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Uma paixão chamada livros 11/40

por Magda L Pais, em 15.02.16

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Livro inspirador

Aos quinze anos surpreendi tudo e todos. Quis ingressar no escutismo católico e ser baptizada pela igreja. Já pensava no assunto há algum tempo e foi nessa altura que o concretizei. Após entrar no Agrupamento 690 do CNE foi-me aconselhada a leitura do livro Escutismo para Rapazes, escrito pelo fundador do escutismo, Baden Powell. 

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Escrito há mais de 100 anos, mas sempre actual, foi este o livro que deu origem àquele que se viria a tornar o maior movimento de jovens a nível mundial e que hoje conta com mais de 28 milhões de membros em todo o mundo: o Escotismo. O seu autor - Robert Baden-Powell - usa uma escrita simples e direccionada aos jovens, propondo um modo de vida baseado na aventura, no convívio com a natureza e num referencial de valores, com o objectivo de criar um mundo melhor.

 

Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach
 
Havia, no Bando, uma gaivota especial, muito diferente das outras. Buscava a perfeição, queria voar sempre mais alto e mais rápido... Mas, para o Bando, isso era uma irresponsabilidade intolerável. A história maravilhosa da única gaivota que sabia que todas as aves são livres, mesmo que não tenham consciência disso...
 

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Aprendi, com este livro, que ser diferente não é ser pior. Tentar ser mais e melhor que os outros também não.

 
O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry
 
Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.
 

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Um livro que dispensa apresentações e que nos ensina a relativizar e a perceber o que é realmente importante. 

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Por quarenta dias, eu, M*The Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMNathyMJJustAna Rita Garcia M.TeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena, asminhasquixotadas e Kikas partilhamos a nossa paixão pela leitura e pelos livros. 

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Confissões de um Jovem Escritor

por Magda L Pais, em 15.02.16

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Confissões de um Jovem Escritor de Umberto Eco

Editado em 2012 pelos Livros Horizonte
ISBN: 9789722417655
 
Sinopse
O brilhante escritor italiano leva-nos numa viagem aos bastidores do seu método criativo e recorda como arquitectou os seus mundos imaginários: partindo de imagens específicas, fez sucessivas escolhas ao nível da época, da localização e da caracterização do narrador - o resultado foram histórias inesquecíveis para todos os leitores.
De forma alternadamente divertida e séria, mas brilhante como sempre, Umberto Eco explora a fronteira entre a ficção e a não-ficção, afirmando que a primeira deve assentar num intricado enredo que requer ao escritor a construção, através da observação e da pesquisa, de todo um universo até ao mais ínfimo pormenor. Por fim, revela ao leitor um precioso trunfo que permite vislumbrar o infinito e alcançar o impossível.
Umberto Eco tinha quase 50 anos de idade quando a sua primeira obra de ficção, O Nome da Rosa, o catapultou para a fama mundial e se tornou um clássico moderno. Nestas "confissões", o agora octogenário faz uma retrospectiva da sua carreira, cruzando o seu percurso como teórico da linguagem com a veia romancista que descobriu mais tarde na vida.
Este "jovem escritor" é, afinal, um grande mestre e aqui partilha a sua sabedoria sobre a arte da imaginação e o poder das palavras.
 
A minha opinião
Gostava que este livro estivesse dividido em duas partes. Uma em que o autor e escritor contasse as suas aventuras e partilhasse as suas dicas e outra, mais técnica, sobre a escrita. Se assim fosse, teríamos dois livros, em que eu avaliaria o primeiro com um "muito bom e interessante" e o segundo com "seca fenomenal". Infelizmente não foi assim que aconteceu e por isso terei de o avaliar como um livro "assim assim".
Gostei bastante das histórias que o autor conta sobre como nasceram os seus livros e a atenção que dá ao detalhe. Por exemplo, quando escreveu O Nome da Rosa, teve o cuidado de passear numa abadia horas e horas a fio, com um gravador, para perceber quantas frases poderiam ser ditas num determinado trajecto. A propósito doutro livro, fez um determinado trajecto várias vezes à noite, tomando nota do que estava a ver porque uma das personagens iria fazer esse trajecto e ele queria perceber o que via ou não via. Foi também interessante perceber como as pessoas, às vezes, encontram, nos livros, o que querem encontrar e não o que autor escreve. Por exemplo, um amigo de Umberto Eco ficou bastante aborrecido por ele falar nos tios dele no livro sem que ele tivesse autorizado. Na verdade, Umberto Eco estava a falar sobre os seus próprios tios e não sobre os tios desse amigo.
Também achei interessante a dissertação sobre a frase "Clark Kent é o Super Homem" ser mais verdadeira que a frase "Hitler morreu num Bunker". Direi até que, se de inicio achei que ele não teria razão, depois acabei por concordar. De facto a primeira frase é totalmente verdadeira enquanto a segunda pode ser ou não.
Mas depois começou a falar no Autor Empírico, nas listas, no assíndeto, nas anáforas, e em sei lá que mais, com gráficos e análises e, aqui, confesso, acabei por desistir. Demasiado técnico para mim...
Dispensava, completamente, esta parte e gostava de ter lido mais sobre o processo criativo dum autor como Umberto Eco. Mas não se pode ter tudo, pois não?

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