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Sonhos Proibidos

por Magda L Pais, em 08.10.16

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Sonhos Proibidos de Lesley Pearse

ISBN: 9789892321493

Editado em 2012 pelas Edições Asa

Sinopse

Belle tem quinze anos e uma vida protegida. Graças aos cuidados da ama, ela nunca se apercebeu de que a casa onde vive é um bordel, regido com mão de ferro pela sua mãe. Porém, a verdade encontra sempre maneira de se revelar… Para Belle, será no trágico dia em que assiste ao assassinato de uma das raparigas da casa. Ingénua e indefesa, ela fica à mercê do criminoso, que a rapta e leva para Paris, onde se inicia como cortesã. Afastada do único lar que conheceu, a jovem refugia-se nas memórias de infância e acalenta o sonho de voltar aos braços do seu primeiro amor, Jimmy.

Mas Belle já não é senhora do seu destino. Prisioneira da sua própria beleza, é alvo do desejo dos homens e da inveja das mulheres. Longe vão os anos da inocência e, quando é levada para a exótica e decadente cidade de Nova Orleães, ela acaba por apreciar o estilo de vida que o Novo Mundo tem para lhe oferecer. Mas o luxo e a voluptuosidade que a rodeiam não mitigam as saudades que sente de casa, e Belle está decidida a tomar as rédeas da sua vida. Um sonho que pode ser-lhe fatal pois há quem esteja disposto a tudo para não a perder. No seu caminho, como barreiras fatais, erguem-se um continente selvagem e um oceano impiedoso. Conseguirá o poder da memória dar-lhe forças para sobreviver a uma viagem impossível?

A minha opinião

Este ano as minhas leituras estão repletas de novos autores, sendo que Lesley Pearse é uma delas. Andava bastante curiosa com os livros dela por várias pessoas minhas conhecidas - com gostos literários bastante aceitáveis (pelos meus critérios, obviamente). Uma delas é a minha irmã mais nova que acabou por me emprestar este livro.

Mais uma vez, sair da minha zona de conforto - ou seja, ler autores novos - compensou.

Sonhos Proibidos é um romance mas, acima de tudo, é uma história de superação. A história de Belle, criada num bordel sem o saber, descobrindo-o quando assiste, por acidente, ao homicídio duma das cortesãs. Mas a esse acontecimento seguem-se mais. Belle é raptada, vendida para ser violada e depois transaccionada para outro bordel, noutro continente. Mas a ama de Belle e o seu amigo Jimmy nunca desistem de a encontrar e Belle nunca desiste de voltar a casa, tendo bem presente que tudo fará para sobreviver.

Mas Sonhos Proibidos fala-nos também numa terrível realidade, infelizmente intemporal. O rapto de crianças e jovens para serem vendidas como escravas sexuais, com a sua virgindade leiloada, à mercê dos chulos ou das madames, pessoas sem escrúpulos a quem apenas lhes interessa o dinheiro. A pedofilia aliada à prostituição numa realidade que gostaríamos de poder dizer que não existe mas que se cruza diariamente connosco. Em pleno século XXI... apesar do livro se passar no inicio do século XX.

Pesado e com alguns relatos de nos fazer arrepiar a pele, não é um livro de leitura fácil ou aprazível, pelos temas que aborda. Ainda assim, foi a minha companhia no dia de hoje. E que boa companhia!

leia aqui as primeiras páginas

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Um Homem Chamado Ove

por Magda L Pais, em 07.10.16

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Um Homem Chamado Ove de Fredrik Bakman 

ISBN: 9789722358255

Editado em 2016 pela Editorial Presença

Sinopse

À primeira vista, Ove é o homem mais rabugento do mundo. Sempre foi assim, mas piorou desde a morte da mulher, que ele adorava. Agora que foi despedido, Ove decide suicidar-se. Mal sabe ele as peripécias em que se vai meter. Um jovem casal recém-chegado destrói-lhe a caixa de correio, o seu amigo mais antigo está prestes a ser internado a contragosto num lar, e um gato vadio dá-se a conhecer.

Ove vê-se obrigado a adiar o fim para ajudar a resolver, muito contrariado, uma série de pequenas e grandes crises. Este livro simultaneamente hilariante e encantador fala-nos de amizades inesperadas e do impacto profundo que podemos ter na vida dos outros.

A minha opinião

 

Este livro poderia ter-me passado despercebido não fosse a Sara me ter recomendado a sua leitura. Em boa hora o fez porque este livro é, de facto, imperdível.

Ove é um rabugento. Perfeccionista, exigente e muito pouco maleável. E só queria morrer para ir ter com a Sonja, a sua mulher, a única pessoa do mundo que o compreendia e que o fazia sorrir (rir não que, para Ove, era desnecessário). Mas

Ove não tem jeitinho ABSOLUTAMENTE NENHUM para morrer!

Ou pelo menos é a opinião que Parvaneh tem (e com razão, diga-se em abono da verdade).

Ove quer morrer porque, sem Sonja, a sua vida não faz sentido. Porque

As pessoas dizem que Ove via o mundo a preto-e-branco. Mas ela era cor. Toda a cor que ele tinha.

(e não é assim o amor verdadeiro?)

Já se passaram seis meses desde que ela faleceu. Mas Ove continua a inspeccionar a casa inteira duas vezes ao dia para verificar os radiadores e certificar-se que ela não subiu a temperatura às escondidas.

Um homem chamado Ove é um livro ternurento e encantador. Mas também nos arranca gargalhadas e sorrisos. Faz-nos pensar nas amizades que perdemos - às vezes por razões que acabamos por esquecer -, nas que ganhamos sem saber bem como (não é, MJ e Maria, na altura em que faz um ano que a Seita do Arroz nasceu?) e nas influências que temos nos outros, sem saber bem como. Na família de sangue e na família de coração. 

Mais um autor que desconhecia e que, terminado este livro, descubro que quero ler mais deste autor! 

 

leia aqui um excerto do livro

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Shadow

por Magda L Pais, em 04.10.16

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Shadow de Joana Miguel Ferreira

ISBN: 9789896364557

Editado em 2009 pela Papiro Editora

Sinopse

Shadow, o Confronto é o livro de estreia desta jovem escritora, que nos transporta para um mundo de magia, fantasia e mistério, povoado de elfos, duendes e gnomos, criaturas de um mundo fantástico e deslumbrante, no qual imperam sonhos, aventuras e emoções.Enredados em incríveis jogos de poder, autênticos labirintos sufocantes que os obrigam a ultrapassar inúmeros obstáculos, Shadow e Niadji aprendem o valor da lealdade, da abnegação e, acima de tudo, do amor, assente na partilha e na cumplicidade. Auxiliados por um cortejo de figuras fascinantes, vivendo aventuras mirabolantes e absolutamente surreais, em que o Bem e o Mal se confundem e se misturam vezes sem conta, fazendo-os questionar-se sobre a essência do Ser, os dois jovens emaranham-se nas suas próprias emoções, culminando na verdadeira descoberta do seu íntimo.

A minha opinião

Sarabudja sabe que sou apaixonada por livros. E sabe que sou apaixonada por literatura do fantástico. Ofereceu-me, por isso, este livro duma jovem autora portuguesa. Ou melhor, duma jovem, sendo ainda jovem, ainda o era mais em 2009, quando, aos 19 anos, editou Shadow (ainda mais jovem era quando o começou a escrever, aos 15, tendo-o terminado aos 17 anos). Uma surpresa agradável que se torna menos boa quando se percebe que Joana Miguel Ferreira não voltou a editar livro algum, o que é uma pena.

Confesso que se nota alguma imaturidade na escrita deste livro, perfeitamente normal considerando a idade da autora e o facto de ser o primeiro que escreveu. Creio que, se tivesse continuado a fazê-lo, teria a sua escrita teria crescido e que hoje seria uma autora a acompanhar porque os traços de boa-escrita estão lá.

Sendo um livro de fantasia, peca um pouco por não ter as descrições necessárias a entender um mundo fantástico. Já o disse aqui, uma das razões por ser apaixonada por Anne Bishop prende-se exactamente com isso - cada um dos universos que a autora nos apresenta é apresentado antes do inicio do livro com uma pequena história, a sua geografia, termos habituais, etc. Os fãs de fantasia sabem que esses pequenos detalhes ajudam a enquadrar o livro e a torna-lo ainda mais apetecível. Shadow falha nesse aspecto.

A história é original e o final surpreendente. Gosto de livros que fogem ao "e viveram felizes para sempre", porque, mesmo que os livros sejam de fantasia/fantástico, esses finais aproximam-se da vida real.

Reitero que tenho pena que Joana Miguel Ferreira não tenha escrito mais. Seria interessante acompanhar o crescimento desta autora que mostra tanta capacidade.

Obrigado Sarabudja por esta oportunidade!

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Vou também dar uma perninha noutro lado...

por Magda L Pais, em 03.10.16

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eu e a Neurótika Webb. Mas não só!

Estejam atentos

 

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A Luz

por Magda L Pais, em 02.10.16

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A Luz (The Shining) de Stephen King

Editado em 2009 pela Sábado

Sinopse

Jack Torrance vê-se forçado a aceitar um trabalho como zelador de Inverno do Overlook, um enorme hotel nas montanhas do Colorado, um lugar que queda absolutamente isolado pela neve entre Novembro e Março. Embora a vida nessas condições de isolamento não pareça fácil, para Jack é uma oportunidade perfeita para reconquistar a sua mulher Wendy e o seu filho Danny, e para retomar o seu trabalho de escritor. Mas a família não está exactamente sozinha no Overlook. Os terríveis acontecimentos que sucederam no hotel no passado vão-se assenhorando lentamente do presente dos seus novos ocupantes até os levar a uma situação aterradora, da qual talvez nenhum deles possa escapar...

A minha opinião

Desta feita e no âmbito do Livro Secreto coube-me este livro que acabou por funcionar como a minha reconciliação com Stephen King com quem me desiludi depois da leitura d'O Pistoleiro.

Tenho de confessar que nunca vi o filme The Shining e, portanto, estava completamente às escuras em relação ao livro e à história. Claro que já vi imagens soltas (quem não viu?) mas, de resto, a luz estava completamente apagada. Ao contrário da luz de Danny que estava bem acesa.

(num aparte, no outro dia, nas urgências do hospital, estava lá um doente que parecia mesmo o Jack Nicholson neste filme. Disfarçadamente afastei-me antes que esse doente fosse buscar um machado...)

Voltando ao livro, terei de vos aconselhar a não ler este livro numa noite de temporal, e muito menos se estiverem sozinhos em casa. Aconteceu-me, muitas vezes, olhar em volta e tentar perceber se estava tudo bem. Ou se não estava por ai uma entidade qualquer que me quisesse levar sabe-se lá para onde. É assim este livro, chegamos a um momento em que duvidamos se estamos seguros.

Essa terá sido uma das razões pela qual demorei mais que o previsto a ler este livro. Em alguns momentos tive de interromper a leitura porque comecei a ouvir barulhos estranhos. Ou pelo menos foi isso que me pareceu. Na dúvida... pousei o livro, olhei em volta, vi um pouco de televisão e depois voltei a ler. Claro que era só o meu cérebro a pregar-me partidas mas a verdade é que essas partidas foram influenciadas pelo livro. E isso é tão, mas tão bom!

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