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livros vs filmes - as personagens

por Magda L Pais, em 27.01.16

Quantas vezes lemos um livro, criamos a imagem duma personagem e, depois, quando vemos o filme sobre esse livro achamos que está tudo errado e que aquele actor foi muito mal escolhido porque a cara não corresponde ao que esperávamos?

De tantas vezes se sentir enganado, Brian Joseph Davis decidiu mostrar, usando tecnologia policial, as caras que os livros descrevem para que possamos avaliar se os actores foram bem escolhidos. E, se nuns casos a coisa correu bem, noutros nem por isso.

Ora vejamos 15 exemplos (depois podem ir ver mais aqui)

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Jack Torrence, “The Shining”- Stephen King

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Annie Wilkes, “Misery”- Stephen King

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Daisy, “The Great Gatsby”- F. Scott Fitzgerald

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Dracula, “Dracula”- Bram Stoker

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James Cromwell, “LA Confidential”- James Ellroy

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Christian Grey, “Fifty Shades of Grey”- E.L. James

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Katniss Everdeen, “The Hunger Games”- Suzanne Collins

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Lisbeth Salander, “Girl With the Dragon Tattoo”- Stieg Larsson

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Humbert Humbert, “Lolita”- Vladimir Nabokov

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Marla Singer, “Fight Club”- Chuck Palahniuk

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The Monster, “Frankenstein”- Mary Shelley

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Norman Bates, “Psycho”- Robert Bloch

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Nurse Ratched, “One Flew Over the Cuckoo’s Nest”- Ken Kesey

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Sam Spade, “The Maltese Falcon”- Dashiell Hammett

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Tom Ripley, “The Talented Mr. Ripley”- Patricia Highsmith 

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A Rapariga que Roubava Livros

por Magda L Pais, em 27.01.16

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A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722339070

Lido em 2014
 
Sinopse
Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.
 
A minha opinião
Foram várias as vezes que este livro me saltou aos olhos nas prateleiras da FNAC, da Bertrand, do Continente... enfim, onde quer que houvesse livros, este livro especifico estava lá a olhar para mim e a dizer-me: vê lá se me compras que não te arrependes. Lá acabei por ceder à tentação depois da Nathy, da M* e da Sofia Margarida tanto falarem nele. Cedi e não me arrependi. 
Este livro conta com um narrador diferente - A Morte. A Morte que leva as almas nos seus braços e que, percebemos ao longo do livro, tem sentimentos e que vê, primeiro as cores e só depois os humanos. A Morte que, logo nas primeiras linhas apresenta um pequeno facto - vocês vão morrer - e nos descansa ao mesmo tempo dizendo - Peço-lhes - não tenham medo. Sou seguramente justa. A Morte apresenta-se como prazenteira, amável, agradável, afável e de confiança. Só não lhe peçam para ser simpática.
Estamos na Alemanha, no inicio da segunda guerra mundial. É pelos olhos desta Morte que nos inspira confiança que conhecemos Liesel, uma menina cuja mãe biológica se vê forçada a entrega-la para adopção, juntamente com o seu pequeno irmão. E é na viagem que a mãe biológica faz com os seus filhos a caminho de Munique, que a Morte se cruza, a primeira vez, com Liesel. É também no funeral do irmão que Liesel rouba o primeiro livro com o qual aprenderá a ler com o seu pai adoptivo.
Rosa e Hans, os pais adoptivos, não podiam ser mais diferentes - Rosa é áspera, bruta, e aparenta ser uma pessoa sem coração. Hans, um acordeonista perfeito é carinhoso, interessado e está sempre presente quando Liesel precisa. 
Ao longo de todo o livro acompanhamos, sempre pela voz da Morte (por quem acabamos por nutrir alguma simpatia) o crescimento de Liesel e a sua amizade com Ruby, Max e Ilsa. Liesel vai, aos poucos, tornando-se na Rapariga que Roubava Livros, pelo interesse que as palavras tem para ela. Liesel vai ganhando amor aos livros e, no fim, são eles, os livros, que acabam por lhe salvar a vida.
Nota bastante positiva a este livro, sem qualquer margem para dúvida.

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