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Os Espinhos do Mal

por Magda L Pais, em 11.07.17

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Os Espinhos do Mal de V.C. Andrews

(Dollanganger #3)

Sinopse

Das cinzas do mal, Chris e Cathy construíram um lindo lar para seus esplêndidos filhos…

Jory, de catorze anos, era tão bonito, tão delicado. E Bart possuía uma imaginação tão brilhante para um menino de nove anos.

Então, acenderam-se luzes na casa vizinha abandonada. E em breve a Velha Senhora de Negro passou a observá-los com olhos intrometidos, protegida por seu esquisito e velho mordomo. Logo a mulher de manto negro convidou Bart para tomar sorvete com bolinhos e lhe pediu para tratá-la pro “Vovó”.

E a transformação de Bart começou…

Uma transformação brotada do “livro de segredos” que o esquelético velho mordomo lhe deu… e alimentada pela insinuação de fatos terríveis relativos a seus pais… uma transformação que o levou a cometer atos chocantes de violência, autodestruição e perversidade.

E agora, enquanto o menino estremece no limite entre a sanidade e a loucura, seus pais angustiados, seu irmão impotente, uma velha obcecada e vingativa, e o poderoso mordomo aguardam o clímax de um horror que floriu no sótão muitos anos atrás, em horror cujos espinhos ainda estão molhados de sangue e cujas pontas queimam como fogo…

A minha opinião

É triste quando a única versão que podemos ler dum livro é tão má que ficamos na dúvida se o problema é da escrita da autora, da tradução, de não ser versão oficial ou por ser em brasileiro. Uma mistela de tudo, creio eu, fazendo com que eu apenas o leia porque a história é, de facto, boa e interessante.

Aliás, foi pela história que li o segundo volume, foi pela história que li este terceiro e será também pela história que lerei As Sementes do Passado. Uma história negra, onde a violência psicológica ultrapassa o normal, onde o pior em cada momento é sempre ultrapassado por outro pior.

É pela história que vale realmente o tempo de leitura. Não me atrevo a avaliar a parte escrita pelo atrás exposto.

Se no segundo volume foi o comportamento de Cathy que me irritou um pouco, neste terceiro volume é Bart que me tira do sério. O raio do miudo… umas valentes palmadas no momento certo e metade dos problemas se teriam evitado. Ou um verdadeiro acompanhamento psicológico.

Ao contrário do primeiro e segundo volume que nos é retratado por Cathy, este terceiro é-nos contado pela voz de Jory e Bart, os dois filhos de Cathy, tão diferentes como a água do vinho, permitindo-nos ter um acompanhamento mais próximo do que se passa.

Vale a pena, pela história!

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Leituras de praia 2017

por Magda L Pais, em 10.07.17

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As férias estão quase a começar pelo que chegou a altura do ano em que tenho de escolher os livros que me irão acompanhar até à praia em Sesimbra.

Este ano não penso reler nenhum, preferindo ler livros novos - para mim. A escolha não foi fácil mas recaiu sobre:

Os Miseráveis, Vol. I Os Miseráveis Vol. II  de Victor Hugo - há anos que ando para ler este clássico de 1857 mas, infelizmente, apenas encontrava as versões das operetas. Na última feira do livro lá estavam dois volumes prontinhos para eu trazer para casa, cortesia da Relógio d'Agua, por um preço bastante aceitável. Não resisti ao chamamento, trouxe-os comigo para ler nestas férias.

Winston Churchill: Uma vida de Martin Gilbert - na verdade este livro não me vai acompanhar à praia. Vai ficar em casa para o ler no intervalo das idas à praia. É que são 958 páginas sobre a vida deste estadista e acho (só acho) que era coisa para me dar cabo do ombro. Ou então teria de arranjar um carrinho de mão. Pelo sim pelo não, leio em casa.

22/11/63 de Stephen King - muito provavelmente vou-me arrepender de ter visto a série agora que vou ler o livro porque, naturalmente, o livro deve ser bem melhor que a série. Se bem que também gostei muito da série. A ver vamos.

Anel Oculto, Teias de Sonhos, Jóia Perdida, A Senhora de Shalador e Despertar do Crepúsculo, todos de Anne Bishop - os volumes que me faltavam da minha autora favorita, passados no universo das Jóias Negras, onde os homens são criados e educados a servir as mulheres. Descobri que me faltavam estes volumes, já os fui buscar e agora é altura de os ler. Em todo o lado...

A Vidente de Lars Kepler - dizem-me que este é o melhor de todos os livros da série Joona Linna, vamos ver se é verdade. Gostei de ler os outros dois, veremos o que me reserva este terceiro.

A Filha da Minha Melhor Amiga de Dorothy Koomson - a minha estreia com esta autora que tanto me tem sido recomendada. As expectativas estão elevadas, espero não me desiludir.

A Rainha Branca de Philippa Gregory - mais uma estreia nestas férias. Ouço falar muito bem desta autora e desta série, veremos o que vou achar.

A Firma de John Grisham - é, seguramente, um dos meus autores favoritos. Já me enganei na paragem em que queria sair do metro por causa dum livro dele. Esta é uma leitura segura, que sei que irei gostar.

Durante as minhas férias - e como é habitual - irá decorrer a feira do livro de Sesimbra. Lá irei com pelo menos um livro em mente para comprar - O Covil dos Lobos, de Juliet Marillier, o último da série Blackthorn & Grim.

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Se não o tiverem lá, terei de o comprar depois, já que Juliet Marillier anda ali perto do podium dos meus autores favoritos em conjunto com Anne Bishop

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Pétalas ao Vento

por Magda L Pais, em 09.07.17

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Pétalas ao Vento de V.C. Andrews

(Dollanganger #2)

Sinopse

Eram crianças tão valentes para suportarem tanto sofrimento. Crianças tão espertas para escaparem a tamanho terror!

Para Carrie, Chris e Cathy, o sótão era um horror sombrio que jamais lhes saia da cabeça, mesmo enquanto eles construíam vidas novas e promissoras. Naturalmente, a mãe tinha que fingir que eles não existiam. E a avó estava convencida de que eles traziam o demônio dentro de si. Mas a culpa não era deles, Era? Cathy sabia o que fazer. Agora, tinha os poderes que aprendera da linda mãe. Sabia-o pelo modo como o irmão ainda a desejava, pela maneira como o tutor a tocava, pelo jeito como todos os homens a olhavam.

Ela sabia que chegara a ocasião de colocar em prática seu conhecimento. De mostrar à mãe e à avó que o sofrimento e terror no sótão não podiam ser esquecidos… Mostrar a elas - de uma vez por todas.

A minha opinião

Depois de ter lido Herdeiros do Ódio que a Mula me emprestou – e que me deixou quase sem palavras – tinha de ler a continuação da saga dos miúdos Dollanganger. Na altura lembro-me que li o livro com um misto de horror e de curiosidade mórbida. Não que a escrita seja qualquer coisa de extraordinário (é boa mas falta-lhe qualquer coisa. Ou eu estou a ficar demasiado exigente) mas a história em si, o desenrolar dos acontecimentos e a dúvida: o que está realmente a acontecer fora do quarto?

Pétalas ao Vento responde a quase todas as questões que ficam em aberto no primeiro. O que acontecia fora do sótão, do quarto onde os quatro miúdos viviam, o que a mãe e a avó faziam e, acima de tudo, o destino de todos – mãe, avó e miúdos.

Mas, acima de tudo – e aqui pode haver alguma culpa por ter lido em ebook e numa versão brasileira – a escrita não é nada de extraordinária. Só não digo que a escrita é má porque prefiro dar o benefício da dúvida pela tradução para brasileiro e por não ser uma versão oficial do livro. Ainda assim, e apesar disso, a história continua a prender, a interessar e a vontade de, eu própria, bater em Cathy para que ela deixe de fazer asneiras atrás de asneiras, é constante.

É que, credo, bem sei que a adolescência de Cathy foi complicada – fechada num sótão, ameaçada constantemente pela mãe e pela avó, viu o seu irmão mais novo morrer envenenado pela própria mãe e avó – mas há um limite. Há um limite para os disparates e há um limite para a descoberta “foi ele que sempre amei”. É que, nas 431 páginas que este livro tem, Cathy conclui que “foi ele que sempre amei” em relação a quatro homens diferentes…

Tirando este pequeno detalhe e o facto da escrita ser minimamente aceitável, o livro vale a pena pela história. Por isso não se coíbam e leiam-na.

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Ferrugem Americana

por Magda L Pais, em 08.07.17

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Ferrugem Americana de Philipp Meyer

ISBN: 9789722522830

Editado em 2011 pela Bertrand Editora

 

Sinopse

Passado na Pensilvânia, num cenário de grande beleza mas economicamente destruído, é um livro sobre a perda do sonho americano e do desespero – bem como da amizade, lealdade e amor – que dela advêm.

Esta é a história de dois rapazes ligados à cidade pela família, responsabilidade, inércia e beleza, que sonham com um futuro para além das fábricas e das casas abandonadas. Isaac English é deixado a tomar conta do pai depois do suicídio da mãe e de a irmã ter fugido para a universidade de Yale. Quando finalmente decide partir, acompanhado pelo seu melhor amigo, o temperamental Billy Poe, antiga estrela do futebol do liceu, são apanhados num terrível acto de violência que muda as suas vidas para sempre. Ferrugem Americana, evocativa dos romances de Steinbeck, leva-nos ao coração da América contemporânea num momento de profunda inquietação e incerteza quanto ao futuro. Trata-se de um romance negro mas lúcido e comovente, acerca da desolação que se bate com o nosso desejo de transcendência e acerca da capacidade salvadora do amor e da amizade.

A Minha Opinião

Mais uma colheita da segunda rodada do livro secreto. Um livro que, em condições normais não me chamaria a atenção mas que, no fim, acaba por ser do meu agrado.

Dividido em seis partes, contado a seis vozes – Harry, Poe, Isaac, Lee, Grace e Henry – este livro leva-nos à uma cidade destruída pela crise económica, com quase todas as fábricas fechadas e onde a pobreza se instala mas as amizades ainda valem por tudo, contando-nos uma história num timbre negro.

A escrita… bem, a escrita é simplesmente fantástica. Seis pessoas, seis narradores, seis escritas diferentes, como se estivéssemos, na verdade, na cabeça de cada personagem, o que acaba por tornar a história mais rica, mais envolvente, ainda mais interessante porque nos inclui nos pensamentos e sentimentos de cada um.

A insensatez da juventude, as atitudes irrefletidas, a inadaptação de quem se sente diferente – ainda que não seja – o espirito de entreajuda, tudo mas mesmo tudo o que define um ser humano, pode ser encontrado neste livro, num cenário trágico.

Sugiro, honestamente, a leitura deste livro. Não estranhem se as primeiras páginas não vos atraírem especialmente. Eu tenho de confessar que estive quase a desistir da leitura mas ainda bem que persisti, porque quando o acabei percebi que tinha lido um excelente livro.

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