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Original ou traduzido?

por Magda L Pais, em 08.03.17

Não obstante saber relativamente bem inglês (ou, pelo menos, o suficiente para poder ler um livro ou ver um filme/série sem legendas), a verdade é que não me sinto confortável quando o faço, ficando sempre com a sensação (errada, eu sei) de que me está a escapar alguma coisa.

Foquemos na questão dos livros que é o tema deste blog e por conseguinte deste post.

Apesar do meu desconforto, aceito e assumo que a maioria das traduções é mal conseguida. Um dos meus testes favoritos à tradução é perceber se a palavra eventually foi traduzida como deve ser. Infelizmente são muitos os casos em que a tradução é de tal modo que a frase fica sem sentido. Por exemplo, se a frase original for “Maggie eventually arrived home” o correcto seria, por exemplo, “Maggie finalmente chegou a casa” e nunca “eventualmente chegou a casa” como aparece em imensos livros. Este é um bom teste à qualidade da tradução (ou pelo menos eu acho que é).

Ainda assim, ou melhor, mesmo assim, continuo a preferir os livros em português de Portugal (preferia que fossem sem o polémico acordo ortográfico mas não se pode ter tudo). Por preguiça, por achar que me escapa qualquer coisa mas também por respeito às editoras portuguesas (é estúpido mas a verdade é que também penso nisto). É claro que, depois, os preços dos livros acabam por ser quase proibitivos mas a verdade é que há, da parte da maioria das editoras, uma tentativa de nos trazer bons livros e bons autores e, caso deixemos de os comprar, claramente as editoras deixaram de os publicar por cá.

Original ou tradução? Qual é a vossa opção e porquê?

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Os 10 livros mais traduzidos da história

por Magda L Pais, em 27.10.15
1 – A Bíblia
O livro mais vendido da história é também o que foi mais vezes traduzido. Está, neste momento, traduzido em 2883 idiomas. "O Velho Testamento” foi traduzido para 1329 línguas diferentes e “O Novo Testamento” para 531 línguas.
Não existe uma tradução original. A Bíblia foi escrita em diversas línguas, incluindo línguas mortas como o aramaico.
 

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2 - Pinóquio (1883), de Carlo Collodi

A história que conhecemos do boneco de madeira que quer ser criança é um pouco diferente da original escrita em italiano. O livro foi traduzida para 260 idiomas e também já foi adaptado ao cinema.

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3 – O principezinho (1943), de Antoine Saint Expéry

Um lindo clássico da literatura que devia ser lido por todas as criança e por todos os adultos. Foi escrito em francês e já foi traduzido para 253 idiomas diferentes. Também já foi adaptado para o cinema diversas vezes.

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4 – O Peregrino (1678), John Bunyan

Um livro que mistura aspectos históricos e teologia dentro de um relato de ficção. A obra está disponível em 200 idiomas.

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5 - Alice no País das Maravilhas (1865), de Lewis Carroll

Um livro classificado para adolescentes, e que é considerado um labirinto filosófico. Escrito originalmente em inglês, foi traduzido para 174 idiomas e adaptado diversas vezes ao cinema.
 

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6 – Contos de Christian Andersen (1835 -1852), de Hans Christian Andersen

Trata-se duma das maiores colecções de contos de fadas, alguns dos quais bastante conhecidos. A obra original foi escrita em dinamarquês, mas as traduções chegam a 153 idiomas. Muitas dessas histórias foram adaptadas ao cinema, inclusive pela Disney.

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7- Vinte Mil Léguas Submarinas (1870),  de Julio Verne

Julio Verne publicou uma série de livros de ciência e ficção, mas este foi o livro que o tornou mais popular. Podemos encontrá-lo em 148 idiomas e a obra também foi adaptada para o cinema.

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8 – Asteríx (1959-2010), de René Goscinny e Albert Uderzo

A obra é composta por diversos livros de banda desenhada escrita em francês. Com bom humor, conta as histórias de guerreiros gauleses que resistem à invasão romana. A obra foi traduzida para 112 idiomas e também chegou ao cinema.

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9 - As Aventuras de TinTim (1929-1976), de Hergé

TinTim é um jovem jornalista que adora resolver mistérios. A obra foi escrita em francês e reúne vários livros de banda desenhada. Já foi traduzida para 96 idiomas, tem desenhos animados e até mesmo um filme.

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10 - Pippi das Meias Altas (1945), de Astrid Lindgen

Um livro de origem sueca que conta as aventuras de Pippi das Meias Altas, uma jovem com uma personalidade especial. O livro já foi traduzido para 70 idiomas e também adaptado ao cinema e a televisão.
 

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 fonte

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Os livros são mudados pelas traduções?

por Magda L Pais, em 26.10.15

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Confesso aqui em público (acho que já o fiz várias vezes, mas pronto, faço esta confissão de novo) que, apesar de perceber bastante bem a língua inglesa, não gosto de ler livros em inglês. É a pura da preguiça a vir ao de cima.

Reconheço, no entanto, que se perde bastante com a tradução. Claro que, quanto maior qualidade tiver a tradução, menor são as perdas mas, ainda assim, elas existem.

Lembro-me, por exemplo, duns livros que comprei numa conceituada editora e que vinham tão mal traduzidos que cheguei a enviar-lhes um email sobre isso. Uma coisa é um erro ou outro, somos todos humanos e todos podemos falhar, outra coisa é uma tradução ter falhas de tal modo graves que conseguiram chegar ao ponto de baralhar a história.

Normalmente percebo que há asneiras grossas nas traduções quando vejo a palavra eventualmente utilizada de forma errada. É um erro de principiante e de quem está a traduzir quase à letra – o que, supostamente, não devia acontecer a este nível – e que resulta numa quase vontade de atirar o livro à cabeça do tradutor e do editor. Literalmente!

Mas, como em tudo, há outro lado mais estranho. Já não sei quem me disse – e isto aqui é mesmo um dizquedisse – que, no caso das 50 Sombras, a versão portuguesa consegue ser melhor que a inglesa porque os tradutores lhe deram um “jeitinho”. Isto, a ser verdade, é, para mim, tão mau como traduzir mal. Vamos lá pensar. Se eu compro um livro dum determinado escritor, porque é dele que gosto, porque terei eu de ler um livro escrito pelo tradutor?

Quer com uma má tradução, quer com uma tradução melhorada, o que acontece, na realidade, é que deixo de ler o que o autor quis e passo a ler o que o tradutor achou. Não me agrada.

Felizmente não são muitos os casos em que isto acontece e, por isso, creio que continuarei a ser preguiçosa o suficiente para ler apenas em português. É mais ou menos como os ebooks… apesar de perceber que são mais fáceis de “usar”, continuo a preferir em papel.

Manias…

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