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Alfabeto literário

por Magda L Pais, em 10.08.17

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Andava por ai a passear pelos blogs e por tags literárias e encontrei uma interessante. 26 perguntas relacionadas com livros e que obedecem à ordem do alfabeto.

Ora como tenho publicado pouco e só mesmo as criticas aos livros que tenho lido (as mais actualizadas que ainda tenho umas quantas em rascunho para ir publicando), e também porque me apetece, vou responder a todas as perguntas da lista. Mas, em vez de ser todas ao mesmo tempo o que daria um post muito extenso, vou fazê-lo às segundas, quartas e sextas, às 14h.

Mais alguém quer acompanhar? (giro giro era a Sofia GonçalvesMulaAlexandraDrama QueenFatia MorNathyMJJustCarla B.Caracol, e asminhasquixotadas também responderem para fazermos uma coisa mais ou menos como fizemos com uma paixão chamada livros. Mas não só elas como quem quer que se queira juntar)

Começo na próxima sexta-feira, que me dizem?

 A - Autor preferido

B - Bebida preferida durante a leitura

C - Citação literária preferida

D - Detestaste ler

E - Estás a ler

F - Feliz por lhe teres dado uma oportunidade

G - Género literário que não lês

H - Hardcover ou paperback?

I - Internet ou livrarias físicas?

J -  Julgas um livro pela capa?

K - Kobo ou Kindle? Kindle ou livro físico?

L - Livro mais longo que já leste

M - Momento mais importante na tua vida literária

N - Número de estantes que possuis

O - Obsessão literária

P - Personagem que provavelmente terias namorado na escola

Q - Quantos livros tens por ler?

R - Ressacas literárias. Quando foi a tua última?

S - Série que começou e precisa acabar

T - Três dos teus livros preferidos de sempre

U - Último livro que leste

V - Voltarás a ler.

W - Wishlist literária. Qual o último livro que adicionou à tua wishlist?

X - X marca o lugar. Qual é o 24º livro da tua estante?

Y - Y.A. ou livros adultos

Z - Zzzz...Qual o último livro que te manteve acordada até tarde?

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A Rainha Branca

por Magda L Pais, em 07.08.17

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A Rainha Branca de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos - Volume I

ISBN: 9789722630122

Editado em 2010 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

A história do primeiro volume de uma nova trilogia notável desenrola-se em plena Guerra das Rosas, agitada por tumultos e intrigas. A Rainha Branca é a história de uma plebeia que ascende à realeza servindo-se da sua beleza, uma mulher que revela estar à altura das exigências da sua posição social e que luta tenazmente pelo sucesso da sua família, uma mulher cujos dois filhos estarão no centro de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o desaparecimento dos dois príncipes, filhos de Eduardo IV, na Torre.

A minha opinião

Mais uma autora que me andava a tentar já a algum tempo e que, finalmente, teve direito a me acompanhar à praia para uma leitura atenta.

Gosto de ler por prazer e gosto de aprender enquanto leio. É tão bom quando posso dizer que aprendi enquanto lia por prazer e foi exactamente isso que aconteceu enquanto lia A Rainha Branca. Claro que descontando parte da fantasia ou, mais exactamente, da magia que a mãe da Rainha achava que podia fazer.

A Rainha Branca lembrou-me outros livros que li de Isabel Stilwell. Baseados num excelente trabalho de investigação, em que os lapsos preenchidos com alguma fantasia e contados duma forma simples, atractiva e coerente. Os detalhes são extraordinários, transportando-nos, quase por magia, ao século XV, à guerra das Rosas (ou dos primos) (e não, não se trata do filme do Michael Douglas).

Este livro, como já disse, foi a minha primeira experiência com Philippa Gregory. Uma excelente experiência, terei de dizer, e a repetir logo que possível com o segundo volume desta série. 

(leia aqui as primeiras páginas)

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A Firma

por Magda L Pais, em 05.08.17

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A Firma de John Grisham

Editado em 2012 pela Bertrand Editora

ISBN9789722524957

Sinopse

Mitchell McDeere, um jovem e ambicioso recém-formado em Direito na prestigiada Universidade de Harvard, acaba de ser contratado pela Bendini, Lambert & Locke, uma firma exclusiva de Memphis. Para Mitch e Abby, a sua mulher, acabaram-se as preocupações financeiras: além do salário chorudo, a firma entregou-lhe as chaves de um BMW novinho em folha, concedeu-lhe uma vantajosa hipoteca para a compra de uma bela vivenda, liquidou os empréstimos contraídos para pagar os estudos e até contratou uma decoradora para os ajudar.

Mas Mitch devia ter-se lembrado do que o seu irmão Ray, a cumprir uma pena de quinze anos numa prisão, já sabia: não se recebe o que quer que seja sem dar nada em troca. E agora o FBI está empenhado em destruir a firma e precisa da ajuda de Mitch. Encurralado entre a espada e a parede, a única opção que lhe resta é lutar para salvar a própria vida.

A minha opinião

John Grisham é um dos meus autores favoritos. Foi com ele (mais exactamente com Os Litigantes) que tive uma das situações mais engraçadas... deixei passar a minha estação de metro e só sai na última paragem da linha.

Por norma são livros passados com advogados (é curiosa essa tendência deste autor) e mostra um outro lado da advocacia. Bom, talvez nem todos estejam envolvidos com a Máfia, como é o caso deste...

Grisham sabe como desenvolver as personagens, como as caracterizar e como nos prender. Sabe exactamente o que deve contar, o que deve deixar subentendido e, acima de tudo, como interligar o que se vai passando. Não nos conta tudo, deixa-nos quase em stress. E, mais uma vez, neste livro, junta também um sentido de humor peculiar bem como algum sarcasmo.

A formula é repetida em todos os seus livros. Voltas e reviravoltas. Os bons vencem os maus. Mas resulta sempre. Sabemos como vai acabar (a vitória dos bons) mas queremos saber como. Porque quase sempre estão ali, quase quase a ser apanhados e nós estamos a torcer por eles.

Não vi o filme. Aliás, confesso que só agora descobri que havia um filme. Parece-me que sim, que é um livro perfeito para um filme, afinal tem todos os ingredientes.

Mais uma vez, não fiquei desiludida com este livro. Talvez não seja o melhor livro deste autor mas lê-se muito bem e não o queremos largar enquanto não sabemos como termina. E isso é quase tudo o que quero dum livro.

 

 

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22 11 63

por Magda L Pais, em 03.08.17

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22/11/63 de Stephen King

Editado pela Bertrand Editora em Novembro de 2014

ISBN: 9789722529068

Sinopse

Dallas, 22/11/63: três tiros são disparados. O presidente John F. Kennedy está morto.

Quando o seu amigo lhe propõe que atravesse um túnel do tempo para regressar ao passado com uma missão especial, Jake fica completamente arrebatado. A ideia é impedir que Oswald mate o presidente Kennedy. Jake regressa a uma América apaixonante e começa uma nova vida no tempo de Elvis, dos grandes automóveis americanos e de gente a fumar. O curso da História está prestes a mudar…

A minha opinião

Aqui há dois anos, mais ou menos, vi este livro à venda e gostei da sinopse. Confesso que, na altura, o namorei várias vezes mas como tinha vários em espera e o preço não era exactamente atractivo, acabei por não o comprar. Mais tarde (o ano passado) a Fox deu a série que se baseia neste livro - 22/11/63 - e foi depois de ver a série que decidi que tinha mesmo mesmo de ler o livro.

Estas férias foi a oportunidade perfeita para o ler.

22/11/63 é, para mim, o melhor dos livros de Stephen King. A história está bem estruturada, houve bastante pesquisa de modo a que fosse o mais credível possível, e deixa-nos com a pergunta: o que farias se pudesses ir a um determinado momento do passado? (coisa, aliás, que já As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, me tinha deixado a pensar).

Como seria o mundo se Kennedy não tivesse sido morto por Lee Oswald? Quem era Lee Oswald? Stephen King mostra, em 22.11.63, que é, acima de tudo, um contador de histórias, alguém sem medo de ferir susceptibilidades e que sabe como nos prender. Mesmo que a história principal (impedir o assassinato de Kennedy) só aconteça na parte final do livro (mais ou menos a um quarto do fim), até lá chegarmos vamos acompanhando a vida de Jake - vindo do século XXI - na década de 60 do século XX. Vamos conhecendo quem era Lee Oswald (King teve o cuidado de investigar a fundo a vida de Lee Oswald para se tentar aproximar o mais possível da realidade).

Um livro genial, longo - cerca de 900 páginas - mas interessante, até para percebermos como era o mundo na década de 60 do século passado. Há meros 60 anos, sem internet, sem telemóveis, sem redes sociais mas em que tudo acontecia à mesma, tal e qual como hoje.

Creiam-me... este é o livro que querem ler. Mesmo que pensem que é uma seca, que é enorme, que não gostam de excessos em ficção (sim, viajar no tempo é ficção em excesso) ou que não gostam do autor. Este é o livro que vos vai provar que estão enganados.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Coreia do Norte A Realidade

por Magda L Pais, em 02.08.17

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Coreia do Norte - A Realidade de Margarida Serra

Editado pela Prime Books em Julho de 2017

ISBN: 9789896553241

Sinopse

A Coreia do Norte tem aquele que é considerado um dos regimes mais enigmáticos do mundo. Em 2016 a jornalista Margarida Serra, da TSF, teve a rara oportunidade de visitar o país. Neste livro conta-nos a realidade que presenciou, não obstante o controlo a que esteve sujeita e as limitações que marcaram os dias em que lá esteve.

A minha opinião

Creio (mas posso estar enganada) que quase todo o mundo ocidental gostava de perceber o que se passa no pais que pode ser uma das maiores ameaças à existência de humanos no planeta Terra. Um país governado por um louco que, enquanto era louco sozinho, se ia gerindo como se podia mas agora, que há mais dois loucos em extremos opostos, se torna mais complicado.

(Trump, Putin e Kim Jong-un, três loucos em três posições de poder, com a possibilidade - já não tão ténue assim - de provocarem uma guerra mundial. A última...)

Eu sei que tenho essa curiosidade. Não seria capaz (ainda que me fosse permitido) de visitar a Coreia do Norte, mas tenho a curiosidade de perceber as pessoas, aquelas que são formatadas, quase desde que nascem, para adorar o líder e para pensarem que o líder é o pai de todos.

Margarida Serra teve essa coragem (essa coragem e ainda a coragem de fazer a apresentação em Sesimbra no dia em que morreu a sua melhor amiga, o que só prova o seu profissionalismo e a sua condição de jornalista de 5 estrelas) e, ainda que só por isso, valeria a pena ler as suas impressões do regime mais fechado do mundo.

A primeira parte do livro é a descrição da sua viagem. Um verdadeiro documentário, abrindo-nos uma pequena janela na Coreia do Norte, permitindo-nos conhecer - na segurança da nossa casa - Pyongyang, os coreanos e a sua forma de estar (que, basicamente, é a forma de estar do líder). A descrição é fluida, como se estivéssemos a conversar com a autora, e é de leitura muito agradável.

A segunda parte é um excelente trabalho de investigação, que nos apresenta o poderio militar da Coreia do Norte, as tentativas de reencontro das famílias separadas das duas Coreias e a unificação da península.

Tenho para mim que este é um livro indispensável. Um livro a ler por todos, na esperança que, um dia, a lavagem ao cérebro dos norte-coreanos comece a diminuir de alguma forma para que eles possam viver em vez de sobreviver (e, com isso deixe de haver mais um louco a governar).

Se tiverem curiosidade podem ouvir aqui a reportagem de Margarida Serra que serviu de base a este livro - "Diga ao mundo que somos felizes" transmitida na TSF em Maio de 2016.

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