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Para onde vão os guarda-chuvas

por Magda L Pais, em 15.07.16

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Para Onde Vão os Guarda-Chuvas de Afonso Cruz

ISBN: 9789898775184

Editado em 2013 pela Companhia das Letras

Sinopse

O pano de fundo deste romance é um Oriente efabulado, baseado no que pensamos que foi o seu passado e acreditamos ser o seu presente, com tudo o que esse Oriente tem de mágico, de diferente e de perverso. Conta a história de um homem que ambiciona ser invisível, de uma criança que gostaria de voar como um avião, de uma mulher que quer casar com um homem de olhos azuis, de um poeta profundamente mudo, de um general russo que é uma espécie de galo de luta, de uma mulher cujos cabelos fogem de uma gaiola, de um indiano apaixonado e de um rapaz que tem o universo inteiro dentro da boca.
Um magnífico romance que abre com uma história ilustrada para crianças que já não acreditam no Pai Natal e se desdobra numa sublime tapeçaria de vidas, tecida com os fios e as cores das coisas que encontramos, perdemos e esperamos reencontrar.

A minha opinião

A minha estreia com Afonso Cruz começa com um livro com o factor Uau!. Acho, sinceramente, que é a forma mais reduzida de explicar o que senti ao ler este livro. Uau!

Primeiro falemos da questão gráfica. Achei muito curioso, ao pegar no livro (pronto, e ao dá-lo a Joël Dicker para assinar) que algumas páginas fossem pretas, outras mais grossas e outras normais. Calculei que teria algo a ver com a história mas nunca me passou pela cabeça o que ia encontrar nessas mesmas páginas.

A história ilustrada para crianças que já não acreditam no Pai Natal é extraordinária e, aparentemente, desligada do resto do livro. Só que, quando chegamos ao fim e levamos com aquele final inesperado... pensamos automaticamente no Pai Natal e na prenda que ele poderia dar, fazendo com que Isa tome a decisão correcta.

Para Onde Vão os Guarda-Chuvas é um murro no estômago. É o amor dum pai que perde o primeiro filho e que se dispõe a entregar toda a fortuna, não para o recuperar mas para conseguir sobreviver à dor. É o amor entre religiões. É amor entre irmãos e primos. E é místico pelas lições de vida que vamos aprendendo.

Krishna, quando era criança, estava um dia a brincar com Balaram e comeu terra. Yasosa, que era a sua mãe adoptiva, resolveu castigá-l quando um dos seus amigos correu a fazer queixa. Krishna mentiu, negando que tivesse comido terra, mas Yasoda insistiu para que ele abrisse a boca. Quando espreitou lá para dentro, viu o universo inteiro, planetas a deambular, sóis a brilhar, galáxias, essas coisas.

(...)

Isso acontece com todos os pais. Não é preciso ser pai de Krishna nenhum. É assim que se vêem os filhos, dentro deles está todo o universo, todos os mundos possíveis e impossíveis.

Esta foi a minha primeira experiência com Afonso Cruz. Não foi, seguramente, a única. Fiquei encantada com a escrita, a história, o grafismo. Tudo, mas mesmo tudo, juntou-se para me fazer apaixonar por um livro que, ao mesmo tempo, me deu que pensar.

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