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Imitação Mortal

por Magda L Pais, em 18.05.17

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Imitação Mortal de J. D. Robb

Editado pela Chá das Cinco em 2017

ISBN: 9789897102943

Sinopse

Num jogo letal de gato e rato, Eve Dallas irá enfrentar um admirador de um dos mais infames assassinos de todos os tempos…

Um homem de capa e cartola aproxima-se de uma prostituta numa viela escura de Nova Iorque. Minutos depois, ela surge morta. No cenário do crime, um bilhete é endereçado à Tenente Eve Dallas, convidando-a a juntar-se a um jogo que irá revelar a identidade do criminoso. A carta contém apenas a assinatura de “Jack”.

Dallas é forçada a ir em perseguição de um assassino que sabe tanto de serial-killers quanto ela, um homem que estudou alguns dos homicídios mais infames de sempre. E não só é um especialista como quer deixar a sua própria marca.

Ele já escolheu a sua próxima vítima: Eve Dallas. E a única coisa que ela sabe é que o assassino planeia imitar o mais famoso assassino de sempre: Jack, o Estripador.

A minha opinião

Os cinco. Os sete. As minhas primeiras paixões literárias. Livros policiais para jovens. Mais tarde a minha paixão literária passou a ser ficção cientifica. Livros que se passariam no futuro tinham a minha preferência. Lembro-me de alguns que li e reli tantas vezes que me lembro, volvidos quase 30 anos, de quase todas as histórias.

Mais tarde passei a fase Agatha Christie. Li todos os policiais desta autora, também várias vezes (e ainda me lembro do nó no estômago sempre que lia o livro “cai o pano”).

Passei, como quase todos passamos, por aquela fase da leitura de romances. Não de cordel mas romances com qualidade. Com partes mais eróticas, com outras mais românticas. Claro que, nesta fase, Nora Roberts era a minha autora favorita.

Hoje só leio Nora Roberts, quando algum dos seus livros se aventura na fantasia como foi o caso da trilogia do Circulo. Mas leio, sempre com redobrado prazer, J. D. Robb. Sim, é parvo, eu sei, já que J. D. Robb é um pseudónimo de Nora Roberts mas, para mim, é como se fossem dois autores diferentes.

E porque esta introdução sobre as algumas das minhas fases literárias? Porque a série “mortal”, escrita de forma magistral por J.D. Robb mistura, num só livro, a ficção cientifica (os livros passam-se algures em 2059) os policiais, o romance (com umas pequenas pitadas de erotismo) e o mistério. Mas não só. J.D. Robb consegue, apesar dos temas habitualmente pesados, alguns momentos bem dispostos, com ironia, bem enquadrados. E tão bem que sabe ler um livro que faz tudo isto em versão Muito Bom!

Livros assim – como este Imitação Mortal – demoram pouco tempo a ler. Porque não os consigo largar enquanto não sei quem é o criminoso. E mesmo sabendo quem é o criminoso, quero perceber como é que ele é apanhado.

Este é o 17º livro desta série. Confesso que já li uns quantos (curiosamente ainda não li o primeiro) e, neste 17º faltou-me um ingrediente. Summerset, o empertigado mordomo de Roarke tirou férias e só aparece nas últimas páginas, o que me roubou algumas gargalhadas já que a relação que Summerset tem com Eve, a personagem principal e esposa de Roarke, é tão atribulada que nos dá direito a umas gargalhadas extras. Mas pronto, suponho que o rapaz tenha direito a férias também...

Neste livro – mais uma vez – a maldade humana vem ao de cima, com um assassino que mata por prazer, que usa e abusa do poder que detém sobre a vitima. Uma mente retorcida que mata com requintes de malvadez, cabendo a Eve descobrir quem é o criminoso a tempo de evitar mais assassinatos.

Um livro a ler, uma série a acompanhar. E não temam comprar este livro sem ter lido os restantes. Apesar de haver um fio condutor – as relações pessoais de Eve, Roarke, Peabody, Feeney, Mira, Commander Jack Whitney, Mavis, Nadine Furst e Summerset, que naturalmente, vão evoluindo de livro para livro –, cada um dos livros pode ser lido de forma independentemente porque a história principal começa e acaba.

Portanto, e em suma, se gostam de livros que misturam humor e mistério com romance e investigação policial com algumas pitadas de erotismo, este livro é o livro certo para ler. Se pensam que não gostam... bem, só posso acreditar que pensam isso porque ainda não leram nenhum desta série e, portanto, está na altura de o fazerem.

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O Terceiro Desejo

por Magda L Pais, em 28.11.16

31825431.jpgO Terceiro Desejo de Andrzej Sapkowski

Saga The Witcher Vol 1

Editado pela Saida de Emergência em 2016

ISBN: 9789897730009
 
Sinopse
O seu nome é Geralt de Rivia. Dizem que é um bruxo e um assassino sem misericórdia que vagueia pelo mundo à caça de monstros e predadores. Mas na verdade vive de acordo com o seu próprio código de conduta. A sua espada serve, em troca de uma recompensa, poderosos reis amaldiçoados, mas também os mais desfavorecidos.
Ao longo das suas viagens, Geralt encontra todo o tipo de criaturas – algumas saídas da mitologia eslava e dos contos populares dos irmãos Grimm – como vampiros e lobisomens, elfos, quimeras e estriges, trolls e génios que o tentam, satisfazendo todos os seus desejos.
Mas este é apenas o início das suas aventuras como viajante e feiticeiro que irá desafiar o destino num mundo em que criaturas de todas as raças coabitam numa paz precária prestes a despedaçar-se…
 
A minha opinião
 
Aos homens, agrada inventar monstros e monstruosidades. Com isso, sentem-se menos monstruosos.
Esta frase marcou-me imenso neste livro, razão pela qual começo a minha opinião com ela. É extraordinário que, num livro de fantasia (género tão mal amado) se resuma, numa simples frase, o ser humano.
Geralt é um bruxo.  A sua profissão é encontrar criaturas do fantástico e matá-las (quando elas põem em risco a sobrevivência das aldeias que o contratam).
Neste primeiro livro da saga acompanhamos Geralt em seis pequenas histórias, sem aparente ligação entre si mas que nos levam até à história final, a do terceiro e último desejo e nos preparam, creio, para os volumes seguintes. Este livro serve mais de apresentação do mundo criado por Andrzej Sapkowski e não tanto das personagens que acabam por ter um papel mais superficial.
Pelo meio das seis pequenas histórias, vamos também conhecendo a história principal que será - assim o espero - mais desenvolvida nos volumes seguintes. Ainda assim, é importante o conhecimento que vamos adquirindo ao longo deste primeiro livro da série.
Não direi que é o melhor livro de sempre mas é, sem dúvida, um livro que se lê muito bem, bastante interessante e que irá, com certeza, agradar a todos os que são fãs de fantasia.
 
 
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As Primeiras Quinze Vidas de Harry August

por Magda L Pais, em 31.10.16

As Primeiras Quinze Vidas de Harry August de Claire North

Editado em Outubro de 2016 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896376673

Sinopse

Clique na imagem de capa para aceder à sinopse

A minha opinião

Quantas vezes, deitados na cama, em conversa com a almofada, pensamos na nossa vida, no que fizemos e não fizemos e reflectimos se teríamos feito as mesmas coisas se soubéssemos qual seriam as reais consequências. Teria namorado com ele? Teria escolhido gestão em vez de contabilidade? Ter-me-ia apaixonado por alguém que conheci de relance? Teria mudado de emprego ou não teria mudado de emprego?

Infelizmente a verdade é que só vivemos uma vez e, pelo menos no meu caso, estou feliz com a vida que tive e nada arrependida das decisões que fui tomando. 

Mas Harry August é diferente. Cada vez que morre - e morre sempre da mesma doença - volta a nascer como Harry e vive, vezes sem conta, a sua vida, permitindo-lhe corrigir erros, ter novos amores, mudar de emprego... ou, salvar o mundo quando recebe um recado do futuro que o avisa que o mundo está a acabar e só ele o pode evitar.

Harry é um kalachakra, uma espécie humana que vive, morre e volta a viver, sempre a mesma vida, vezes sem conta e, em cada uma das vidas, mantém a memória do que se passou nas vidas anteriores. Até aos 4 anos, os kalachakra são crianças normais, sem memórias, mas, a partir dai começam a recordar-se das vidas passadas. E é com base nessas memórias que os kalachakra passam os recados entre as diversas gerações, do futuro para o passado ou vice-versa, gerações e gerações de kalachakra unidos num clube que poucos conhecem e que existe, também, para ajudar os novos membros a não enlouquecerem quando renascem a primeira vez e a perceberem que, acima de tudo, não podem intervir de forma muito escandalosa, na história natural (por exemplo, não podem matar Hitler antes da segunda guerra mundial porque isso seria uma intervenção excessiva)

De quando em vez há um kalachakra que quer ser mais, que quer ter tudo e que tenta contornar as regras, acabando por provocar um cataclismo. E será Harry que terá de o evitar, numa das suas vidas.

Um conceito perturbador, este de se poder viver vezes sem conta as mesmas situações, tentando não intervir demasiado nem dar demasiado nas vistas. Um livro de fantasia que, ao mesmo tempo, nos obriga a reflectir sobre nós próprios, sobre a nossa vida e sobre as alterações que faríamos (ou não) se estivéssemos no lugar de Harry.

Claire North cria uma intrincada teia, quinze vidas contadas em pouco mais de 400 páginas, que quase não nos deixam respirar pelo meio. Ao mesmo tempo que é intenso e profundo (pela reflexão a que nos obriga), acaba também por ser um pouco divertido, principalmente a primeira parte em que começamos a tomar conhecimento de como funciona a vida de Harry. 

Em suma, um livro com o factor UAU e mais uma estreia fabulosa com uma autora que desconhecia. Valeu a pena!

Nota final - adoraria ser Harry August. Não para mudar o que quer que fosse na vida mas apenas e só para poder ler todos os livros que pudesse. Um sonho!

Leia aqui as primeiras páginas

 

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Gritos Silenciosos

por Magda L Pais, em 23.09.16

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Gritos Silenciosos de Angela Marsons

ISBN: 9789897415821

Editado em 2016 pela Quinta Essência

Sinopse

Nem os segredos mais sombrios podem ficar enterrados para sempre...

Cinco pessoas reúnem-se em volta de uma campa rasa. Todas se tinham revezado a cavar. Uma cova para um adulto teria levado mais tempo… Uma vida inocente fora tirada, mas o pacto fora feito. Os segredos deles seriam enterrados, ligados pelo sangue...

Anos mais tarde, uma mulher é encontrada brutalmente estrangulada, o primeiro de uma série de assassínios que choca a região inglesa conhecida como Black Country.

Mas quando são descobertos restos humanos num antigo orfanato, são também desenterrados segredos perturbadores. A inspetora detetive Kim Stone percebe rapidamente que procura um indivíduo cruel cujos homicídios se estendem por décadas.

À medida que as mortes continuam, Kim tem de parar o assassino antes que ele ataque de novo. Mas, para o capturar, será ela capaz de enfrentar os demónios do seu passado antes que seja demasiado tarde?

Os fãs de Rachel Abbott, Val McDermid e Mark Billingham irão adorar esta excecional nova voz na ficção criminal britânica.

A minha opinião

Stone. O nome carinhoso que me chamavam e no qual se baseia o nome deste blog. Um livro cuja personagem principal se chama Stone é livro para me chamar a atenção. Pode ser só parvo mas fico logo predisposta a lê-lo. Neste caso foi uma boa aposta e correu bem melhor do que poderia esperar.

Gritos Silenciosos acompanhou-me por pouco tempo. Comecei na terça-feira à tarde e ontem a meio da tarde estava terminado. E tudo porque este livro tem todos os ingredientes necessários para me deixar em pulgas para ler só mais uma página. Só mais um capítulo. Só mais até ao fim do livro. E vejam lá se não me chamam para coisa alguma que estou numa fase crucial do livro.

O problema é que a fase crucial começou nas primeiras páginas e acabou no último parágrafo. Da última página. E o que eu gosto de livros assim?

Gritos Silenciosos é a estreia de Angela Marsons na escrita. Espero que seja o primeiro de muitos em que Kim Stone seja a personagem principal. Uma detective tão humana como nós, cheia de defeitos e virtudes, com falhas como qualquer um de nós, o que a torna ainda mais apelativa.

Em Gritos Silenciosos Stone é chamada para investigar a morte duma mulher. Mas rapidamente percebe que outras mortes estão ligadas ao primeiro assassinato, o que a leva para uma viagem ao passado - ao seu próprio passado mas também ao passado das vitimas, tanto as recentes como as que foram assassinadas no passado e enterradas ao lado duma instituição para miúdas problemáticas.

Algumas partes do livro deixaram-me com um nó no estômago. Como sempre fico quando sei de cuidadores que maltratam aqueles que deviam cuidar e que deles dependem. E nestes casos não se pode dizer que tudo está bem quando acaba bem porque, infelizmente, estas marcas ficam para sempre.

Como já disse, Gritos Silenciosos é o livro de estreia de Angela Marsons. a avaliar pelo meu encanto com este livro, a nossa relação tem futuro, pelo que me resta esperar por mais títulos desta autora. 

*********

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Aproximam-se duas Feiras do Livro. Uma no Palácio de Belém, Lisboa e outra no Palácio de Cristal, no Porto.

Para quem estiver na zona e possa lá ir, aqui ficam as sessões de autógrafos que a Saída de Emergência preparou para estas feiras: 

Palácio de Belém, Lisboa

Sábado, dia 3 de Setembro

15h00 – Sessão de autógrafos com Isabel Ricardo, autora da Colecção Juvenil Os Aventureiros e do romance histórico A Revolução da Mulher das Pevides – Auditório/Lounge

16h00 - Sessão de autógrafos com Maria Helena Ventura  autora do romance histórico Conheces Sancho? – Auditório/Lounge 

17h00 - Sessão de autógrafos com Mário Cordeiro autor de Príncipes da Medicina e do romance Quanto tempo faltará para o Abismo? – Auditório/Lounge

 

Palácio de Cristal, Porto

Sábado, dia 3 de Setembro

17h00 – Sessão de autógrafos com Renato Fontinha autor do romance histórico A Capital do Mundo – Stand SDE

Sábado, 10 de Setembro

17h00 -  Sessão de autógrafos com Isabel Ricardo, autora da Colecção Juvenil Os Aventureiros e do romance histórico A Revolução da Mulher das Pevides – Stand SDE

Domingo, 11 de Setembro

17h00 - Sessão de autógrafos com Daniela Ricardo autora de Viagens da Comida Saudável  - Stand SDE

Sábado, 17 de Setembro

17h00 - Sessão de autógrafos com Mário Silva Carvalho autor do romance histórico A Tomada de Madrid – Stand SDE

Domingo, 18 de Setembro

17h00 - Sessão de autógrafos com António Breda  autor do romance histórico Filhos de Salazar – Stand SDE

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