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Adultério

por Magda L Pais, em 06.08.16

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Adultério de Paulo Coelho

ISBN: 9789896872083

Editado em 2014 pela Pergaminho

Sinopse

Uma mulher, casada, mãe de dois filhos, e jornalista de carreira, começa a questionar a rotina e a previsibilidade dos seus dias. Ao olhos de todos, tem uma vida perfeita: um casamento sólido e estável, um marido dedicado, filhos alegres e felizes, um trabalho que a faz sentir-se realizada. Contudo, já não é capaz de suportar o esforço necessário para fingir que é feliz, quando a única coisa que sente pela vida é uma enorme apatia. Tudo muda quanto reencontra, acidentalmente, um antigo namorado da sua adolescência. Quando se reencontram, desperta nela uma inesperada e violenta paixão, e fará tudo o que seja preciso para conquistar esse amor impossível.

A minha opinião

Não fosse o Livro Secreto e, muito provavelmente nunca teria lido este livro. E, neste caso, confesso, não teria perdido coisa alguma.

Pela primeira vez, nesta iniciativa, coube-me um livro que não gostei, que me tive de forçar a acabar de ler, que tive de saltar parágrafos e que, cheguei ao fim (porque sim, apesar de ter tido vontade de desistir, acabei de o ler) e conclui que não me acrescentou nada e que, realmente, perdi tempo.

Este é um livro cheio de lugares comuns, diálogos forçados e situações altamente improváveis, com pensamentos próprios de livros de auto-ajuda (mas que, no fundo, não ajudam em nada).

Que me perdoem os leitores de Paulo Coelho (assim como o autor) mas efectivamente, não gostei mesmo nada deste livro. Já tinha lido dois livros deste autor (O AlquimistaNa Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei) e até li bem. Agora este... 

(leia aqui as primeiras páginas)

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A Voz da Vingança

por Magda L Pais, em 05.08.16

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A Voz da Vingança de Guy Gavriel Kay

Tigana – Vol. II

ISBN: 9789896376260

Editado em 2014 pela Saída de Emergência

Sinopse

O príncipe Alessan e os seus companheiros puseram em marcha um plano perigoso para unir a Península de Palma contra os reis despóticos Brandin de Ygrath e Alberico de Barbadior, numa tentativa de recuperar Tigana, a sua terra natal amaldiçoada. Brandin é um rei maquiavélico e arrogante, mas encontrou em Dianora alguém à sua altura e está cativo da sua beleza e charme. Alberico está cada vez mais consumido pela ambição, cego a todas as ciladas em seu redor. Entretanto, o nosso grupo de heróis viaja pela Península, em busca de alianças e trunfos decisivos que podem mudar a maré da batalha a seu favor. Alessan está mais moralmente dividido que nunca, Devin já não é o rapaz ingénuo que era, Catriana apenas deseja redenção e Baerd descobre uma nova magia na Península. Conseguirá Tigana vingar a memória dos seus mortos? Ninguém consegue prever o fim nem as perdas que irão sofrer. Sacrifícios serão feitos, segredos antigos serão revelados e, para uns vencerem, outros terão forçosamente de tombar.

A minha opinião

A Lâmina na Alma e A Voz da Vingança foram escritos para ser editados num só livro chamado Tigana e, no meu entender, acabam por perder com a separação em dois. No meu caso, como acabei por comprar os dois ao mesmo tempo, li-os sem intervalo e beneficiei bastante com isso.

Volto a dizer, Guy Gavriel Kay não é Anne Bishop mas não deixa de ser um bom escritor de fantasia, capaz de enredos que nos prendem, de reviravoltas surpreendentes e de nos deixar presos a um livro para tentar descobrir que mais irá acontecer ou que acontecimentos nos esperam no próximo capitulo. Nalguns casos as pistas vão sendo dadas ao longo do livro, noutros caem-nos "no prato" inesperadamente mas, ainda assim, sem se perder o fio à meada.

Tigana é uma história de amor. Não entre duas pessoas mas de algumas pessoas pela sua pátria, amaldiçoada no dia em que o filho de Brandin é assassinado. Mas é também a história de como o amor entre duas pessoas pode surgir nas situações mais inesperadas e levar-nos a mudar o nosso pensamento.

Alessan sempre afirmou que, para que Tigana voltasse, seria necessário que Brandin e Alberico fossem derrotados em simultâneo. A forma que o autor encontrou para que tal acontecesse - e que só percebemos quase quase no final - é bastante engenhosa e inesperada, tornando este segundo volume bastante melhor que o primeiro.

 

leia aqui as primeiras páginas

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Mataram o Sidónio

por Magda L Pais, em 04.08.16

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Mataram o Sidónio de Francisco Moita Flores

Editado em 2010 pela Casa das Letras

ISBN: 9789724619705

Lido em 2014

Sinopse

O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918.

Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrui o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica.

Os resultados são inesperados e Mataram o Sidónio é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar. Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance.

A minha opinião

Este é o segundo livro que leio de Francisco Moita Flores. O primeiro, A Fúria das Vinhas, deixou-me com vontade de ler mais deste autor e agora tive essa oportunidade. Em menos de 24 horas “devorei” este livro e fiquei a conhecer mais da época que ele retrata.

Estamos em Dezembro de 1918 e Portugal está a braços com duas desgraças. A “espanhola” – hoje conhecida por H1N1 – e o fim da I Guerra Mundial. Lisboa é uma cidade em sofrimento, quer pelas mortes que se acumulam (cerca de 50% da população mundial à época perdeu a vida por culpa da “espanhola”) quer pela fome. Asdrúbal d’Aguiar é o director interino do Instituto de Medicina Legal, criado, pouco tempo antes, por Sidónio Pais a pedido do seu secretário de Estado do Comércio, Azevedo Neves – que era o director da Morge de Lisboa antes da sua passagem a Instituto de Medicina Legal.

Todas as famílias perdem alguém para a “espanhola” e Asdrúbal não é excepção – primeiro a empregada e depois a mulher perdem a vida enquanto a doença não dá mostras de abrandar.

Quem também perde a vida é o presidente – Sidónio Pais – assassinado na estação do Rossio, aparentemente com dois tiros. A polícia, na tentativa de apanhar os meliantes, mata várias pessoas, e prende José Júlio da Costa, um dos presumíveis assassinos.

Autopsiar o corpo de um presidente ou de um rei, na época, era proibido e, por isso, Asdrúbal apenas vê o corpo de Sidónio Pais de relance, sendo, posteriormente, embalsamado pelo seu grande amigo Monteiro.

No final de 1918 a ciência forense está a dar os primeiros passos, sendo pouco aceite nos tribunais que aplicam a justiça com base em confissões arrancadas à base da tortura dos presos. José Júlio da Costa, torturado, faz várias confissões, nenhuma igual à anterior e, pior, nenhuma coincidente com os ferimentos que Asdrúbal e Monteiro viram no corpo de Sidónio Pais. Felizmente um juiz, homem de convicções fortes e com uma mentalidade avançada, desconfia destas falsas confissões e pede a Asdrúbal e Monteiro que façam a autópsia do corpo do presidente de modo a poder perceber, efectivamente, como é que Sidónio Pais é morto.

As conclusões dessa autópsia são surpreendentes e inesperadas e levam a que José Júlio da Costa nunca chegue a ser julgado, acabando por morrer, 28 anos depois, no Hospital Júlio de Matos. Asdrúbal torna-se num dos melhores médicos legistas da época, reconhecido mundialmente.

Uma das personagens secundárias deste livro – Monteiro –, o melhor amigo de Asdrúbal, acaba por ser quem nos traz a pitada de humor que fica sempre bem em qualquer livro. É simplesmente hilariante, quer o testemunho deste médico num julgamento em que é convidado a depor sobre uma violação, quer as respostas que dá ao Governador Civil de Lisboa enquanto a autópsia de Sidónio Pais decorre.

Com este livro, fiquei ainda mais fã de Francisco Moita Flores.

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Com a febre Harry Potter ao rubro (eu própria estou aqui em ânsias para ter o livro na mão) nada como comprar algumas coisitas para ter em casa parte deste mundo fantástico.

Aqui ficam algumas sugestões:

1. Quem nunca quis uma varinha igual à de Harry Potter ou Dumbledore?

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2. E porque não ter uma carta em como foi aceite em Hogwarts?

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3. E o jogo de xadrex?

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4. uma caneca para o chá (ou para cerveja de manteiga)

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5. uma caixinha de madeira para guardar algumas coisas

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6. O diário de Tom Riddle

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7. Os cachecois

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8. A réplica de Hogwarts

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9. a caixa de Quidditch

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10. Agenda e bloco de notas

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11. Uma mochila com a Hedwig

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12. Barretes

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13. O chapeu selecionador

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14. O sinal da plataforma do Hogwarts Express

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15. Trajes académicos

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16. Suporte para livros

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17. Lençois para a cama

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18. A cabana de Hagrid

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19. Espelho dos invisiveis

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20. Mochilas

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A Lâmina na Alma

por Magda L Pais, em 02.08.16

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A Lâmina na Alma de Guy Gavriel Kay

Tigana – Vol. I

ISBN: 9789896376055

Editado em 2013 pela Saída de Emergência

Sinopse

Tigana é uma obra rara e encantadora onde mito e magia se tornam reais e entram nas nossas vidas. Esta é a história de uma nação oprimida que luta para ser livre depois de cair nas mãos de conquistadores implacáveis. É a história de um povo tão amaldiçoado pelas negras feitiçarias do rei Brandin que o próprio nome da sua bela terra não pode ser lembrado ou pronunciado.

Mas anos após a devastação da sua capital, um pequeno grupo de sobreviventes, liderado pelo príncipe Alessan, inicia uma cruzada perigosa para destronar os reis despóticos que governam a Península da Palma, numa tentativa recuperar um nome banido: Tigana.

Num mundo ricamente detalhado, onde impera a violência das paixões, este épico sublime sobre um povo determinado em alcançar os seus sonhos mudou para sempre as fronteiras da fantasia.

A minha opinião

Tigana é a minha primeira experiência com Guy Gavriel Kay, autor que desconhecia por completo e que, acabei de descobrir, aprendeu muito quando Christopher Tolkien o contratou para editar os trabalhos do pai, o gigante JRR Tolkien. Notam-se, aliás, algumas influências neste livro.

A história é, acima de tudo, original. Tigana é uma nação amaldiçoada por Brandin por ter assassinado o seu filho. A maldição é simples - o seu nome não será lembrado ou pronunciado e o seu povo terá de esquecer que alguma vez lá viveu. Mas Alessan, o príncipe sobrevivente, quer contrariar essa maldição e reviver Tigana em toda a sua glória.

Guy Gavriel Kay não é Anne Bishop e confesso que, para mim, esse é sempre um problema. Quando leio livros de fantasia acabo por, consciente ou inconscientemente, comparar com a mestra, acabando a comparação por penalizar sempre os outros autores. Ainda assim, fiquei agradavelmente surpreendida com este autor pela construção dum mundo novo, com a sua própria geografia, mitos e história.

Também fiquei agradavelmente surpreendida pela complexidade da história e a construção das personagens. Um intrincado novelo que, se de inicio nos baralha depois acaba por nos deixar de água na boca para o segundo volume que, felizmente, já anda comigo na mala para o poder ler nos locais do costume (e no intervalo das caminhadas para apanhar gambozinos). 

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