Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Assassin's Creed - Renascença

por Magda L Pais, em 13.01.16

Assassin's Creed - Renascença de Oliver Bowden

Editor: Saída de Emergência


ISBN: 9789896372309

Lido em 2014

 

Sinopse:

Traído pelas famílias que governam Itália, um jovem embarca numa épica busca por vingança. Para acabar com a corrupção e restaurar a honra da sua família, ele terá que aprender a Arte do Assassino. Pelo caminho, Ezio terá que apelar à sabedoria de grandes mentes como Leonardo Da Vinci e Niccolo Machiavelli, sabendo que a sobrevivência está dependente da sua perícia. Para os seus aliados ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo de Itália. Assim começa uma história épica repleta de poder, vingança e conspiração.

 

A minha opinião:

Começo por esclarecer que não conheço o jogo e que, quando peguei neste livro não fazia ideia do que ia encontrar. Sabia que havia um jogo com este nome mas sempre pensei que o jogo se tinha baseado no livro. Afinal parece que foi exactamente o contrário. Primeiro nasceu o jogo e depois o livro. Um livro que é extremamente fiel ao jogo. Fiel ao ponto de sentirmos, enquanto o estamos a ler, que estamos a passar as diversas plataformas/níveis, com uma história fugaz pelo meio. Li até ao fim, não porque me estivesse a interessar mas por curiosidade por saber qual o fim da história de Ezio. Não me parece que vá ler mais algum da colecção. Não me convenceu a isso...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segredos de Amor e de Sangue

por Magda L Pais, em 11.01.16

Segredos de Amor e Sangue de Francisco Moita Flores

Editado em 2014 pela Casa das Letras

ISBN: 9789724622453

Lido em 2014

Sinopse

Segredos de Amor e Sangue é um regresso do autor à época em que Diogo Alves, o célebre galego que matava no Aqueduto das Águas Livres, era o grande protagonista do crime em Lisboa. Em 1997 escreveu o argumento para o filme A Morte de Diogo Alves que venceu o Grande Prémio de Ficção da RTP. Agora, traz o célebre criminoso de volta como pretexto para reconstruir a Lisboa popular dos anos trinta do século XIX, um tempo em que a cidade se despia dos antigos trajes pré-liberais e dava os primeiros passos no Liberalismo emergente. Marcado pela violência e pela pobreza, este romance é uma história de ternura e de paixão, num tempo agreste, onde a força do Amor e das Letras se impõe à voracidade da guerra e do crime, num país que tinha uma população com noventa por cento de analfabetos.

É um romance com histórias apaixonadas, de amor e morte, de fascínio pela descoberta das palavras escritas em português. Manuel Alcanhões, o narrador, eternamente apaixonado por Isabel, taberneiro em Alfama, testemunha a chegada do Portugal Moderno que vai aprendendo com as lições de um padre miguelista.

A minha opinião

Este foi o terceiro livro que li de Francisco Moita Flores e que vem confirmar a minha opinião – FMF é um comunicador nato, um contador de histórias fabuloso.

Mais que a história do Pancada (alcunha pela qual Diogo Alves respondia), Segredos de Amor e Sangue é a história de amor de Manuel Alcanhões pela sua Isabel e pelas letras. Estamos em meados de 1840 e Manuel é um taberneiro de Alfama, entre as prisões do Limoeiro e a de Aljube, onde o seu amigo, padre Salles, é confessor.

Manuel desde sempre que tem um sonho – ler. E é o padre Salles, um padre miguelista, que, enquanto bebe licor de poejo, o vai ensinando ler e a escrever – de notar que, em meados de 1840, 90% da população era analfabeta, e que só os padres ou quem tinha dinheiro aprendia a ler.

A fome, a falta de trabalho, as más condições de vida levam a que haja cada vez mais ladrões na cidade de Lisboa e muitos deles frequentam a taberna de Manuel Alcanhões que acaba por tomar conhecimento dos crimes que executaram ou que estão a planear. Pancada/Diogo Alves, é um dos meliantes que costuma parar por ali e Manuel acaba por saber que é ele o autor das mortes no Aqueduto. No entanto é quase impossível provar que assim é. De lembrar que, na altura em que o livro se passa, as provas aceites em tribunal se baseavam quase que só nas confissões dos autores – muitas delas arrancadas pela tortura dos suspeitos.

Manuel Alcanhões é um homem com ideias avançadas para a época em que vive. Não só sonha ler como trata Isabel, a sua mulher, como igual, ao contrário dos outros homens que, nessa altura, tratavam as mulheres como suas propriedades.

Pelo livro e pela taberna de Manuel passam várias personagens da época – João de Deus, Joaquim António de Aguiar, Almeida Garrett, etc.

Venha então o próximo romance histórico de FMP, que eu o lerei também com o mesmo interesse.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Uma paixão chamada livros - os participantes

por Magda L Pais, em 09.01.16

12463540_10153107970217202_1832468150_n.jpg

Quando eu e a M* pensamos neste desafio, nunca, em tempo algum, pensamos que haveria tantos apaixonados por livros que aceitassem participar, o que me deixa muito, mas mesmo muito contente. Não por ser o desafio que criamos (baseado noutro, é um facto) mas por descobrirmos que há mais como nós no bairro.Digo isto por mim, mas sei que o digo também por ela.

Menos duma semana depois de lançado o desafio, estes são os participantes (ou, pelo menos, aqueles que temos conhecimento). Se mais alguém se quiser juntar, meta o dedo no ar que ainda está a tempo.

Participantes (para além de mim e da Maria):

The Daily Miacis

Mula

Miss F

Marciano

Alexandra

JP

Drama Queen

Fatia Mor

CM

Nathy

MJ

Just

Ana Rita Garcia M.

Tea

Just Mom

Carla Godinho

Carla B.

Mais alguém?

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Elegância do Ouriço

por Magda L Pais, em 08.01.16

ouriço.jpg

A Elegância do Ouriço de Muriel Barbery

Editado em 2008 pela Editorial Presença
ISBN: 9789722340519
 
Sinopse
É num edifício situado num bairro rico de Paris e habitado por uma burguesia rica e snobe, que decorre este emocionante romance contado a duas vozes. Alternadamente, as duas protagonistas vão dando a conhecer o seu bairro e as pessoas que as rodeiam. Renée é uma porteira de 54 anos, cultíssima autodidacta e apaixonada pela pintura naturalista holandesa, por filosofia, pelo cinema japonês e uma devoradora de livros. Paloma, a segunda protagonista, é uma adolescente de 12 anos, astuta, que percebe mais do mundo à sua volta do que aquilo que aparenta, e que deseja suicidar-se no dia do seu décimo terceiro aniversário. Entre a aparente humildade e ignorância de Renée e de Paloma, aparece um novo morador no prédio: o senhor Ozu, um japonês que inicia uma relação de amizade com ambas, formando-se um pequeno trio que terá para todos um papel redentor. Um livro terno, divertido e com personagens que irão cativar os leitores desde a primeira página.
 
A minha opinião
Às vezes os livros dão voltas extraordinárias. A Gaffe recomendou este livro à Azulmar que me falou nele. Depois a M.J. comprou o livro (também por recomendação da Gaffe) e acabou por me sugerir que o lesse. Acabou por me emprestar o dito e eu acabei de o ler. Acho que, doutra forma, nunca teria pegado nele, o que seria uma pena.
Não vou dizer que é o melhor livro de sempre, porque, de facto, há livros melhores. Mas que é um excelente livro é.
Renné, a porteira, vive numa mentira. Apesar de ser leitora compulsiva, apreciadora de arte e de boa música, bastante inteligente e muito culta, Renné mostra-se, aos outros, da forma que acha uma porteira deve ser - ignorante, básica, quase primitiva. 
Uma das residentes no prédio é Paloma, uma adolescente de 12 anos com ideias suicidas e que não quer que percebam o quanto é inteligente e astuta.
E assim vão vivendo até que Ozu, um japonês, vai viver para o mesmo prédio e acaba por perceber, nelas, aquilo que aos outros passou despercebido.
Este é, acima de tudo, um livro para reflectir, que nos faz pensar nas pessoas que nos rodeiam de outra forma - quantas Renée's não andam por ai e que tentam não mostrar o que são realmente com medo dos outros acharem que se estão a armar ou que são mais inteligentes do que seria de esperar atendendo à sua profissão ou extracto social? E quantos adolescentes tem as mesmas ideias que a Paloma sem que os pais se apercebam porque estão ocupados com outras coisas que, na prática, deviam ser menos importantes que os próprios filhos?
Acima de tudo é um livro com uma critica social bastante acentuada - ou, pelo menos, foi essa a leitura que fiz. Nalguns momentos a história arrasta-se (e, aqui, tenho de dar razão à Cláudia quando diz que a narrativa deste livro é lenta e que a Paloma é repetitiva, tornando-se até chata.
Seja como for, não dou como perdido o meu tempo, antes pelo contrário, precisamente por ser uma narrativa lenta não exige uma leitura apressada ou ansiosa para se saber o que se passou e por isso foi bastante agradável.
Escusava era de terminar daquela forma...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cidades de Papel

por Magda L Pais, em 06.01.16

Cidades de Papel de John Green

Editado em 2014 pela Editorial Presença

ISBN: 9789722352925

Lido em 2014 

Sinopse

Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.

Cidades de Papel é um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.

A minha opinião

Cidades de Papel é o quarto livro que leio de John Green, depois de A culpa é das estrelas; À procura de Alaska e O Teorema Katherine e, quanto a mim, vem confirmar a excelência deste autor juvenil.

Cidades de Papel, tal como os outros livros, fala-nos de jovens reais, que vivem situações reais. É este, quanto a mim, o grande trunfo de JG – aliado, claro, à forma humorística que escreve.

Margo e Quentin conhecem-se desde sempre. São vizinhos e amigos que brincam e passeiam até ao dia em que encontram um cadáver no parque. Enquanto Margo fica fascinada pelo cadáver e dá dois passos em frente, Quentin dá dois passos atrás e tenta, ao máximo, sair dali e chamar a polícia. Este encontro e a diferença de atitude entre um e outro vão marcar toda a existência de ambos. Outra diferença abismal entre os dois são os pais. Os pais de Quentin, ambos psicólogos infantis, acompanham o filho e tentam, com sucesso, que Quentin seja um adolescente equilibrado. Já os pais de Margo deixam a filha “ao Deus dará” o que, naturalmente, tem uma influência negativa na adolescente.

Quando chegam ao final do secundário, o tal afastamento que se verificou quando encontraram o cadáver – dois passos à frente de Margo e dois passos atrás de Quentin – é completo. Quentin tem, como melhores amigos, Ben e Radar. Os três formam o grupo de nerds da escola onde andam, enquanto Margo, com Beth e Lacey, são as melhores amigas e as miúdas com que qualquer rapaz adolescente quer namorar. Margo e Quentin quase que nem trocam uma palavra.

Enquanto toda a escola, e os seus melhores amigos também, se preparam para o Baile de Finalistas, Quentin – que não quer, de modo algum ir ao baile – é desafiado por Margo, a meio da noite de 5 de Maio, a fazer uma viagem na cidade onde vivem para que ela, Margo, se possa vingar dos falsos amigos que a enganaram.

Quando Quentin acorda, no dia a seguir, Margo desapareceu, deixando Quentin preocupado com o que lhe terá acontecido. Mas também lhe deixa uma pista num sítio que só ele consegue ver. Atrás dessa pista, e com a ajudar de Ben e Radar, Quentin descobre outras pistas que o podem levar a encontrar Margo. Pelo meio Lacey, preocupada com Margo, acaba por se juntar ao grupo para ajudar a encontrar a amiga.

Enquanto procuram por Margo, os quatro amigos – Quentin, Ben, Radar e Lacey – acabam por se encontrar a eles próprios e por descobrir que, afinal, nem tudo é o que parece. Finalmente, na última parte do livro, partem os quatro numa louca viagem de carro, com os minutos contados ao segundo, para chegarem ao sítio onde pensam que Margo poderá estar, fazendo com que a amizade que os une se torne mais forte.

O final é inesperado. E eu confesso-me surpreendida pela positiva.

Em suma, é um livro que irei reler daqui a uns tempos e é uma leitura que recomendo a todos.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog

calendário

Janeiro 2016

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31