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A Vida Escondida Entre os Livros

por Magda L Pais, em 26.04.19

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A Vida Escondida Entre os Livros de Stephanie Butland

Tradutor: Dinis Pires

ISBN: 9789898917737

Editado em 2019 pela TopSeller

Sinopse

Era uma vez uma rapariga que confiava os seus segredos aos livros...

No coração de York, em Inglaterra, uma pequena livraria tornou-se o refúgio da jovem Loveday Cardew — o único sítio em que a tímida livreira se sente segura. Só aí pode cuidar dos livros da mesma forma que os livros cuidam de si, ensinando-a a entender os sentimentos que a inquietam: a solidão, com Anna Karénina; a alegria de viver, com A Feira das Vaidades; as paixões avassaladoras, com O Monte dos Vendavais. Depois de uma tragédia que lhe roubou tudo, uma infância passada com uma família de acolhimento e um relacionamento falhado, não é de admirar que Loveday prefira os livros às pessoas. Até que um dia, numa paragem de autocarro, ela encontra um livro perdido. Em busca deste livro surge Nathan, um poeta que se deixa encantar pela jovem livreira mas que não consegue quebrar a sua barreira de gelo, a não ser com a ajuda de Archie, o excêntrico dono da livraria onde trabalha.

Mas é quando os livros da sua infância começam a aparecer misteriosamente na livraria, que Loveday terá de aprender a confiar nos outros, para descobrir quem será a pessoa do seu passado que está a tentar contactá-la.

Terá ela coragem para revelar a vida que, durante tantos anos, tentou esconder entre os livros?

A minha opinião

É curioso como alguns livros nos saltam para o colo. Ou pela capa (e esta capa, para uma amante de leitura, é extraordinária) ou pelo titulo (e há lá melhor titulo para uma amante de leitura que este?) há livros que temos mesmo de ler. 

A Vida Escondida Entre os Livros saltou-me para o colo, enquanto passeava numa livraria. Não o comprei logo mas também não descansei enquanto não o fui buscar. E logo que me chegou às mãos tive de o ler.

E li. Li de enfiada, quase sem intervalo (ou fazendo apenas aqueles intervalos obrigatórios para dormir e trabalhar que o dinheiro para os livros tem de vir de algum lado). 

A Vida Escondida Entre os Livros é um livro que entranha, que se vai descobrindo, página a página, passando dum registo humorístico e bem disposto para um registo mais pesado conforme Loveday vai confiando em quem a rodeia - e em nós leitores - e vai contando como era a sua infância. Vamos assistindo, incrédulos, ao desenrolar do seu passado e a como o seu único refugio eram os livros

Ninguém chateia crianças que lêem. Eu leio. Quando comecei a desentorpecer, tornei-me a rapariga que lê, que escreve, que gosta de estar sozinha e que não fala muito.

A Vida Escondida Entre os Livros tem uma escrita fluída, envolvente, simples, bem disposta, conseguindo, mesmo nos momentos mais dramáticos, ter aquela pontinha de humor que ajuda a ultrapassar os maus momentos. 

Acima de tudo, A Vida Escondida Entre os Livros, mostra-nos como algumas situações (não quero revelar demasiado) podem ser devastadoras para as crianças e deixar marcas difíceis de combater e como os livros nos podem ajudar nas recordações.

A Vida Escondida Entre os Livros é, simplesmente, O livro a ler.

(leia aqui as primeiras páginas)

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O Destino do Assassino

por Magda L Pais, em 24.04.19

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O Destino do Assassino de Robin Hobb

Assassino e o Bobo #5

ISBN: 9789897731556

Editado em 2019 pela Saída de Emergência

Sinopse

FitzCavalaria deixou para trás a pele de assassino, mas nem assim encontrou paz. Depois do rapto de Abelha, e acreditando que ela está morta, Fitz e o Bobo partem em busca de vingança. Nenhum Servo estará a salvo. A missão revela-se surpreendente, com o reencontro com velhos amigos e a descoberta de novos aliados Fitz ainda é um homem temido, e o Bobo continua a ter segredos por desvendar.

O destino dos dois amigos ficará para sempre selado à medida que as respostas aos mistérios antigos são reveladas, num final épico, intenso e empolgante.

A minha opinião

15 livros... foram 15 livros que me levaram a viajar com Fitz, o Bobo, Breu e Olhos de Noite. Com Respeitador e Ketticken. E, mesmo não aparecendo em todos os livros, com Moli, Castro, Obtuso, Abelha e Urtiga. Uma família de personagens que nasceram da pena de Robin Hobb e que nos fizeram (a mim e à minha filha) tanta companhia que é quase impossível não os sentir como família, como amigos que, agora que chega a fim esta colecção, vão ficar apenas na nossa memória.

15 livros... e ao fim de 15 livros, Robin Hobb continua a surpreender, conseguindo que o último, o livro que fecha a série, O Destino do Assassino, seja o mais surpreendente, intenso, envolvente, emotivo e perfeito. Completamente perfeito.

O Destino do Assassino deixa-nos supercalifragilisticexpialidociou. Não há outra palavra que consiga descrever o que senti enquanto tentava - juro que tentei - não ficar comovida enquanto o final chegava e eu percebia que ia ter de dizer adeus a estas fantásticas personagens. E que maneira de dizer adeus.

O Destino do Assassino (ou, na realidade, todos os 15 livros) valeu por cada linha, cada palavra, cada capítulo.

Ketticken sorriu.

Depois de terminar o livro, fui dormir com esta singela frase com que o livro termina. Tão simples, tão curta e, no entanto... quase que poderia dizer "Magda sorriu" porque foi exactamente isso que aconteceu. Apesar da intensidade e da emoção do final, sorri.

Vocês sabem, eu sei que sabem, que Anne Bishop é a minha favorita. Que Os Outros ou As Jóias Negras são das minhas sagas favoritas desta autora. E sabem, sei que sabem, que os meus livros favoritos de sempre são As Brumas de Avalon. O que não sabem, mas ficam a saber hoje, é que esta Saga do Assassino com os seus 15 livros – e acima de tudo com O Destino do Assassino – está ali no podium.

Por fim, e como despedida, gostava de dedicar um momento para agradecer ao Fitz, ao Bobo, a Breu e a Olhos de Noite pela companhia que me fizeram. E a Robin Hodd por ser a fantástica escritora que é. Mas deixo também uma recomendação. Amigos da HBO, fizeram de facto um trabalho extraordinário com A Guerra dos Tronos. Não querem fazer o mesmo com esta saga? acreditem que vai valer a pena.

(e, por favor, quem ainda não leu estes livros... façam um favor a vocês mesmos e leiam. Vão ver que não se arrependem)

(leia aqui as primeiras páginas)

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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O Velho e o Mar

por Magda L Pais, em 18.04.19

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O Velho e o Mar de Ernest Hemingway

Escrito em 1951

ebook

Sinopse

Santiago, um velho pescador cubano, minado por um cancro de pele que o devora cruelmente, está há quase três meses sem conseguir pescar um único peixe. Vai então bater-se, durante quatro dias, com um enorme espadarte, que conseguirá de facto capturar, para logo o ver ser devorado por um grupo de tubarões.

Esta aventura poética, onde Hemingway retrata, uma vez mais, a capacidade do homem para fazer face e superar com sucesso os dramas e as dificuldades da vida real, é seguramente uma das suas obras mais comoventes e aquela que mais entusiasmo tem suscitado, ao longo de mais de meio século, entre os seus fiéis leitores.

Comovente romance, obra-prima de maturidade de Hemingway, O Velho e o Mar recebeu o Prémio Pulitzer em 1953 e desempenhou um papel essencial na obtenção pelo seu autor, um ano mais tarde, do Prémio Nobel da Literatura.

A minha opinião

Este ano tive oportunidade de reler este clássico, a propósito do livro secreto. O Velho e o Mar é um livro que deveria ser lido por todos os que não confiam em si próprios, que acham que os seus problemas os deitam abaixo.

Um homem pode ser destruído, mas não derrotado.

Santiago, o velho, supera-se a si próprio em cada momento da sua viagem. Sozinho, sem mais ninguém a quem recorrer, descobre forças onde achava que não as tinha. 

Mesmo não sendo o melhor livro de sempre, O Velho e o Mar é, certamente, um livro marcante e inspirador.

leia aqui as primeiras páginas

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12 Anos Escravo

por Magda L Pais, em 17.04.19

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12 Anos Escravo de Solomon Northup 

Escrito em 1841

ebook

Sinopse

Nova Iorque, 1841. Solomon Northup, um negro livre, vive com a mulher e os filhos. Leva uma existência pacífica, entre os dotes de carpinteiro e o talento para tocar rabeca.

Ao aceitar o convite de dois homens para entrar numa digressão, vê a sua vida mudar para sempre. A glória e o lucro prometidos transformam-se num pesadelo quando, após uma noite de copos, acorda acorrentado.

É comprado pelo dono de uma plantação na Luisiana e, a partir desse momento, torna-se um escravo. Decorrerão doze anos até ser finalmente libertado.

Doze Anos Escravo foi escrito durante o seu primeiro ano de liberdade e conta a sua experiência de vida ao longo dos anos de cativeiro. Um relato extraordinário pela voz do próprio Solomon Northup.

A minha opinião

Há livros que nos pesam, que nos deixam sem voz e sem saber o que pensar. 12 Anos Escravo é um desses livros.

12 Anos Escravo pesa na nossa consciência por dois motivos principais. A escravatura e os horrores que seres deshumanos fizeram (e nalguns sítios ainda fazem) a outros e porque, no meio da desumanidade que era/é a escravatura, ainda se tornava/torna pior quando as pessoas são raptadas para servirem como escravas, sem terem direito a defenderem a sua liberdade.

Escrito em 1841 por Solomon Northup, em 12 Anos Escravo acompanhamos a vida do autor entre o seu rapto e o voltar a conquistar a liberdade, conhecendo as amarguras pelas quais os escravos passam, desde a venda (onde não nem sequer são respeitados - se é que se pode falar em respeito numa venda de seres humanos - os graus de parentesco, onde mães e filhos são separados ao gosto dos vendedores/compradores) até à morte - pela qual muitos anseiam desde o primeiro momento de cativeiro, tal é a violência com que são tratados pelos seus donos.

Há dois momentos no livro que me chocaram e arrepiaram.

Primeiro a mãe com dois filhos que passam duma situação de alguma riqueza e bem estar para escravos, só porque o pai das crianças morreu. A separação entre os três, quando são vendidos em separado é arrepiante.

Depois quando uma escrava é açoitada por ordens da esposa do fazendeiro apenas por ser bonita...

Que diferença existe na cor da alma?

12 Anos Escravo passa-se, mais ou menos, entre 1841 e 1853, em pleno século XIX. Eu, pela parte que me toca, gostaria de acreditar que a escravatura teria ficado restringida a esse período negro e que hoje, em pleno século XXI, fizesse apenas parte dos livros de história, na área reservada aos períodos negros da humanidade. Infelizmente não é isso que acontece e, quase todos os dias, somos confrontados com histórias actuais de escravidão. 

Era bom que pudéssemos fazer algo sobre isso...

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A Canção de Tróia

por Magda L Pais, em 01.04.19

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A Canção de Tróia de Colleen McCullough

Ebook

Sinopse

Colleen McCullough atinge o auge da sua carreira de escritora com A Canção de Tróia, uma obra que recria a trágica e terrível saga da Guerra de Tróia, uma história com três mil anos de existência – uma história de amores que ignoram barreiras e de ódios nunca mitigados, de vingança e de traição, de honra e sacrifício.

Tão viva e apaixonante como se fosse contada pela primeira vez, a narrativa é assumida pelas vozes das diversas personagens: Príamo, rei de Tróia, condenado a tomar as decisões erradas pelos motivos certos; a princesa grega Helena, uma beldade que é escrava dos seus desejos e que abandona um marido enfadonho pelo amor de outra beldade, tão escravo dos seus desejos como ela – o príncipe Páris de Tróia; essa máquina de guerra perseguida por uma maldição que é Aquiles; o heroicamente nobre Heitor; o subtil e brilhante Ulisses; Agamémnon, o Rei dos Reis, que consente o horror a fim de lançar ao mar os seus mil navios e que, por isso mesmo, atrai a inimizade da sua sinistra mulher, Clitemenestra.

Porém, onde termina a loucura humana? E onde começa o impiedoso castigo dos Deuses? As personagens fascinam o leitor, levando-o a sentir simpatia ora pela Grécia, ora por Tróia, à medida que cada uma delas avança inexoravelmente para um desfecho que nem mesmo os Deuses podem evitar.

O fascinante e irresistível romance de Colleen McCullough revela-nos o inesquecível poder de uma história que mergulha fundo nas raízes da cultura ocidental e que continua viva três milénios depois.

A minha opinião

A minha estreia com Colleen McCullough não podia ser mais auspiciosa.  A Canção de Tróia é realmente um livro extraordinário que junta, num só livro, os vários pedaços das lendas que todos conhecemos - a beleza de Helena, o calcanhar de Aquiles, o cavalo de Troia... 

Claro que podíamos ler Iliada ou Odisseia de Homero para termos toda a história mas prefiro, confesso, a leitura deste romance que complementa com a leitura que fiz, aqui há uns anos, da biografia romanceada de Helena de Troia (de Margaret George).

A Canção de Tróia traz-nos todos os deuses e heróis da mitologia grega e conta-nos, a várias vozes, a mesma história. Claro que sabemos como termina a guerra mas não é essa a parte que mais importa. O que importa é como se chega lá, as voltas e revoltas que a história leva e até os oráculos (que, à época, eram bastante respeitados e considerados).

O facto da história ser contada a várias vozes (Príamo, Helena, Aquiles, Páris, Agamémnon, Ulisses ou Heitor, entre outros) torna-a ainda mais interessante, mais apetecivel e facilita a compreensão.

Entre vários detalhes interessantes - e que são mais do que razões para que leiam este livro - achei curioso que, a propósito duma demanda que o Rei dum qualquer reino tinha feito por ordens do oráculo para que desaparecesse a doença que estava a matar o seu povo, Ulisses (creio que era ele) tenha comentado que ficava na dúvida se os oráculos mandavam os reis nessas buscas por artefactos porque eles realmente curavam ou se era uma forma de os manter afastados do reino enquanto a doença desaparecia por si.

Outra questão extraordinária é a abordagem à homossexualidade. Portanto... algures entre 1 300 A.C. e 1 200 A.C. a humanidade aceitava e respeitava a homossexualidade duma forma muito mais abrangente do que hoje em dia. Malta do Brunei, ponham os olhos nisto, por favor.

Queria ainda acrescentar uma nota bastante positiva para a pesquisa e rigor histórico. Nota-se que houve um grande trabalho prévio e isso reflecte-se na construção da história e das personagens, tornando-as muito próximas.

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