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Marcado na Pele

por Magda L Pais, em 27.02.17

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Marcado na Pele de Anne Bishop

Série os Outros, nº 4

ISBN: 9789897730245

Editado em 2017 pela Saída de Emergência

Sinopse

Durante séculos, os Outros e os humanos viveram lado a lado numa paz precária. Mas quando a Humanidade ultrapassa os seus limites, os Outros terão de decidir o que estão dispostos a tolerar. Desde que os Outros se aliaram às Cassandra Sangue, os frágeis mas poderosos profetas humanos que estavam a ser explorados pela sua própria espécie, tudo se transformou na relação entre humanos e os Outros. Alguns como Simon Wolfgard, metamorfo e líder, e a profetisa Meg Corbyn, encaram a nova parceria como vantajosa.

Mas nem todos estão convencidos. Um grupo de humanos radicais procura usurpar terras através de uma série de ataques violentos contra os Outros. Mal sabem eles que existem forças mais perigosas e antigas que vampiros e metamorfos e que estão dispostas a fazer o que for necessário para proteger o que lhes pertence…

A minha opinião

Posso ler mil livros, mil autores, mil histórias. Mas são os livros de Anne Bishop que me fazem sentir que acabam demasiado depressa, que o intervalo entre os livros são demasiado longos e que não há livros como estes. Livros escritos por Anne Bishop são livros curtos, excessivamente curtos para o prazer que a sua leitura me dá.

Grandioso. Dramático. Épico. Maravilhoso. Extraordinário. Não há adjectivos suficientes para descrever o que penso deste livro. Desta série Os Outros que é, seguramente, a melhor série de fantasia que alguma vez li. 

Observaram os predadores de duas pernas. E escutaram, não a espécie arrivista, mas o próprio mundo.

Que nos diria o nosso mundo se o escutássemos?

Alegavam que precisavam de mais comida, mais animais, mais peixe para a causa. Precisavam de mais madeira, mais vidro, mais metal, mais tecido, mais couro.

Mais homens.

Em Namid ou na Terra, assim vamos esgotando o nosso mundo... 

 

- Já não podemos confiar nos humanos.

- Alguma vez confiámos?

- Não. Mas esperámos que o desejo de sobrevivência fosse mais forte do que a ganância. Acho que já não podemos contar com isso.

Humanos. A espécie que, se cumprir os acordos firmados com os terra indigene, poderá sobreviver. Só que já é tarde e agora Simon e Meg só tem de responder à questão fulcral: quanto de humano os terra indigene vão manter quando os Anciãos (um termo benevolente para os seres que eram as presas e as garras de Namid) decidirem que a terra deveria voltar para a posse de quem dela cuida e trata.

Um livro a ler, a extrapolar conclusões para o nosso mundo, para a realidade que vivemos. E para a revolta que a mãe natureza sentirá, com certeza, por tudo o que o ser humano tem feito para a danificar.

Sim, sem dúvida. Os Outros é a melhor série de fantasia de sempre e de leitura obrigatória. Leiam. E vão perceber esta minha paixão por Anne Bishop e pela sua fantástica escrita.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Visão de Prata

por Magda L Pais, em 07.07.16

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Visão de Prata de Anne Bishop

Série Os Outros - 3º volume

Editado pela Saída de Emergência em Julho de 2016

ISBN: 9789896379704
 
Sinopse
Os Outros libertaram os cassandra sangue como forma de os proteger, não se apercebendo que as suas ações teriam consequências desastrosas.
Agora os videntes encontram-se em grande perigo e são presa fácil daqueles que procuram controlar os seus poderes divinatórios. Desesperado por respostas, Simon Wolfgard, um metamorfo líder entre os Outros, não tem outra escolha senão recorrer à ajuda da profetisa Meg Corbyn.
Meg ainda se encontra imersa no seu vício pela euforia que sente quando realiza profecias. Está ciente de que cada golpe da sua faca é um passo mais próximo da morte. Mas os Outros, bem como os humanos, precisam de respostas, e as suas visões são a única esperança para pôr fim ao conflito…
 
A minha opinião
Não é fácil para mim voltar a falar sobre esta nova série de livros de Anne Bishop porque, honestamente, corro o risco de me repetir. Épico, brutal, fabuloso, fantástico, extraordinário... e todos os outros adjectivos que signifiquem mais ou menos o mesmo podem ser usados para descrever este terceiro livro da série Os Outros. E ânsia, desejo, vontade extrema pelo quarto volume que, por mim, podia estar já na minha estante para o ler de seguida (e assim apagar a tristeza de já ter terminado este Visão de Prata).
Volto a afirmar. Anne Bishop é A autora de fantasia. Há, claro, mais autores, há alguns que lhe chegam perto - e algumas que eu adoro também - mas, sem qualquer sombra de dúvida, Anne Bishop é a melhor de todas. E esta série, Os Outros, a melhor de todas as séries/trilogias que escreveu.
De Namid nasceram todas as formas de vida, entre elas os humanos a quem foram entregues pedaços férteis dela própria, devidamente isolados dos Outros para terem possibilidade de sobreviver. Mas os humanos foram ambiciosos e quiseram expandir-se para os outros pedaços de Namid que eram controlados pelos Outros que, por sua vez, olharam para os humanos e os viram como carne. Inteligente, especial. Mas carne. Um alimento especial. Os terra indigene (ou Os Outros) controlavam toda Namid e onde os humanos chegavam só podiam sobreviver se fizessem acordos com os Outros. E os humanos sobrevivem. Se respeitarem os acordos e se respeitarem os Outros.
Neste terceiro volume voltamos a encontrar Meg e Simon e acompanhamos as suas tentativas de coexistirem, sabendo cada vez mais um sobre o outro mas, acima de tudo, sabendo cada vez mais sobre as Cassandra de Sangue. Sendo Meg a única que conseguiu fugir sozinha dos complexos onde eram criadas e reproduzidas, será também Meg a ter de as ajudar a sobreviver no mundo real (e, ao mesmo tempo a ajudar quem cuida delas de modo a evitar que se suicidem). Mas os problemas não ficam por ai. É preciso que humanos e Outros aprendam a viver em comunidade, como vivem no Pátio de Lakerside, caso contrário os Anciãos - os terra indigene mais puros e mais antigos a viver em Namid - podem decidir pela extinção da raça humana. De toda a raça humana.
Magistral a forma como Anne Bishop coloca os humanos do lado de lá da extinção. Somos nós, o comum dos humanos, que está em risco de extinção e não os animais - Os Outros - que co-habitam connosco. Em Namid, somos nós que temos de nos adaptar ao meio ambiente e não o contrário.
Terminado este volume resta-me apenas esperar que o quarto volume chegue muito rapidamente. Ficaram muitas perguntas sem resposta e quero saber, entre outras coisas, se Hope e Jean conseguem vencer o medo dos estímulos e se o casamento de Kowalski e Ruthie decorre sem problemas.
Bem sei, bem sei que tenho de ter paciência e com certeza que tenho imensos livros para ler. Mas... Anne Bishop tem primazia sobre todos os outros e saber que há um livro dela que ainda não li é coisa para me fazer roer as unhas.
 
 
Aproveitem e concorram ao Passatempo Visão de Prata/Anne Bishop

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O casamento pelos Outros

por Magda L Pais, em 06.07.16

No mês seguinte, ele e Ruthie iriam oficializar-se enquanto companheiros. Simon não via a diferença que isso podia fazer, uma vez que já estavam a acasalar - qualquer Lobo seria capaz de cheirar isso - mas, ao que parecia, os seres humanos não o conseguiam identificar, pelo que Kowalski e Ruthie precisavam duma cerimónia e de um papel assinado para que os outros humanos soubessem que estavam a acasalar um com o outro.

 

In Visão de Prata, 3º volume d'Os Outros de Anne Bishop

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Bando de Corvos

por Magda L Pais, em 05.02.16

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Bando de Corvos de Anne Bishop

Série Os Outros vol 2

Editado em 2016 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896379209
 
Sinopse
Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. Depois de conquistar a confiança dos Outros que habitam Lakeside, Meg Corbyn teve alguma dificuldade em perceber o que significa viver entre eles. Como humana, Meg deveria apenas ser tolerada como presa, mas os seus dons como cassandra sangue tornam-na algo mais. A aparição de duas drogas aditivas foi a faísca que desencadeou a violência entre os humanos e os Outros, resultando em mortes para ambas as espécies nas cidades limítrofes. Quando Meg tem um sonho sobre sangue e penas negras na neve, Simon Wolfgard - o líder metamorfo de Lakeside - pergunta-se se a profetisa de sangue sonhou com o passado ou uma ameaça futura. À medida que as profecias se revelam a Meg, cada vez mais intensas e dolorosas, as intrigas adensam-se em Lakeside. Agora, os Outros e o punhado de humanos que aí residem terão de reunir forças para parar o homem que se assume como o verdadeiro profeta de sangue - e extinguir o perigo que ameaça destruir todos os clãs.
 
A minha opinião
Logo que soube que a continuação das Letras Escarlates estava em pré venda, não hesitei. Fiz logo a reserva e depois roí unhas enquanto esperava que o livro chegasse. Mas ele lá chegou, eu comecei a ler e ontem acabei por ficar furiosa por a viagem do barco ter sido tão rápida. Podia sempre ter demorado mais um bocadinho. Bom, a viagem demorou o que é suposto e eu, quando cheguei a casa, sentei-me no sofá e avisei - já volto!. Sabem aquela sensação estranha de: quero acabar o livro mas não quero acabar o livro? foi essa a sensação que tive enquanto lia as últimas 50/60 páginas. Mas acabei e agora resta-me esperar pelo terceiro livro que deverá sair daqui a uns seis ou sete meses (não pode ser já amanhã, não?)
Meg e Simon continuam a tentar perceber como coexistir. Sendo uma Cassandra de Sangue, Meg não é uma presa e Simon - o líder de Lakeside - tem de se habituar ao facto de que ela não é uma presa e que precisa de mais pessoas como ela por perto. Humanos e não Outros. Aos poucos, Meg com o beneplácito dos Outros de Lakeside, acaba por ter a sua própria Alcateia. A alcateia de humanos que precisa para agir normalmente já que os anos que esteve presa com o Controlador não lhe permitiram aprender. Enquanto isso em várias zonas, Corvos são drogados e acabam mortos às mãos de jovens humanos que o encaram como desporto e que se esquecem que são os Outros que permitem que os seres humanos vivam em Thaísia e não o contrário. Porque, para os Outros (os terra indigene) os seres humanos não são conquistadores. São carne. E da melhor!
Meg começa a sentir a necessidade de se cortar - porque é a única forma de ter uma profecia - e de perceber como e porque é que os Corvos estão a ser mortos. Mas a resposta pode não ser a mais desejável. E se Meg não evitar mais mortes dos terra indigene isso pode ser o final da raça humana. A exterminação pode ser total.
Mais uma vez só uma palavra pode descrever este livro - Épico! de acontecimento em acontecimento, sempre surpreendente quer na construção da história mas, acima de tudo, na construção de todo um mundo, com a sua história, a geografia, os dias da semana.... Anne Bishop é mestra na arte da fantasia, fazendo-nos acreditar, a cada momento, que podemos estar a viver com os Outros perto de nós sem que nos apercebamos!
Chegado ao fim dum livro há que ler outro (e a seguir mais outro). Normalmente tenho o problema de olhar para os livros que tenho para ler e ficar na dúvida em qual pegar. Desta feita não. Nas últimas páginas deste livro que acabei ontem estavam os dois primeiros capítulos dum livro que esteva na fila de espera. Coincidência? talvez. Seja como for, já o tenho comigo e estou a começar a ler.

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Letras Escarlates

por Magda L Pais, em 05.02.16

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Letras Escarlates de Anne Bishop

Série Os Outros, Vol 1

Editado em 2015 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896377397
 
Sinopse
Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. Meg é uma profetisa de sangue. Sempre que a sua pele é cortada, ela tem uma visão do futuro - um dom que mais lhe parece uma maldição. O Controlador de Meg mantém-na aprisionada de forma a ter acesso total às suas visões. Quando finalmente ela consegue escapar, o único sítio seguro para se esconder é no Pátio de Lakeside - uma zona controlada pelos Outros. O metamorfo Simon Wolfgard sente alguma relutância em contratar a estranha que lhe pede trabalho. Sente que ela esconde algo e, para além disso, ela não lhe cheira a uma presa humana. Algo no seu íntimo leva-o a contratá-la, mas ao descobrir quem a jovem realmente é e que o governo a procura, ele terá de tomar uma decisão. Será que proteger Meg é mais importante do que evitar o confronto que se avizinha entre humanos e Outros?
 
A minha opinião
Estava com saudades de ler Anne Bishop. Depois de ter lido a Trilogia Jóias Negras e os seus volumes independentes, o Mundo Efémera e a trilogia Pilares do Mundo, estavam esgotados os livros desta escritora que, a par com Juliet Marillier, é a minha autora de fantástico preferida.
A espera valeu a pena!
O mundo é habitado e dominado pelos terra indigene (também conhecidos pelos Outros), seres sobrenaturais que permitem que os humanos vivam – não exactamente no meio deles mas por perto – quer porque a carne dos humanos é bastante saborosa quer porque algumas das invenções humanas lhes são bastante úteis. Entre os Outros há várias espécies. Os Lobos, os Ursos, os Corvos, os Pardos, as profetisas de sangue, e os mais temidos de todos – os Sanguinati e as Elementais. Todos eles, devido à convivência de séculos com os humanos são metamorfos. Ou seja, conseguem alternar a sua aparência entre humano e a sua espécie, sem dificuldade, mantendo, enquanto humanos, as mesmas características que enquanto terra indigene.
Todos os mundos criados por Anne Bishop tem uma breve história inicial, um mapa que nos mostra a geografia do mundo e expressões próprias. Em suma, enquadra-nos na trama do livro, tornando-o mais credível. E é nessa breve história que encontramos a melhor descrição do que é a convivência entre os terra indigene e os humanos:

ainda se verifica uma tolerância atenta de um lado (Outros) e um profundo receio pelos que vivem na noite no outro (Humanos), mas, se tiverem cuidado, os seres humanos sobrevivem.

Quase sempre sobrevivem.

Meg é uma profetisa de sangue que conseguiu fugir ao Controlador e que se refugia no Pátio que é controlado por Simon, um Lobo. Simon estranha o facto de Meg ser humana mas não cheirar a presa como os outros. Mas, apesar dessa estranheza, contrata Meg para Intermediária do Pátio, cabendo-lhe distribuir toda a correspondência e encomendas que chegam dos Humanos para os Outros. Por ter vivido toda a sua vida como reclusa, Meg desconhece os perigos que os Outros representam, pelo que só pode confiar no seu instinto. E é confiando no seu instinto que se torna amiga de todos os Outros, incluindo a temível Inverno (a pior das Elementais) e do Avô Erubus (o mais temível dos Sanguinati). É também pelo seu instinto que consegue que Sam, o lobacho sobrinho de Simon, saia da gaiola onde ele próprio se confinou após a morte da mãe pelos humanos.

Mas o Controlador não desiste de a procurar, afinal Meg era a sua mais rentável profetisa de sangue e está disposto a ir até às últimas consequências. Mesmo que isso signifique uma nova guerra entre os Outros e os Humanos, com a consequência quase garantida dos humanos serem exterminados.

Monty, um polícia transferido para a cidade perto do Pátio de Simon, quer fazer a diferença e servir de ponte entre os Outros e os Humanos, tentando, ao máximo, que os conflitos sejam resolvidos sem que a raça humana seja extinta – porque ele sabe bem o que acontece quando os acordos com os terra indigene não são cumpridos pelos Humanos.

Pelo meio, estranhos acontecimentos noutra cidade levam a que haja a suspeita que, tanto humanos como terra indigene estão a ser envenenados sem que se saiba exactamente como, por quem e porquê.

Uma trama bem à altura de Anne Bishop a quem, mais uma vez, faço a devida vénia, quer pela história, pelas reviravoltas e pela caracterização das personagens. Quase que diríamos que, se olharmos em volta, vamos encontrar os Outros por ai. E eles podem só querer conversar ou apenas… provar carne especial!

Aguardemos, calma e serenamente (ok, talvez não tão calmamente nem tão serenamente) a continuação. Já saiu? Ainda não? Então é quando???

 

(lido em Julho de 2015)

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