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Os Velhos Também Querem Viver

por Magda L Pais, em 18.07.16

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Os Velhos Também Querem Viver de Gonçalo M Tavares

editado pela Editorial Caminho em 2014

ISBN: 9789722127189

 

Sinopse

De 5 de Abril de 1992 a 29 de Fevereiro de 1996 Sarajevo esteve cercada pelo exército sérvio muitos fugiram; 12.000 mortos, 50.000 feridos; a população da cidade desceu para metade. E metade é muito; é muitíssimo. Um sniper atingiu Admeto; Admeto está a morrer. Sabe que poderá ser salvo apenas se alguém morrer em sua vez; todos recusam excepto a mulher, Alceste. Alceste morrerá para que Admeto possa ficar vivo. É esta a história.

A partir da peça Alceste de Eurípedes.

 

A minha opinião

Fui às compras e os meus filhos, numa tentativa frustrada de gozar comigo mostraram-me este livro. Gostei do titulo, a classificação do Goodreads é boa e pronto, trouxe o livro e ontem li-o na praia.

Não posso dizer que é um mau livro, porque não é. Mas também não vou dizer que é um excelente livro. Confesso que esperava mais (a minha mania de ter expectativas elevadas). Gostei da história, da moral da história e gostei da adaptação da peça. Mas poesia não é, de todo, a minha praia e, apesar do livro estar classificado como romance, a sua estrutura é de poesia e, talvez por isso (quase de certeza por isso) não me convenceu por ai além.

Ainda assim, gostei de o ler e espero voltar a ler este autor mas noutro formato. Porque a escrita, essa sim, convenceu-me!

 

 

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As Serviçais

por Magda L Pais, em 18.07.16

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As Serviçais de Kathryn Stockett

Editado em 2011 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896372545

Sinopse

Um romance que vai fazer de si uma pessoa diferente. Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo. Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego... até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade. Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza. Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo.

 

A minha opinião

Li quase todo o livro na praia enquanto, ao lado, uma família negra brincava na areia e na água. Confesso que, de vez em quando, olhava para eles e pensava que ainda bem que vivem em pleno século XXI e não estão tão limitados como Aibileen e Minny e como outros tantos que viviam em 1962, destinados a trabalhos menores, mal pagos e com "direito" a uma casa de banho própria porque:

- 99% de todas as doenças dos negros são transmitidas pela urina

- os brancos podem ficar permanentemente incapacitados por quase todas essas doenças, porque nos faltam as imunidades que os negros possuem na sua pigmentação mais escura

- alguns germes dos brancos também podem ser prejudiciais aos negros

protegei-vos. protegei os vossos filhos

(e depois lembro-me que, afinal, em algumas zonas do globo, ainda existe escravatura e fico feliz por aquela família poder estar na praia sem preocupações desse género, desejando, ao mesmo tempo, que todas as famílias de todas as cores, pudessem fazer o mesmo)

Ao mesmo tempo que é ternurento, pela amizade que une três mulheres tão diferentes entre si, este é também um livro que nos leva a pensar na forma como muitos negros - seres humanos - foram tratados durante anos e anos. Findou a escravatura oficialmente mas os negros continuaram impedidos de andar nas mesmas escolas que os brancos, de votar, ou até de andar nos mesmos transportes públicos. Os filhos dos brancos eram criados pelas empregadas pretas mas acabavam por, um dia, também eles serem patrões de negros, eternizando as regras que os separavam. Felizmente nem todos eram assim e acabavam por criar verdadeiros laços fraternais com as suas amas, nalguns casos mais do que com as próprias mães. De notar ainda que, muitas vezes, os patrões tentavam quebrar as regras racistas e alguns negros ficavam incomodados com isso, como se eles próprios achassem que assim era melhor.

Apesar de se tratar duma obra de ficção, a verdade é que a história de Aibileen e Minny podia ser uma história real. E é assim que a sentimos ao longo de todo o livro. A simplicidade com que está escrito torna-o ainda mais acessível, mais fácil de ler e dá-nos vontade de o continuar a ler. De saber mais sobre as suas personagens, sobre o seu futuro após o livro. Poucos são os livros que nos deixam com essa vontade e este é, seguramente, um deles.

 

 

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