntas, que dizer do que nos reserva o futuro e das opiniões divergentes que a religião e a ciência apresenta?

Dan Brown não sai, neste livro, da sua zona de conforto. A formula do Código da Vinci funcionou e continua a funcionar (desconfio que Dan agora já pode pagar um jantar à mulher - quem esteve no CCB perceberá). O problema é que a zona de conforto de Dan Brown implica um confronto com as crenças mais básicas do catolicismo, obrigando-nos - a todos - a reflectir sobre essas mesmas crenças e sobre os mitos, mais ou menos credíveis, que as religiões, todas elas, nos tentar incutir.

Se, com o Código da Vinci, um padre conseguiu reunir quase 800 pessoas para discutir a obra (foi o próprio autor que nos contou isto no CCB), creio que Origem irá voltar a ter esse mesmo efeito. Porque, apesar do nosso futuro enquanto espécie parecer negro, Origem levanta-nos o animo e mostra que esse mesmo futuro - mais tecnológico, mais cientifico - pode também ser mais brilhante. Implicará isso o fim das religiões, das crenças, de acharmos que há uma entidade maior que nós próprios? isso, só o futuro o dirá, aquele que estamos hoje a desenhar e do qual Dan Brown nos mostra qui algumas luzes.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Dan Brown no CCB em Lisboa

por Magda L Pais, em 16.10.17

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Este ano Portugal está na rota de três autores que adoro.

Primeiro foi Ken Follet que a Editorial Presença trouxe a Portugal no passado dia 24 de Setembro. Infelizmente não me foi possível estar presente mas, por aquilo que acompanhei no facebook, foi muito mal organizado. Um espaço pequeno para um autor desta envergadura, entrada até estarem pessoas quase às camadas, enfim, uma salganhada que um autor destes não merece.

Dia 28 de Outubro, inserido no Festival Bang, Anne Bishop. Não sei se já notaram mas é A Autora que eu mais acompanho, que mais leio, que me encanta e de quem tenho todos os livros editados. Estou em stress para que esse dia chegue.

E ontem, Dan Brown no Grande Auditório do CCB em Lisboa. Eu estive lá e é disso que vos quero falar.

Primeiro que tudo uma palavra de apreço à organização. De facto a Bertrand, neste aspecto, funcionou tal e qual um relógio afinado. Cada pessoa tinha, na sua pose, um convite que podia ser de 4 cores diferentes. Os azuis tinham direito a ficar nas primeiras filas. Os laranja ficavam na plateia, nas últimas filas. Os brancos iam para o segundo andar. Haviam ainda convites castanhos que, confesso, não percebi como funcionavam. Percebi que os brancos eram os convites entregues no dia do evento a quem se dirigiu ao CCB. Os laranja eram os convites de quem tinha feito o registo no site destinado ao evento (e que foram enviados para casa). Os azuis eram os que tinham feito o registo no site, tinham respondido correctamente a uma questão colocada e que tinham feito a pré-reserva do livro. No evento (via facebook) ou por email, fomos sendo avisados dos horários. Às 16h as portas abririam (e foi a essa hora que começamos a entrar para o foyer), às 16h30 seriam abertas as portas do auditório (aqui houve um pequeno atraso, só foram abertas às 16h45) e às 17h teria inicio a apresentação (que começou às 17h15) com duração aproximada duma hora. Viu-se que a máquina estava bem oleada. As pessoas foram encaminhadas consoante as cores dos convites, quem estava nas zonas mais afastadas do palco foi convidado a preencher os espaços vazios mais à frente, sem stresses, empurrões ou problema algum. E, quando já estávamos todos sentados o evento começou.

Dan Brown é um comunicador. Mais que um escritor de sucesso, é uma pessoa de conversa. Que nos levou por uma viagem pela sua própria história pessoal, pelo que é viver com uma mãe católica e um pai dedicado às matemáticas. De riso fácil e que nos manteve presos ao seu discurso durante quase 40 minutos, sem que déssemos conta do tempo passar. Falou deste novo livro mas também de como foi ingénuo quando editou O Código Da Vinci, livro que, no seu entender, não era polémico. Contou-nos vários episódios que se passaram com ele, nas filmagens e a razão que o levou a ceder e a permitir que os filmes fossem feitos. Falou na sua interpretação da religião e de que sentiu necessidade de se afastar mais da religião quando um padre disse, no funeral de uma criança que tinha morrido de leucemia, que essa morte fazia parte do plano de Deus.

Por fim uma pequena sessão de perguntas e respostas. Ficamos a saber que, um dia, poderá editar um livro chamado “A cifra de Sintra”. Foram várias as perguntas, umas com mais interesse outras com menos e que nos deu um dos momentos altos do evento. A pergunta? Bem, a que é colocada a todos os autores em eventos destes: Quando é que sai o próximo livro?. A resposta? Bem, levou quase toda a gente às lágrimas de riso: Dan Brown pediu que a pessoa que a colocou se levantasse (era uma senhora) e pediu-lhe que imaginasse que tinha tido um filho e que, dez minutos depois do parto, mal entrou no quarto, o marido lhe pergunta: e então, vamos repetir? Vamos ter já outro filho?

Ficamos também a saber que o símbolo que aparece na capa do livro é a representação da escadaria da Sagrada Família, local onde passeou na altura em que andava a fazer investigação para este livro e que achou que era perfeito para alguém morrer por ali.

Dan Brown veio a Portugal por “breves instantes”. Aterrou em Lisboa uma hora antes do evento e, logo que terminou, fez uma visita rápida à Bertrand no Chiado e seguiu para Barcelona – cidade onde se passa a trama deste livro – para um novo evento. Apesar de ter sido pouco tempo (com um comunicador destes, poderia estar ali a tarde toda a ouvi-lo) tenho de vos confessar que foi uma tarde inesquecível. Mesmo sem a sessão de autógrafos que tantos queriam que se tivesse realizado (coitado do homem, só se fosse mesmo de carimbo que assinar livros a tanta gente seria coisa para lhe provocar uma tendinite).

Por fim… ganhei uma filha neste evento. Fui com a desaparecida Miss F (ela vive mas apenas na Revista Inominável) e, antes de entrarmos, uma fotógrafa da Bertrand veio ter connosco e pediu-me autorização para fotografar a minha filha “que é muito bonita”. Autorizamos, pois claro, mas não sem antes termos um ataque de riso. E pronto, assim sendo, além do prazer de ouvir um excelente comunicador e um escritor de quem sou fã, a minha família também aumentou. Um dia em grande, está visto.

(se quiserem ver o vídeo, está aqui e na galeria em baixo, clicando nas setas, podem ver as nossas fotos)

 

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A Outra Metade de Mim (Mischling)

por Magda L Pais, em 16.10.17

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A Outra Metade de Mim (Mischling) de Affinity Konar

ISBN: 9789722532730

Editado em 2016 pela Bertrand Editora

 

Sinopse

Pearl tem a seu cargo o triste, o bom, o passado. Stasha fica com o divertido, o future, o mau. Corre o ano de 1944 quando as gémeas chegam a Auschwitz com a mãe e o avô. No seu novo mundo, Pearl e Stasha Zamorski refugiam-se nas suas naturezas idênticas, encontrando conforto na linguagem privada e nas brincadeiras partilhadas da infância. As meninas fazem parte da população de gémeos para experiências conhecida como o Zoo de Mengele e, como tal, conhecem privilégios e horrores desconhecidos dos outros. Começam a mudar, a ver-se extirpadas das personalidades que em tempos partilharam, as suas identidades são alteradas pelo peso da culpa e da dor. Nesse inverno, num concerto orquestrado por Mengele, Pearl desaparece.

Stasha sofre a perda da irmã, mas agarra-se à possibilidade de que ela continue viva. Quando o campo é libertado pelo Exército Vermelho, ela e o companheiro Feliks - um rapaz que jurou vingança depois da morte do seu gémeo - atravessam a Polónia, um país agora destruído. Não os detêm a fome, os ferimentos e o caos que os rodeia, motivados como estão em igual medida pelo perigo e pela esperança. Encontram no seu caminho aldeões hostis, membros da resistência judaica e outros refugiados como eles, e continuam a sua viagem incentivados pela ideia de que Mengele pode ser apanhado e trazido à justiça. À medida que os jovens sobreviventes descobrem o que aconteceu ao mundo, tentam imaginar um futuro nele. Uma história extraordinária, contada numa voz que tem tanto de belo como de original, Mischling é um livro que desafia todas as expectativas, atravessando um dos momentos mais negros da história da humanidade para nos mostrar o caminho para a beleza, a ética e a esperança.

A minha opinião

Livros sobre a segunda guerra mundial exercem, sobre mim, sentimentos ambíguos. Se, por um lado, me levam a reflectir sobre a maldade, sobre a capacidade do homem se ultrapassar a si próprio pela negativa, no mal que faz aos seus semelhantes, por outro fico sempre maravilhada com a capacidade de se ultrapassar o pior que se pode imaginar. A Outra Metade de Mim é. acima de tudo, um livro sobre isso mesmo, a capacidade do ser humano de ultrapassar o pior, de encontrar a beleza e a esperança onde menos se pode esperar.

Mengele é, sem dúvida, o expoente máximo do horror que se passou na segunda guerra mundial. O seu Zoo de crianças, onde fazia experiências com gémeos (chegando ao extremo de cozer - a sangue frio - um gémeo ao outro) ou grávidas (chamando cesariana a acto de esventrar da mulher e à tortura do feto, enfiando-o, por exemplo, num balde de água a ferver enquanto a mãe assistia). Pelo meio as crianças eram torturadas física e psicologicamente, sujeitando-se, muitas vezes de forma voluntária, a tudo o que Mengele e os seus capangas quisessem, porque lhes era prometido que a família estaria a salvo (o que, obviamente, nunca acontecia).

Este é, sem dúvida e até agora, o meu livro preferido da segunda edição do livro secreto. Pelo tema mas também pela escrita. A Outra Metade de Mim é escrita a duas vozes, por Pearl e por Stasha, duas gémeas cativas e que acabam por ser separadas por Mengele. Apesar do tema ser pesado, acabamos por encontrar a ternura e o amor que une as duas irmãs e que, ao mesmo tempo, as une aos seus companheiros de infortúnio, principalmente a Peter e ao Paciente Azul.

Não é um livro que recomende de animo leve. Quem sofre com estes temas, quem sofre com as descrições feitas das atrocidades cometidas, deve ler este livro com contenção. Não pelo que é descrito - a autora teve alguns cuidados com as descrições - mas com o que fica subentendido. E, às vezes, isso é o pior...

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A Rainha Vermelha

por Magda L Pais, em 12.10.17

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A Rainha Vermelha de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos - Volume II

ISBN: 9789722630139

Editado em 2011 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.

Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.

A minha opinião

Depois d'A Rainha Branca e d'A Senhora dos Rios me terem encantado, tenho de dizer que, afinal, A Rainha Vermelha é, para mim, o melhor dos três e deixou-me totalmente rendida à escrita de Philippa Gregory e a esta saga sobre a Guerra dos Primos

Uma das coisas que mais me maravilhou neste livro foi a capacidade de Philippa Gregory de me levar a discutir (ainda que mentalmente, não fosse alguém achar que eu sou maluca por estar a falar para um livro) com Margarida, a protagonista desta história. Margarida irritou-me, fez-me ter vontade de lhe bater, de a fazer ver como estava errada. Mas, ao mesmo tempo, torci por ela, para que conseguisse o que queria, para que pudesse provar, aos homens de 1453, que as mulheres dessa época - apesar de relegadas para quarto ou quinto plano - eram tão ou mais capazes que os homens. Foi curioso ver-me com este mix de sentimentos em relação à narradora, que acompanhamos desde que tem 9 anos (e se acha a Joana d'Arc de Inglaterra), até ao dia, 25 anos depois, em que o seu filho, ganha a batalha com os York e é coroado, em pleno palco de guerra, o Rei de Inglaterra.

Qualquer um dos três livros que li desta autora mostram o outro lado da história. As mulheres por detrás dos palcos principais, as que - sorrateiramente - mudaram o curso da história, que estavam por detrás de grandes homens (que, muitas vezes, eram simples fantoches dos caprichos das suas esposas, mães ou irmãs).

Agora sim, posso dizer com toda a certeza, vou ler toda esta saga. E a seguir vou pegar na história sobre Ana Bolena que me inspira também bastante confiança e que já sei que a M.J. me irá emprestar.

(leia aqui as primeiras páginas)

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