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Viagem ao Infinito (A teoria de tudo)

por Magda L Pais, em 20.04.16

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Viagem ao Infinito de Jane Hawking

Editado em 2015 pela Marcador

ISBN: 9789897541278
Lido em 2015
 
Sinopse
O professor Stephen Hawking é um dos cientistas mais notáveis e famosos da nossa era, e autor do bestseller científico A Brief History of Time, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Nestas fascinantes memórias, Jane Hawking, a primeira mulher de Stephen Hawking, apresenta-nos a história do seu extraordinário casamento vista por dentro. Enquanto o prestígio académico de Stephen disparava, o seu corpo cedia aos assaltos da doença neuromotora, e o relato franco de Jane, em que descreve como tentava equilibrar os cuidados constantes que o marido exigia com as necessidades de uma família em crescimento, será uma inspiração para todos.
 
A minha opinião
Viagem ao Infinito não é, seguramente, o melhor livro que li. Mas também não é o pior, até porque o li todo, de seguida, sem pensar em desistir - como já aconteceu noutros casos. Admito, como já me disse a Nathy, que o filme seja bastante melhor - apesar de ainda não o ter visto. É o que acontece, por norma, com as biografias. Os livros tornam-se cansativos para quem não aprecia o género.
Como qualquer biografia, a história é contada na primeira pessoa, com poucos ou nenhuns diálogos, o que, para alguns, pode perder o interesse. Eu não desgosto de ler biografias, principalmente intensas como é este caso.
Esta podia ser a história de qualquer um de nós - rapaz e rapariga conhecem-se, apaixonam-se, casam-se e tem filhos. As dificuldades duma vida a dois que todos passamos, o inicio de uma vida com dificuldades financeiras. Só que, neste caso, todo é agravado pelo facto de Stephen ter uma doença neuromotora que o pode matar a todo o momento e que, enquanto não o faz, o impede de ter uma vida normal. Para além disso, a sua necessidade de ser o centro das atenções em detrimento de quem o ama, torna a situação ainda mais incontrolável.
Jane, a rapariga, mostra-nos como é viver com um homem que é grande na sua genialidade mas não sabe o que é a gratidão. Confesso que uma das partes que mais me fez confusão (entre outras) foi quando Jane organiza uma festa em honra de Stephen, para comemorar mais um prémio, e, no seu discurso, Stephen agradece aos colegas, aos amigos, a todos, mas nunca menciona a mulher nem os filhos.
Se admiro imenso o físico Stephen Hawking por todas as descobertas e por ter conseguido combater a doença, depois da leitura deste livro, o homem por detrás desse cientista torna-se quase detestável. E é por isto que eu gosto de ler biografias, para perceber quem são, de facto, as pessoas por detrás dos nomes.

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