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Espera Por Mim

por Magda L Pais, em 11.12.19

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Espera Por Mim de Gayle Forman 

Se eu ficar #2

ISBN: 9789722354080

Editado em 2014 pela Editorial Presença

Sinopse

Passaram três anos desde que o amor de Adam ajudou Mia a recuperar após o trágico acidente que vitimou a sua família - e três anos desde que Mia decidiu afastá-lo da sua vida sem lhe dar explicações. Quando uma noite os seus caminhos se cruzam na cidade de Nova Iorque, ambos têm a oportunidade de se confrontar com os fantasmas do passado e de abrir o coração ao futuro.

A minha opinião

Quando terminei o livro Se eu ficar, não precisei de pensar muito sobre o livro a ler de seguida. Aliás, quando percebi que o ia acabar ao almoço - e como o li em papel - optei por levar o kobo a almoçar comigo para poder começar logo a ler este Espera Por Mim.

Não me emocionou nem sequer me deixou com uma eventual lágrima. Mas (ou talvez precisamente por isso) gostei mais deste. Talvez por ser um livro menos dramático, sem mortes envolvidas e com alguns momentos de humor (sempre valorizados, pelo menos por mim).

Espera Por Mim é uma lição de vida sobre o luto duma relação. Sobre perdoar e esquecer. Sobre o amor que pode vencer tudo e todos, assim se queira. A empatia que sentimos por Adam, desde as primeiras linhas, leva-nos, primeiro, a questionar as decisões de Mia mas depois, quando a percebemos... entendemos que não poderia ser de outra forma:

Eu precisava odiar alguém e tu eras a pessoa que mais amava, por isso te odiei

Fiquei presa à dor de Adam de tal modo que quase não conseguia largar o livro. E isso diz tudo o que precisam de saber sobre Espera Por Mim.

Leia aqui as primeiras páginas

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Se Eu Ficar

por Magda L Pais, em 10.12.19

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Se Eu Ficar de Gayle Forman

Se Eu Ficar #1

Tradução: Rita Graña

ISBN: 9789722353939

Editado em 2014 pela Editorial Presença

Sinopse

Naquela manhã de fevereiro, quando Mia, uma jovem de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade: permanecer junto da família, do namorado e dos amigos ou deixar tudo e ir para Nova Iorque para se dedicar à sua verdadeira paixão, a música. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem e que talvez sejam as suas últimas, Mia relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.

A minha opinião

Já toda a gente sabe que sou um bloco de gelo. Que não choro por razão alguma, não me emociono com facilidade e a minha voz raramente fica embargada.

Mas há sempre uma primeira vez. E, enquanto lia Se Eu Ficar, pela primeira vez estive a um minuto de pegar num lenço de papel quando o avó de Mia

inclina-se sobre a minha cabeceira, aproxima o rosto da minha orelha e sussura:

- Está tudo bem - diz-me ele. - Se quiseres ir, está tudo bem. Toda a gente quer que fiques. Eu próprio quero que fiques, mais do que qualquer outra coisa na minha vida. - A sua voz vacila com emoção. Para, aclara a garganta, inspira e continua. - Mas isso é o que eu quero e percebo que possa não ser aquilo que tu queres. Por isso, queria apenas dizer-te que compreendo se fores. Não faz mal se tiveres de deixar-nos. Não faz mal se tiveres de parar de lutar.

Com as devidas adaptações, foi esta a minha despedida dos meus avós. Do meu cunhado. Da minha tia. E, por momentos, estava lá de novo, despedindo-me de todos eles, dizendo-lhes que tudo ia ficar bem.

(e ficou. Num dos casos demorou mas ficou).

Se Eu Ficar leva-nos pela escolha de Mia entre ir e ficar. Mia revê tudo o que realmente importa para que possa decidir se fica ou vai. Porque, no fim, a escolha é apenas dela.

Se Eu Ficar, tal como Sete Minutos Depois da Meia-Noite, mexe com as nossas emoções mas, ao mesmo tempo, dá-nos algumas armas para enfrentar o medo de perdermos quem amamos.

Ainda bem que este livro está a circular no âmbito do livro secreto!

Leia aqui as primeiras páginas

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Território Selvagem

por Magda L Pais, em 09.12.19

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Território Selvagem de Anne Bishop

O Mundo dos Outros #2

Os Outros #7

Editado pela Saida de Emergência em 2019

ISBN: 9789897731792

Sinopse

Será que os humanos e os Outros conseguem viver lado a lado sem se destruírem?

Por todo o mundo existem cidades-fantasma, regiões onde os humanos foram aniquilados como retaliação pelo massacre dos Outros. Um desses lugares é Bennett, uma cidade no norte de Elder Hills rodeada por território selvagem. Gradualmente, a cidade volta a ser habitada, e a comunidade humana e os Outros fazem um esforço para viver e trabalhar em conjunto: uma jovem oficial de polícia é contratada como delegada de um xerife Lobo; uma espécie mortal de Outros quer gerir um salão ao estilo humano; um casal com quatro crianças adotadas — uma delas uma profetisa de sangue — espera ser aceite como membro efetivo da comunidade.

Mas à medida que as lojas e os escritórios são reabertos e as pessoas reconstroem as suas vidas, a cidade de Bennett começa a atrair a atenção de outros humanos que procuram o lucro. E a chegada do Clã Blackstone, composto por foras da lei e jogadores, vai revelar segredos há muito escondidos...

A minha opinião

Anne Bishop é a minha escritora favorita, quanto a isso não temos dúvidas. E Os Outros é, seguramente, uma das melhores séries desta escritora. E, portanto, quando recebi este livro para ler... foi dia de Natal (até porque veio, ao mesmo tempo, O Armazém e Styxx. Estive quase quase a meter férias para os ler)

Território Selvagem volta a mostrar-nos como há humanos que são idiotas por natureza e que não aprendem com os seus erros nem com os erros dos outros.

ainda se verifica uma tolerância atenta de um lado (Outros) e um profundo receio pelos que vivem na noite no outro (Humanos), mas, se tiverem cuidado, os seres humanos sobrevivem.

Quase sempre sobrevivem.

Em Thaísia é a natureza que sobrevive sempre. Aos humanos é apenas permitido que vivam se não interferirem com os Outros (os terra indigene). Em vez de conquistadores e destruidores da natureza, os seres humanos são carne. E da melhor!

Mas, ainda que a série seja uma das melhores e a autora seja a minha favorita, Território Selvagem podia ser melhor se não tivesse tantas histórias a acontecer ao mesmo tempo. Não deixa de ser um excelente livro (é Anne Bishop, é Os Outros) mas não é tão excelente como as outras.

A escrita continua maravilhosa, como apenas Anne Bishop consegue. As personagens bem caracterizadas e construidas. A história (ou as histórias) vão evoluindo aos poucos, assim com a interacção entre humanos e Outros (será que Jesse e Tolya se acabam por entender depois do fim?), com vários momentos de boa disposição, intercalados com momentos mais tensos.

Valeu a pena!

Agora... quando é que saem mais livros de Anne Bishop por cá? Isso sim é importante

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Britt-Marie esteve aqui

por Magda L Pais, em 08.12.19

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Britt-Marie esteve aqui de Fredrik Backman

Tradução de Elsa T S Vieira

ISBN: 978-972-0-03244-7

Editado em 2019 pela Porto Editora

Sinopse

Não é que Britt-Marie seja uma pessoa crítica, exigente ou difícil - ela apenas espera que as coisas sejam feitas de uma determinada forma. Uma gaveta de talheres desarrumada está no topo da sua lista de pecados imperdoáveis. Os seus dias começam, impreterivelmente, às seis da manhã, porque apenas os lunáticos acordam mais tarde do que essa hora. E não é passivo-agressiva. De modo nenhum. As pessoas é que, às vezes, interpretam as suas sugestões úteis como críticas, o que não é, de todo, a sua intenção. Afinal, Britt-Marie não é alguém que julgue os outros, não importa o quão mal-educados, desleixados ou moralmente suspeitos possam ser.

Quando Britt-Marie descobre que Kent, o marido, lhe é infiel, a sua vida perfeitamente organizada, de repente, desorganiza-se. Tendo de passar a sustentar-se sozinha, arranja um emprego temporário como zeladora do centro recreativo de Borg. Nessa posição, a exigente Britt-Marie tem de lidar com muita sujidade, eletrodomésticos temperamentais, indisciplina a rodos e até uma ratazana como companheira. Britt-Marie vê-se então arrancada da sua zona de conforto e arrastada para a vida dos seus concidadãos de Borg, uma estranha mistura de seres desesperados, canalhas, bêbedos e vagabundos, sendo incumbida da impossível tarefa de levar a equipa de futebol local, composta por várias crianças sem qualquer tipo de talento para acertar numa bola, à vitória. E, quando um dia Kent aparece a pedir-lhe desculpa, ela tem de decidir, de uma vez por todas, o que realmente deseja da vida. Nesta pequena localidade de gente inadaptada, pode Britt-Marie encontrar o lugar a que realmente pertence?

Engraçado e comovente, perspicaz e humano, Britt-Marie esteve aqui celebra as amizades inesperadas que nos mudam para sempre e o poder do mais gentil dos espíritos, para tornar o mundo um lugar melhor.

A minha opinião

Uns anos transformaram-se em vários anos, e vários anos transformaram-se nos anos todos. Há uma manhã em que uma pessoa acorda com mais vida atrás de si do que à sua frente, sem perceber como é que isso aconteceu.

E Britt-Marie percebe, um dia, que a vida é mais do que ser apenas a esposa de Kent... (e que tal se todos nós nos apercebessemos desta realidade?)

Deixem-me dizer-vos que Britt-Marie esteve aqui saltou directamente para um dos primeiros lugares dos melhores livros lidos em 2019 e que, muito provavelmente, durante alguns anos, Britt-Marie irá manter-se aqui, na minha memória.

Tal como em Um Homem Chamado Ove, começamos por achar Britt-Marie irritante e quase a roçar o odiosa. Mas, aos poucos, Britt-Marie entranha-se e começamos a entende-la, a gostar dela até que, por fim, Britt-Marie é a luz que ilumina o livro.

Britt-Marie esteve aqui é sobre segundas oportunidades, sobre fazer o que é correcto, sobre amizades improváveis em locais improváveis. É ternurento e encantador. Faz-nos rir e faz-nos pensar. Não me fez chorar mas deixou-me comovida (já recomendei a uma amiga minha que, antes de o ler, reforce o stock de lenços). Britt-Marie esteve aqui fala-nos da importância da família, seja ela de coração ou de sangue. E mostra que, às vezes, não precisamos de vencer para ganhar.

Britt-Marie esteve aqui é um livro simplesmente maravilhoso e imperdível, que nos prende da primeira à última página.

Leia aqui as primeiras páginas

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O Armazém

por Magda L Pais, em 04.12.19

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O Armazém de Rob Hart

ISBN: 9789897731754

Editado em 2019 pela Saída de Emergência

Sinopse

A CLOUD NÃO É APENAS UM LUGAR PARA TRABALHAR. É UM LUGAR PARA VIVER. E QUANDO LÁ SE ENTRA NUNCA MAIS SE QUER SAIR.

Paxton nunca pensou que trabalharia como segurança para a Cloud, o gigante da tecnologia que domina a economia americana depois do desaparecimento do comércio tradicional na sequência de uma série de assassínios em massa. Muito menos que se mudaria para as instalações em expansão onde é possível viver e trabalhar. Mas quando se compara com tudo o resto que existe, a Cloud não é assim tão má. E quando conhece Zinnia, as coisas melhoram com a esperança de um futuro partilhado.

Mas Zinnia não é o que parece. E Paxton, com acesso a credenciais de segurança, é o peão perfeito para ela descobrir os segredos mais negros da empresa. À medida que a verdade sobre a Cloud se vai revelando, ambos terão de perceber até onde a empresa está disposta a ir para tornar o mundo num lugar melhor.

O Armazém é um thriller brilhante sobre um futuro próximo e o que acontece quando o Big Brother se junta ao Big Business... e quem pagará o preço final.

A minha opinião

Deixem-me começar por resumir este livro numa palavra:

ASSUSTADOR

Quantos casos conhecem em que, nas empresas, os trabalhadores tem horas para ir ao xixi? que picam o ponto à entrada e saída? onde as classificações mais baixas dão direito a despedimento? Ou onde os empregados que se dão bem são separados para não conversarem?

Ou, no outro extremo, quantas empresas conhecem que já tem, nas suas instalações, um ginásio, refeitório, cafetaria, máquinas multibanco, enfermaria e médico para facilitar a vida dos empregados?

A Cloud é exactamente isto. Uma empresa que junta tudo o que de bom e mau existe no mundo empresarial de hoje, levando ao extremo vários conceitos: os seus empregados vivem nas instalações, podendo sair muito esporadicamente. A monotonia no trabalho (representada de forma brilhante em alguns momentos do livro)...

MEDO!

O Armazém é 1984 revisto, aumentado e com demasiadas parecenças com a realidade actual para que possa ser lido sem medo.  A constante busca por preços mais baixos, o consumismo,

O Armazém mostra-nos uma sociedade consumista e comodista, que não questiona como os bens lhe chegam - desde que cheguem e que não percebe que é desta forma que se acaba com o comércio tradicional e se fica refém de uma só empresa que, depois, faz o que quiser.

Uma narrativa a três vozes -  Zinnia, Paxton e Gibson Wells, o CEO da Cloud - que nos vai prendendo, página a página, com reviravoltas inesperadas (confesso que uma delas me deu volta ao estômago de tão inesperada que é) e que torna O Armazém de leitura imprescindível.

 

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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