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Varys & Sazed

por Magda L Pais, em 19.10.16

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É curioso como a imaginação dos leitores funciona. Ou pelo menos a minha (se bem que me parece que seja um problema geral). Quando estamos a ler um livro imaginamos as personagens. A voz, as entoações, os jeitos, o aspecto físico. Tornamos o imaginário em real e, quem sabe, às vezes, até conversamos com eles fora dos livros.

Depois, quando alguém se lembra de tornar os livros em filmes ou séries, corremos o risco de ficar desiludidos – porque quem foi escolhido como actor/actriz não coincide com o nosso imaginário. Nesse momento temos de optar. Podemos nos manter fieis à personagem que criamos ou acabamos por aceitar que a mudança.

Mas há casos ainda mais raros.

Entre o que imaginei para as personagens da saga Guerra dos Tronos e os actores/actrizes escolhidos para a série, optei por aceitar o que a televisão me mostrava. E isto não tem nada de extraordinário. O extraordinário chega com o livro que estou a ler agora - O Império Final de Brandon Sanderson.

Sazed, o mordomo terrisano tem, no meu imaginário, a voz, a entoação, a cara de Varys, o eunuco da Guerra dos Tronos. E não é por essa característica que ambos partilham (serem eunucos), é por toda uma série de factores que os tornam – no meu imaginário, é claro – a mesma pessoa. Em mundos diferentes.

Já vos aconteceu?

 

 

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A Escolha do Coração

por Magda L Pais, em 18.10.16

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A Escolha do Coração de Amanda Brooke

Edição em 2012 pela Quinta Essência
ISBN: 9789897260063
Lido em 2014
 
Sinopse
Os recém-casados Holly e Tom acabaram de se mudar para uma casa antiga na pitoresca Inglaterra rural. Quando Holly descobre um relógio lunar num jardim cheio de ervas, e o seu estranho mecanismo de cristal, está longe de suspeitar que ele vai mudar a sua vida para sempre. Pois o relógio lunar tem uma maldição. A cada lua cheia, Holly consegue ver o futuro - um futuro que contém Tom a embalar a filha bebé de ambos, Libby, e a chorar a morte de Holly no parto… Holly percebe que o relógio lunar está a oferecer-lhe uma escolha desesperada: dar a Tom o bebé que ele sempre quis e sacrificar a sua própria vida; ou salvar-se e apagar a vida da filha por quem se apaixonou.
 
A minha opinião
Holly e Tom casaram à pouco tempo e mudam-se para uma casa muito antiga, no campo. Tom é um jornalista que tem de passar grandes temporadas fora, em trabalho. Holly é escultora e trabalha em casa.
Enquanto Tom tem uns pais presentes e que o amam, Holly sofreu imenso com os pais. Ambos a abandonaram em períodos diferentes da vida, acabando por a deixar sem qualquer vocação maternal.
No meio da recuperação da casa de campo, Holly descobre um relógio estranho. Começa por achar que será um relógio solar mas quando, numa noite de lua cheia, monta o mecanismo completo, percebe que este relógio é especial porque mostra o futuro. Nessa primeira visita ao futuro, Holly vê o seu marido com uma bebé - Libby, a filha de ambos, e percebe que morreu no parto. É Jocelyn, uma aldeã e antiga residente na casa que a vai ajudar a perceber o funcionamento do relógio - ou, mais exactamente a maldição que acompanha quem vê o futuro através dele.
Depois de conhecer o futuro, a sua filha, a morte dela própria e a reacção de Tom, Holly tenta, a todo o custo, mudar o seu futuro de modo a que possa enganar o relógio. Mas cedo percebe que o relógio irá sempre exigir a morte de alguém, dela própria ou de alguém muito próximo. O amor que sente pela filha que ainda não nasceu irá sobrepor-se a tudo e a todos, pelo que Holly, apesar das tentativas de Jocelyn - que entretanto se tornou na mãe que Holly nunca teve - de a dissuadir, resolve engravidar, sabendo, de antemão, que irá morrer no parto.
Como mãe senti logo uma grande simpatia pelo dilema da Holly. Afinal ela teria de abdicar da filha para poder viver. E, se de inicio, é fácil decidir, afinal Holly nunca quis ser mãe, teve um péssimo exemplo em casa, a verdade é que, aos poucos, o instinto maternal vai crescendo e acaba por vencer.
Não conhecia a autora mas gostei da forma simples, sem melodramas e sem complicações de maior, como o livro se vai desenvolvendo. E como vamos, aos poucos, pensando que a maldição é injusta. Mas, afinal, a vida é injusta. Ou talvez não. Não fiquei muito surpresa com o final, apesar de ficar surpresa com a forma como se chega a esse final.
 

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Querido, mudei a casa

por Magda L Pais, em 16.10.16

... mais que o nome dum programa de televisão, foi também como me senti quando abri hoje o meu blog, depois dumas horas separados.

A Gaffe, uma pessoa extraordinária e que, mesmo à distância, me conhece bem, deu-lhe uma nova cara, umas pinturas mais adequadas, captando a minha essência. Neste post a minha querida Gaffe explica todo o novo layout.

Tenho de vos dizer que tenho ali um livro que estou a ler. Mas só me apetece ficar aqui a olhar para o meu blog.... estou perdidamente apaixonada e não tenho palavras suficientes para agradecer à Gaffe pelo trabalho que teve e por ter ficado tão fabuloso! Tão eu!

Uma vida à sua frente

por Magda L Pais, em 11.10.16

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Uma vida à sua frente de Romain Gary 
ISBN: 978-989-676-035-9
Editado em 2010 pela Sextante Editora
Sinopse
Uma vida à sua frente é narrado por Mohammed, um rapaz árabe de 14 anos, órfão, que vive no bairro pobre de Belleville com Madame Rosa, prostituta reformada e sobrevivente de Auschwitz. Publicado em 1975, o livro teve êxito imediato: vendeu milhões de exemplares em todo o mundo, foi traduzido em mais de vinte línguas e adaptado para o cinema num filme com Simone Signoret. Nesse mesmo ano, recebeu o Prémio Goncourt.

A minha opinião

Este não é um livro sobre o qual seja fácil falar. Conta-se que o primeiro slogan escrito para a Coca Cola por Pessoa dizia que: Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Foi o caso deste livro que me deixou um nó inexplicável no estômago quando o fechei.

Este é um livro que nos fala de coisas tristes mas que nos faz sorrir. Um mundo ingrato e que maltrata os velhos, visto pela ingenuidade duma criança. Mohammed, um rapaz de 14 anos, entregue aos cuidados de Madame Rosa, que tomava conta dos filhos das prostitutas a troco duma pensão que recebia mas que, no fim, é ela que precisa de cuidados e só Mohammed, a última das crianças que Rosa criou, fica com ela até ao fim. 

Uma lição de vida que muitos deviam aprender, principalmente aqueles que abandonam os seus velhotes em lares e hospitais, não se preocupando mais em vê-los ou sequer se estão bem.

Um livro profundo que nos obriga a reflectir sobre o nosso papel enquanto filhos e netos - cuidar de quem cuidou de nós! Sempre!

leia aqui as primeiras páginas

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Vamos alimentar uma biblioteca? - update

por Magda L Pais, em 10.10.16

12 dias depois do primeiro post, tenho de agradecer a todos os que divulgaram este desafio que vos lancei mas, acima de tudo, agradecer a todos os que já enviaram livros.

Neste momento a biblioteca de Fajã de Ovelha já conta com 34 livros. Parecem poucos para uma biblioteca a sério mas são um muito bom começo.

Vamos continuar a alimentar esta biblioteca?

Podem enviar os livros para a Junta de Freguesia, cuja morada é:

Junta de freguesia da Fajã da Ovelha 
A/C: Elisabete Lourenço 
Caminho de S. Lourenço,151
9370-362 Fajã da Ovelha

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