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Antes que Seja Tarde

por Magda L Pais, em 10.12.17

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Antes que Seja Tarde de Margarida Rebelo Pinto 

ISBN: 9789897244001

Editado em 2017 pelo Clube do Autor

Sinopse

Neste novo livro de Margarida Rebelo Pinto encontramos três mulheres de gerações diferentes, desde os anos 60 até aos dias de hoje, com vidas sentimentais atribuladas e algo em comum: a atração pelo proibido.

Antes que seja tarde é um romance sobre o lado mais selvagem do amor, quando a paixão manda mais do que a razão e os sentidos falam mais alto. Os amores proibidos nunca caem na rotina, mas serão o caminho certo para o verdadeiro amor? O que fazer quando não se pode construir uma vida com quem se ama?

O destino cruzado destas 3 mulheres leva-nos a uma viagem alucinante sobre o lado obscuro das relações, onde a mentira, a traição e o adultério andam a par com a dignidade de uma grande história de amor.

A minha opinião

Li, em toda a minha vida, apenas um livro de Margarida Rebelo Pinto e, confesso, cuidava que não iria ler mais nenhum. Mas apareceu-me este e, Antes que Seja Tarde, decidi lê-lo de mente aberta e sem pré julgamentos, o que, creio, ajudou a que a experiência não fosse tão má como julgaria ao inicio.

Começo pela capa. Esta capa é extremamente feliz e bem conseguida. Pede que se pegue no livro e que se leia. São poucas as capas que me conquistam assim e que me agradam tanto.

Antes que Seja Tarde fala-nos de amores e desamores. De casamentos e traições. De conquistas. De relações cruzadas e das relações que não duram

O mundo entrou no fast-food emocional e não estou a ver quando e como o registo vai mudar. Vivemos numa sociedade líquida, com relações fugazes e inconsequentes, para andar aos encontrões, mais vale estar quieta

Mas fala-nos também de como o amor pode estar ali, à espreita, desde que o queiramos encontrar. Da coragem que é preciso para virar a página, de como devemos lutar pelo que queremos e não ficar à espera que nos caia no prato. E de como cada história tem dois lados.

Antes que Seja Tarde surpreendeu-me pela positiva. Quem sabe não vos surpreenderá também.

leia aqui as primeiras páginas

Classificação:

(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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As Incríveis Aventuras da Super-Miúda

por Magda L Pais, em 10.12.17

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As Incríveis Aventuras da Super-Miúda de João Miguel Tavares

ISBN: 9789897244032

Editado em 2017 pelo Clube do Autor

Sinopse

Rita é a personagem principal deste livro e o facto de ter o nome da filha mais nova de João Miguel Tavares não é pura coincidência. Foi ela que inspirou o pai a escrever esta história deliciosa, cheia de aventuras divertidas e muita imaginação.

As Incríveis Aventuras da Super-Miúda nasceram à mesa da cozinha, em forma de canção, sempre que a Rita dava mais trabalho a comer a papa. É por isso que o pai está tão zangado com ela no início da história. A certa altura, o livro, tal como a Rita, ganhou asas. E transformou-se nisto: uma aventura sobre a necessidade de termos regras e aceitarmos os nossos limites.

Inclui CD grátis cantado por Samuel Úria.

A minha opinião

Diz que este livro é para crianças. Dos 6 aos 10 anos. Desconfio que poderá, antes, ser dos 6 aos 60. São 48 páginas divertidas, bem dispostas, com ilustrações extraordinárias que entretêm. Claro que uma criança lerá mais devagar e, por isso, usufruirá mais deste livro. Mas querem um conselho de quem o leu num trago? leiam-no vocês às vossas crianças. Devagarinho, saboreando a leitura e as ilustrações, enquanto ouvem o CD (que eu não ouvi ainda mas irei ouvir com a minha sobrinha mais nova, enquanto lermos, as duas, este livro, na noite de Natal).

Acreditem, qualquer criança irá adorar receber este livro de prenda e que vocês se sentem com eles a ler, entre duas filhoses e um chá. Aproveitem esta sugestão que não se vão arrepender.

 

Classificação:

(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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Mulheres Perigosas

por Magda L Pais, em 20.11.17

 

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Mulheres Perigosas de George R. R. Martin e Gardner Dozois

ISBN: 9789897730740

Editado em 2017 pela Saída de Emergência

Sinopse

Atenção: o perigo está à espreita perto destas mulheres!

Se procura um livro em que mulheres infelizes ficam a choramingar de pavor enquanto o herói masculino combate o monstro ou choca espadas com o vilão, este livro não é para si. Aqui encontrará mulheres guerreiras que brandem espadas, intrépidas pilotos de caças, formidáveis super-heroínas, femmes fatale astutas e sedutoras, feiticeiras, más raparigas duronas, bandidas e rebeldes, sobreviventes endurecidas em futuros pós-apocalípticos, rainhas altivas que governam nações e cujas invejas e ambições enviam milhares para mortes macabras, mulheres que não hesitam em assumir a liderança para defenderem aquilo em que acreditam.

Com organização de George R. R. Martin, que assina igualmente um conto passado no mundo de Westeros, e de Gardner Dozois, esta é uma antologia que cruza géneros literários e mistura todos os tipos de ficção, desde Megan Abbott a Brandon Sanderson.

A minha opinião

Acho sempre interessante ler livros escritos a várias mãos, em que todos os autores escrevem sobre o mesmo tema. Mulheres Perigosas é exactamente esse género de livro. Onze contos, cada um de um autor diferente, sobre o tema Mulheres.

Os contos/autores foram os seguintes, por ordem: 

  • Completamente perdida - Joe Abercrombie
  • Ou o meu coração está destroçado - Megan Abbott
  • As mãos que não estão lá - Melinda M Snodgrass
  • Raisa Stepanova - Carrie Vaughn
  • Eu sei escolhê-las a dedo - Lawrence Block
  • Sombras para silêncio nas florestas do inferno - Brandon Sanderson
  • Uma rainha no exilio - Sharon Kay Penman
  • A rapariga no espelho - Lev Grossman
  • Dar nome à fera - Sam Sykes
  • As mentiras que a minha mãe me contou - Caroline Spector
  • A princesa e a rainha ou os negros e os verdes - George R.R. Martin

O facto de serem onze histórias, com onze escritas diferentes, complica no momento em que queremos avaliar e comentar um livro. Mentir-vos-ia se dissesse que tinha gostado de todos da mesma forma ou que todos são excepcionais ou ainda que nenhum prestava. Como o meu compromisso comigo e convosco é de honestidade, vamos lá ver como é que descalço esta bota.

O primeiro conto - Completamente Perdida - fez, para mim, jus ao nome. Cheguei ao fim do conto completamente perdida e sem perceber bem a história ou o final, fazendo-me temer pela minha sanidade mental ao longo do restante livro.

Felizmente Megan Abbott veio logo a seguir e restabeleceu a minha fé no livro, que se manteve até ao final. Claro que, sem surpresas para mim, Sombras para silêncio nas florestas do inferno de Brandon Sanderson é o melhor conto do livro (uma história a merecer um livro autónomo ou, até, quem sabe, uma trilogia), o que não invalida que os restantes contos sejam bons ou muito bons.

Num imaginário podium dos contos incluídos neste livro, Raisa Stepanova de Carrie Vaughn ficaria num honroso segundo lugar, tendo-me deixado com vontade de ler mais desta autora que me era desconhecida.

A princesa e a rainha ou os negros e os verdes de George R.R. Martin termina esta antologia sobre mulheres perigosas, levando-nos até Westeros, numa forma de mitigarmos as saudades que já sentimos da A Guerra dos Tronos. 

Li algures que haveria um segundo volume subordinado ao mesmo tema. Pois bem, a vós recomendo que leiam este primeiro volume e, para mim, espero que o segundo volume - se existe - não tarde a aparecer por ai, com estes ou outros autores.  

Leia aqui as primeiras páginas

Classificação:

(este livro foi-me oferecido pela Editora Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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O Último dos Nossos

por Magda L Pais, em 07.11.17

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O Último dos Nossos de Adélaïde de Clarmont-Tonnerre

ISBN: 9789897243981

Editado em 2017 pelo Clube do Autor

Sinopse

Dresden, 1945: sob um dilúvio de bombas, uma mãe agoniza para dar à luz o seu filho. Manhattan, 1969: um homem encontra a mulher da sua vida no coração da Big Apple.

Do inferno da Europa, em 1945, à Nova Iorque hippie. Neste romance premiado com o Grande Prémio do romance da Academia Francesa, Adélaïde de Clarmont-Tonnerre conta a história dos anos loucos vividos na pele por dois genuínos filhos do século XX: Werner Zilch, nascido na Alemanha no estertor da Segunda Guerra Mundial, e Rebecca Lynch, herdeira de um homem de negócios e de uma mulher que logrou escapar com vida ao campo de concentração de Auschwitz. Uma paixão louca e proibida num cenário histórico repleto de reviravoltas e marcado pelo suspense.

Werner Zilch é um jovem carismático e empreendedor. Adotado desde tenra idade, vê-se confrontado com a descoberta das suas origens, tudo menos gloriosas. Aos olhos dos outros, pode ser considerado responsável pelos erros cometidos pelos seus antepassados? Como aceitar que o seu progenitor estivesse ligado ao nazismo?

A par das personagens, surgem nomes que os leitores por certo reconhecerão, todos eles figuras marcantes do seu tempo. A saber: Andy Warhol, Truman Capote, tom Wolfe, Joan Baez, Patti Smith, Bob Dylan...

Uma complexa história de amor que é, ao mesmo tempo, um capítulo ficcionado da nossa História. O leitor não conseguirá pousar o livro enquanto não descobrir quem é, na verdade, «o último dos nossos». No fim, fica a pergunta: estaremos condenados a responder pelos crimes e pelo sofrimento dos nossos pais e avós?

A minha opinião

Desta vez começo a minha crítica a este livro pelo fim. Este é, muito provavelmente, o melhor livro que li em 2017. E digo muito provavelmente porque faltam quase dois meses e alguns livros para ler. De qualquer maneira, está, seguramente, no top 5 dos livros lidos em 2017.

O último dos nossos fala-nos do depois. Depois da segunda grande guerra, dos filhos de quem sofreu horrores nos campos de concentração mas também dos filhos de quem os perpetuou. De como a personalidade dos filhos pode estar condicionado pelo que os pais fizeram ou sofreram e como podem, os filhos de ambos se relacionar entre si.

É, acima de tudo, um livro que nos obriga a reflectir.

O livro está dividido em vários capítulos, cada um passado num determinado momento do tempo, intercalando o passado distante (final da segunda grande guerra) e com o presente (finais da década de 60) com alguns interlúdios num passado mais próximo. Obriga, por isso, a alguma atenção aos títulos dos capítulos (coisa que, confesso, eu estava tão embrenhada na leitura que só me apercebi mais tarde).

Aliás, esse foi o problema ao longo de todo o livro. Estava sempre tão embrenhada na leitura, que quase que não me ia apercebendo do que se passava à minha volta. Gosto de livros que me envolvem desta maneira, que me prendem a atenção da primeira à última página, que me levam a ler o último parágrafo com um misto de alegria e tristeza. Gosto de livros com uma escrita simples, que fluem, que contam histórias, que surpreendem e que não são previsíveis. O Último dos Nossos tem isso tudo, além duma bonita história de amor, dum cão amoroso (Shakespeare), aventuras e desventuras, raiva e reconciliação, e, por fim, o perdão.

Mas, por favor, não confiem só em mim. Confirmem por vós. Leiam este livro, deliciem-se nas suas páginas. Chorem de alegria e tristeza com O Último dos Nossos. Vivam estas páginas, como eu as vivi e vão ver que, tal como eu, vão chegar ao fim encantados com a história mas, ao mesmo tempo, tristes por terminar tão depressa.

Classificação:

(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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Lei & Corrupção

por Magda L Pais, em 05.11.17

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Lei & Corrupção de Mike Papantonio

ISBN: 9789897243868

Editado em 2017 pelo Clube do Autor

Sinopse

Escrita por um dos mais reputados advogados dos Estados Unidos, é uma história reveladora sobre os meandros do sistema judicial e as manobras, lícitas e menos lícitas, que podem definir o desfecho de um julgamento.

O impetuoso advogado Nicholas Deketomis construiu uma carreira de sucesso a proteger os direitos dos inocentes, enfrentando grandes empresas. Deke tem agora em mãos um caso polémico e milionário, defendendo uma jovem de 19 anos que sofreu um acidente vascular cerebral após tomar uma pílula contracetiva da Bekmeyer, uma grande farmacêutica. Numa audiência prévia, o advogado pretende que seja aceite como prova um exame de toxicologia. Pouco depois de o juiz anunciar que não aceita a conclusão do relatório, a jovem desfalece e morre, vítima de um grande coágulo de sangue.

Ao procurar justiça para Annica, Deke vê-se de repente do outro lado da lei e descobre que tem mais inimigos do que imaginava, dispostos a tudo para proteger os seus segredos e interesses. Decididos a afastar o advogado incómodo, um pregador fundamentalista, o procurador distrital e os donos de uma das maiores petrolíferas juntam-se numa conspiração infame. Falsamente acusado de homicídio, Deke enfrenta o julgamento da sua vida. Mas este homem que não tem medo de dizer o que pensa não vai desistir sem dar luta.

A minha opinião

Já iniciei várias vezes esta minha opinião mas não sei bem por onde começar. Podia começar por dizer que sou apaixonada por livros que retratem casos de advogados, livros em que aprendemos enquanto estamos entretidos. Ou que adoro livros que me prendem, que nos fazem torcer pelos bons e desejar que os maus sejam apanhados. Ou que sou fã incondicional de John Grisham. Só que depois teria a resposta habitual: tu és apaixonada por livros e pronto, escusas de dizer mais. E é verdade, totalmente verdade.

A questão é que, realmente, gosto de livros que se passam nos tribunais (pena não haver livros destes passados em Portugal, com a nossa realidade judicial), que nos fazem ter fé que a justiça realmente funciona (vá, pronto, a maior parte das vezes funciona) e que nos fazem acreditar que, às vezes, as formigas podem incomodar os elefantes (nem que seja só na ficção).

Lei & Corrupção fala-nos precisamente nisso. Na capacidade de se vencer batalhas judiciais sem que se tenha de ser um elefante. É um livro escrito por alguém que percebe bem o sistema judicial americano, e que o retrata de forma muito próxima - ou não fosse o autor um advogado conhecidíssima nas terras do tio Sam.

Sem entrar demasiado em linguagem técnica - um erro comum quando os autores são especialistas em alguma matéria - Mike Papantonio leva-nos (quase ao colo) por uma série de acontecimentos interligados na vida de Deke, um advogado sem medos, enquanto prepara três julgamentos, sendo um deles o dele próprio, por ter assassinado uma pessoa.

Tive alguma dificuldade em largar este livro (mesmo enquanto estava a fazer a manicura), quer pela estrutura das histórias, da forma brilhante como os três casos se intercalaram mas também pelas personagens - as boas e as vilãs - que estavam muito bem construidas e consistentes com o que seria expectável de cada uma delas.

Agora, terminado o livro, restam-me duas perguntas: para quando um livro deste género passado em Portugal e, mais importante ainda, para quando mais livros deste autor para eu ler?

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