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A Súbita Aparição de Hope Arden

por Magda L Pais, em 17.09.17

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A Súbita Aparição de Hope Arden de Claire North

Editado pela Saida de Emergência em 2017

ISBN: 9789897730658

Sinopse

Ouçam-me. Lembrem-se de mim…

O meu nome é Hope Arden, sou a rapariga de quem ninguém se lembra. Primeiro esquecem o meu rosto, depois a minha voz e, por fim, as consequências dos meus atos. Desapareço da memória sem deixar rasto.

Começou quando tinha 16 anos, um momento de cada vez. O meu pai esqueceu-se de me levar à escola, um professor esqueceu-se que eu era sua aluna, a minha mãe colocou mesa para três, em vez de quatro. Um amigo olhou para mim e só viu uma estranha.

Por mais que eu tente, por mais pessoas que magoe ou crimes que cometa, nunca se lembram de mim. E isso torna-me única… e particularmente perigosa.

Esta é a história de Hope Arden, a rapariga que todos esqueceram.

Uma saga de amor, esperança, desespero e ânsia de viver o momento e deixar uma marca na vida.

A minha opinião

Uma das coisas que mais gosto quando leio um livro é que me leve a reflectir, ainda que com base em fantasia como foi o caso deste livro, tal como já tinha acontecido com As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, primeiro livro que li desta autora.

Neste livro há duas situações paralelas e que me deixaram a pensar. Primeiro, Hope, a nossa narradora, é uma pessoa de quem ninguém tem memória. Logo que Hope sai de perto, quem esteve com ela esquece-se que ela existe. Hope apenas vive nas memórias digitais, em fotos ou gravações. Ninguém a retém na memória e, por isso, Hope não tem família ou amigos ou qualquer relação duradoura. Será essa condição uma libertação ou uma maldição? como será viver nessas circunstâncias?

E depois temos Perfection, uma aplicação que quer tornar as pessoas perfeitas. Que diz o que devem ou não comer, o que devem fazer, as idas ao ginásio, as roupas, as relações, os trabalhos. Tudo, mas mesmo tudo, controlado por uma aplicação no telemóvel, e que recompensa, com pontos, sempre que são seguidos os seus conselhos, sendo que, quando se atinge um determinado número de pontos se tem acesso ao clube restrito dos perfeitos. Levado ao exagero, não será, mais ou menos, o que já acontece na sociedade, condenando quem é maior, mais forte ou até diferente?

Claire North leva-nos a questionar, em vários pontos do livro, sobre a sociedade actual, sobre a nossa própria vida, sobre o esquecimento - desejado ou não. A liberdade do esquecimento e a escravatura da perfeição, em quatrocentos e cinquenta páginas escritas por uma autora que, pelos vistos, gosta de nos puxar pelas ideias, de nos obrigar a pensar fora da caixa, de forma absorvente, intensa e emocional. 

Creio que, sem exagero, me estou a tornar numa fã desta autora... 

(leia aqui as primeiras páginas)

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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O Assassino do Bobo

por Magda L Pais, em 02.06.17

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O Assassino do Bobo de Robin Hobb

Saga Assassino e o Bobo nº 1

ISBN: 9789897730528

Editado em 2017 pela Saída de Emergência

Sinopse

Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.

Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…

A minha opinião

Uau! Uau! Uau! FitzCavalaria Visionário está de volta e eu, logo que soube que ele voltar, parecia uma adolescente idiota a festejar o regresso do Amado (creio que, quem conhece esta saga irá perceber a razão desta palavra. Quem não conhecer, vai só achar que estou a precisar urgente de cuidados. Se assim for, saia uma cura pelo Talento para mim).

Divagações à parte (até porque, se é para divagar, que seja sobre qual a magia que eu preferia. Manha - a capacidade de nos unirmos mentalmente a um animal - ou Talento - demasiado complexa. Por mim seria a Manha que o Talento parece-me necessitar de mais trabalho)

Dizia eu, divagações à parte, a verdade é que, na última semana, regressei a Torre do Cedro e a Floresta Mirrada na companhia de FitzCavalaria Visionário, Don Breu, Urtiga e Moli. Faltou-me Olhos-de-Noite, o Lobo de Tomé Texugo e o Bobo. Mas, em compensação, uma nova personagem (fulcral nesta nova trama) encheu-me de alegria.

Leio sempre nos transportes públicos, enquanto almoço ou janto. Na casa de banho ou ao domingo à tarde, enquanto vegeto no sofá. Raramente leio nos elevadores ou me sento no sofá, depois de jantar a ler (excepto em período de férias) mas O Assassino do Bobo fez-me ler nesses momentos mais raros. Ou enquanto esperava na fila para pagar o pequeno almoço. Ou enquanto esperava pelo autocarro. Eu tinha de saber mais, tinha de ler mais aquela página, mais aquele capitulo, mais o livro todo. Mas, ao mesmo tempo, e enquanto sentia que o fim deste livro estava a chegar (e FitzCavalaria - estupidamente - não percebia a enigmática mensagem que recebe do seu Amado), sentia também angustia por perceber que vou estar uns meses à espera da continuação desta fantástica história. Conhecem essa sensação? a de querermos acabar um livro mas não o queremos acabar?

Agora resta-me esperar. Esperar que saia o segundo volume desta saga (que espero e desejo que não demore muito que me parece que o meu coração não aguenta). A menos que, pelo meio, saia algum livro de Anne Bishop...

 

 

(delicie-se aqui com as primeiras páginas)

 

 

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Imitação Mortal

por Magda L Pais, em 18.05.17

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Imitação Mortal de J. D. Robb

Editado pela Chá das Cinco em 2017

ISBN: 9789897102943

Sinopse

Num jogo letal de gato e rato, Eve Dallas irá enfrentar um admirador de um dos mais infames assassinos de todos os tempos…

Um homem de capa e cartola aproxima-se de uma prostituta numa viela escura de Nova Iorque. Minutos depois, ela surge morta. No cenário do crime, um bilhete é endereçado à Tenente Eve Dallas, convidando-a a juntar-se a um jogo que irá revelar a identidade do criminoso. A carta contém apenas a assinatura de “Jack”.

Dallas é forçada a ir em perseguição de um assassino que sabe tanto de serial-killers quanto ela, um homem que estudou alguns dos homicídios mais infames de sempre. E não só é um especialista como quer deixar a sua própria marca.

Ele já escolheu a sua próxima vítima: Eve Dallas. E a única coisa que ela sabe é que o assassino planeia imitar o mais famoso assassino de sempre: Jack, o Estripador.

A minha opinião

Os cinco. Os sete. As minhas primeiras paixões literárias. Livros policiais para jovens. Mais tarde a minha paixão literária passou a ser ficção cientifica. Livros que se passariam no futuro tinham a minha preferência. Lembro-me de alguns que li e reli tantas vezes que me lembro, volvidos quase 30 anos, de quase todas as histórias.

Mais tarde passei a fase Agatha Christie. Li todos os policiais desta autora, também várias vezes (e ainda me lembro do nó no estômago sempre que lia o livro “cai o pano”).

Passei, como quase todos passamos, por aquela fase da leitura de romances. Não de cordel mas romances com qualidade. Com partes mais eróticas, com outras mais românticas. Claro que, nesta fase, Nora Roberts era a minha autora favorita.

Hoje só leio Nora Roberts, quando algum dos seus livros se aventura na fantasia como foi o caso da trilogia do Circulo. Mas leio, sempre com redobrado prazer, J. D. Robb. Sim, é parvo, eu sei, já que J. D. Robb é um pseudónimo de Nora Roberts mas, para mim, é como se fossem dois autores diferentes.

E porque esta introdução sobre as algumas das minhas fases literárias? Porque a série “mortal”, escrita de forma magistral por J.D. Robb mistura, num só livro, a ficção cientifica (os livros passam-se algures em 2059) os policiais, o romance (com umas pequenas pitadas de erotismo) e o mistério. Mas não só. J.D. Robb consegue, apesar dos temas habitualmente pesados, alguns momentos bem dispostos, com ironia, bem enquadrados. E tão bem que sabe ler um livro que faz tudo isto em versão Muito Bom!

Livros assim – como este Imitação Mortal – demoram pouco tempo a ler. Porque não os consigo largar enquanto não sei quem é o criminoso. E mesmo sabendo quem é o criminoso, quero perceber como é que ele é apanhado.

Este é o 17º livro desta série. Confesso que já li uns quantos (curiosamente ainda não li o primeiro) e, neste 17º faltou-me um ingrediente. Summerset, o empertigado mordomo de Roarke tirou férias e só aparece nas últimas páginas, o que me roubou algumas gargalhadas já que a relação que Summerset tem com Eve, a personagem principal e esposa de Roarke, é tão atribulada que nos dá direito a umas gargalhadas extras. Mas pronto, suponho que o rapaz tenha direito a férias também...

Neste livro – mais uma vez – a maldade humana vem ao de cima, com um assassino que mata por prazer, que usa e abusa do poder que detém sobre a vitima. Uma mente retorcida que mata com requintes de malvadez, cabendo a Eve descobrir quem é o criminoso a tempo de evitar mais assassinatos.

Um livro a ler, uma série a acompanhar. E não temam comprar este livro sem ter lido os restantes. Apesar de haver um fio condutor – as relações pessoais de Eve, Roarke, Peabody, Feeney, Mira, Commander Jack Whitney, Mavis, Nadine Furst e Summerset, que naturalmente, vão evoluindo de livro para livro –, cada um dos livros pode ser lido de forma independentemente porque a história principal começa e acaba.

Portanto, e em suma, se gostam de livros que misturam humor e mistério com romance e investigação policial com algumas pitadas de erotismo, este livro é o livro certo para ler. Se pensam que não gostam... bem, só posso acreditar que pensam isso porque ainda não leram nenhum desta série e, portanto, está na altura de o fazerem.

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O Assassino

por Magda L Pais, em 19.04.17

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Tenho mesmo mesmo de partilhar convosco esta novidade.

Aqui há uns anos, andava a minha piolha na quarta classe (sim, sim, eu sei que agora se diz o quarto ano mas para mim será sempre a quarta classe), comprei o livro Aprendiz de Assassino por recomendação do meu cunhado. Ambas, eu e a minha Maggie, devoramos aquele livro assim como os seguintes, tendo apenas parado de ler quando o 10º volume, Os Dragões do Assassino chegou ao fim. 

Despedimo-nos de Fitz, o Catalisador, um manhoso treinado como assassino a mando do Rei, filho bastardo do Herdeiro, capaz de se unir a um animal - psicologicamente - ganhando, com isso, a capacidade de falar com esse animal (no caso de Fitz, um lobo) e de usar as capacidades do animal. Despedimo-nos também de Moli e de todas as personagens por quem acabamos por ganhar um carinho especial. Deixaram saudades, claro, até porque, por onze livros, nos fizeram companhia. 

(num aparte, quando adoptamos a Bunny, se ela fosse um macho, ter-se-ia chamado Fitz, tal era o nosso grau de paixão por estes livros)

E pois que, quatro anos depois de termos lido estes livros, dos quais me lembro quase perfeitamente, a Saída de Emergência decide matar-me do coração e editar O Assassino do Bobo deixando-me desejosa que estas semanas passem depressa e que este livro esteja prontinho para ser devorado lido. Aliás, já tiveram inicio as intrincadas negociações entre mim e a minha filha para decidirmos quem será a primeira a ter o prazer de o ler (fazendo, claramente, parte desse acordo que, quem for a primeira irá irritar ao máximo a segunda a ler, com spoilers).

Portanto, meus caros, se não conhecem esta saga, ainda estão a tempo de a conhecer. Aproveitem que vale a pena. 

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Marcado na Pele

por Magda L Pais, em 27.02.17

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Marcado na Pele de Anne Bishop

Série os Outros, nº 4

ISBN: 9789897730245

Editado em 2017 pela Saída de Emergência

Sinopse

Durante séculos, os Outros e os humanos viveram lado a lado numa paz precária. Mas quando a Humanidade ultrapassa os seus limites, os Outros terão de decidir o que estão dispostos a tolerar. Desde que os Outros se aliaram às Cassandra Sangue, os frágeis mas poderosos profetas humanos que estavam a ser explorados pela sua própria espécie, tudo se transformou na relação entre humanos e os Outros. Alguns como Simon Wolfgard, metamorfo e líder, e a profetisa Meg Corbyn, encaram a nova parceria como vantajosa.

Mas nem todos estão convencidos. Um grupo de humanos radicais procura usurpar terras através de uma série de ataques violentos contra os Outros. Mal sabem eles que existem forças mais perigosas e antigas que vampiros e metamorfos e que estão dispostas a fazer o que for necessário para proteger o que lhes pertence…

A minha opinião

Posso ler mil livros, mil autores, mil histórias. Mas são os livros de Anne Bishop que me fazem sentir que acabam demasiado depressa, que o intervalo entre os livros são demasiado longos e que não há livros como estes. Livros escritos por Anne Bishop são livros curtos, excessivamente curtos para o prazer que a sua leitura me dá.

Grandioso. Dramático. Épico. Maravilhoso. Extraordinário. Não há adjectivos suficientes para descrever o que penso deste livro. Desta série Os Outros que é, seguramente, a melhor série de fantasia que alguma vez li. 

Observaram os predadores de duas pernas. E escutaram, não a espécie arrivista, mas o próprio mundo.

Que nos diria o nosso mundo se o escutássemos?

Alegavam que precisavam de mais comida, mais animais, mais peixe para a causa. Precisavam de mais madeira, mais vidro, mais metal, mais tecido, mais couro.

Mais homens.

Em Namid ou na Terra, assim vamos esgotando o nosso mundo... 

 

- Já não podemos confiar nos humanos.

- Alguma vez confiámos?

- Não. Mas esperámos que o desejo de sobrevivência fosse mais forte do que a ganância. Acho que já não podemos contar com isso.

Humanos. A espécie que, se cumprir os acordos firmados com os terra indigene, poderá sobreviver. Só que já é tarde e agora Simon e Meg só tem de responder à questão fulcral: quanto de humano os terra indigene vão manter quando os Anciãos (um termo benevolente para os seres que eram as presas e as garras de Namid) decidirem que a terra deveria voltar para a posse de quem dela cuida e trata.

Um livro a ler, a extrapolar conclusões para o nosso mundo, para a realidade que vivemos. E para a revolta que a mãe natureza sentirá, com certeza, por tudo o que o ser humano tem feito para a danificar.

Sim, sem dúvida. Os Outros é a melhor série de fantasia de sempre e de leitura obrigatória. Leiam. E vão perceber esta minha paixão por Anne Bishop e pela sua fantástica escrita.

(leia aqui as primeiras páginas)

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