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A Senhora dos Rios

por Magda L Pais, em 09.10.17

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A Senhora dos Rios de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos – Volume III

ISBN: 9789722630115

Editado em 2012 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

Jacquetta é casada com o Duque de Bedford, regente inglês da França, que lhe dá a conhecer um mundo misterioso de conhecimento e de alquimia. O único amigo de Jacquetta é o escudeiro do duque, Ricardo Woodville, que está a seu lado quando a morte do duque faz dela uma viúva jovem e rica. Os dois tornam-se amantes e casam em segredo, regressando à Inglaterra para servir na corte do jovem monarca Henrique VI, onde Jacquetta vem a ser uma amiga próxima e leal da sua nova rainha.

Depressa os Woodville conquistam uma posição no núcleo da corte de Lencastre, apesar de Jacquetta pressentir a crescente ameaça vinda do povo da Inglaterra e o perigo de rivais pretendentes ao trono. Mas nem a coragem e a lealdade dos Woodville bastam para manter no trono a Casa de Lencastre. Jacquetta luta pelo seu rei, pela sua rainha e pela sua filha Isabel, para quem prevê um futuro extraordinário e surpreendente: uma mudança de destino, o trono da Inglaterra e a rosa branca de Iorque.

A minha opinião

A minha viagem pelo período da Guerra dos Primos (ou a guerra entre os Plantagenet e os Tudor) iniciou-se com A Rainha Branca, anunciado como primeiro livro desta série. Só que, depois de ler A Senhora dos Rios, concluo que estão trocados uma vez que A Senhora dos Rios é a história de Jacquetta, a mãe de Isabel (A Rainha Branca), acabando - este livro - mais ou menos no dia em que começa a segunda história. Não é grave, apesar de tirar um pouco do suspense da história dado que sabemos pelo menos como termina a história de Jacquetta e de Ricardo.

Apesar de que, pelo que vejo, este livro estar anunciado na Wook como sendo o terceiro da série. No Goodreads consta como primeiro. Uma confusão portanto. Que não aquece nem arrefece, só baralha.

Romances históricos são, definitivamente, uma das minhas praias (haverá, certamente, quem dirá que, basicamente, livros são a minha praia mas adiante). Gosto realmente de ler livros que me entretém enquanto aprendo, que me mostram como a história se desenrolou até a chegar aos nossos dias. Como era a vida naquela época, o que se esperava das mulheres e dos homens e, acima de tudo, como havia quem conseguisse contornar as regras.

Cheguei a comparar Isabel Stilwell a Philippa Gregory mas, confesso, depois da leitura do segundo livro de PG, confesso que não há qualquer semelhança. Nos livros de Isabel Stilwell as rainhas tem todas a mesma personalidade. Chegamos a um ponto e achamos que só muda a história, a personagem principal é a mesma. Com Philippa Gregory tal não acontece. Dois livros lidos, duas mulheres fortes - com algumas semelhanças próprias de serem mãe e filha - mas tão diferentes quanto é possível ser.

E a história... bem, a história é rica em pormenores, em explicações sem ser demasiado aborrecida. Podemos baralhar-nos um pouco nos nomes (credo, uma profusão de Henriques e Ricardos que só visto, que falta de imaginação que os ingleses tinham na época) mas mesmo isso é mitigado porque os apelidos os identificam bem.

Philippa Gregory mostra também que fez um profundo trabalho de pesquisa, o que torna os seus livros ainda mais apetecíveis.

Sem delongas, já me lancei na leitura da Rainha Vermelha, segundo ou terceiro volume da série (vá-se lá perceber isto) e estou com vontade de ler todos os livros. Apesar de serem 16... 

(leia aqui as primeiras páginas)

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É muito raro ler à noite porque depois esqueço-me das horas e acabo por me deitar à hora de me levantar. Mas ontem quis mesmo acabar A Senhora dos Rios e portanto... deitei-me mais tarde que o costume. Já cá volto para falar sobre ele.

 

***

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Y - Y.A. ou livros adultos

por Magda L Pais, em 06.10.17

Ora honestamente a mim o que me interessa é que estejam bem escritos. Já li bons livros de Y.A. assim como já li livros que não prestam para nada. Já li bons livros "adultos" e outros que não interessam nem ao menino Jesus. Por isso é que eu prefiro que sejam bons do que os por de parte por causa da faixa etária a que se destinam. Até porque me sinto uma eterna criança...

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O Vendedor de Passados

por Magda L Pais, em 05.10.17

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O Vendedor de Passados de José Eduardo Agualusa 

Editado em 2017 pela Quetzal Editores

ISBN: 9789897223686

Sinopse

Félix Ventura escolheu um estranho ofício: vende passados falsos. Os seus clientes - prósperos empresários, políticos, generais, enfim, a emergente burguesia angolana - têm o futuro assegurado. Falta-lhes, porém, um bom passado. Félix fabrica-lhes uma genealogia de luxo e memórias felizes, e consegue-lhes os retratos dos ancestrais ilustres.

A vida corre-lhe bem. Uma noite entra-lhe em casa, em Luanda, um misterioso estrangeiro à procura de uma identidade angolana. Então, numa vertigem, o passado irrompe pelo presente e o impossível começa a acontecer. Sátira feroz, mas divertida e bem-humorada, à atual sociedade angolana, O Vendedor de Passados é também (ou principalmente) uma reflexão sobre a construção da memória e os seus equívocos.

A minha opinião

Depois de ler O Lugar do Morto e A Sociedade dos Sonhadores Involuntários alguém me sugeriu a leitura deste livro, por considerarem que O Vendedor de Passados era o melhor que Agualusa escreveu. Tenho de confessar que não me lembro que me disse isto mas lembro-me que, quando vi que este livro estava a circular no âmbito do livro secreto, fiquei ansiosa para que me chegasse às mãos para que pudesse comprovar o que me disseram.

Bem... é verdade. Pelo menos comparando com os outros dois que li, Agualusa, neste Vendedor de Passados encantou-me.

Primeiro encanto do livro, o narrador. Entre os narradores dos livros que li, temos um narrado pela Morte, outro narrado pelo próprio Livro, e este, entra para esse top de narradores diferentes com uma Osga...

Ao chegar-mos a velhos apenas nos resta a certeza de que em breve seremos ainda mais velhos. Dizer a alguém que é jovem não me parece uma expressão correcta.

Agualusa, também neste livro, faz uma critica acérrima à sociedade angolana, do presente e do passado, um povo à procura da sua identidade, do seu passado. Félix, um negro albino, vende exactamente isso. Passados a quem deles precisa por alguma razão.

Só somos felizes, verdadeiramente felizes, quando é para sempre, mas só as crianças habitam esse tempo no qual todas as coisas duram para sempre.

Uma história original, sem dúvida, numa escrita própria (que, eventualmente, nem toda a gente gostará) mas que, sem dúvida se aprende a apreciar aos poucos. Ainda bem que optei por não desistir da leitura de Agualusa porque este Vendedor de Passados conquistou-me por inteiro.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Temos aqui um problema. Querem o 24º livro da estante da sala, da estante do lado direito do hall ou da do lado esquerdo? Ou querem o 24º livro da estante do corredor? E é para contar da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda? dúvidas, perguntas, questões...

E se for a estante virtual que tenho no Goodreads... querem que coloque por ordem alfabética, por data da edição, pela data em que o comprei ou a data em que o li? 

Estou a ser miudinha, eu sei. Mas sem estes esclarecimentos é dificil responder a esta questão. Por isso vou adaptá-la. Qual foi o 24º livro lido este ano?

E o 24º livro lido em 2017 foi O Assassino do Bobo, o 11º livro da saga O Assassino e Robin Hobb. Uma saga maravilhosa cuja leitura vos recomendo.

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