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Os Falsários

por Magda L Pais, em 01.09.17

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Os Falsários de Bradford Morrow 

ISBN: 9789897243813

Editado em 08-2017 pelo Clube do Autor

Sinopse

Na tradição dos policiais de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, um romance misterioso e profundo sobre o fascínio do colecionismo e o lado sombrio do comércio de livros raros.

O que acontece quando mentimos tão bem que perdemos a noção do que é real? Numa prosa magnificamente cuidada, Bradford Morrow traça uma linha débil entre o devaneio e a intuição, a memória e a ficção autoilusória, entre o amor verdadeiro e o falso.

Uma comunidade bibliófila é abalada com a notícia de que Adam, um colecionador de livros raros, foi atacado e as suas mãos decepadas. Sem suspeitos, a polícia não consegue avançar no caso, e a irmã procura desesperadamente uma pista.

Ao longo das páginas repletas de mistério e simbologias, escritores famosos e citações brilhantes, Will, cunhado e colega de profissão de Adam Diehl, tenta obter uma resposta e, ao mesmo tempo, escapar às ameaças do misterioso «Henry James». Consciente do simbolismo do caso, ele sabe que um homem sem mãos se vê privado do instrumento mais precioso quando se trata de imitar a caligrafia de William Faulkner, James Joyce, Conan Doyle e outros que tais. Na verdade, Will, ele próprio genial falsário, talvez saiba demais.

A minha opinião

Nunca lhe encontraram as mãos.

Esta frase dá o mote para um policial que mistura livros, coleccionadores, bibliómanos, livreiros, livros antigos, manuscritos e claro, falsários e traficantes. Juntemos uma escrita cuidada e conhecimentos profundos de literatura e temos uma receita que funciona na perfeição, principalmente entre amantes de livros. Mas não só, porque este é um livro que pode ser lido por todos, sem pretensões e sem receios.

Confesso que me desiludiu o facto da única personagem feminina na história – Megan – ser quase "de decoração". Uma mulher fraca, com pouca personalidade... Mas creio que há uma razão para isso, se ela não fosse assim, provavelmente Will (o narrador - cujo nome é dito apenas uma vez em todo o livro) não poderia ser quem era.

De resto, este é um livro que se lê com o carinho que se dedica a todos os livros sobre livros, onde várias passagens nos transportam para um ou outro livro. Um livro que dá gosto voltar atrás para apreciar a escrita e que se lê serenamente (até porque - pelo menos eu - se suspeita rapidamente quem é o assassino).

Dêem-lhe uma hipótese, não se vão arrepender.

 
(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)
********

e já agora, já participaram no Passatempo?

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Seduzido até Domingo

por Magda L Pais, em 20.08.17

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Seduzido até Domingo de Catherine Bybee

The Weekday Brides #6

ISBN: 9789722533638

Editado em 08-2017 pela Bertrand Editora

Sinopse

Meg Rosenthal: Casamenteira de dia, realista à noite, Meg não se vai deixar levar por um belo homem de negócios qualquer com o seu fato de designer. Foi a uma fantástica estância avaliar o potencial dessa ilha privada para a sua agência, não foi para namorar com o seu dono. Mas aquele homem tem um magnetismo qualquer a que é difícil resistir, até mesmo para uma mulher que se recusa a apaixonar-se. Valentino Masini: Homem de negócios bem sucedido e lindo de morrer, Valentino está habituado a ter o que de melhor há no mundo. No entanto, nunca quis nada com a intensidade com que quer Meg, que provocou um terramoto no seu coração. Mas justamente quando decide convencê-la a ficar, alguém decide tirar Meg da ilha… para sempre.

A minha opinião

"É um livro de gajas". "Não me parece a tua cara". "Acho que não vais gostar". Estas foram as reacções de três amigas quando viram a capa deste livro que a Bertrand enviou para a Revista Baton para que eu lesse e desse a minha opinião sincera (até porque se alguém espera encontrar aqui opiniões não sinceras, está, seguramente, no local errado).

A avaliar por estes comentários.... estava bem arranjada já que fui para uma repartição da Autoridade Tributária e não levava mais livro nenhum. Só este. E portanto lá estava eu, o livro e 15 pessoas à minha frente. Comecei o livro e, vá lá que me lembrei, de repente, que talvez fosse boa ideia olhar para o monitor para ver em que número ia. Quer dizer, na verdade, eu achei que tinha passado pouco tempo. Mas já ia no número 13, tinham passado 60 minutos e 210 páginas dum livro que alguém achou que eu não ia gostar.

Ao almoço foram mais umas quantas páginas, na viagem de regresso a casa mais umas quantas e, quando dei por isso, a minha sexta feira - que tinha começado nas Finanças com este livro - terminou com o fim do livro. Nada mau para um livro de gajas e que não era a minha cara.

Seduzido até Domingo é um romance mas também é um policial com algum suspense e uma pitada de humor. Um livro que se lê bem, uma escrita despretensiosa e interessante. Um romance que obedece à regra simples: homem conhece mulher e apaixonam-se perdidamente. Mas nada demasiado idílico, demasiado meloso ou demasiado sexo envolvido (até porque nem todos os autores sabem descrever uma cena de sexo sem a tornar pornográfica - se bem que Catherine Bybee está incluída no grupo que sabe o que faz).

Seduzido até Domingo tem as doses certas de cada um dos ingredientes e isso torna-o numa leitura agradável, num livro que nos faz sentir como se fossemos da casa e não voyeurs. Conseguir isso não é tarefa fácil mas Catherine Bybee consegue-o e até faz com que pareça ser fácil.

Este é, seguramente, um daqueles livros que não se podem julgar pela capa mas sim pelo conteúdo. E que conteúdo!

(leia aqui as primeiras páginas)

 

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Café Amargo

por Magda L Pais, em 18.07.17

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Café Amargo de Simonetta Agnello Hornby

ISBN: 9789897243691

Editado em 2017 pelo Clube do Autor

Sinopse

Café amargo acompanha a vida de uma mulher que não se curva perante o poder masculino.

O romance nasce na Sicília, mas a autora transporta-nos até muito mais longe.

A protagonista é uma mulher de paixões, marcada também por vários sofrimentos que engole com altivez, como se fosse uma chávena de café amargo. A história de Maria e das suas escolhas pouco convencionais retrata uma época decisiva da Europa.

Um romance histórico marcado por memórias pessoais e vividas.

A minha opinião

Itália, anos 20. Maria é uma adolescente e Pietro, um homem mais velho e muito rico, vê-a com as amigas e apaixona-se irremediavelmente. Está dado o mote para um livro que nos transporta, de forma serena e muito apetecível, numa viagem pela vida de Maria, uma mulher que mistura a tradição com o modernismo e que é, ao mesmo tempo, uma viagem por Sicília e Palermo antes da segunda guerra mundial, dando-nos a conhecer a sociedade, a política e a vida numa época conturbada, com altos e baixos, bons e mau momentos. A vida de Maria é, no fundo, a vida de todos nós.

A escrita de Simonetta Agnello Hornby é doce, atrai, prende-nos duma forma indelével. Não logo nas primeiras páginas em que (confesso) me senti um pouco às aranhas mas, como diria Pessoa, primeiro estranha-se e depois entranha-se. De tal modo que eu, que pouco gosto de ler nos autocarros, não resisti a fazê-lo para poder ler as últimas cinquenta páginas.

Achei interessante o título do livro - café amargo - em referência a um episódio que se passa na adolescência de Maria, quando conhece as futuras cunhadas. Mas a cereja estava reservada para o fim, nas últimas linhas do livro. Que fim fabuloso, esperado, claro mas, mesmo assim, a forma de lá chegar é brilhante e com um toque especial.

Por fim, deixo-vos duas passagens que me marcaram:

A ignorância não é um pecado. Apenas se torna um pecado quando se insiste em permanecer ignorante.

e

Não saber, é essa a maior dor: não saber.

(leia aqui as primeiras páginas)

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O Assassino do Bobo

por Magda L Pais, em 02.06.17

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O Assassino do Bobo de Robin Hobb

Saga Assassino e o Bobo nº 1

ISBN: 9789897730528

Editado em 2017 pela Saída de Emergência

Sinopse

Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.

Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…

A minha opinião

Uau! Uau! Uau! FitzCavalaria Visionário está de volta e eu, logo que soube que ele voltar, parecia uma adolescente idiota a festejar o regresso do Amado (creio que, quem conhece esta saga irá perceber a razão desta palavra. Quem não conhecer, vai só achar que estou a precisar urgente de cuidados. Se assim for, saia uma cura pelo Talento para mim).

Divagações à parte (até porque, se é para divagar, que seja sobre qual a magia que eu preferia. Manha - a capacidade de nos unirmos mentalmente a um animal - ou Talento - demasiado complexa. Por mim seria a Manha que o Talento parece-me necessitar de mais trabalho)

Dizia eu, divagações à parte, a verdade é que, na última semana, regressei a Torre do Cedro e a Floresta Mirrada na companhia de FitzCavalaria Visionário, Don Breu, Urtiga e Moli. Faltou-me Olhos-de-Noite, o Lobo de Tomé Texugo e o Bobo. Mas, em compensação, uma nova personagem (fulcral nesta nova trama) encheu-me de alegria.

Leio sempre nos transportes públicos, enquanto almoço ou janto. Na casa de banho ou ao domingo à tarde, enquanto vegeto no sofá. Raramente leio nos elevadores ou me sento no sofá, depois de jantar a ler (excepto em período de férias) mas O Assassino do Bobo fez-me ler nesses momentos mais raros. Ou enquanto esperava na fila para pagar o pequeno almoço. Ou enquanto esperava pelo autocarro. Eu tinha de saber mais, tinha de ler mais aquela página, mais aquele capitulo, mais o livro todo. Mas, ao mesmo tempo, e enquanto sentia que o fim deste livro estava a chegar (e FitzCavalaria - estupidamente - não percebia a enigmática mensagem que recebe do seu Amado), sentia também angustia por perceber que vou estar uns meses à espera da continuação desta fantástica história. Conhecem essa sensação? a de querermos acabar um livro mas não o queremos acabar?

Agora resta-me esperar. Esperar que saia o segundo volume desta saga (que espero e desejo que não demore muito que me parece que o meu coração não aguenta). A menos que, pelo meio, saia algum livro de Anne Bishop...

 

 

(delicie-se aqui com as primeiras páginas)

 

 

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Imitação Mortal

por Magda L Pais, em 18.05.17

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Imitação Mortal de J. D. Robb

Editado pela Chá das Cinco em 2017

ISBN: 9789897102943

Sinopse

Num jogo letal de gato e rato, Eve Dallas irá enfrentar um admirador de um dos mais infames assassinos de todos os tempos…

Um homem de capa e cartola aproxima-se de uma prostituta numa viela escura de Nova Iorque. Minutos depois, ela surge morta. No cenário do crime, um bilhete é endereçado à Tenente Eve Dallas, convidando-a a juntar-se a um jogo que irá revelar a identidade do criminoso. A carta contém apenas a assinatura de “Jack”.

Dallas é forçada a ir em perseguição de um assassino que sabe tanto de serial-killers quanto ela, um homem que estudou alguns dos homicídios mais infames de sempre. E não só é um especialista como quer deixar a sua própria marca.

Ele já escolheu a sua próxima vítima: Eve Dallas. E a única coisa que ela sabe é que o assassino planeia imitar o mais famoso assassino de sempre: Jack, o Estripador.

A minha opinião

Os cinco. Os sete. As minhas primeiras paixões literárias. Livros policiais para jovens. Mais tarde a minha paixão literária passou a ser ficção cientifica. Livros que se passariam no futuro tinham a minha preferência. Lembro-me de alguns que li e reli tantas vezes que me lembro, volvidos quase 30 anos, de quase todas as histórias.

Mais tarde passei a fase Agatha Christie. Li todos os policiais desta autora, também várias vezes (e ainda me lembro do nó no estômago sempre que lia o livro “cai o pano”).

Passei, como quase todos passamos, por aquela fase da leitura de romances. Não de cordel mas romances com qualidade. Com partes mais eróticas, com outras mais românticas. Claro que, nesta fase, Nora Roberts era a minha autora favorita.

Hoje só leio Nora Roberts, quando algum dos seus livros se aventura na fantasia como foi o caso da trilogia do Circulo. Mas leio, sempre com redobrado prazer, J. D. Robb. Sim, é parvo, eu sei, já que J. D. Robb é um pseudónimo de Nora Roberts mas, para mim, é como se fossem dois autores diferentes.

E porque esta introdução sobre as algumas das minhas fases literárias? Porque a série “mortal”, escrita de forma magistral por J.D. Robb mistura, num só livro, a ficção cientifica (os livros passam-se algures em 2059) os policiais, o romance (com umas pequenas pitadas de erotismo) e o mistério. Mas não só. J.D. Robb consegue, apesar dos temas habitualmente pesados, alguns momentos bem dispostos, com ironia, bem enquadrados. E tão bem que sabe ler um livro que faz tudo isto em versão Muito Bom!

Livros assim – como este Imitação Mortal – demoram pouco tempo a ler. Porque não os consigo largar enquanto não sei quem é o criminoso. E mesmo sabendo quem é o criminoso, quero perceber como é que ele é apanhado.

Este é o 17º livro desta série. Confesso que já li uns quantos (curiosamente ainda não li o primeiro) e, neste 17º faltou-me um ingrediente. Summerset, o empertigado mordomo de Roarke tirou férias e só aparece nas últimas páginas, o que me roubou algumas gargalhadas já que a relação que Summerset tem com Eve, a personagem principal e esposa de Roarke, é tão atribulada que nos dá direito a umas gargalhadas extras. Mas pronto, suponho que o rapaz tenha direito a férias também...

Neste livro – mais uma vez – a maldade humana vem ao de cima, com um assassino que mata por prazer, que usa e abusa do poder que detém sobre a vitima. Uma mente retorcida que mata com requintes de malvadez, cabendo a Eve descobrir quem é o criminoso a tempo de evitar mais assassinatos.

Um livro a ler, uma série a acompanhar. E não temam comprar este livro sem ter lido os restantes. Apesar de haver um fio condutor – as relações pessoais de Eve, Roarke, Peabody, Feeney, Mira, Commander Jack Whitney, Mavis, Nadine Furst e Summerset, que naturalmente, vão evoluindo de livro para livro –, cada um dos livros pode ser lido de forma independentemente porque a história principal começa e acaba.

Portanto, e em suma, se gostam de livros que misturam humor e mistério com romance e investigação policial com algumas pitadas de erotismo, este livro é o livro certo para ler. Se pensam que não gostam... bem, só posso acreditar que pensam isso porque ainda não leram nenhum desta série e, portanto, está na altura de o fazerem.

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