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Destemida

por Magda L Pais, em 16.07.18

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Destemida de Lesley Livingston

ISBN: 9789897731150

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Fallon é a filha mais nova de um orgulhoso rei celta e sempre viveu na sombra da lendária reputação da guerreira de Sorcha, a sua irmã mais velha, que morreu em combate quando os exércitos de Júlio César invadiram a ilha da Bretanha.

Na véspera do seu 17.º aniversário, Fallon está ansiosa por seguir os passos da irmã e conquistar o seu legítimo lugar entre os guerreiros reais. Mas ela nunca terá essa oportunidade, já que é capturada e vendida a uma escola de elite que treina mulheres gladiadoras — e cujo patrono é o próprio Júlio César. Numa cruel reviravolta do destino, o homem que destruiu a família da jovem poderá ser a sua única hipótese de sobrevivência.

Agora, Fallon terá de ultrapassar rivalidades perversas e combates mortais — dentro e fora da arena. E talvez a maior ameaça de todas: os seus sentimentos proibidos, porém irresistíveis, por Cai, um jovem soldado romano.

A minha opinião

Acho que já vos falei da minha aversão a levar livros para o quarto. Adoro ler, todos sabem disso, leio em todo o lado mas nunca (ou quase nunca) no quarto. A razão? é simples, se começo a ler não me apercebo das horas a passar e depois passo a noite a ler em vez de dormir (e todos sabem o quanto eu preciso de dormir). São, por isso, raros, muito raros, os livros que levo comigo. Só mesmo quando não os consigo largar, quando preciso mesmo mesmo de os acabar é que acontece irem comigo para a cama.

Destemida foi comigo até ao quarto. Deitou-se na cama comigo enquanto lia as últimas páginas. Foi impossível de largar. Aliás... na realidade foi impossível de largar quase desde que o comecei. Destemida prende a nossa atenção da primeira à última página, enquanto acompanhamos Fallon desde o dia em que comemora os seus 17 anos e acaba cativa dum mercador de escravos até aos combates na arena.

Lesley Livingston consegue transportar-nos até Roma antiga, até aos combates dos gladiadores mas pelo lado das mulheres. Terão existido mulheres gladiadoras? aparentemente sim, há indícios (mas nenhuma certeza histórica), mas isso não torna Destemida menos apetecível. Antes pelo contrário. Numa sociedade onde as mulheres tinham um papel secundário (ou terciário), onde a escravatura era normal, Lesley Livingston traz-nos mulheres fortes, com carácter, capazes, numa história muito bem sucedida, com descrições que nos elevam os sentidos e nos levam até à arena. Sentimos o cheiro a suor e a sangue, quase vomitamos com uma das descrições (curiosamente não da arena nem de um combate) e, tal como os romanos, aplaudimos as vitórias de Fallon. E de Elka, claro.

A escrita de Lesley Livingston é simplesmente absorvente. Sentimo-nos parte do livro, parte da história.

Confesso que não esperava grandes reviravoltas num livro sobre gladiadoras. Mas, na realidade, Lesley Livingston consegue surpreender-nos também nesse campo, mostrando-nos que o improvável também pode acontecer.

Resumindo. Destemida é o primeiro volume duma trilogia que eu espero, sinceramente, que seja editada na totalidade em Portugal. Senão desconfio que é desta que me metem a ler em inglês...

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Um Estranho Numa Terra Estranha

por Magda L Pais, em 15.07.18

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Um Estranho Numa Terra Estranha de Robert A. Heinlein

Volume II

ISBN: 9789897731143

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Há vinte e cinco anos, a primeira missão a Marte terminou em tragédia e todos os tripulantes morreram. Mas, na verdade, houve um sobrevivente. Valentine Michael Smith encontra na Terra uma realidade muito diferente da que experienciou em Marte. As crenças e os rituais sagrados que aprendeu em Marte em nada se assemelham aos que encontra na Terra. A própria existência de Valentine torna-o alvo de uma intriga política.

Neste 2.º volume de Um Estranho numa Terra Estranha, Robert A. Heinlein continua a apresentar-nos a história de Valentine e do seu processo de integração numa cultura marcada pela anarquia, partilha, amor livre e vida comunitária. Este clássico da ficção científica ainda hoje nos leva a questionar as nossas aspirações mais profundas e continua a despertar sentimentos fortes - por vezes contraditórios - nos leitores.

A minha opinião

Obviamente depois de ler o primeiro volume, teria de ler o segundo e continuar a deleitar-me com esta história que me encantou na adolescência e que me volta a encantar uns anitos (poucos, vá) depois.

Robert A. Heinlein é, sem dúvida, o mestre da ficção cientifica, até por nos fazer questionar os seus pressupostos. Humanos a fazerem levitar copos e afins? Humanos a gerir o seu organismo de modo a não terem fome ou frio? (por favor, ensinem-me como que me daria muito jeito).

Um Estranho numa Terra Estranha fala-nos de Mike, um humano criado por marcianos, numa sociedade totalmente dispare da nossa e capaz de fazer coisas que nós apenas poderemos imaginar. E quando Mike regressa à Terra e começa a grocar os seres humanos quer ensiná-los a serem mais felizes e mais capazes. Mas fazê-lo é ir contra as convicções dos seres humanos que não estão preparados para ver a verdade como Mike a apresenta.

Robert A. Heinlein põe em causa, neste livro, a religião e a forma como esta regula a vida dos fieis. Mas não só. Numa abertura muito pouco própria para a altura em que foi escrito (o livro foi apresentado, pela primeira vez, em 1961), Um Estranho numa Terra Estranha fala-nos também na liberdade sexual e na homossexualidade. Não posso, ainda assim, concordar - nem sequer de perto - com uma das frases do livro: Nove em cada dez violações, a culpa é da mulher. Não, Robert A. Heinlein, não é de todo verdade. Dez em cada dez violações, a culpa é exclusivamente do violador.

Tirando este pequeno "detalhe" Um Estranho numa Terra Estranha é um livro a ler com calma, com serenidade e com a mente aberta para as criticas à nossa sociedade. Tão actuais hoje como em 1961, o que o torna um livro intemporal.

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O Pecado da Gueixa

por Magda L Pais, em 10.07.18

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O Pecado da Gueixa de Susan Spann

ISBN: 9789897244322

Editado em 2018 pelo Clube do Autor

Sinopse

Um missionário português enfrenta o código samurai para salvar a vida de uma mulher.

Um romance repleto de pormenores de época e com um refinado conhecimento da cultura japonesa.

Quioto, 1564. O padre Mateus, um jesuíta português, está no Japão como missionário. Quando uma gueixa convertida ao cristianismo é acusada da morte de um samurai, o padre compromete-se a ajudá-la, arrastando o seu protetor, o mestre ninja Hiro Hattori, para a investigação.

Ao mergulhar nas perigosas águas do mundo noturno de Quioto, percebem que toda a gente tem um motivo para querer manter a morte do samurai envolta em mistério. As pistas amontoam-se e apontam para demasiados suspeitos: da rara arma do crime a uma mulher samurai, passando por uma relação amorosa, um viajante incógnito e alguns negócios obscuros.

A minha opinião

Primeiro que tudo, a parte mais visível deste livro. A capa. Acho que há muito tempo que uma capa não me encantava desta forma. Lindíssima e muito bem conseguida.

Não obstante este livro se poder caracterizar como thriller ou como policial, para mim teve um encanto maior, o de me permitir conhecer um bocadinho da cultura japonesa, das regras sobre as quais viviam os Samurai. Gosto de livros que me levam em viagem por mundos desconhecidos e este era, seguramente, um mundo desconhecido (e que espero continuar a explorar uma vez que me parece que O Pecado da Gueixa é o primeiro volume duma série de livros com Hiro e Mateus que espero que sejam editados por cá). Junte-se à história um mistério aparentemente insolúvel e temos uma receita de sucesso. 

O Pecado da Gueixa leva-nos (de uma forma perfeita) a um mundo onde a honra, a cultura, a educação, as regras sociais e a família são invioláveis. Mas - e aqui ainda melhora - tudo nos é apresentado suavemente, sem que nos sintamos numa chata aula de história. Vamos aprendendo aos poucos, com pequenas introduções de cada vez enquanto tentamos perceber o que se terá passado na casa de chá e quem será o verdadeiro assassino

(breve pausa para vos dizer que usando os poderes de dedução - aqueles que dizem que o criminoso é quem mais beneficia com a morte - não conclui nada e só descobri quem era o assassino quando Hiro o anuncia)

Há, num entanto, uma queixa que gostaria de apresentar formalmente. O livro é parco em peripécias do gato...

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Agora a sério, este livro é perfeito para quem gosta de aprender, para quem tem curiosidade sobre o Japão do século XVI ou para quem gosta de mistérios. Se ainda por cima gostarem de isto tudo ao mesmo tempo... O Pecado da Gueixa é o vosso livro para lerem no intervalo de dois mergulhos nas férias (mas com moderação para não apanharem nenhuma insolação por não o conseguirem largar) 

Leia aqui as primeiras páginas

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(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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O Desaparecimento de Stephanie Mailer

por Magda L Pais, em 09.07.18

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O Desaparecimento de Stephanie Mailer de Joël Dicker

ISBN: 9789896655884

Editado em 2018 pela Alfaguara Portugal

Sinopse

Na noite de 30 de Julho de 1994, a pacata vila de Orphea, na costa leste dos Estados Unidos, assiste ao grande espectáculo de abertura do festival de teatro. Mas o presidente da Câmara está atrasado para a cerimónia… Ao mesmo tempo, Samuel Paladin percorre as ruas desertas da vila à procura da mulher, que saiu para correr e não voltou. Só para quando encontra o seu corpo em frente à casa do presidente da Câmara. Dentro da casa, toda a família do presidente está morta.

A investigação é entregue a Jesse Rosenberg e Derek Scott, dois jovens polícias do estado de Nova Iorque. Ambiciosos e tenazes, conseguem cercar o assassino e são condecorados por isso. Vinte anos mais tarde, na cerimónia de despedida de Rosenberg da Polícia, a jornalista Stephanie Mailer confronta-o com uma revelação inesperada: o assassino não é quem eles pensavam, e a jornalista reclama ter informações-chave para encontrar o verdadeiro culpado.

Dias depois, Stephanie desaparece.

Assim começa este thriller colossal, de ritmo vertiginoso, entrelaçando tramas, personagens, surpresas e volte-faces, sacudindo o leitor e impelindo-o, sem possibilidade de parar, até ao inesperado e inesquecível desenlace.

O que aconteceu a Stephanie Mailer?

E o que aconteceu realmente no Verão de 1994?

A minha opinião

Temo, muito honestamente, que Joël Dicker se esteja a tornar num dos meus escritores favoritos na categoria dos livros que me enganam com uma facilidade medonha.

Quando iniciei a leitura d'O Desaparecimento de Stephanie Mailer estava preparada. Ou pelo menos eu achava que estava. Enquanto ia lendo, tinha na minha mente o que se tinha passado com A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert. Portanto eu teria de saber que o assassino era o mais improvável dos suspeitos. Pois... Mas acontece que a mente de Joël Dicker é brilhante, seguramente mais brilhante que a minha e voltou-me a enganar.

O Desaparecimento de Stephanie Mailer é narrado a várias vozes e a vários tempos, sem introduzir demasiadas personagens ou acontecimentos ao mesmo tempo, perfeitamente encadeadas entre si. Mas - e isto é importante - não esperem que seja igual aos anteriores deste autor. Porque Joël Dicker cresceu, amadureceu, e a sua escrita acompanhou esse crescimento. Os grandes autores são assim mesmo, crescem com a sua escrita, vão-se aperfeiçoando e vão deixando que isso transpareça nos seus livros.

As personagens estão criadas de forma magistral, ao ponto de sentirmos empatia com umas e ódio a outras (Alice e Steven, isto é para vós!). São coerentes, tem um passado e um presente e sentimos - desejamos - saber o seu futuro. E nem isso é deixado ao acaso (leiam se quiserem perceber o que quero dizer com isto).

Nota-se, ao longo de todo o livro, o amor e a paixão que Joël Dicker dedica aos seus livros. E, em consequência, aos seus fãs. Mesmo para aqueles que estiveram envolvidos num momento muito Ups na Feira do Livro...

Mau, mas mesmo mau, é ter de esperar que saia mais algum livro de Joël Dicker.... enquanto isso pode ser que a Alfaguara Portugal o traga cá para mais uma sessão de autógrafos e eu prometo que vou tentar portar-me bem.

Leia aqui as primeiras páginas

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As Inseparáveis

por Magda L Pais, em 04.07.18

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As Inseparáveis de Kristin Hannah

ISBN 9789724246512

Editado em 2008 pelo Circulo de Leitores

Sinopse

Corre o ano de 1974 e o verão do amor está prestes a terminar. Os filhos das flores começam a perceber que não conseguem sobreviver apenas com paz e amor.

Kate aceitou o seu lugar no fundo da cadeia alimentar social do liceu. Até que, para seu grande espanto, a «rapariga mais fixe do mundo», Tully, a rapariga que todos os rapazes querem conhecer, muda-se para a casa da frente e quer ser sua amiga. Tully e Kate tornam-se inseparáveis e, chegado o fim do verão, prometem ser «melhores amigas para sempre».

Ao longo de trinta anos, Tully e Kate apoiam-se mutuamente, resistindo às tempestades próprias da amizade, do ciúme, da raiva, da dor e do ressentimento. Tully segue a sua ambição de conquistar o sucesso e a fama. Kate sabe que a única coisa que quer é apaixonar-se e ter uma família. O que ela não sabe é que ser mãe e esposa é algo que a vai mudar.

Julgam ter sobrevivido a tudo, até que um ato singular de traição as separa. Mas será que os laços de amizade que antes as uniram serão mais fortes do que esse afastamento quando surge uma tragédia?

A minha opinião

Disclaimer - esta opinião contem spoilers. Não que concorde que se deva fazer isso quando se dá a opinião sobre um livro mas é-me impossível falar neste livro sem o fazer. Prossigam, por isso, por vossa conta e risco.

Começo pelo fim. Este livro tirou-me o sono. Ontem não me quis deitar sem o acabar - grande erro - e o resultado foi uma insónia tremenda pela mistura de sentimentos que As Inseparáveis despertou.

A minha tia Lucília morreu de cancro da mama, diagnosticado inicialmente em 2007, há mais de onze anos. Lutou, com todas as forças, para que as mulheres ao seu redor nunca se esquecessem de fazer os exames regulares, de fazer a apalpação, de recorrermos ao médico ao mínimo sinal de alerta (mesmo que não seja caso de alarme). A grande tragédia que volta a unir Tully e Kate é o facto de Kate ser diagnosticada com cancro inflamatório da mama, já em fase avançada porque quando viu a mancha achou que não tinha importância (e o médico de clínica geral também desvalorizou e pensou que era apenas uma pequena inflamação ou uma mordida dum insecto). E, minhas caras, na luta contra o cancro, todos os segundos contam.

Este excerto sobre Kate poderia ser sobre a minha tia:

Antes disso, nos meses que tinham decorrido desde o seu diagnostico - que ela qualificara de Dia D - fizera tudo o que supostamente devia fazer e fizera-o com um sorriso para todos os que se encontravam presentes.

Cirurgia - claro, retalhem-me e cortem os seios.

Radiações - com certeza. Queimem-me.

Quimioterapia - Outra dose de veneno, por favor

tofu e sopa miso - Hum, que bom. Podem servir-me mais uma dose?

Cristais. Meditação. Visualizações. Ervas chinesas.

Fizera tudo aquilo e sempre com afinco e boa vontade. Mais importante ainda: acreditara em tudo aquilo, acreditara que, com tudo aquilo, ia ficar curada.

E sempre com um sorriso e sem se queixar.

Kate, tal como a minha tia, tem o tempo e a coragem de planear o seu funeral. E ambas deixaram uma última mensagem, para ser lida no funeral.

Imaginam, por isso, o meu estado de espírito ao ler este livro, pouco mais de duas semanas depois da morte da minha tia?

Mas este livro é muito mais que a doença e morte de Kate. É sobre duas pré adolescentes que se tornam as melhores amigas e que conseguem, apesar de tudo, manter a amizade, mesmo nos piores momentos.

Porque

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Sem dúvida que este livro me marcou. É um livro quase perfeito com personagens bem construidas, coerentes, com as quais poderíamos ter uma boa conversa, uma história que, apesar de tudo, tem um final feliz, que prova que o amor existe e que, muitas vezes, as segundas escolhas se tornam na única escolha.

Leiam, vão ver que não se vão arrepender.

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