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A Contadora de Filmes

por Magda L Pais, em 13.06.16

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A Contadora de Filmes de Hernán Rivera Letelier

Editado pela Editorial Presença em 2011

ISBN: 9789722344791

 

Sinopse

Esta é a história de María Margarita, uma rapariga que revela um dom especial para narrar as histórias dos filmes a que assiste. Sempre que estreia um novo filme na cidade, toda a população contribui para pagar um bilhete de cinema a Margarita. Depois do filme, a jovem conta o que viu, de uma forma apaixonada, encarnando as personagens e transmitindo as imagens, a música e toda a emoção do cinema. É então que passa a ser conhecida como a Contadora de Filmes. Hernán Rivera Letelier foi o vencedor do prémio Alfaguara 2010, com a obra El Arte de la Ressurección, um dos mais prestigiados galardões literários de língua castelhana. No Chile, o seu país de origem, é um dos escritores com maior êxito.

 

A minha opinião

Este foi o Livro secreto que me coube em sorte para ler no mês de Junho, sendo que, na verdade, o li numa tarde. Não que o livro não preste mas porque tem poucas páginas e eu estava a ganhar raízes no sofá.

Antes de vos falar sobre a simplicidade de uma história que nos conquista pela sua complexidade, deixem-me mostrar-vos a página que me conquistou. A página que alguém assinalou por lhe fazer lembrar a minha família.

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Porque sim, a família da Contadora de Filmes também é uma família dos M's. Como cá em casa, se bem que nunca me passou pela cabeça escolher o marido por causa da letra do nome. Foi apenas coincidência.

María Margarita é a mais nova de cinco irmãos que, aos poucos, vai sendo conhecida, na Mina (mais um M na história), a aldeia onde vive com os irmãos e o pai, como a Contadora de Filmes pela sua capacidade de teatralizar os filmes que ia vendo no cinema. Aos poucos, Maria vai ganhando algum dinheiro com esta sua habilidade o que permite à sua família viver um pouco melhor.

E esta é a história simples dum livro que nos fala também de pobreza, de amor fraternal, do tempo em que o cinema era rei e do que, às vezes, a necessidade obriga a fazer. Mesmo o que não queremos quando não queremos. Todos estes temas são abordados como se fossem secundários, contados sem grande apego ou preocupação. Enquanto Contadora de Filmes, María Margarita leva-nos a conhecer a sua vida no deserto chileno, e essa sim é a verdadeira história da qual só nos apercebemos quando fechamos o livro.

Mais uma vez surpreendida pela positiva com este livro secreto. Até agora, todos os que me calharam valeram a pena e, na sua maioria, talvez nem tivesse lido se não me tivessem vindo parar às mãos. Obrigado M.J. pela iniciativa!

 

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Os Últimos Dias dos Nossos Pais

por Magda L Pais, em 12.06.16

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Os Últimos Dias dos Nossos Pais de Joël Dicker

Editado em 2014 pela Alfaguara Portugal

ISBN: 9789898775092
 
Sinopse
E se os ingleses tivessem sido os verdadeiros artesãos da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial? Após a pesada e preocupante derrota do exército britânico em Dunquerque, Churchill tem uma ideia que viria a mudar o curso da história: criar um Executivo de Operações Especiais dentro dos Serviços Secretos. Paul-Émile, um jovem e patriótico parisiense, chega a Londres uns meses mais tarde para integrar o movimento da Resistência e é imediatamente recrutado pelo Executivo de Operações Especiais.

Apesar do patriotismo, ninguém nasce resistente, pelo que aí, junto com outros jovens franceses, irá ser sujeito a uma formação e treinos intensos, de forma a poder voltar a França e assim contribuir para a construção de uma rede de Resistência. Serão estes jovens aprendizes de guerreiros os verdadeiros protagonistas deste romance que nos revela, finalmente, a verdadeira natureza da relação entre o movimento da Resistência e a Inglaterra de Churchill.

A minha opinião

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert foi a minha primeira experiência com Joël Dicker e foi, sem dúvida, um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Hoje, depois de ter lido Os Últimos Dias dos Nossos Pais posso dizer que este escritor subiu imenso na lista dos meus autores favoritos, estando quase quase no top 5. Valha-me que o rapaz é novo (e bonito mas isto não vem ao caso), ainda tenho um dele para ler e já li por ai que está a escrever mais um. Venham eles que eu cá arranjarei um espacinho nas estantes para todos os que ele editar em Portugal.

Neste livro não há suspense. Há amor. Há amor entre jovens que, na segunda guerra mundial, são recrutados pelos ingleses para serem espiões em França e onde forem necessários. Há amor entre um pai e um filho que enternece um alemão ao ponto de ir contra todas as regras. Há paixão, amor e há traição. Por amor. 

Neste livro temos personagens fortes com diferentes personalidades, com diferentes formas de vida e de estarem que se unem pela guerra e que não deixam que seja a guerra a separá-los, apesar de tudo se unir para isso.

São personagens pelas quais nos apaixonamos em poucas páginas, com quem sofremos e rejubilamos. Que nos entram pela porta dentro e que, depois, não queremos deixar sair. Livros que terminam e que deixam um vazio. É assim com Os Últimos Dias dos Nossos Pais. Queremos que não acabe, que dure, que as páginas não tenham fim. Mas acabam, por fim acabam. As páginas e a vida dos Homens, daqueles que sofreram a II guerra, dum lado e do outro e que ficaram marcados por aquilo que viveram. E como nós também acabamos por ficar marcados pela tristeza ao longo do livro, pela escolha que é preciso fazer - e quem pode condenar Pal pela escolha feita? - mas também nos enternecemos com o amor dum pai que não se esquece do filho.

Voltarei a este livro. Seguramente que sim.

 

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Obrigado Wook!

por Magda L Pais, em 08.06.16

Por me ajudares a cortar nas compras de livros. Sim, sim, recebi a informação que estás com uma promoção de "pague 2 leve 3" mas, felizmente não me entendo com o novo site e não consigo perceber quais os livros em promoção.

Assim sendo, vou só encomendar um livro que está em pré venda - A Torre de Espinhos, Série Blackthorn & Grim Vol 2 da Juliet Marillier - e é mesmo só porque nunca resisto a livros dela. 

Obrigado Wook! por me ajudares a poupar!

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O sonho mantém-nos vivos

por Magda L Pais, em 07.06.16

- A ilusão do sonho, 'tás a ver? o sonho mantém-nos vivos. Aqueles que sonham não morrem porque nunca desesperam. Sonhar é esperar. O Grenouille morreu porque já não tinha o mais pequeno sonho.

- Não digas isso, paz à sua alma.

- Paz à sua alma, como queiras, mas é a verdade. No dia em que deixares de sonhar, mesmo que sejas o homem mais feliz do mundo, podes enfiar o cano de uma pistola na boca.

(...)

- Mas sei que vivo porque sonho todos os dias.

 

In Os Últimos Dias dos Nossos Pais de Joël Dicker

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As compras na FLLisboa2016

por Magda L Pais, em 07.06.16

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Vamos esquecer, por momentos, o meu momento muito Ups na Feira do Livro (desconfio que nem eu nem quem assistiu se vai esquecer mas façamos de conta que sim) e concentremos-nos no que é importante - os livros.

Ora eu levava a minha wishlist mas logo logo no primeiro pavilhão encontrei um livro que já me tinha sido recomendado várias vezes e que só estava à venda no Circulo de Leitores. O Rouxinol de Kristin Hannah. Depois de tanto procurar por ele, ali estava à minha espera pelo que o meti logo na sacola e, depois de o pagar (e antes de perceber que não me tinham roubado o telemóvel, eu é que o tinha guardado noutro lado) fui ver se encontrava os pacotes promocionais da Porto Editora. Não havia pacotes mas havia a trilogia As Faces de Victoria Bergman de Erik Axl Sund. Acabei por trazer também A Viela da Duquesa de Sveva Casati Modignani que me pareceu muito bem e ainda me ofereceram um livro de bolso, um da série Maigret.

Já contei que, na Editora Objectiva vieram A Verdade Sobre o Caso Harry QuebertO Livro dos Baltimore Os Últimos Dias dos Nossos Pais, todos eles de Joël Dicker e ainda Para onde vão os guarda-chuvas de Afonso Cruz.

A seguir fui à Cavalo de Fogo e comprei A Biblioteca e O Livro de Zoran Živkovic.

Ainda no rescaldo do disparate com o Joël Dicker fui abordada pela Sofia Almeida. Caramba, o que eu gostei que ela me cumprimentasse. Mais corajosa que eu que não sei se faria o mesmo.

Na Leya não comprei livros. Pelo menos para já. Foi uma novidade, confesso, que normalmente é um dos sítios onde me perco mas consegui evitá-lo.

Depois veio a desgraça do costume. A Saída de Emergência, com a oferta dum livro na compra de 3, com livros a 5 e 8 euros e sendo a editora onde estão vários autores que eu adoro... comprei vários livros: Doce Vingança e Pura Malícia de Jill Mansen, A Eleita de Kushiel e A Promessa de Kushiel ambos de Jacqueline Carey. Rebelde de Bernard Cornwell e Noite Silenciosa de Sherrilyn Kenyon.

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E quando cheguei a casa percebi que a Editora Objectiva ainda me tinha feito a oferta dum bloco notas giríssimo.

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Em suma, uma tarde muito bem passada, na companhia de livros, do marido, da Maria e da Miss F, algodão doce e farturas. Não sei ainda se lá voltarei este ano mas tenho a certeza que, no próximo ano, lá estarei de novo.

 
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