Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Quando Éramos Mentirosos

por Magda L Pais, em 04.05.17

22027229.jpg

Quando Éramos Mentirosos de E. Lockhart 

ISBN: 9789892327365
Editado em 2014 pelas Edições Asa

Sinopse

E se alguém lhe perguntar como acabar este livro… MINTA.
A família Sinclair parece perfeita. Ninguém falha, levanta a voz ou cai no ridículo. Os Sinclair são atléticos, atraentes e felizes. A sua fortuna é antiga. Os seus verões são passados numa ilha privada, onde se reúnem todos os anos sem exceção.
É sob o encantamento da ilha que Cadence, a mais jovem herdeira da fortuna familiar, comete um erro: apaixona-se desesperadamente. Cadence é brilhante, mas secretamente frágil e atormentada. Gat é determinado, mas abertamente impetuoso e inconveniente. A relação de ambos põe em causa as rígidas normas do clã. E isso simplesmente não pode acontecer.
Os Sinclair parecem ter tudo. E têm, de facto. Têm segredos. Escondem tragédias. Vivem mentiras. E a maior de todas as mentiras é tão intolerável que não pode ser revelada. Nem mesmo a si

A minha opinião

Algures no espaço e no tempo comprei este livro. Já não tenho a certeza quem me recomendou que o lesse nem isso, na verdade, é importante. O que importa é o comprei e esta semana peguei nele para o ler.

Não posso dizer que seja um livro magistralmente escrito porque, na verdade, a escrita é básica, com parágrafos algo confusos e com frases soltas que nem sempre fazem sentido. Lê-se muito rapidamente apesar de misturar o passado e o presente sem elos de ligação, sendo necessária alguma atenção para não nos perdermos.

Mas a história valeu a pena. A família Sinclair vive das aparências. De mentiras, de meias verdades. Mostram, ao mundo, que a vida deles é um mar de rosas quando, afinal, vivem no meio dos espinhos. E digam-me lá, quantas pessoas conhecem assim?

Mas a família Sinclair tem um segredo. Um drama que aconteceu num verão e do qual ninguém fala. Faz-me lembrar o celebre titulo do filme "sei o que fizeste o verão passado".

Terminado o livro e após se perceber qual é o tão temido segredo, fica apenas uma pequena dúvida que não é esclarecida em momento algum. Porque é que os primos eram conhecidos como "Mentirosos"? (alcunha que até dá o nome ao titulo).

Li algures que a parte do livro que explicava esta alcunha foi retirado por ser demasiado massudo e pouco interessante. Bem. A ser verdade, talvez devessem ter alterado também o titulo do livro que acaba por perder o seu significado porque, em momento algum, somos esclarecidos da razão da alcunha.

Enfim...

 

(leia aqui as primeiras páginas)

O filho de mil homens

por Magda L Pais, em 02.05.17

29280745.jpg

O filho de mil homens de valter hugo mãe

ISBN: 978-972-0-04739-7

Editado em 2015 pela Porto Editora

Sinopse

Esta é a história de Crisóstomo que, chegando aos quarenta anos, lida com a tristeza de não ter tido um filho. Do sonho de encontrar uma criança que o prolongue e de outros inesperados encontros, nasce uma família inventada, mas tão pura e fundamental como qualquer outra.

As histórias do Crisóstomo e do Camilo, da Isaura do Antonino e da Matilde mostram que para se ser feliz é preciso aceitar ser o que se pode, nunca deixando contudo de acreditar que é possível estar e ser sempre melhor. As suas vidas ilustram igualmente que o amor, sendo uma pacificação com a nossa natureza, tem o poder de a transformar.

Tocando em temas tão basilares à vida humana como o amor, a paternidade e a família, O filho de mil homens exibe, como sempre, a apurada sensibilidade e o esplendor criativo de Valter Hugo Mãe.

-----

Raramente a Literatura universal produziu um texto tão sensível e humano quanto este. O filho de mil homens é uma obra da ourivesaria literária de Valter Hugo Mãe. Uma experiência de amor pela humanidade que explica como, afinal, o sonho muda a vida.

Crisóstomo, um pescador solitário, ao chegar aos quarenta anos de idade decide fazer o seu próprio destino. Inventa uma família, como se o amor fosse sobretudo a vontade de amar.

Sempre com a magnífica capacidade poética de Valter Hugo Mãe, esta história é um elogio a todos quantos resistem para além do óbvio.

(este livro tem duas sinopses diferentes, dependendo da edição. Como se complementam tão bem, optei por publicar as duas)

A minha opinião

Se alguém me pedisse que definisse este livro numa só palavra, a minha escolha recairia, sem qualquer hesitação em sublime. A roçar a perfeição, esta minha primeira experiência com valter hugo mãe só demorou mais tempo a terminar porque estava a ler em ebook (cortesia da Alexandra) até que descobri que, afinal, já o tinha cá em casa (cortesia da Maria). Sou distraída, que querem...

Como já disse, este é um livro sublime, que roça a perfeição e que me fez descobrir um novo autor português por quem corro o "grave" risco de me apaixonar.

Nunca limites o amor, filho, nunca por preconceito algum limites o amor.

E eu não o limito. O meu amor aos livros nunca estará limitado, porque:

Imaginava que um não leitor ia ao médico e o médico o observava e dizia: você tem o colesterol a matá-lo, se continuar assim não se salva. E o médico perguntava: tem abusado dos fritos, dos ovos, você tem lido o suficiente. O paciente respondia: não, senhor doutor, há quase um ano que não leio um livro, não gosto muito e dá-me preguiça. Então o médico acrescentava: ah, fique pois sabendo que você ou lê urgentemente um bom romance, ou então vemo-nos no seu funeral dentro de poucas semanas. O caixão fechava-se como um livro. (...)
Quando percebeu o jogo, o Camilo disse ao avô que havia de se notar na casa, a quem não lesse livros caía-lhe o tecto em cima de podre. O velho Alfredo riu-se muito e respondeu: um bom livro, tem de ser um bom livro. Um bom livro em favor de um corpo sem problemas de colesterol e de uma casa com o tecto seguro. Parecia uma ideia com muita justiça

Com uma linguagem poética mas, ao mesmo tempo, deveras acessível, este é um livro que se lê sem pressas, com o coração, que nos encanta da primeira à última página, que nos mostra que nem só de sangue se faz uma família e que o amor nos une mais que a obrigação.

Foi uma escolha feliz, uma leitura que me encheu a alma e que apagou as últimas desilusões literárias. Valeu tanto mas tanto a pena.

(leia aqui as primeiras páginas)

Pág. 2/2




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog

calendário

Maio 2017

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031