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Uma paixão chamada livros - 5/40

por Magda L Pais, em 05.02.16

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Livro mais longo que já li

Fui confirmar. Sei que, qualquer um dos livros da trilogia O Século de Ken Follett - A Queda dos GigantesO Inverno do Mundo, e No Limiar da Eternidade - pode ser o livro com mais páginas que já li, mas o grande vencedor é mesmo No Limiar da Eternidade, o terceiro livro e que tem 1024 páginas.

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A título apenas de curiosidade, A Queda dos Gigantes tem 928 páginas e O Inverno do Mundo tem 832 páginas. 

E sim, os três livros andaram a passear comigo nos transportes públicos para os poder ler. Depois fiquei com uma dor no ombro que demorou a passar. Mas valeu a pena! oh se valeu.

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Por quarenta dias, eu, M*The Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMNathyMJJustAna Rita Garcia M.TeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena e asminhasquixotadas partilhamos a nossa paixão pela leitura e pelos livros. 

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Bando de Corvos

por Magda L Pais, em 05.02.16

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Bando de Corvos de Anne Bishop

Série Os Outros vol 2

Editado em 2016 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896379209
 
Sinopse
Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. Depois de conquistar a confiança dos Outros que habitam Lakeside, Meg Corbyn teve alguma dificuldade em perceber o que significa viver entre eles. Como humana, Meg deveria apenas ser tolerada como presa, mas os seus dons como cassandra sangue tornam-na algo mais. A aparição de duas drogas aditivas foi a faísca que desencadeou a violência entre os humanos e os Outros, resultando em mortes para ambas as espécies nas cidades limítrofes. Quando Meg tem um sonho sobre sangue e penas negras na neve, Simon Wolfgard - o líder metamorfo de Lakeside - pergunta-se se a profetisa de sangue sonhou com o passado ou uma ameaça futura. À medida que as profecias se revelam a Meg, cada vez mais intensas e dolorosas, as intrigas adensam-se em Lakeside. Agora, os Outros e o punhado de humanos que aí residem terão de reunir forças para parar o homem que se assume como o verdadeiro profeta de sangue - e extinguir o perigo que ameaça destruir todos os clãs.
 
A minha opinião
Logo que soube que a continuação das Letras Escarlates estava em pré venda, não hesitei. Fiz logo a reserva e depois roí unhas enquanto esperava que o livro chegasse. Mas ele lá chegou, eu comecei a ler e ontem acabei por ficar furiosa por a viagem do barco ter sido tão rápida. Podia sempre ter demorado mais um bocadinho. Bom, a viagem demorou o que é suposto e eu, quando cheguei a casa, sentei-me no sofá e avisei - já volto!. Sabem aquela sensação estranha de: quero acabar o livro mas não quero acabar o livro? foi essa a sensação que tive enquanto lia as últimas 50/60 páginas. Mas acabei e agora resta-me esperar pelo terceiro livro que deverá sair daqui a uns seis ou sete meses (não pode ser já amanhã, não?)
Meg e Simon continuam a tentar perceber como coexistir. Sendo uma Cassandra de Sangue, Meg não é uma presa e Simon - o líder de Lakeside - tem de se habituar ao facto de que ela não é uma presa e que precisa de mais pessoas como ela por perto. Humanos e não Outros. Aos poucos, Meg com o beneplácito dos Outros de Lakeside, acaba por ter a sua própria Alcateia. A alcateia de humanos que precisa para agir normalmente já que os anos que esteve presa com o Controlador não lhe permitiram aprender. Enquanto isso em várias zonas, Corvos são drogados e acabam mortos às mãos de jovens humanos que o encaram como desporto e que se esquecem que são os Outros que permitem que os seres humanos vivam em Thaísia e não o contrário. Porque, para os Outros (os terra indigene) os seres humanos não são conquistadores. São carne. E da melhor!
Meg começa a sentir a necessidade de se cortar - porque é a única forma de ter uma profecia - e de perceber como e porque é que os Corvos estão a ser mortos. Mas a resposta pode não ser a mais desejável. E se Meg não evitar mais mortes dos terra indigene isso pode ser o final da raça humana. A exterminação pode ser total.
Mais uma vez só uma palavra pode descrever este livro - Épico! de acontecimento em acontecimento, sempre surpreendente quer na construção da história mas, acima de tudo, na construção de todo um mundo, com a sua história, a geografia, os dias da semana.... Anne Bishop é mestra na arte da fantasia, fazendo-nos acreditar, a cada momento, que podemos estar a viver com os Outros perto de nós sem que nos apercebamos!
Chegado ao fim dum livro há que ler outro (e a seguir mais outro). Normalmente tenho o problema de olhar para os livros que tenho para ler e ficar na dúvida em qual pegar. Desta feita não. Nas últimas páginas deste livro que acabei ontem estavam os dois primeiros capítulos dum livro que esteva na fila de espera. Coincidência? talvez. Seja como for, já o tenho comigo e estou a começar a ler.

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Letras Escarlates

por Magda L Pais, em 05.02.16

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Letras Escarlates de Anne Bishop

Série Os Outros, Vol 1

Editado em 2015 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896377397
 
Sinopse
Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. Meg é uma profetisa de sangue. Sempre que a sua pele é cortada, ela tem uma visão do futuro - um dom que mais lhe parece uma maldição. O Controlador de Meg mantém-na aprisionada de forma a ter acesso total às suas visões. Quando finalmente ela consegue escapar, o único sítio seguro para se esconder é no Pátio de Lakeside - uma zona controlada pelos Outros. O metamorfo Simon Wolfgard sente alguma relutância em contratar a estranha que lhe pede trabalho. Sente que ela esconde algo e, para além disso, ela não lhe cheira a uma presa humana. Algo no seu íntimo leva-o a contratá-la, mas ao descobrir quem a jovem realmente é e que o governo a procura, ele terá de tomar uma decisão. Será que proteger Meg é mais importante do que evitar o confronto que se avizinha entre humanos e Outros?
 
A minha opinião
Estava com saudades de ler Anne Bishop. Depois de ter lido a Trilogia Jóias Negras e os seus volumes independentes, o Mundo Efémera e a trilogia Pilares do Mundo, estavam esgotados os livros desta escritora que, a par com Juliet Marillier, é a minha autora de fantástico preferida.
A espera valeu a pena!
O mundo é habitado e dominado pelos terra indigene (também conhecidos pelos Outros), seres sobrenaturais que permitem que os humanos vivam – não exactamente no meio deles mas por perto – quer porque a carne dos humanos é bastante saborosa quer porque algumas das invenções humanas lhes são bastante úteis. Entre os Outros há várias espécies. Os Lobos, os Ursos, os Corvos, os Pardos, as profetisas de sangue, e os mais temidos de todos – os Sanguinati e as Elementais. Todos eles, devido à convivência de séculos com os humanos são metamorfos. Ou seja, conseguem alternar a sua aparência entre humano e a sua espécie, sem dificuldade, mantendo, enquanto humanos, as mesmas características que enquanto terra indigene.
Todos os mundos criados por Anne Bishop tem uma breve história inicial, um mapa que nos mostra a geografia do mundo e expressões próprias. Em suma, enquadra-nos na trama do livro, tornando-o mais credível. E é nessa breve história que encontramos a melhor descrição do que é a convivência entre os terra indigene e os humanos:

ainda se verifica uma tolerância atenta de um lado (Outros) e um profundo receio pelos que vivem na noite no outro (Humanos), mas, se tiverem cuidado, os seres humanos sobrevivem.

Quase sempre sobrevivem.

Meg é uma profetisa de sangue que conseguiu fugir ao Controlador e que se refugia no Pátio que é controlado por Simon, um Lobo. Simon estranha o facto de Meg ser humana mas não cheirar a presa como os outros. Mas, apesar dessa estranheza, contrata Meg para Intermediária do Pátio, cabendo-lhe distribuir toda a correspondência e encomendas que chegam dos Humanos para os Outros. Por ter vivido toda a sua vida como reclusa, Meg desconhece os perigos que os Outros representam, pelo que só pode confiar no seu instinto. E é confiando no seu instinto que se torna amiga de todos os Outros, incluindo a temível Inverno (a pior das Elementais) e do Avô Erubus (o mais temível dos Sanguinati). É também pelo seu instinto que consegue que Sam, o lobacho sobrinho de Simon, saia da gaiola onde ele próprio se confinou após a morte da mãe pelos humanos.

Mas o Controlador não desiste de a procurar, afinal Meg era a sua mais rentável profetisa de sangue e está disposto a ir até às últimas consequências. Mesmo que isso signifique uma nova guerra entre os Outros e os Humanos, com a consequência quase garantida dos humanos serem exterminados.

Monty, um polícia transferido para a cidade perto do Pátio de Simon, quer fazer a diferença e servir de ponte entre os Outros e os Humanos, tentando, ao máximo, que os conflitos sejam resolvidos sem que a raça humana seja extinta – porque ele sabe bem o que acontece quando os acordos com os terra indigene não são cumpridos pelos Humanos.

Pelo meio, estranhos acontecimentos noutra cidade levam a que haja a suspeita que, tanto humanos como terra indigene estão a ser envenenados sem que se saiba exactamente como, por quem e porquê.

Uma trama bem à altura de Anne Bishop a quem, mais uma vez, faço a devida vénia, quer pela história, pelas reviravoltas e pela caracterização das personagens. Quase que diríamos que, se olharmos em volta, vamos encontrar os Outros por ai. E eles podem só querer conversar ou apenas… provar carne especial!

Aguardemos, calma e serenamente (ok, talvez não tão calmamente nem tão serenamente) a continuação. Já saiu? Ainda não? Então é quando???

 

(lido em Julho de 2015)

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